Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 10 outubro, 2010

PIANO NEGRO, SOM DO GRUPO SANDÁLIA DE PRATA

Ritmo, originalidade, presença, pluralidade, swing, samba-rock, partido alto e gafieira com pitadas de jazz, soul e rap. Esses são os ingredientes da sonoridade pulsante do Sandália de Prata!!

Escutar uma música tocada e cantada pelo grupo é uma espécie de experiência acústica, visual e humana em todos os sentidos! Um som delicioso e revigorante, bom para animar a alma e contagiar o corpo! Dos alternativos, um dos melhores…

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MÁRIO COVAS E BRIZOLA NÃO VACILARAM; APOIARAM LULA E O PT CONTRA O CANDIDATO CONSERVADOR; E AGORA MARINA?

Brizola e Covas não vacilaram; e a Marina?

Em 1989, quando a velha mídia (Estadão, Folha, Veja, Globo e outros mais) apoiava irrestritamente Fernando Collor de Mello contra Lula, Mário Covas, que nem de longe foi do PT, não titubeou e apoiou Lula no segundo turno.

Lembro-me do grande comício na Praça Charles Müller em que Covas e outros progressistas da época tomaram posição em favor de Lula. A velha mídia e o setores mais retrógrados da sociedade brasileira estavam com Collor.

Leonel Brizola, mesmo tendo apelidado Lula de Sapo Barbudo, também não titubeou, nem vacilou. Apoiou Lula no segundo turno.

Brizola e Covas nunca participaram do PT, mas pensaram no Brasil naquele momento. Pensaram além de seus interesses partidários e pessoais. Tomaram grandes decisões políticas.

A história colocou Marina Silva na mesma posição de Brizola e Covas. Ela, que sempre foi do PT, tem nas mãos uma decisão que pode definir o futuro do Brasil.

Quanto mais Marina demora para decidir, mais chances ela dá para um crescimento de Serra e do poder do oligopólio das mídias.

Marina sabe o que significa o seu não apoio a Dilma. Marina conhece a história. E agora Marina?

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PESQUISA DA UERJ DESMITIFICA MUITAS DAS QUESTÕES LIGADAS ÀS POLÍTICAS AFIRMATIVAS DE ACESSO À UNIVERSIDADE

Durante o modernismo, a ideia de raça adquiriu uma função importante e foram plantadas algumas históricas divisões

Da Agência Educação Política

Dentre outras coisas, a pesquisa realizada pela UERJ, por meio de uma ampla radiografia das ações afirmativas nas 70 universidades públicas federais e estaduais, desmonta a crítica de que as cotas beneficiam majoritariamente negros de classe média. Dados da pesquisa mostram que das 40 universidades que adotaram critérios raciais na seleção de alunos, apenas quatro não possuem nenhum tipo de corte socioeconômico associado. Ao passo que 90% delas incluíram a necessidade de o estudante ser egresso de escola pública, possuir renda baixa ou ambos os critérios combinados.

Ou seja, o argumento de que as cotas são um tipo de medida racista que serve ainda mais para aumentar a divisão entre brancos e negros, cai por terra diante do fato de que as universidades levam em consideração muito mais os fatores socioeconômicos do que a cor da pele. As medidas afirmativas revelam-se assim sociais e não raciais.

A pesquisa também revela que 40 das 70 universidades públicas estaduais e federais adotaram ações afirmativas para incluir determinadas etnias. Há, neste sentido, uma evidente preocupação em fazer com que na universidade, espaço público e universal por excelência, convivam pessoas de diferentes culturas e tradições que possam, em última instância, trocar valores e experiências e não, como dizem os mitificadores das ações afirmativas, gerar conflito ou ódio racial por parte de alunos brancos que se sentem prejudicados com as cotas.

Pesquisas como a da UERJ vão aos poucos desmontando muitos dos estereótipos que existem em relação às ações afirmativas de inclusão nas universidades. O importante é pensar que a desigualdade entre os diferentes grupos étnicos que compõem o povo brasileiro sempre existiu e foi gestada e estimulada durante anos por diferentes teorias, práticas e discursos.

Tal desigualdade não será erradicada naturalmente. É preciso que algumas atitudes sejam tomadas para corrigir esse erro histórico, daí a legitimidade das ações afirmativas. No entanto, sempre é bom lembrar que não se deve perder de vista a necessidade de criar as mesmas oportunidades para todos, brancos ou negros, mestiços ou índios, ricos ou pobres, de ter uma educação de qualidade e lutar com as mesmas armas por seus próprios sonhos!

A inclusão desmitificada
Carta Capital
Rodrigo Martins

Pesquisa da Uerj desmonta os argumentos de quem se opõe às políticas afirmativas

Está previsto para o segundo semestre deste ano o julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), da legalidade da reserva de vagas nas universidades por critérios raciais. Diversas audiências públicas foram realizadas no plenário da Corte em março deste ano. Todas as cartas de quem defende ou critica a medida foram apresentadas, mas um estudo recente da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) lança luzes sobre a questão e desmitifica vários aspectos relacionados às ações afirmativas que têm sido levantados por quem é contra esse tipo de política.

A pesquisa, na realidade, não aborda somente o sistema de cotas. Faz uma ampla radiografia das ações afirmativas nas 70 universidades públicas federais e estaduais. Revela, por exemplo, que não se tratam de políticas desconhecidas, uma vez que 71,4% das instituições possuem medidas para facilitar ou garantir o acesso de negros e pobres ao ensino superior. E essas políticas estão distribuídas por todo o território nacional de maneira bastante homogênea (gráfico ao lado).

“Nas regiões mais populosas do País, mais de 80% das universidades possuem alguma ação afirmativa. Apenas o Sul tem uma participação menor, ainda assim mais da metade das instituições sulistas abraçaram a ideia. No caso da Região Norte, com cerca de 40%, é preciso levar em conta o reduzido número de universidades. Se uma ou duas delas aderirem às cotas, por exemplo, o porcentual de instituições com políticas afirmativas cresce muito”, explica João Feres Júnior, coordenador do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa da Uerj, responsável pela pesquisa. “Há muitas experiências testadas e as universidades podem apresentar à sociedade seus resultados.” (Texto Completo)

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