Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: novembro 2010

O POP REGIONAL COM SWING NACIONAL DE MARCELO JENECI

Ele vai tomar conta do Brasil! O leitor pode até nunca ter ouvido falar de Marcelo Jeneci, mas com certeza já ouviu algumas de suas composições como Amado, consagrada na voz de Vanessa da Mata e Longe, cantada por Arnaldo Antunes e Betão Aguiar que, assim como a primeira, foi trilha de novela.

Jeneci é paulista e filho de pernambucanos. Criado em Guaianases, o mais nordestino dos bairros paulistas, o cantor e compositor que também tem um talento incrível para os intrumentos, particularmente sanfona e piano, combina ritmos e tendências regionais para criar um pop peculiar e apaixonante.

As boas letras combinadas a uma harmônica e alegre melodia fazem com que se vibre a cada nova execução. Jeneci parece uma daquelas constantes reinvenções que combina a diversidade com um apurado gosto estético e musical. Ritmo para quem gosta de movimento, poesia para quem gosta de tom, viagem para quem gosta de reflexão!

Para quem ficou curioso, um pouco de Copo d’água, canção que faz parte de seu primeiro disco solo Feito pra Acabar:

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NELSON JOBIM, MINISTRO DA DEFESA DO BRASIL, É UMA ESPÉCIE DE INFORMANTE DO GOVERNO DOS EUA, MOSTRA WIKILEAKS

Ministro gosta de usar uniformes militares e passa bola para o adversário

A Folha de S. Paulo publica matéria com documentos do site Wikileaks (organização não governamental que  divulga documentos secretos dos EUA) e mostra Nelson Jobim, ministro da Defesa do Brasil, como uma espécie de informante dos Estados Unidos. Ele teria dado, no mínimo, informações sobre integrantes do Itamaraty que teriam uma postura crítica contra a política norte-americana e revelado uma doença de Ivo Morales para os ianques.

Jobim é o mais tucano de todos os ministros, apesar de pertencer ao PMDB. Foi nomeado pelo ex-presidente Ferando Henrique Cardoso para o Supremo Tribunal Federal e foi ministro da Justiça de Fernando Henrique.

Jobim não moveu uma palha, mesmo dentro do governo, para que Dilma Rousseff  fosse eleita. O ministro tem fortes laços com a cúpula tucana. O ministro entrou no governo com a crise dos controladores de voo e serviu para Lula apaziguar um pouco o ódio de setores da elite que o culpavam de derrubar avião.

Agora, ser ministro da Defesa de um país e  passar informações para os Estados Unidos é demais.  Jobim vai ganhar o  Oscar, categoria Judas.

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ADAPTAÇÃO DE KAFKA PARA O TEATRO APOSTA NO SILÊNCIO E NA ILUSÃO DAS MÁSCARAS PARA RETRATAR O SER HUMANO

O universo kafkiano é composto por imagens que reduzem o homem à sua constituição primeira e original. Em Kafka, dorme-se homem, acorda-se barata, sufoca-se em medos e pesadelos e liberta-se em infinitas ilusões. Vive-se em um passado de lembranças que se revela um presente de alucinações, procura-se a saída, encontra-se solidão.

Na perpicaz e inteligente obra kafkiana a linguagem impecável, as letras detalhadamente bem pensadas, a esmerada construção dos personagens, tudo dialoga visando a construção de uma caricatura humana nem sempre exata. Apreender o escritor não é tarefa fácil, assim como vencer a dureza de sua ilusória realidade.

A Cia. Troada de teatro aceitou o desafio e decidiu montar uma adaptação da obra de Kafka, com o sugestivo título de A Porta. Na peça, a porta representa para o personagem principal a saída, o meio para voltar à realidade.

Ajudam a compor a atmosfera de distanciamento do real e ilusão, o figurino dos personagens, as máscaras por eles usadas e a própria mudez da peça, cujos atores permenecem em silêncio do primeiro ao derradeiro ato. Máscaras, ausência de fala, tudo isso confere um tom caricatural ao ser humano. Faz dele uma simples cópia de si mesmo que não se reconhece, que não tem face ou voz.

Fica assim o homem reduzido às suas ilusões, arrebatado e perdido por elas em busca da porta, da salvação por meio da qual Kafka sempre soube seduzir seus personagens.

A peça ficou em cartaz até o último dia 21 de novembro no Centro Cultural São Paulo. Para quem não pode assistir, o Educação Política deixa aqui um trecho do espetáculo que serve tanto para introduzir-se um pouco no universo kafkiano, quanto para embriagar-se com a força do teatro!

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Velha mídia: aos gritos!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Marilê

Triste fim da velha mídia! Cheguei até a acreditar que depois das chacotas pelas quais passaram durante a campanha, fossem fazer uma longa e profunda reflexão e recomeçar num nível mais elevado (é para isso que servem os erros; aprender, crescer, evoluir), mas a arrogância, a ignorância e a burrice não permitiram a transformação. E todos perdem com isso, pois a diversidade de opinião, a denúncia e a oposição são importantes, necessárias para o amadurecimento da sociedade e conseqüentemente para o crescimento do país!

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PARA MINISTRO, A CULTURA DEVE ESTAR ENTRE AS NECESSIDADES BÁSICAS DO INDIVÍDUO, AO LADO DE SAÚDE E EDUCAÇÃO

Juca Ferreira: Cultura como necessidade básica do cidadão

Diante da última pesquisa do IPEA que revelou o abismo existente entre as práticas culturais e a grande maioria do povo brasileiro, o ministro da Cultura, Juca Ferreira chamou a atenção para a necessidade da cultura ser integrada à agenda de desenvolvimento do país dos próximos dez anos.

Para o ministro, a cultura deve ser vista como prioridade para o indivíduo, ao lado de questões como saúde e educação. De fato, a atitude do ministro já é um grande avanço, pois a situação da cultura só vai mudar no país a partir do momento em que a forma como ela é vista pelo poder público também mudar.

Atualmente, a cultura é encarada como algo supérfluo pela maioria dos governantes, o que explica a falta de investimento no setor. No entanto, ela é um bem tão necessário ao ser humano quanto um bom sistema de saúde e um boa educação. A cultura alimenta a alma, amplia as percepções, faz ver e entender melhor a realidade, insere o indivíduo dentro de um espaço infinito de possibilidades e sensibilidades, tornando-o um cidadão mais consciente e pleno.

A situação da cultura no Brasil já melhorou muito com o governo Lula, mas ainda falta fazer a arte chegar até onde o povo está. Só assim o círculo se completará e o movimento da criação artística, seja ela literária, teatral ou plástica, poderá fechar-se em direção a um Aberto de vida e significação.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Rede Brasil Atual:

Ministro vê economia da Cultura como chave para o desenvolvimento do país
Por Hylda Cavalcanti

Brasília – O ministro da Cultura, Juca Ferreira, chamou a atenção para a necessidade de a cultura também ser integrada à agenda de desenvolvimento a ser traçada para os próximos dez anos. Durante a primeira Conferência do Desenvolvimento (Code), promovida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ferreira ressaltou a necessidade básica de todo cidadão de ter acesso à cultura do país, ao lado de indicadores como educação e saúde.

“Jamais enfrentaremos os desafios do século XXI se não tivermos o povo brasileiro nesse grau de acessibilidade à cultura”, afirmou. O ministro lembrou que a economia da cultura, resultado da indústria cultural consolidada em vários países, pode ser chave para o desenvolvimento.

Segundo ele, o setor é o segundo mais importante da economia nos Estados Unidos e terceiro na Inglaterra. No Brasil, a indústria cultural já representa quase 7% do Produto Interno Bruto (PIB) e responde por aproximadamente 6% do emprego formal do país, mas ainda não faz parte da agenda de desenvolvimento nem está inserida em políticas estratégicas.

“É importante trabalharmos para que (a Cultura) entre no mesmo patamar do agronegócio e da indústria regional agregada, em razão dos benefícios econômicos que alavanca”, enfatizou. (Texto Completo)

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AÇÃO DA POLÍCIA NOS MORROS CARIOCAS PODE RESULTAR EM CHACINA E NÃO RESOLVE PROBLEMA DA SEGURANÇA NO ESTADO

Forças de segurança após ocupação no Complexo do Alemão, e agora policial?

O carioca Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus, em matéria publicada no site da Rede Brasil Atual, demonstrou preocupação com a ação da polícia nos morros do Rio de Janeiro. Enquanto o que se vê na maioria dos meios de comunicação e noticiários é um aplauso unânime à ação da polícia e das forças armadas por ocasião da ocupação do Complexo do Alemão, o escritor, deixando ver toda sua sensibilidade e preocupação social, pensa no que virá depois da ocupação e o que ele imagina não é nada digno de comemoração.

Como já noticiado em post recente aqui no Educação Política, o problema da segurança no Rio de Janeiro não se resume a tanques da marinha, a operações bem sucedidas, a disparos e apreensões de armas, a prisões ou à morte de traficantes. Esse tipo de ação deve sim existir, mas não se pode esquecer de que ela é meramente repressiva e usa da mesma violência que fez parte da vida de muitos jovens que hoje são chefes do tráfico, roubam, matam e vivem como se a vida se resumisse a isso: matar ou morrer.

De fato, a preocupação de Lins faz todo sentido. Após a ‘comemorada’ ocupação do Complexo de Alemão, há que se pensar na forma como esta se deu. O importante é não fazer valer a segurança às custas de um verdadeiro massacre que apenas derrama sangue e serve para alimentar a raiva e o medo nas gerações seguintes. Como lembra Lins, prender é importante, mas a polícia deve se concentrar apenas em fazê-lo, tirando os traficantes de circulação.

