Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 9 outubro, 2010

BALÉ E NATUREZA, DANÇA E TEATRO, LUZ E MOVIMENTO, A ARTÍSTICA DUALIDADE DE UM DIRETOR E SEU ESPETÁCULO

O grupo Momix, uma das mais populares companhias de dança do planeta, é marcado pelas duas grandes paixões de seu diretor artístico, o norte-americano Moses Pendleton, são elas o balé e a natureza. No entanto, esta combinação entre dança e natureza talvez nunca tenha se manifestado de forma tão intensa, delicada e bela quanto no último espetáculo da companhia, Botanica, que chega este mês ao Brasil para ser apresentado em Curititiba, no Rio de Janeiro e em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Vendo um pouco do espetáculo a sensação é que os olhos passeiam por um belo jardim, o corpo se deixa levar por movimentos leves e exatos, deitando calmo em um chão de grama, cheirando as pétalas de graciosos girassois, banhando a pele em um caprichoso e desejado sol, alimentando a alma e os sentidos em um alegre dia de verão!

Outro ponto que pode ser observado ao ver um pouco do espetáculo é a presença do teatro na dança ou da dança no teatro. As coreografias são marcadas por certo ilusionismo cênico que confere mais vida e palpitação aos espetáculos de Pendleton, sempre detalhistas quando se trata de iluminação e movimento.

E é assim, nos detalhes, na criatividade que brota das próprias experiências pessoais, que os espetáculos do direitor, em especial, Botanica, tornam-se uma espécie de catarse naturalmente renovada!!

Vale provar um pouco do gostinho:

Aviso aos navegantes: Botanica fica no Brasil até o dia 5 de novembro, quando será feita a última apresentação do grupo Momix no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

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1989-2010: VINTE ANOS SE PASSARAM, MAS A VELHA MÍDIA CONTINUA A MESMA

Em 1989, Veja, Globo, Estadão e Folha impuseram Fernando Collor de Mello, assim como hoje estão tentando impor José Serra.

Em 1989, Collor de Mello aceitou usar na campanha a mentira, o medo e todo tipo de baixaria contra Lula. A velha mídia gostou. Serra também aceita fazer o mesmo hoje.

Em 1989, Collor acusou Lula, com depoimento falso, de tentar fazer com que sua ex-mulher abortasse. A equipe do Serra usa a mesma tática e levanta o tema novamente.

Em 1989, Collor acusou Lula de ter um aparelho de som melhor do que o que ele, filho de usineiro em Alagoas, tinha. A velha mídia se calou.

Em 1989, a campanha de Collor acusou Lula de querer implantar o comunismo no Brasil e que ele iria confiscar a poupança das pessoas. A velha mídia se calou e Collor, após eleito, confiscou a poupança.

Em 1989, Collor prometeu mundos e fundos, assim como hoje José Serra promete. É o promessômetro como disse Marina Silva.

Depois de 20 anos, Collor mudou e Lula também mudou, mas a velha mídia continua a mesma. Em primeiro lugar seus interesses econômicos e, por último, o povo brasileiro.

Depois de 20 anos, a baixaria na campanha de José Serra continua a mesma de Collor de Mello e a velha mídia continua se calando e trabalhando contra a candidata mais progressista.

Depois de 20 anos, a velha mídia tem a mesma cara. Essa cara logo abaixo, uma síntese:

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MANCHETES DE TRÊS IMPORTANTES JORNAIS DO PAÍS SÃO ANALISADAS E DEIXAM CLARO O PARTIDARISMO DA VELHA MÍDIA

Uma análise feita a partir das manchetes dos três jornais de maior circulação no país entre os dias 28 de agosto e 27 de setembro, deixa claro o viés paridário com que a mídia comercial-conservadora vem tratando assuntos que, originalmente, deveriam ser pautados apenas pelo interesse público, e não pelo interesse privado de empresas jornalísticas que de jornalísticas não têm nada!

Mas os números nesse caso dizem mais que as palavras, vamos a eles e ao absurdo revelado!

Análise da candidatura Dilma nas capas dos jornais
Manchetes dos três jornais de maior circulação do país com relação à candidatura Dilma Rousseff
Brasil de Fato
Da redação

O levantamento foi feito a partir das manchetes de primeira página publicadas, entre os dias 28 de agosto e 27 de setembro, por Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo. Nesse período, o diário carioca não publicou nenhuma manchete positiva à candidata Dilma Rousseff, contra 21 negativas. Foram ainda três neutras e seis tratando de outros assuntos, como economia ou internacional.

Já a Folha de S.Paulo veiculou duas manchetes positivas à campanha petista (“Lula vai à TV e afirma que Serra partiu para baixaria”, no dia 8, e “Desemprego é o menor, e renda é a maior em 8 anos”, dia 24). No entanto, foram 18 negativas, além de uma neutra e nove sobre temas diversos. O outro periódico paulista, o único dos três a declarar em editorial apoio ao candidato José Serra, foi o campeão em manchetes negativas com relação a Dilma: foram 22 em apenas um mês. O Estado de S. Paulo também trouxe uma capa positiva à petista (“Inquérito da PF esvazia tese de crime político na receita”, dia 16), três neutras e quatros abordando outros assuntos.

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