Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 19 outubro, 2010

PELO SONHO É QUE VAMOS…

Chico Buarque, Oscar Niemeyer, Leonardo Boff...

Da Agência Educação Política

Mais de mil artistas, intelectuais e militantes reuniram-se ontem (18/10) no Rio de Janeiro em um ato de apoio à candidata do PT à presidência da república Dilma Rousseff. Os intelectuais repetiram o clima da campanha pelas eleições de 1989, quando apoiaram Lula na então disputa com Collor. Era a primeira eleição direta para presidente da república depois de anos de autoritarismo e censura com o Regime Militar.  A classe artística e os intelectuais, amantes da beleza, da expressão, da liberdade, do sonho, viram em Lula, naquela época, a promessa efetiva de mudança, o começo da construção de uma tão desejada utopia de viver em um Brasil livre, igual e democrático.

Vinte e um anos mais tarde, eles agora veem em Dilma não mais o começo da construção de uma utopia, mas a promessa de continuação e aperfeiçoamento daquela utopia que antes eles sonhavam e que Lula fez começar a virar realidade. O sonho, à priori inatingível, de um país melhor, onde se luta contra a miséria humana, econômica e social de um povo historicamente reprimido e onde se busca a liberdade de direitos e de participação viu a luz do dia no seio desta terra tropical.

Agora o tempo é outro, mas a utopia ainda é a mesma. Os artistas antes queriam o sonho, agora querem que ele continue, não querem acordar. Não querem que um projeto atrasado e conservador interrompa um projeto dinâmico e empreendedor que lutou muito para chegar ao lugar que chegou!

Pode parecer idealista demais falar em utopia, em igualdade, erradicação da miséria, plena democracia, vigor público. Mas as utopias que, por definição significam aquilo que não se realiza, o não-lugar, onde não se chega, onde não se pode habitar, sempre fascinaram e moveram o homem. Há nelas um horizonte que atrai, um sonho que acalenta e é aí que o não-lugar de repente vira lugar.

Uma coisa é importante dizer. O governo Lula não é um reduto da perfeição. Há sim muitas coisas que ainda precisam ser feitas, melhoradas. Mas o importante é ver que muito já foi feito, que muito já foi melhorado, que a mudança de fato começou. Esses artistas e intelectuais que apoiam Lula reconhecem tudo isso.

Eles tomam a realidade feito terra do chão. Na terra, veem algumas sementes já crescendo e dando frutos. Também veem outras que ainda não germinaram, e outras que ainda nem foram plantadas, mas que estão apenas esperando a chegada da nova estação. Enquanto isso, vão regando essa terra, não deixando que ela seque, que os frutos morram e que as sementes que esperam sejam levadas pelo vento. Eles regam e acreditam, mais do que isso, eles lutam! Se pararem de regar a terra seca. As vidas secam, tudo murcha e se liquefaz!

Dilma, repito, é a continuação e o aperfeiçoamento de uma mudança, de um sonho e por que não de uma utopia. Intelectuais, artistas e grande parte do povo brasileiro sabem disso e mais do que saber, eles sentem. Do mais, é preciso continuar essa utopia que nasceu. Mesmo que falar em utopia seja sonhar demais, como diria um poeta “pelo sonho é que vamos, comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não haja frutos, pelo sonho é que vamos”.*

Fotos do encontro podem ser vistas na página do jornal O Estado de S.Paulo

Também vale a pena ver esse bonito vídeo publicado no blog do Nassif com depoimentos de alguns artistas e intelectuais que participaram do ato pró-Dilma no Rio:


*Os versos ao final do texto são do poeta português Sebastião da Gama

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O candidato tucano José Serra tem em seus depoimentos atacado sistematicamente o PT (Partido dos Trabalhadores) como uma instituição que representa o pior dos mundos. E esse ataque é inevitavelmente também um ataque à Marina Silva, que é fundadora da CUT-Acre e militante do PT desde 1985, o qual foi seu único partido até se desfiliar para ser candidata pelo PV.

Toda a história política de Marina Silva foi dentro do Partido dos Trabalhadores, que foi sua escola política durante duas décadas e meia. Ela foi vereadora, deputada, senadora e até o ano passado ocupava o cargo de ministra no governo petista de Lula/Dilma Rousseff.  Marina saiu do PT com a legítima ambição de ser presidente do Brasil.