E por falar em gerações seguintes, elas certamente virão. Esta pode ser enterrada, diluída, despedaçada, aprisionada, mas enquanto o morro estiver tão longe das oportunidades, ele permanecerá bastante próximo do crime e da violência, o que fará das próximas gerações um retrato não muito diferente da atual.

Pode parecer um discurso idealista e romântico, há os que simplesmente comemoram a morte, a ação da polícia, mas há algo além disso. Por mais que todos queiram paz, é preciso entender que a verdadeira paz não é vermelha feito sangue e sim branca feito giz ou uma simples folha de papel.

Veja trecho do texto publicado no site da Rede Brasil Atual:

São Paulo – “A polícia ocupou as favelas, monitorou a transferência dos criminosos para o Complexo do Alemão, e agora vão matar todo mundo”, prevê o escritor carioca Paulo Lins, autor de Cidade de Deus. Para ele, os movimentos da polícia conduzem a situação para uma “grande chacina”. Para Lins, os 96 incêndios em veículos e arrastões desde domingo (21) no Rio de Janeiro, atribuídos ao crime organizado, “deram o motivo” para o que ele chama de massacre. O maior problema é que isso pode não resolver o problema da segurança no Rio.

“No governo de Sérgio Cabral, desde o início, mata-se muita gente. E no Brasil não tem pena de morte, essa é a minha ressalva”, afirma. “Não acho que vão pegar esses criminosos, prender, apresentar a sociedade, levar para presídio e recuperar esses homens; eles vão matar”, prevê em entrevista à Rede Brasil Atual. O escritor revela ter ouvido relatos de moradores da comunidade de Cidade de Deus, na zona oeste da cidade, onde Lins cresceu, de execuções sumárias pela polícia de pessoas já rendidas. “Eu já vi isso a minha vida toda. Vai acontecer uma ‘bela chacina’ e gerar mais ódio”, lamenta.

O escritor se diz favorável à ocupação das comunidades e à política de instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), mas condena a forma como foram implantadas. “A ocupação em si é louvável, tem de ocupar, prender os bandidos, tirá-los de circulação, até porque eles aliciam outros jovens, servem de exemplo. Tirá-los de circulação é boa ideia, mas tem que prender, não matar”, diz. (Texto Completo)

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A MEDICINA MÍSTICA E GENIAL DE PARACELSO

"Seus insondáveis abismos ainda representam para nós uma grande problemática", Jung

Em O espírito na arte e na ciência, o psiquiatra suíço C. G. Jung dedica os dois primeiros capítulos para falar de uma personalidade da renascença tão estranha quanto genial. Partindo de sua histíria de vida e resvalando em alguns de seus traumas e ausências da infância, Jung revela um médico que desde o início esteve entre na fronteira entre a tradição e o espírito revolucionário.

De um lado, Paracelso notabilizou-se por suas críticas à medicina acadêmica, tal como era ensinada nos limites da universidade, distante das coisas do mundo e da natureza, do céu e da terra. De outro, permanecia ligado a uma tradição religiosa que, por mais que ele seguisse o caminho da matéria, continuava a sondá-lo.

No entanto, o médico entrou para a história como aquele que denunciava um tipo de medicina bastante racional e engessada. Paracelso defendia, dentre outras coisas, que o médico para sê-lo de fato, antes de qualquer coisa, deveria também ser um alquimista, astrólogo e filósofo.

Alquimista por que o que acontecia aos metais era o mesmo que acontecia aos seres humanos. Daí observar o mundo exterior, único capaz de revelar o interior. Astrólogo pois, segundo ele, há um céu dentro de cada um de nós e o ritmo da vida acompanha e é ditado, em última instância, pelo ritmo dos astros. Filósofo para pensar o objeto na sua dimensão científica. Na época, a concepção de filosofia era diferente da concepção atual. A filosofia se colocava muito mais como um viver do que propriamente um refletir sobre.

Mesmo com toda complexidade do seu pensamento, bastante hermético e obscuro, Paracelso revoluciou a arte da medicina, envolvendo-a em um atmosfera mística, enfeitiçada que, segundo ele, seria a única forma de revelar as doenças do corpo e da alma.

“Qual é, então, a arte médica? Deveria saber o que é proveitoso e o que é prejudicial às coisas intangíveis (imperceptíveis), aos beluis marinis, aos peixes; o que é agradável e desagradável, saudável e insalubre aos animais: essas são as artes referentes às coisas naturais. O que mais? As benzeduras e sua força, por que e para que atuam assim: o que é melosina, o que é syrena, o que é permutatio, transplantation e transmutation e como podem ser plenamente compreendidos: o que está acima da natureza, o que está acima da espécie, o que está acima da vida, o que é o visível e o invisível, o que produz a doçura e a amargura, o que é o paladar, o que é a morte, o que é útil ao pescador, o que deve saber um seleiro, um curtidor, um tintureiro, um ferreiro, um carpinteiro; o que pertence à cozinha, à adega e ao jardim; o que diz respeito ao tempo; o que sabe um caçador, o que sabe um montanhista; o que convem a um itinerante, o que convém a um sedentário; o que se requer para a guerra, o que faz a paz, o que faz com que alguns sejam clérigos e outros leigos, o que produz cada profissão, o que é cada uma das profissões, o que é Deus, satanás, o que é veneno, o que é antídoto para o veneno; o que há na mulher, o que há no homem, qual a diferença entre mulheres e donzelas, entre o amarelo e o pálido, entre o branco e o preto, entre o vermelho e o magenta; em todas as coisas, porque uma cor aqui e outra acolá, por que curto, por que comprido, por que sucesso, por que fracasso: e o que significa este conhecimento em todas as coisas […] Onde não existir amor não haverá arte”.
C. G. Jung, em O espírito na arte e na ciência, citando Paracelso

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A FLOR MAIS GRANDE DO MUNDO, POR SARAMAGO

Único conto infantil escrito por Saramago, A flor mais grande do mundo reúne um conjunto de signos e símbolos que falam diretamente à infância e ao sentimento de estar em mundo cada vez mais individualista e marcado pela resignação, pela falta de sonhos e ideais.

Esse aspecto seco do mundo, onde nada mais parece ser capaz de nascer e brotar é retratado na história de Saramago por um jardim quase morto que fica próximo à casa de um menino de sete anos, protagonista da história. Um dia ele decide sair e explorar o mundo que lhe é próximo, mas no qual ele nunca prestou atenção. Chega ao jardim e lá encontra uma flor murcha, aparentemente sem qualquer sombra de vida.

Decide cuidar da flor e assim que dá início aos seus cuidados, ela volta a nascer e o faz de maneira incrível e surpreendente, tornando-se a maior flor do mundo. Nada mais sugestivo para dizer do poder da infância com suas imagens ainda novas, com seus sentimentos ainda preservados que não se deixam contaminar pela secura do jardim (ou do mundo) e por isso mesmo conseguem divisar vida onde, aparentemente, ela não existe.

Para quem se diz um autor que não sabe contar e escrever histórias para crianças, Saramago o faz de forma bela, como lhe é próprio, e simples, conservando ele também uma atitude de descobrir o que lhe é próximo e fazendo brotar, de onde ele diz não sair nada de bom, uma sublime narrativa literária!

Neste vídeo, uma animação referente ao conto com narração do próprio Saramago:

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NA CELEBRAÇÃO DO CENTENÁRIO DE RACHEL DE QUEIROZ, PÚBLICO GANHA LIVRO COM POEMAS INÉDITOS DA ESCRITORA

Uma escritora que soube ler e escrever o Brasil!

Aos 17 anos, a cearense Rachel de Queiroz já escrevia seus primeiros poemas e neles prenunciava alguns temas e personagens que fariam parte da sua obra literária. O lirismo de menina vinha rico de referências e forte em sensibilidade. Rachel formou sua alma em meio às ameaças da seca nordestina, às dificuldades da vida no sertão, à animalização do homem que sempre viu sua história ser ditada pelos ciclos da natureza.

Natureza que moldava os tons da paisagem, que secava o chão, que arranhava o homem. Um meio tão próximo do ser humano capaz de inspirar muitos escritores, pintores, artistas de forma geral que viam nele uma espécie de vibração contida e invisível da existência. Rachel foi uma das almas tocadas pela terra na qual ela nasceu. Ícone do regionalismo brasileiro dos anos 30, ao lado de nomes como Graciliano Ramos, José Américo de Almeida, Guimarães Rosa, José Lins do Rego, as páginas vertidas por Raquel trazem a cor da paisagem, o olhar e a alma seca do sertanejo, a vontade de vida onde já não há mais vida aliadas há uma linguagem exata, a  metáforas bem construídas, a retratos bem desenhados em letras vibrantes e cadenciadas pelo ritmo da narrativa.

Este ano, celebra-se o centenário da escritora, nascida em 17 de novembro de 1910, que já tão nova escrevia de forma bela, densa e apaixonada. Rachel é uma daquelas pessoas que nasceu pra ser escritora. Embora grande parte do que somos se deva ao que contruímos e buscamos ao longo da vida, uma boa parte já nasce conosco, aquela paixão que não se epxlica, aquele pulsar que não se controla, aquele coçar nos dedos que pede a palavra, que suspirar e sonha com ela, dia e noite, em sóis e luas.

