Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 27 outubro, 2010

A POESIA DE VINICIUS DE MORAES E O VIOLÃO DE BADEN POWELL EM UM MESMO CANTAR DE VIVER

O Documentário sobre Vinicius de Moraes, para quem quiser provar de sua emoção!

Neste trecho, que faz parte do emocionado e belo documentário Vinicius, de Miguel Faria Jr., que conta a vida, os amores, a música e toda intensidade do grande compositor da Bossa Nova, mestre da música popular brasileira, fica evidente o clima de alegria, de paixão e de descontração que marcou a vida do ‘poetinha’ quando ele e um grupo de amigos cantam ‘Canto de Ossanha’.

Faz bem impregnar-se desse ritmo, dessa vida que pede pra ser vivida! Desse Vinicius eterno nos nossos dias…

Canto de Ossanha
Composição: Vinicius de Moraes / Baden Powell

-“O canto da mais difícil
E mais misteriosa das deusas
Do candomblé baiano
Aquela que sabe tudo
Sobre as ervas
Sobre a alquimia do amor”

Deaaá! Deeerê! Deaaá!

O homem que diz “dou”
Não dá!
Porque quem dá mesmo
Não diz!
O homem que diz “vou”
Não vai!
Porque quando foi
Já não quis!
O homem que diz “sou”
Não é!
Porque quem é mesmo “é”
Não sou!
O homem que diz “tou”
Não tá
Porque ninguém tá
Quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de Ossanha
Traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor…

Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não Vou!…

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor…

Amigo sinhô
Saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de Ossanha
Não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pr’o seu Orixá
O amor só é bom se doer
Pergunte pr’o seu Orixá
O amor só é bom se doer…

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Dizer!…

Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor
Que passou
Não!
Eu só vou se for prá ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor…

Vai! Vai! Vai! Vai!
Amar!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Sofrer!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Chorar!
Vai! Vai! Vai! Vai!

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POPULARIDADE DE DILMA NO NORDESTE NÃO TEM RELAÇÃO DIRETA COM BOLSA FAMÍLIA E SIM COM CRESCIMENTO ECONÔMICO DA REGIÃO

Clique na imagem e veja os investimentos públicos realizados na região Nordeste

Da Agência Educação Política

Desconstruindo o preconceito que parte da elite do sul e do sudeste tem em relação ao nordeste por atribuir à região uma espécie de preferência alienada pelo presidente Lula e agora pela candidata Dilma Rousseff em razão de programas de transferência de renda como o Bolsa Família, a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco, em entrevista concedida à revista Carta Capital, mostra que a alta popularidade do governo petista na região nordeste não se dá única e exclusivamente em razão do bolsa família, mas também e, principalmente, pelas diversas melhorias sentidas na região em áreas como o comércio varejista, por exemplo, que atraiu investimentos diversos para a região.

A presença de um braço da Petrobrás na região nordeste também é apontado como fator responsável por dinamizar e alavancar o crescimento da região, sem falar na ampliação dos investimentos em infraestrutura promovidos pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) que contribuem e muito para o desenvolvimento social e econômico do nordeste.

O fato é que o que existe no nordeste, ao contrário do que muitos gostam de falar, não é apenas um programa assistencialista de transferência de renda que ‘compra’ os votos dos nordestinos por meio de uma ilusão temporária. Essa é a base do preconceito vendido pela elite do sul e sudeste. Não é difícil escutar: “No nordeste todos votam no Lula e agora na Dilma só por causa do Bolsa Família, todos pobres que acham que estão mudando de vida”.

Esse discurso carregado de estereótipos e preconceitos que nunca teve fundamento é facilmente desconstruído com uma análise mais pontual que mostra os diversos fatores que têm contribuído para um desenvolvimento sólido e permanente na região nordeste, como a feita pela professora da Universidade Federal de Pernambuco.

A realidade é simples: Lula decidiu olhar para o nordeste, coisa que os tucanos nunca pensaram em fazer. E este olhar não vai ser por eles tão facilmente esquecido. Mérito dele e de Dilma Rousseff que, com certeza, não desviará o olhar…

Desconstrução do preconceito
Carta Capital
Por Mauricio Dias

Não resulta do Bolsa Família o voto nordestino pró-Dilma, ainda maior no segundo turno

Para entender melhor o resultado do primeiro turno da eleição presidencial e projetar o resultado final do confronto entre Dilma e Serra, no dia 31 de outubro, é preciso falar do velho preconceito contra o Nordeste plantado nos corações e mentes de parte da elite das regiões Sul e Sudeste. O “Sul Maravilha”, conforme batismo do cartunista Henfil, um ícone do petismo aguerrido e ortodoxo.

Para esse pessoal, o voto no Nordeste foi comprado pelo Bolsa Família. Ninguém oferece uma contribuição melhor para a compreensão dessa questão do que a professora Tânia Bacelar, da Universidade Federal de Pernambuco.

Os argumentos dela não se sustentam no compromisso político. Ela mostra que os beneficiários do Bolsa Família “não são suficientemente numerosos para responder pelos porcentuais elevados obtidos por Dilma no primeiro turno: mais de dois terços dos votos no Maranhão, Piauí e Ceará e mais de 50% nos demais estados e cerca de 60% do total”.

Há fatos gerados pela administração Lula que explicam os votos: essa região, assim como o Norte, liderou as vendas do comércio varejista no Brasil entre 2003 e 2009. A consequência, segundo Tânia Bacelar, foi o dinamismo do consumo que “atraiu investimentos para a região”.
“Redes de supermercados, grandes magazines e indústrias alimentares e de bebidas, entre outros, expandiram sua presença no Nordeste ao mesmo tempo que as pequenas e médias empresas locais ampliavam sua produção”, explica.

O longo e importante braço da Petrobras influiu na dinâmica da economia nordestina. Houve investimento em novas refinarias e o resgate da indústria naval, que levou para aquela região vários estaleiros.
Tânia Bacelar fala, também, da “ampliação dos investimentos em infraestrutura, promovida pelo PAC com recursos que, somados, têm peso no total dos investimentos previstos superior à participação do Nordeste na economia nacional”. (Texto Completo)

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