Portanto, Marina Silva é PT do início ao fim, apesar de optar pela neutralidade nessa campanha.

A neutralidade é uma aposta de que o PV pode construir uma terceira via e, com certeza, é importante um maior poder das forças ambientalistas no nosso país.

No entanto,  Marina teria muito mais a ganhar se optasse pelo voto em Dilma Rousseff. Ela não jogaria sua história de vida no lixo e mostraria que não ficou em cima do muro, que quer um destino para o Brasil de políticas públicas de real alcance social em detrimento ao neoliberalismo tucano.

Isso em nada afetaria o  PV como oposição. O próximo governo, com certeza, terá de considerar a questão ambiental de uma forma mais efetiva. Porque se não o fizer, o PV será um ponto crítico.

Portanto, a opção de Serra de atacar o PT como instituição e não com críticas às políticas públicas é um ataque direto à Marina Silva e é o mesmo procedimento da extrema-direita.

Na realidade, o primeiro turno mostrou que essa escola petista que o Serra diz que é tão ruim formou candidatos que tiveram juntos quase 70% dos votos dos brasileiros (Dilma, Marina, Plínio e outros).

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Da Agência Educação Política

José Serra, candidato do PSDB à presidência da república, declarou recentemente que há uso político da prova do ENEM e que, neste sentido, ela deveria ser revista. O ataque de Serra ao ENEM é leviano e não se sustenta em qualquer tipo de motivo realmente justificador. O vazamento da prova do ENEM que ocorreu o ano passado foi um crime contra o ENEM que está sendo investigado. Uma vez explicado e prevenido, o episódio não compromete em nada a qualidade do exame, tampouco faz dele um instrumento político.

Para Dilma Rousseff, esses ataques de José Serra ao ENEM, usando o pretexto de que a prova seria política, aliada à tentativa do DEM em extinguir o ProUni (Programa Universidade para todos) entrando com ação contra o programa no Supremo Tribunal Federal (STJ) mostram, acima de qualquer outra coisa, que o candidato pretende dificultar o acesso dos jovens à univesidade, já que o ENEM serve como exame de entrada em diversas instituições de ensino superior que participam do ProUni.

Para Dilma, ao atacar o ENEM, o candidato Serra está atacando indiretamente o ProUni, o que, de fato, não deixa de ter sentido, haja vista a falta de fundamentos e contexto para a crítica feita ao ENEM pelo candidato demo-tucano.

Mais uma vez, fica claro como José Serra e sua turma representam o que há de mais conservador no nosso país. Eles são de fato contra os direitos sociais adquiridos durante o governo Lula. Para eles, não interessa que jovens frequentem a universade e pensem o seu país. Para eles, não interessa que famílias saiam da miséria e conquistem um emprego e melhores condições de vida. Para eles, povo é sinônimo de cordeiro. Aquele que segue e obedece.

Para Dilma, PSDB quer dificultar acesso de jovens à faculdade
Por Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lamentou as declarações de seu adversário, José Serra (PSDB), sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O tucano afirmou esta semana que há uso político da prova.

Dilma entende que isso reflete uma tentativa de dificultar o acesso dos jovens à faculdade, já que o Enem agora serve como exame de entrada em diversas instituições de ensino superior e no Programa Universidade para Todos (ProUni). Durante evento de campanha em Belo Horizonte, a candidata lembrou que o DEM, aliado do PSDB, entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a extinção do ProUni.

“Eu acho um absurdo a declaração do candidato Serra a respeito do Enem. Quando se fala em vazamento é necessário que se perceba que foi um crime que está sendo investigado. E um crime contra o Enem”, afirmou Dilma, numa referência ao episódio envolvendo o exame no ano passado. “Atacar o Enem agora é uma forma indireta do candidato Serra atacar o Prouni. Aliás, o partido do vice dele [DEM] entrou na Justiça pedindo para acabar com o Prouni, entraram no Supremo. E sso compromete as oportunidades que 700 mil estudantes estão tendo, o que é um absurdo.” (Texto Completo)

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