Rachel não poderia ser outra coisa a não ser escritora. O mundo de Rachel não poderia ser outro que não fosse o daquelas terras fortes e tristes do Brasil. Aquele canto que ri, enquanto chora, que é forte, tão forte como a vida, mais corajoso do que a morte. O flagelo da seca e a prosa inovadora de Raquel vieram em O Quinze (1930), escrito quando a autora tinha apenas 20 anos. Com o romance denso e fascinante, de extrema beleza literária e relevância social, Rachel inscreveu seu nome na literatura brasileira de forma definitiva. A menina de jeito doce e olhos emocionados, mostrava a que venho.

Agora, em ocasião do centenário de nascimento da escritora, aqueles primeiros poemas escritos por Rachel aos 17 anos chegam ao público em uma edição organizada pelo Instituto Moreira Salles. O lançamento destes textos inéditos além de prestar uma merecida homenagem a Rachel, também oferece a oportunidade para que os leitores mais atentos divisem características da sua obra logo na face inicial da sua atividade como escritora e a partir daí delimitem decisões linguísticas e estéticas verbais que voltam a aparecer em toda sua obra.

160 págs. R$36,00

Os dez poemas que fazem parte do livro vêm sob o interessante e sugestivo título de Mandacaru e o seu lançamento faz parte de uma série de eventos que homenageiam o centenário de Rachel também organizados pelo Instituto Moreira Sales. Serão palestras, discussões sobre a obra da escritora, leitura, filmes e exposições. Uma boa dose de Raquel para os que gostam de ler e viver um bom retrato do Brasil que se traduz em um todo harmônico, expressivo e literariamente belo.

Vi no site da Revista Cult

Neste vídeo, uma bela animação baseada no romance O Quinze, de Rachel de Queiroz:

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LEITOR MOSTRA POR QUE O PODER DO CONTROLE REMOTO SE ANULA DIANTE DO OLIGOPÓLIO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

No Brasil, o direito de escolha esbarra na falta de escolha...

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

em resposta ao post em que vem publicado o comentário do leitor Rodrigo RP sobre a regulação dos meios de comunicação:

LEITOR ANALISA O TEXTO CONSTITUCIONAL E DEFENDE O CONTROLE REMOTO E AUTONOMIA COMO A MELHOR REGULAÇÃO

Sou obrigado a manifestar minha discordância total, por vários motivos, elenco alguns abaixo:

1. Não se pode falar de controle remoto como garantia do direito de escolha quando praticamente toda comunicação e informação no país é controlada por 10 ou 11 empresários, com um festival de propriedades cruzadas, coisa por sinal proibida ou restringida nas democracias ocidentais que se arvoram como as de maior liberdade de expressão como EUA, a maioria de países da Europa Ocidental ou na Argentina. Propriedade cruzada, fato corrente no Brasil e restrito lá fora, é quando um mesmo grupo empresarial controla (aqui dezenas!) de empresas de comunicação e informação de áreas diversas tais como rádios AM e FM, TV abertas e por assinatura, serviços de internet, revistas, jornais, editoras, provedores de comunicação eletrônica, etc., ou seja um mesmo grupo apresenta a sua versão da verdade, por todos os meios, o tempo todo.

2. O que se quer é simplesmente regular serviços, não se trata de nenhuma censura de conteúdo, é a obediência à constituição, vide artigo 220 da mesma:
“Art. 220 – A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art.
5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
§ 3º – Compete à lei federal:
I – regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II – estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º – A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.
§ 5º – Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
§ 6º – A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade.”

Ou seja é vedado o monopólio ou o oligopólio dos meios de comunicação como hoje existente.

3. Muitos dos canais de informação e comunicação, como rádios e TV de qualquer espécie, são meras concessões de serviço público e portanto devem ser licitadas ao critério do atendimento ao interesse público e não distribuídas de modo espúrio para satisfazer interesses privados e apetites políticos.
Não se tratam esses serviços, como alguns concessionários querem fingir, de propriedades deles, muito pelo contrário, são serviços públicos sob concessão por tempo limitado.

4. A regulação dos serviços de comunicação e da informação é fato corrente em todo mundo civilizado, é como disse Venício Lima, “Regular a mídia é ampliar a liberdade de expressão, a liberdade da imprensa, a pluralidade e a diversidade. Regular a mídia é garantir mais – e não menos – democracia. É caminhar no sentido do pleno reconhecimento do direito à comunicação como um direito fundamental da cidadania.” Ou como disse Wijayananda Jayaweera, Diretor da Divisão de Desenvolvimento da Comunicação da UNESCO, “Regular o setor como um todo é importante para evitar a concentração da propriedade e evitar a dominância de mercado. A liberdade da expressão não pode ser usada para abusar da liberdade de outras pessoas. Incitar a violência contra outras pessoas, por exemplo, é algo que não pode existir nos meios de comunicação”.

5. Além de todo o acima exposto existem várias outras questões de interesse da sociedade brasileira no assunto que merecem regulação, tais como a garantia de exposição equivalente da pluralidade e diversidade de ideias e opiniões, o conteúdo de origem nacional na mídia, a proteção e divulgação da cultura brasileira, etc.

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Franklin Martins teve coragem histórica de discutir a mídia

O governo do presidente Lula deu o primeiro passo de um processo que pode fazer uma revolução na mídia sem a necessidade de negociar com os “os 300 picareta do congresso”,  simplesmente porque não precisa de nova legislação. Basta vontade política e um pouco de coragem, basta cumprir o ideal ou o objetivo de qualquer governo, ou seja, distribuir renda também entre as empresas.

A grande revolução pode acontecer se Dilma Rousseff assumir o compromisso ético de não dar mais do que 5% da verba publicitária governamental para um único grupo de comunicação de determinado segmento. Do jeito que está é um obscenidade, uma empresa fica mamando no governo com 30, 40 ou 50% da verba de todo o país. Isso é um escândalo.

Veja os gráficos abaixo e veja  o processo iniciado por Lula.  O PSDB entregou o governo distribuindo dinheiro para 499 empresas  de comunicação. Lula deixa o governo distribuindo a verba do governo federal para 7.047.  Isso é que eu chamo de sair do feudalismo para o capitalismo.

No segundo gráfico, observe como cresceu o número de empresas de comunicação por segmento (rádio, TV, jornal, revista), que recebeu dinheiro do povo brasileiro. É impressionante. Para Venício Lima, esse é um dos motivos da ira da grande mídia. A ideologia se chama $$$$$.

Vi no Vi o Mundo, no texto de Venício Lima

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O LOBISOMEM E O CORONEL: DESENHO ANIMADO FAZ UMA SÁTIRA À SOCIEDADE CORONELISTA E PATRIARCAL

O coronelismo dominou as relações sociais no Brasil durante um bom tempo. Na época da República Velha, principalmente, o que se tinha era um coronel que acumulava poder político, econômico e também militar, ou seja, dominava e exercia sua influência sobre as principais instâncias de poder. Como consequência do seu domínio, o coronel explorava a população das mais diferentes formas, inclusive, por meio do conhecido voto de cabresto.

Resquícios desse Brasil patriarcal e autoritário ainda vivem até hoje em diversas regiões do Brasil. Essa relação de mando e desmando, de desigualdade e exploração combinada a uma injustiça evidente, parece ter se fundido a parte da nossa cultura e a ditar o rumo da história pela voz dos poderosos, principalmente, no interior do Brasil.

Neste vídeo que você confere logo abaixo, um desenho animado baseado em uma história contada pela Literatura de Cordel, expõe de forma simples e exata, a realidade de um sertanejo que convive com os desmandos e as injustiças de um típico coronel. O desenho O Lobisomem e o Coronel é uma perfeita alegoria de um tipo de Brasil que ainda vive em pleno século XXI.

É interessante perceber as sutilezas da história, como aliás é próprio da Literatura de Cordel. O sertanejo que se converte na figura de um lobisomem representa esse homem que passa a ser meio bicho meio humano, que de fato se animaliza diante das condições de exploração e injustiça e encontra na sua própria animalização uma forma de sobrevivência para enfrentar o poder do coronel.

Mais do que uma alegoria, o desenho é uma sátira à sociedade brasileira coronelista e patriarcal que reduz o homem a uma situação de inferioridade onde ele já não se sabe mais se lobo ou se homem!

Vi no Brasil de fato

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PRECONCEITO DO JORNAL FOLHA DE S. PAULO JÁ VIROU DOENÇA

A Folha de S. Paulo como veículo de comunicação que exemplifica muito bem a lógica de funcionamento da velha mídia brasileira, demonstrou nos últimos dias, por ocasiçao da entrevista histórica concedida pelo presidente Lula a blogueiros de todo país, todo seu caráter preconceituoso e seu peculiar dom em se fazer de vítima de censura e acusações por parte do poder executivo.

Ontem, quarta-feira, o Blog do Planalto divulgou a seguinte nota:

A Folha de São Paulo perguntou à Secretaria de Imprensa da Presidência quando exatamente os blogueiros pediram a entrevista com o Presidente concedida hoje e quando tiveram a resposta positiva. Uma pergunta inédita. O Presidente já concedeu 960 entrevistas à imprensa ao longo dos dois mandatos. A Folha nunca teve a mesma curiosidade em relação a outras entrevistas do Presidente.

Dispensa maiores comentários. Ou a Folha é obssessiva ou de fato sofre de um preconceito agudo contra tudo que ainda respeite o interesse público e o jornalismo, conceitos ultrapassados demais para seu novo modelo de funcionamento.

Além desse revelador episódio, a Folha de S. Paulo noticiou a entrevista do presidente Lula aos blogueiros com o seguinte título: “Em entrevista no Planalto, Lula e blogueiros se unem em críticas à mídia”.

Também dispensa maiores comentários. O título da matéria deixa claro o enfoque escolhido pelo jornal para noticiar a entrevista. Este não poderia ser outro que não a vitimização do jornal diante das críticas de Lula e dos blogueiros que, leia-se, na concepção do Jornal, estão criticando a liberdade de imprensa e expressão, querendo censurar os meios de comunicação.

Para completar, no corpo da matéria, a Folha diz:

O presidente Lula ainda ressuscitou o episódio da “bolinha de papel”, quando o então candidato do PSDB à Presidência, José Serra, foi agredido por militantes ligados ao PT durante ato de campanha no segundo turno das eleições, no Rio. O presidente voltou a dizer que Serra simulou uma agressão, e que o tucano foi atingido apenas por uma bolinha de papel.

O jornal toma como certo o episódio da agressão de Serra por militantes do PT, agressão esta que sequer ficou provada. Partidarização e parcialidade é pouco! E ainda quer passar a imagem de defensora de uma liberdade de expresssão e imprensa que ela mesma anula quando no lugar de informar, manipula. Isto não é imprensa, isto é abuso. O presidente e os blogueiros estão certos em fazer as críticas a uma imprensa que já não é mais imprensa faz tempo. É o mínimo que bons jornalistas e um bom líder político podem fazer pelo povo brasileiro!

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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO: A CARA DE UM PAÍS QUE PRECISA INVESTIR PESADO EM EDUCAÇÃO

As constantes e as recentes ondas de violência no Rio de Janeiro só a primeira vista, rasa, podem estar ligadas à repressão e aos planos do governo carioca de enfrentar os traficantes e  instalar as UPP (Unidades de Polícia Pacificadora).

O buraco é mais embaixo e está na educação e na distribuição de renda. Não há construção de um país decente sem investir pesado em educação e em melhoria das condições das pessoas de baixa renda. Precisa sobrar dinheiro para educação.

Os empresários pedem bilhões para o que chamam de “infraestrutura”, mas a principal infraestrutura de um país é seu próprio povo. O governo Lula fez muita coisa pela educação e pela distribuição de renda, mas ainda é muito pouco.

É preciso construir nos bairros carentes as melhores escolas do país, além de investimento em saúde, moradia e saneamento. É preciso de uma escola que transforme a realidade do aluno e da família. A Escola deve ser a porta para que o Estado esteja atento aos problemas de seu povo.

Mas no Brasil tem um grande setor representado por políticos e empresários que acreditam que bolsa família, por exemplo, é coisa de vagabundo.  Enquanto tivermos esse tipo de pensamento, não teremos solução para a questão da violência.

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Ao receber os blogueiros, Lula reafirma compromisso com a informação de qualidade

O presidente Lula recebeu dez blogueiros no Palácio do Planalto para uma entrevista inédita na história deste país. O fato de Lula ter recebido os blogueiros para discutir a comunicação no Brasil, a mídia de forma geral, dentre outros temas, representa duas coisas principais:

A primeira se refere ao crescimento e a importância que a blogosfera tem adquirido nos últimos anos. Esse meio de comunicação livre, plural, extremamente democrático e abrangente tem ganhado cada vez mais relevância na história política, ecônomica e social do Brasil e a prova dessa influência está na vitória do progresso, da igualdade e do crescimento econômico com distribuição de renda nas últimas eleições presidenciais, em detrimento do atraso, do conservadorismo, de um Brasil desigual e injusto representado pelas hostes conservadoras de Serra e sua trupe.

A segunda diz respeito ao fato de que mudanças estão sendo sinalizadas no processo de comunicação brasileiro. A grande velha mídia não está mais sozinha. Ela já não pode fazer o que bem entende, da forma como bem entende, pois há uma opinião pública atenta por trás da tela dos computadores. Opinião esta reconhecida pelo próprio presidente da república. Além disso, a entrevista e a atitude do presidente ao concedê-la, revela que o caminho é cada vez mais o da democracia e o da transparência. Quanto mais a velha mídia se afastar dele, mais ela se perderá em contradições e fragilidades.

Portanto, há uma nova força de comunicação em curso. Força esta que perguntou ao presidente coisas que jamais os veículos de comunicação tradicionais ousariam perguntar, como questões relacionadas ao racismo nas escolas, ao processo das conferências, à redução da jornada de trabalho, dentre outras. Todos os assuntos mereceram uma abordagem bem mais responsável do que a feita pela mídia comercial.

Além disso, cabe dizer que Lula, sem dúvida alguma, ao conceder a entrevista, revelou-se um líder democrático e adepto da informação de qualidade que realmente mostra os fatos como eles acontecem, sem partidarismo ou manipulação. É uma atitude rara, não acredito que típica de qualquer presidente da república.

E não adianta dizer que Lula apenas concedeu a entrevista pois os blogueiros fazem a campanha de seu governo. Essa fala típica da direita além de equivocada, desmerece os blogueiros e ignora a realidade. Se os blogueiros reconhecem as conquista do governo Lula é apenas porque essas conquistas são evidentes, inquestionáveis, isso está em dados e números para quem quiser ver. E se a blogosfera critica Serra e os partidos conservadores é apenas porque eles não pensam e nunca pensaram no povo brasileiro. Aí não se trata de esquerda ou direita, trata-se apenas do que é justo, do que é melhor para a nação e para o interesse público, da informação dada com qualidade e responsabilidade.

A blogosfera está à serviço do Brasil e do povo brasileiro. Se Lula reconhece a importância da blogosfera, como de fato o fez, é sinal de que ele também está a serviço do Brasil e do povo brasileiro!

Veja texto sobre a entrevista e os principais temas abordados no Blog do Rovai

Abaixo, vídeo desta histórica entrevista:

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A BOSSA DELICIOSA

Chega de saudade dos ritmos bem harmonizados, das vozes afinadas e impecáveis, do leve pulsar do violão que bate, do breve estremecer do coração que não mais vai chorar de saudade. Chega de sentir a falta do compasso, do bom samba brasileiro reinventado, redescoberto, reconfigurado. Chega de saudade do erudito com gostinho de popular. Aí vem a melodia que toca na alma, aí vem a partitura que decifra um coração…

Aí vem a ótima combinação dos Swingle Singers e MPB4, abençoados pelos olhares daquele mar que embalou a bossa de um Rio novo, sempre a cantar…

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FAZENDA DE PECUÁRIA NO INTERIOR DO PARÁ MANTINHA 35 TRABALHADORES EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO

Quando a mangueira torna-se casa!

Os traços de um passado conservador, desigual e autoritário continuam compondo a paisagem do Brasil em pleno século XXI. São estruturas sociais típicas do Brasil império que parecem ter difundido em algumas regiões e homens a ideia de que a exploração de um homem pelo outro é algo natural e de que a sociedade é feita de desiguais.

Diante dessa mentalidade que ainda graça em grande parte do país, as notícias sobre trabalhadores mantidos em regime de escravidão volta e meia aparecem, denunciando o quando o Brasil é ainda convive com as estruturas do passado. Dessa vez foi uma fazenda de gado no interior do Pará que mantinha 35 pessoas, entre homens, mulheres e menores de idade em situação análoga à escravidão.

Na fazenda, eles contavam apenas com a proteção de uma mangueira que servia como alojamento, o que já denunciava o nível da situação em que os trabalhadores se encontravam. Além dos detalhes da exploração e do grau de seriedade que a situação contém, o problema da escravidão geralmente teaz outros agravantes, um deles diz respeito ao problema econômico e social que existe por trás de cada uma das pessoas submetidas a esse tipo de situação. Geralmente, são homens, mulheres e crianças sem a menor estabilidade financeira, sem oportunidades, sem instrução, o que as torna presas fáceis de tipos que ainda vivem no século passado.

Veja texto publicado no site  Repórter Brasil:

Trabalhadores são libertados de fazendas de pecuária
Duas propriedades nas zonas rurais de Itupiranga (PA) e de Brejo Grande do Araguaia (PA) mantinham, ao todo, 35 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Alguns tinham apenas uma mangueira como “alojamento”
Por Bárbara Vidal

Um pé de manga era o alojamento de trabalhadores rurais encontrados em situação de trabalho escravo. Eles faziam parte dos 32 libertados da Fazenda Riacho Doce (antiga Fazenda Lago Azul), em Itupiranga (PA). Entre as vítimas, havia uma mulher e seis jovens com menos de 18 anos.

Como não havia abrigo para todos, pessoas dormiam em redes, sob uma precária cobertura de telha e também sob uma mangueira, confirma o procurador do trabalho Rosivaldo da Cunha Oliveira. Ele participou da comitiva do grupo móvel de fiscalização que esteve no local. A operação foi coordenada pelo auditor fiscal do trabalho Benedito de Lima e Silva Filho.

Os empregados laboravam há aproximadamente um mês e foram aliciados no próprio município. Foram contratadas, em sua maioria, para fazer a limpeza do terreno – serviço conhecido como “roço de juquira” – para a criação de gado. Outras derrubavam a mata com motosserras. (Texto Completo)

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O SOM BRASILEIRO DOS BEATLES

Na semana em que só se fala de Beatles no Brasil, por ocasião do show de Paul McCartney, o Educação Política traz o som dos Beatles na voz de um brasileiro bem nacional!

No vídeo que segue, Zé Ramalho canta um sucesso da banda que inspirou revoluções e mudou comportamentos. In my life ganha a beleza do sotaque nordestino e o delicioso tom da sanfona em uma combinação de letra estrangeira com voz e som bem brasileiros.

Lindo de se ver, de se ouvir, de se lembrar…

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OBRAS DE SERRA PARA MELHORAR O TRÂNSITO PAULISTA SÓ SERVIRAM PARA JOGAR DINHEIRO FORA

Rumo ao fim do mundo!

gundo matéria publicada pelo Jornal Agora e repercutida pelo Conversa Afiada, as obras de Serra para resolver os problemas do trânsito em São Paulo só reduzem 6 km de lentidão, ou seja, praticamente nada. Em outras palavras, dinheiro gasto à toa, às custas dos cofres públicos e dos contribuintes, total de R$ 9 bilhões investidos em mais espaço para carros.

É mais do que claro que os gastos de Serra não iriam dar em nada. Não há lógica nas suas obras, pelo menos, não há lógica diante do que seria melhor para o interesse público. Se o que se quer é desafogar o trânsito o ideal seria investir em transporte público, em estações de metrô, em ônibus, em pontos de ônibus, e não abrir ainda mais vias que rapidamente serão novamente entupidas.

As obras de Serra pelo jeito só servem para beneficiar empreiteiros e abasteçer a campanha eleitoral com as imagens de trabalho e progresso que ele costuma espalhar por aí. Enquanto isso, São Paulo continua se acostumando com os congestionamentos diários como se isso fosse a coisa mais natural do mundo e esperando o momento em que a metrópole parará de vez, momento este que, diga-se de passagem, não está muito longe. E não adianta colocar a culpa no pobre que hoje consegue comprar o seu carro (ecos de Prates)…O aumento do número de carros só é ruim quando não há um bom transporte público.

Recentemente fui a São Paulo. Andei de metro no horário de pico, entre 6h30 e 7h da noite. Nunca vi tanta gente espremida em um só lugar. Aquilo de fato parecia um bando de formigas desesperadas e loucas a andarem frenéticas debaixo da terra! Uma situação caótica, insustentável! Há gente demais pra pouco espaço. Pelo jeito, não é só nas avenidas que São Paulo vai parar! Viva a grande infraestrutura paulistana!

Veja texto publicado no Conversa Afiada:

A herança maldita do Cerra: obras foram “dinheiro no lixo”

“Obras (do Cerra) de R$ 9 bilhões só reduzem 6 km de lentidão.”

“Após inauguração (pré-eleitoral – PHA) da nova Marginal, do trecho sul do Robanel dos Tunganos (PHA) e da Jacu-Pêssego, pico de trânsito passou de 104,5 km para 99,3 km (e nenhum paulista faz revolução ! PHA).”

99,3 km de engarrafamento !!!

Com o dinheiro que o Padim Pade Cerra gastou para tentar – inutilmente – a Presidência da República – o Vesgo tinha mais chance do que ele – com esse dinheiro, segundo o único jornal que presta em São Paulo, seria possível fazer:

– 45 km de metrô;

– 60 km de monotrilho;

– 360 km de corredores exclusivos de ônibus

Segundo o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Ferreira, citado pelo Agora, “jogaram o nosso dinheiro fora !”.

“Nos horários de pico, os congestionamentos já alcançaram os índices anteriores. Reduzir o trânsito em 6 km após gastar R$ 9 bilhões é uma ofensa”, diz ele.

Hoje, São Paulo tem 69 km de malha de metrô.

Os tucanos governam São Paulo há 16 anos.

O dinheiro que o Cerra jogou no lixo (das empreiteiras) dava para construir 45 km !

E ainda querem governar o Brasil.

Cadê aqueles trens maravilhosos de metrô que o Gonzalez dizia que o Cerra ia instalar pelo Brasil afora, na campanha (enganosa) do horário eleitoral ?

Não tem jeito.

Ou o Padim Pade Cerra entra para a Opus Dei ou o futuro político dele está comprometido.

Só a Opus Dei o salvará (e a estadista chileno-brasileira, Monica Serra). (*)

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PARA LEITOR, BRASIL É PAÍS DE UMA JUSTIÇA CARTORIAL QUE PRIVILEGIA A FORMA EM DETRIMENTO DO CONTEÚDO

A cartorial e cega justiça brasileira age em prejuízo do suposto beneficiário

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

É o país da justiça cartorial, feita para isolar marginais pobres em depósitos imundos e superlotados que chamam de penitenciárias, e para deixar qualquer um que tenha mais que três tostões no bolso e possa pagar um advogado razoável, em liberdade, cometa o crime que cometer.

A justiça é extremamente formal, apega-se demasiadamente a forma em detrimento do conteúdo, é uma justiça de procedimentos burocráticos, utiliza esse arcabouço atrasado e uma legislação inadequada a um país tão heterogêneo com instituições pouco desenvolvidas, como o Brasil, para apenas fazer uma alegoria de justiça, que nem simbólica pode-se afirmar.

Se numa ação qualquer, o advogado de A citar, instruir ou basear-se no artigo equivocado de um determinado código, mesmo que notoriamente seu pleito tenha toda e absoluta razão, a justiça dará o ganho de causa a B, ou seja o conteúdo, que em última análise é a noção de justiça, fica em segundo plano, derrotado.

Até em crimes de morte se a autoridade policial instruir equivocada ou inadequadamente a denúncia, por falta de treinamento ou incompetência, o que é o padrão no país, o assassino (que se for confesso alegará, instruído por algum advogado sem caráter, que a confissão foi obtida sob constrangimento ilegal, mesmo que a tenha feito espontaneamente) provavelmente nem será levado a julgamento, será posto em liberdade imediata.

A justiça brasileira tem artifícios legais em demasia, é engessada, é burocrática, qualquer juiz de primeira ou até de segunda instância vive abarrotado de processos, incapaz de dar vazão à enorme burocracia.
Fora isso tem instâncias demais a recorrer, tem tribunais superiores demais, TSE, TST, STM, STF, STJ, por aí vão palácios e mais palácios de justiça país a fora, burocracia paralisante, milhares e milhares de funcionários, os mais bem pagos da nação, com pouca serventia ao efetivo interesse público.

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ALTERCOM DIZ QUE MÍDIA FAZ UMA CAMPANHA ARDILOSA COM BASE NOS ARQUIVOS DA DITADURA PARA ATINGIR DILMA

Nem Dilma esperava por um terceiro turno

A velha mídia não desiste. Ao ver que sua estratégia para levar ao segundo turno as eleições desse ano deu certo, o oligopólio midiático conservador brasileiro agora parece estar fazendo campanha para um terceiro turno. A estratégia usada para tal feito já vem sendo colocada em prática e se baseia, principalmente, em desestabilizar a candidata eleita Dilma Rousseff, colocando em cheque a sua credibilidade e caráter enquanto cidadã brasileira.

Para tanto, a velha mídia vem transformando cada fato em uma tempestade, cada problema localizado em uma infecção generalizada, haja vista caso recente envolvendo o ENEM, e baseando-se em arquivos da ditadura militar para impor uma biografia de Dilma que não pode ser tida como a mais crua realidade.

Ao expor os arquivos da ditadura militar que tomam Dilma como terrorista e assaltante de bancos, encarando-os como prova credível da verdade dos fatos, a velha mídia não faz outra coisa que não seja legitimar o discurso autoritário e mesquinho de um dos períodos mais negros da história brasileira. Legitimando esse discurso, ela se aproxima dele e se faz ela também autoritária, leviana e totalmente alheia ao real interesse público.

Em uma espécie de reedição da tortura sofrida por Dilma Rousseff durante os anos de chumbo, a velha mídia brasileira apenas contribui para trazer ainda mais à tona a verdade escura e nefasta de um país governado por homens que torturaram uma menina de apenas 19 anos por dias seguidos, e repetiram o mesmo procedimento em milhares de outras pessoas.

Não se trata de redimir Dilma de qualquer erro que todos estão sujeitos a cometer ao longo da vida, trata-se de fazer justiça com a própria história e circunstância dos fatos. Nenhum veículo em sã consciência tomaria como prova irrefutável da verdade informações reveladas sob intensa e contínua tortura. Esta constitui uma situação de exceção em que o indivíduo é submetido ao nível mais degradante da condição humana por outro indivíduo.

Usar deste tipo de argumento e situação para atingir a candidata eleita não se justifica de forma alguma e apenas mostra em que bases se sustentam as opiniões e alegações da velha mídia. Ao fazê-lo a mídia conservadora e distante do real exercício da informação além de desrespeitar a história e a memória de muitas pessoas que sofreram as consequências do autoritarismo e cerceamento de todas as liberdades coletivas e individuais, iguala-se aos antigos torturadores, escondendo-se sob o manto da liberdade de expressão enquanto na verdade torturam a opinião pública.

Veja texto publicado no site da AlterCOM (Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação):

“Mídia tortura Dilma mais uma vez”, diz Altercom
A Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação (Altercom) reunida nesta sexta-feira (19), em São Paulo, além de tratar de interesses da entidade, decidiu divulgar uma nota oficial criticando a campanha ardilosa da grande mídia comercial em torno dos arquivos da ditadura militar sobre a presidente eleita Dilma Rousseff. A nota afirma:

“MAIS UMA VEZ, A MÍDIA HEGEMÔNICA TORTURA DILMA”

Passados 19 dias desde a vitória de Dilma Rousseff sobre Serra, por uma vantagem de 12 milhões de votos, a oposição e seu dispositivo midiático não recolheram as garras um só minuto.

Cinco dias após o revés nas urnas, o candidato derrotado estava em Biarritz levando um ‘por que no te callas’, em resposta a tentativa de armar o palanque da oposição em território francês.

O jornalismo que lhe dá apoio irrestrito não deixa por menos e cumpre escancaradamente uma agenda de terceiro turno. Dia sim, dia não, uma crise produzida e maquiada ganha as manchetes da mídia conservadora numa escalada ao mesmo tempo sôfrega e frívola.

Não escapa ao observador mais criterioso que os temas são apenas um ornamento do estandarte antecipadamente empunhado. A intenção, clara, é minar a autoridade da Presidente eleita antes mesmo de sua posse.

Agora, o dispositivo midiático da oposição reedita o “pau-de-arara” e empenha-se em dar legitimidade ‘jornalística’ a um relatório produzido pela ditadura militar sobre a militância revolucionária de Dilma Rousseff nos anos 70.

O que se promove nessa espiral é a reprodução simbólica das sessões de tortura perpetradas durante 22 dias seguidos contra uma jovem de 19 anos pelo regime de fato.

É aberrante do ponto de vista do fazer jornalístico emprestar credibilidade ao que foi transcrito por um Estado terrorista, concedendo força de prova ao que uma mulher declarou sob tortura.

Ademais, é um agravo à ética jornalística que uma mídia comercial ainda atue como aliada do extinto regime ditatorial, ao tomar seus documentos como válidos e legais. (Texto Completo)

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EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Rodrigo RP.

A regulamentação de um direito fundamental traz à baila a colisão de direitos e a necessidade de, bem pesando-os, equilibrá-los ou ainda elevar um, sem que em detrimento do outro; tal qual disse Rui Barbosa, igualdade é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, a fim de que estejam em equilíbrio.

Hoje temos a liberdade de expressão consagrada enquanto direito fundamental, na Constituição da República. Do mesmo modo, temos o respeito aos direitos humanos como um todo; aqui, atentando para a evolução natural do direito e necessidades humanas, que por vezes contrapõem-se ao texto estático (cláusulas pétreas) da Constituição, o legislador previu, nos §§ 1º a 3º do art. 5º, que:

§ 1º – As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
§ 2º – Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Assim, qual direito fundamental há de ser valorado de modo mais contundente?
Vale o entendimento proclamado pela OAB/SP (não há limite para a criação de obras, mas há de se ter para a exposição pública, a fim de não ser comprometida a paz social?), quando esta buscou a censura das obras de Gil Vicente, na Bienal de São Paulo?

O pensamento tem seu surgimento livre, mas não a sua manifestação? Em verdade, diz a Constituição: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”.

E, ao tratar da comunicação social, estatui:

A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º – Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º – É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”., posto

Decerto, pois, que a comunicação tem seus limites. Mas, postos de modo abstrato, o que passa a ser algo perigoso, ficando ao gosto do rei então posto; morto o monarca, o rei então posto terá à sua disposição os meios para que seja divulgado apenas o que lhe seja conveniente, não se podendo olvidar o velho adágio “a história é escrita pelos vencedores”.

Hoje temos veículos de imprensa que, voluntariamente ou não colocam-se a serviço das mais diversas ideologias: Veja, Isto É (que, frente a determinada notícia, houve quem lhe impusesse a pecha de Quanto É), Carta Capital, Caros Amigos, dentre outras e jornais. Todos, em determinados momentos de sua infame explosão política, me causam repulsa, ao mesmo tempo em que trazem notícias úteis; informam e deformam, a depender da conveniência.

Tais veículos representam a pluralidade política, sócio-cultural etc., a exemplo do encontrado em muitas nações. Cada um com seus profissionais, atuando, dentro de sua particular lógica, de modo livre.

Aqui, então, cumpre salientar, com todos os destaques e grifos, que a criação de conselhos ditos reguladores, se dá de forma exógena. Não são os profissionais da imprensa que buscam a criação de um conselho próprio, regulamentador, mas grupos políticos e pessoas singularmente consideradas, movidas pelas suas particulares intenções, boas ou más.

Havia a Lei de Imprensa, com a possibilidade de responsabilização de jornalista, em decorrência de publicação em desconformidade para com as normas. A classe soube se unir (bem como grupos de comunicação) contra ela, tida por inconstitucional e fruto de regime autoritário.

E agora busca-se a criação de algo, no mínimo, paralelo? Vale lembrar, ainda, a opnião de De Sanctis, quando este disse ser, o problema das normas pátrias, a busca pelo paralelo com países sérios, quando este não o é.

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“VERSOS NÃO SE ESCREVEM PARA LEITURA DE OLHOS MUDOS, VERSOS URRAM-SE, CHORAM-SE”, DIZ A PROFESSORA SARA LOPES

A sociedade atual está imersa em ruídos incompreensíveis, não há espaço para a voz!

Por Maura Voltarelli

Ao ler uma poesia, inicialmente o movimento que se faz é de contemplação da palavra escrita. Observa-se as letras, a rima, o ritmo, a combinação entre um verso e outro. Na maioria das vezes, isso é feito em silêncio, dando a impressão de que a poesia não é dotada de voz. A professora de interpretação teatral do IA (Instituto de Artes da Unicamp), Sara Lopes, parafraseia Mário de Andrade e reafirma que versos existem para serem ditos e não divisidados por olhos mudos.

Essa relação com a voz na arte vem da própria trajetória de vida de Sara que formou-se em Ciências Sociais pela PUC-Campinas e durante a graduação passou a integrar um grupo de teatro amador de Campinas, o META, e também a estudar canto,trabalhando com a soprano Niza Tank, conhecida do público campineiro pela sua emocionada e intensa interpretação de O Guarani, do maestro e compositor Carlos Gomes.

A partir daí teatro e canto passaram a fazer parte da sua vida. Sara profissionalizou-se como atriz em 1978 e participou de diversas montagens teatrais, entre elas O Circo Portobello, de Domingos de Oliveira,
Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, Dona Flor e seus dois Maridos, de Jorge Amado e
A Dança da Morte, de Strindberg. Também aventurou-se na direção cênica montando óperas como A Flauta Mágica e O Empresário, de Mozart, Cavalleria Rusticana, de Mascagni e A Moreninha, de Ernst Mahle. Sua direção para o espetáculo A Vida em Jogo, de Guy Boley,  foi premiada na Campanha de Popularização do Teatro de Campinas, em 2001.

A paixão pelo canto levou-a a integrar Madrigal Decasom, dirigido por Niza Tank, e também corais de algumas óperas. Como vocalista, optou pelo estudo da Canção Popular Brasileira. Unindo as duas paixões, canto e teatro, Sara passou a estudar a Expressão Vocal no teatro, desenvolvendo estudos e técnicas que atuam na preparação vocal do ator.

Agora, a convite do blog Educação Política, Sara discute a materialidade da voz no texto poético e mostra que a poesia, assim como todas as formas de arte, não existe apenas para ser lida e descontruída em seus sentidos dicionarizáveis, e sim para ser dita, vivida, e por que não, cantada! Na entrevista, Sara também passeia pelo teatro e fala sobre a essência da arte teatral na qual se encontra uma voz dionisíaca que lhe confere o tom característico de embriaguez e paixão. E falando da voz como expressão e forma de existência, Sara expõe a voz da sociedade, refletindo sobre a mudez dos tempos modernos cheios de ditos que às vezes soam como não ditos.

Agência Educação Política: A poesia é definida por alguns autores como sendo, acima de tudo, um exercício de linguagem no qual a escrita fala por si só. Você acredita que apenas o texto basta para a poesia ou outros elementos são importantes para definir o todo da sua composição como ritmo, musicalidade, dos versos e a própria voz de quem escreve e de quem lê?
Sara Lopes: Da mesma forma, outros tantos autores defendem a materialização sonora da poesia. Houve um movimento chamado Poesia Sonora, defendido pelo Marinetti, por exemplo, e o próprio Mário de Andrade afirma que “versos não se escrevem para leitura de olhos mudos. Versos cantam-se, urram-se, choram-se. Quem não souber cantar não leia Paisagem n° 1. Quem não souber urrar não leia Ode ao Burguês…”
E por aí vai. Pessoalmente, acho muito difícil entender sonoridade e ritmo (elementos do poema) sem a concretude dos sons e rimos.

AEP: Em que medida a voz contém o silêncio?
Sara: Costuma-se dizer que, quando em cena, o corpo dá forma ao espaço e a voz dá forma ao silêncio. Sem a pausa silenciosa, como dizer a próxima palavra?

AEP: Falando de arte, de forma geral, é possível dizer que há algo comum a todas as artes? Algo que está na poesia, no teatro, nas artes plásticas, na música?
Sara: A arte, como a ciência, é um meio de assimilação do mundo, um instrumento para conhecê-lo ao longo da jornada do homem em direção ao que é chamado de “verdade absoluta”.(Andrei Tarkovski)

AEP: Muitas vezes uma poesia ou até uma peça de teatro provocam apenas silêncio. Esse silêncio não pode ser visto como um nada que também significa?
Sara: Depende se o silêncio advém de uma epifania ou da mais pura decepção…

AEP: De forma geral, como você vê o teatro na atualidade? As representações têm levado ao palco a essência do teatro, ou seja, a ação pincelada pela emoção?
Sara: O teatro, na atualidade, é como a atualidade: está aberto a todas as experimentações, aceita todas as possibilidades. E não poderia ser diferente, não é?

AEP: A voz diz o que quer, como quer e quando quer, de quantas maneiras quiser?
Sara: Ela pode…

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LEITURA LITERÁRIA DA FILOSOFIA E LEITURA FILOSÓFICA DA LITERATURA, MARCA DE ORIDES FONTELA

Orides Fontela: a lírica auto-reflexiva de uma poesia conceito

“Duas coisas que me enchem a alma de crescente admiração e respeito, quanto mais intensa e frequentemente o pensamento dela se ocupa:o céu estrelado sobre mim e a lei moral dentro de mim.”
Kant em Crítica da Razão Prática

Duas coisas admiro: a dura lei
cobrindo-me
e o estrelado céu
dentro de mim.
“Kant relido”, Orides Fontela, 1988, p.194

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SE EU FOSSE EU…
VIDEOPOEMA – RETRATO, CECÍLIA MEIRELES
A MISSÃO DAS FOLHAS, RUY BELO
ALGUNS VERSOS DE DORA FERREIRA DA SILVA

VERBA DESTINADA A PROJETOS ARTÍSTICOS E CULTURAIS JUNTO A COMUNIDADES CARENTES SERÁ DE 10,7 MILHÕES

Esse investimento é a grande infraestrutura do país

Nas comunidades mais carentes, que geralmente estão concentradas nas periferias do Brasil, dois são os problemas principais: a falta de segurança e a falta da presença do estado por meio de políticas públicas em áreas como educação e cultura. É fácil ver que os dois problemas estão diretamente relacionados. Embora isso não a explique por completo, a violência não deixa de ser uma das consequências da falta de oportunidades.

Foi pensando nisso que o governo federal criou o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), que, como o próprio nome já diz, visa garantir a segurança das comunidades, mas aliada à oferta e conquista da cidadania pelos moradores, principalmente jovens.

A boa notícia, publicada no site da Agência Brasil, é que agora surge mais uma novidade, os Microprojetos Mais Cultura para os Tempos de Paz, resultado de uma parceria entre os ministérios da Cultura (MinC) e da Justiça (MJ) que destinará R$ 10,7 milhões para apoiar 700 projetos artísticos e socioculturais voltados para pessoas entre 15 e 29 anos. Serão contempladas pelo projeto 44 localidades de 11 estados e do Distrito Federal que já fazem parte do Pronasci.

Sem dúvida alguma uma ótima notícia. Os investimentos se concentrarão em áreas como literatura, teatro, grafite, hip hop, artesanato, dança, dentre outras. Esse tipo de projeto social, além de evitar o desperdício de talentos, garante a conquista da cidadania por jovens que estão começando a dar a cor da sua existência e precisam de bons exemplos, atenção e oportunidades para que os primeiros traços esboçados por eles sejam expressivos e harmônicos o suficiente para compor uma bela tela!

Veja texto sobre o assunto publicado na página da Agência Brasil:

Governo destinará R$ 10,7 milhões para apoiar projetos artísticos e socioculturais

Rio de Janeiro – Uma parceria entre os ministérios da Cultura (MinC) e da Justiça (MJ) destinará R$ 10,7 milhões para apoiar 700 projetos artísticos e socioculturais voltados para pessoas entre 15 e 29 anos. O edital que regulamenta os Microprojetos Mais Cultura para os Tempos de Paz foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (16) e pretende contemplar 44 localidades de 11 estados e do Distrito Federal, atendidas pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

A verba será destinada ao financiamento de projetos de hip hop, grafite, rap, teatro, literatura, artesanato e dança. Produções de vídeos e documentários, bem como gravação de CDs de jovens artistas de comunidades de baixa renda e de elevados índices de violência também poderão receber o apoio financeiro. Cada proposta contemplada poderá receber de um a 30 salários mínimos (máximo de R$ 15,3 mil), respeitando a particularidade de cada ação social.

De acordo com o secretário executivo do Pronasci, Ronaldo Teixeira, a parceria do MinC com o MJ é importante para recuperar os jovens de comunidades carentes. “O Pronasci inova nesse conceito, pois o caminho para a redenção dessas áreas passa necessariamente, de um lado, pela presença da polícia e, de outro, pela presença do Estado, aportando recursos para que jovens possam acessar bens culturais e potencializar sua cidadania”, afirmou. (Texto Completo)

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PARA LEITOR, DECLARAÇÃO DE PRATES SÓ DEMONSTRA UM JORNALISMO CADA VEZ MAIS ELITISTA E PRECONCEITUOSO

A serviço do anti-jornalismo, do preconceito, da desigualdade!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Bruno Nigro

A opinião dele, embora carregada de um claro preconceito de classes, é válida em alguns pontos sim. Concordo que o sujeito não tem motivo algum para largar seu carro no acostamando, atravessar a via e ir meter o bedelho aonde não foi chamado. Atrasa o trânsito onde não devia e ainda corre o risco de provocar outro acidente. Ok, até aí, ele só foi grosseiro na maneira de se expressar.

E sim, as auto-escolas não estão formando condutores e sim ‘pilotos’. Gente sem o menor preparo mental para assumir o comando de um veículo. Mas não é a condição social que diz isso e sim um histórico médico. O mesmo psicopata que usa o carro como arma pode ser morador de um condomínio na Barra da Tijuca ou morar dentro de um cafofo em Belford Roxo. Ok, até aí, eu vejo esse senhor destilar seu preconceito com a ‘capa’ de denúncia-crime contra imprudência no trânsito.

Porém, me admira um senhor que tenha tido acesso a leitura (como ele faz questão de destacar a falta dessa caraterística da ‘massa de miseráveis beneficiada pelo governo do crédito fácil’) não tenha aprendido o básico sobre respeito aos direitos do cidadão. Pouco importa se o cara vai demorar a vida pra pagar seu Fiat Uno 95, ou se ele mal completou o ensino fundamental. Cabe a pessoas com formação, assim como esse senhor, propor soluções e não destratar e desmerecer o esforço do cidadão de baixa renda.

Ele fala como se pobre não tivesse direito a bens de consumo. Foi infeliz e preconceituoso em seu comentário. Assim como foi Boris Casoy no episódio dos garis. Depois ele veio se retratar, mas aí já era tarde pois todo mundo sabia o que ele tinha em mente. Infelizmente, o jornalismo está cada vez mais elitista e descompromissado com o bem-estar público. De um lado, os tablóides de 0,50 centavos, vendendo notícias de fundo de quintal. Do outro, uma elite formada pela nata do que restou do coronéis, dos barões que não querem perder o luxo para um ex-desdentado.

Lamentável.

* este comentário foi postado em resposta ao seguinte post publicado pelo blog Educação Política:FALA SÉRIO OU É PIADA? VEJA MARCELO ADNET COMO UM TUCANO DE MIAMI E O MEDONHO COMENTÁRIO NA RETRANSMISSORA DA GLOBO. O post trouxe dois vídeos que se distanciam e ao mesmo tempo se aproximam. Distanciam-se, pois enquanto o primeiro faz rir por meio de uma sátira feita à elite brasileira, o segundo choca por meio de um preconceito absurdo e desenfreado, disfarçado de preocupação com a impunidade e segurança no trânsito. E aproximam-se, pois ambos trazem estereótipos construídos, o primeiro do rico, o segundo do pobre e mostram a mesma visão elitista e regada de um perverso preconceito. O que assusta é ver que a ponte entre ficção e realidade é tão próxima que em instantes o que parecia apenas uma mera representação, invade os olhos com toda a força da realidade. Incrível!

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UM VERDADEIRO HORROR NA JUSTIÇA BRASILEIRA: APENAS 10% DOS HOMICIDAS VÃO A JULGAMENTO

Brasil, um país com justicinha.

É inacreditável ver toda aquela pompa do Supremo Tribunal Federal (STF) sentado em cima de um tapete vermelho de sangue.

A justiça (com letra minúscula) no Brasil é coisa de último mundo. É horrenda, empolada, arrogante, cara e cretina.

O crime contra a vida não tem importância no Brasil.

A questão do aborto dominou a eleição presidencial graças a hipocrisia do casal José Serra e Mônica Serra, enquanto no Brasil a justiça funciona apenas para 1 em cada 10 assassinatos. É como se a justiça desse carta branca para matar. É um escândalo sem precedentes.

O sistema judiciário gasta todas as suas energias para crimes contra o patrimônio de particulares, mas abandona o crime contra a vida.

No Brasil, o ladrão de galinha vai para a cadeia e o homicida fica livre. É uma barbárie o sistema judiciário brasileiro. Para comprovar o que digo veja essa notícia na Agência Brasil:

Apenas 10% dos homicídios vão a julgamento no Brasil, calcula ministro da Justiça

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Nove em cada dez homicídios cometidos no Brasil ficam impunes. Apenas 10% desses crimes são devidamente apurados e seguem para o tribunal do júri. A afirmação é do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que participou na manhã de hoje (18) do programa de rádio Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.

De acordo com Barreto, há dificuldades no colhimento de provas e no andamento das investigações dos crimes que possam elucidar circunstâncias e a autoria dos homicídios. Para melhorar o trabalho investigativo das polícias de todo o país, o Ministério da Justiça distribuiu 1,1 mil maletas equipadas com computador e microscópio que permitem a busca de fragmentos que possam explicar o crime. O investimento foi de R$ 100 milhões.

“Há um novo patamar de investigação”, disse o ministro ao salientar que a Força Nacional passou, este ano, a atuar também no apoio às secretarias estaduais de Segurança na investigação de delitos. Cento e treze investigadores foram recrutados e treinados pela força para dar apoio às secretarias de Segurança dos estados.

Além dos problemas nos inquéritos policiais, Luiz Paulo Barreto lembrou que a demora dos julgamentos também pode agravar a impunidade e gerar outras distorções. “Justiça lenta é sinônimo de injustiça”, disse no programa ao dar como exemplo o caso de um homem que aos 18 anos furtou o aparelho de som de um carro e que foi condenado dez anos depois, quando tinha família constituída e estava trabalhando. Em sua opinião, a Justiça brasileira “ainda é muito formal”.

O ministro elogiou, no entanto, a reforma do Poder Judiciário que criou o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público. Para Barreto, depois da reforma, a Justiça ficou mais ágil e aberta, as varas de julgamento ficaram mais produtivas, há mais ouvidorias em funcionamento e o Judiciário tem adotado medidas para a diminuição de recursos, como é o caso do mecanismo de repercussão geral que torna a primeira decisão em instância superior como referência a todos os processos semelhantes.

Respondendo a uma pergunta sobre a possibilidade de aumentar as prisões de usuários de drogas como forma de diminuir a demanda por entorpecentes, o ministro da Justiça avaliou que o encarceramento dos dependentes químicos é ineficaz. “Essas pessoas precisam ser tratadas junto com as famílias. Não adianta o isolamento.”

Luiz Paulo Barreto reconheceu que “é difícil” combater o crime organizado internacional de entorpecentes, mas segundo ele, há uma atenção especial para a vigilância dos 16 mil quilômetros de fronteira do Brasil com os países do Continente Sul-Americano. Ele citou como exemplo a criação de onze bases equipadas nessa faixa para a integração da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, das polícias civis e guardas municipais.

O ministro avalia que a segurança pública melhorou durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aponta a redução de 11% no número de delitos. Em áreas escolhidas como Territórios da Paz, a redução da criminalidade chega a 70%, contabiliza o ministro que elogiou a disposição da presidenta eleita, Dilma Rousseff, em aumentar o número de unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

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O IPEA, A ARTISTA E O JORNALISTA

A arte está no Mundo. No contorno da paisagem.

FICÇÃO-CONTO

Absurda era aquela sua imagem. Tão mesquinha, pequena, rastejante. Analisava-me no espelho, ansiosa pelo vir a ser de mim e o que eu via não me bastava. Espécie de sombra projetada e ansiosa. Contorno derramado dos teus olhos belos e despudorados. Não, não me agradava. Apenas pulsava! Dançava inerte entre tons cinzas da manhã esculpindo uma natureza morta e aliviada! Queria tua distância, embora te visitasse em meu corpo sem ânsia.
Olhei-te e rasguei a tela jogada no canto da tua pretensão. Fiz dela pedaços de uma muda e descabelada solidão. Joguei tinta, embora não visse as formas. A decisão era esvaziar os sentidos, tornar aquilo tão puro e primitivo que nada ali pudesse ser enfim dicionarizável. Não havia sentidos que pudessem ser percebidos, não havia imanência, no Nada existia a coisa criada.

Que péssimo quadro! Um desgosto.

Você dizia olhando para minha virtuosa e elástica imagem na lâmina transparente, extensão banal da retina desintegrada. E eu apenas descia as escadas. O que era enfim essa minha arte que a ti nunca agradava? O que era então essa minha carne insuficiente, extasiada? O que era aquele vinho sem graça? Eu? Se eu me soubesse…
Você? A rolar feito pedra na limpeza da água. Leitor atento das notícias e dos números da madrugada. Afeito a essa realidade orgulhosa de não ser nada, de não definir nada, de não bastar para nada. Feita de símbolos que significam o que pede para ser significado. Símbolos que deveriam fazer ver o sentido do mundo e não dar sentido ao absurdo do mundo. Quando perceberás o equívoco do teu alheamento? Escreves sobre o real….Ridículo dom de ser banal!

Qual graça vê em teus rabiscos humilhados pelo tempo? Nestas cores que são nada mais do que matérias mal cheirosas?

Bem se vê a palpitação da moral dentro de ti. Esvaziou-se de espírito. Perscrute uma letra que valha a pena nesta tua alma abismadamente pequena. Está oco de espírito, de essências, do místico.

Eu vivo na terra, não suponho fazedores de ar. Salta demais.

Tolo! Salto da terra e faço-me no ar. Não negue tua falta de coragem para a hierofania.

Virou religiosa. Nada mais esvaziante!

Quer dizer isso de você mesmo, tão vazio que não consegue ver a sensibilidade que independe de manifestações religiosas, está brutalmente racionalizado. Estude o conceito, ele também ironizável, antes de vir com teus limitantes defeitos.

Os místicos também morrem. Não há coisa mais crua.

Concordo. Crua, por isso pura. Bela. Habita tua treva mesquinha, essa caverna onde só há sombras projetadas por um sol que a elas é anterior. Habita tua negra cavidade, esquiva-se da verdadeira luz.

A verdadeira luz é o que acontece. O que é e precisa ser. O que foi, o que pode ser.

Nada é. Tudo paira.

Sinceramente, você quer saber a real situação dessa tua arte? Além de fanias e outras ias…Ninguém sabe de arte. Ninguém sabe o que é arte. As pessoas no Brasil não vão a museus, a cinemas. Música? Só a de boteco, o pagode do churrasquinho na laje. A cultura é um processo falido. Uma voz muda que não se escuta e continuará assim se algo não for feito por quem observa a realidade que você despreza. Faz muito bem em rasgar estes teus quadros inúteis. Ninguém os vê. Poucos se interessam. Quando veem não entendem, como você mesmo diz, e aí eu é que te aguento aqui sofrendo. A cultura é ida e você ingênua. Não adianta ficar aqui só pintando e “existencializando” com essas suas crises temperamentais. Enquanto você paira no sagrado, sua arte bóia em uma lagoa esquecida, incapaz de refletir sequer um pólen.

Na lagoa do esquecimento, cíclica. Esqueceu da roda. O que vai, volta. De onde vêm estes ridículos argumentos?

A cultura no Brasil é distante e inacessível. Acabei de publicar uma matéria sobre uma pesquisa do Ipea que diz que 70% da população nunca foi a um museu ou centro cultural e mais da metade nunca vai ao cinema. Se o povo sequer se dá ao trabalho de ver, o que dirá de ler. Portanto, imagina a situação dos afeitos às indomáveis letras. As barreiras são muitas. A arte como já diria Godard, de fato é exceção!

IPEA não, HIPÉRBOLE! Ótimo nome para essa pesquisa. Um exagero!

É a realidade querida.

A realidade não existe. Já disse que o mundo é sombra, sombras e mais sombras a repetirem-se frenéticas, a cheirarem o vazio, a tocarem o deserto das impressões sutis e das vertigens ilusórias. A cultura é mais do que isso. Se eu quiser eu faço ela chegar. Não há nada de novo ou de absurdo nesses seus números mansos. Por isso tua raça limitante.

Você deveria estar preocupada com o problema. Como artista deveria ser a primeira a dizer “que absurdo” e fazer alguma coisa.

Ninguém faz nada. As pessoas apenas fingem. As palavras apenas mentem. A música apenas desafina. A tinta apenas alucina. O sopro é o único que nada faz indiferente. A cultura é um sopro. Como sopro ela se expande, recria-se, tal qual o horizonte geometrizado do mar faz-se grande…

De súbito tomou o quadro recém rasgado e criado. Apoiou-se no parapeito da janela e o atirou. Dançando em pleno ar, o quadro parecia flutuar sem tempo, cheio de graça. Parecia uma fuga harmonizada, uma alma feita de infinita partitura, ondulante e expressiva, um verso velado e amado, parecia um ser que do fundo do ouvido escutava um silêncio que vinha depois de outro e ainda outro. Era a coisa sendo…

No chão derramado, um pequeno estremecer. Barulho do despertar diante de um espaço aberto a desenhar-se para a contemplação. Uma multidão acorreu. Ficaram por alguns instantes a imaginar. Estava a arte no seu devido lugar!

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O BARBEIRO DE SEVILHA PELA COMPANHIA BRASILEIRA DE ÓPERA

O Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini, de 1816, é uma das mais famosas óperas cômicas italianas e está sendo encenada pela Companhia Brasileira de ópera, sob direção de Francesco Maestrini. A Companhia já fez cerca de 50 apresentações deste espetáculo no qual os atores interagem com personagens de um desenho animado norte-americano.

Sem dúvida alguma é uma ótima iniciativa para estimular a produção operística no Brasil e contribuir para a formação do público deste tipo de espetáculo que, ao contrário do que acontece nos EUA e na Europa, ainda não é tão popular por aqui.

A ópera fica em cartaz no Municipal do Rio de Janeiro até dia 28 deste mês.

Confira um trechinho:

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PMDB CAIU NA LÁBIA DA OPOSIÇÃO (DIGO VELHA MÍDIA) QUE DEFENDE O ACHINCALHE DO GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF

Michel Temer: o trunfo de Dilma Rousseff

O PMDB caiu na lábia dos porta-vozes da oposição (a velha mídia) com a construção do blocão para chantagear e sugar o dinheiro do povo brasileiro. O pior é que foram incentivados pela própria grande mídia, que logo após a derrota de José Serra começou a lançar suas esperanças oposicionistas no PMDB.  A velha mídia incentivou o PMDB a achincalhar o governo e parece que o partido caiu.

O problema do PMDB é que Michel Temer é o vice-presidente. As dificuldades que o partido colocar para Dilma Rousseff vão cair nas costas de Temer. Dificilmente o PMDB vai inviabilizar o governo de Michel Temer, que pode perder espaço no governo Dilma. Caso o PMDB não tivesse o vice-presidente, as coisas poderiam ser bem piores para Dilma. Mas Temer é o líder que fez o partido se aliar ao governo e agora é parte do governo.

Portanto, o mais provável é que esse conflito entre PT e PMDB continue a existir até o final do mandato, mas apenas em situações isoladas.

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NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS: BRASIL ELEGE UM PROJETO POLÍTICO E NÃO UM LÍDER

IMPRESSIONANTE: MINISTRO DA EDUCAÇÃO, FERNANDO HADDAD, CONVIDA REDE GLOBO A FAZER JORNALISMO SÉRIO

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