Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 1 novembro, 2010

LEITOR DIZ QUE NÃO VOTARIA EM DILMA, MAS DESEJA QUE ELA TENHA SUCESSO E GOVERNE PARA O BRASIL

A candidata que a oposição subestimou. E já diria Maquiavel "nunca subestime um inimigo, assegure-se contra ele".

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Rodrigo RP

Não sejamos ingênuos. Houve baixaria de ambos os lados, o grande problema sendo a típica arrogância tucana; Serra perdeu uma eleição por conta da arrogância e da incompetência de seu publicitário, do que não sofreu o PT – alguém consegue explicar o que foi a última propaganda de Serra, com dançarinos?

Mas a eleição passou e torço pelo melhor. Não votei e nem votaria em Dilma, ao mesmo tempo em que teria profundo pesar em ter de votar em Serra, o que, para uns não seria, mas para mim, espero, seria o menos pior – meu título ainda é de SP e optei por justificar -, mas espero que ela saiba usar bem essa hegemonia que detém no Congresso; que a use para a tão sonhada reforma política.

Que saiba reformular o bolsa família, pois, aqui no NE, a cada dia, muitos optam pelo ócio – a babá contratada por minha amiga, já optou por ficar em casa, em vez de precisar acordar cedo. Que não queira criar currais eleitorais, mediante pagamento.
Que não se envolva com o pior da América Latina e de outros continentes, nem faça doação do patrimônio nacional.

Que saiba conversar com os demais partidos, respeitando-os, ao mesmo tempo que exija respeito.
Que abandone figuras em nada emblemáticas, que trouxe para junto de si, durante a eleição.
Que não continue a negar a origem do avanço da economia nacional. Que seja crítica, mas coerente.
Que reveja esse modelo de exploração do pré-sal, para não “privatizar” a riqueza nacional – o que criticou durante a campanha.

Que resgate o que o PT um dia quis ser, ou ao menos se propôs a sê-lo – à época, eu acreditei.
E, por fim, que invista pesadamente na educação, o que nenhum governo, verdadeiramente, fez até hoje.
Sucesso a Dilma e, consequentemente, ao Brasil.

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A Dilma Rousseff mal pode comemorar a vitória e o bloco conservador da velha mídia (Globo, Veja, Estadão e Folha) já tenta envenenar o PMDB.

As análises dos colonistas (falam fino com os EUA e grosso com o Paraguai) agora são de que o governo Dilma já está deixando o PMDB de lado ou que o PMDB ganhou e tem que levar, tem que governar. É essa a linha de raciocínio dos derrotados.

Aliás, o núcleo duro da velha mídia, marcado por esses quatro grupos, são os grandes derrotados com a vitória de Dilma Rousseff. José Serra é um político, sujeito a ganhar ou perder, faz parte da política, da vida do político. Mas quando uma empresa perde, um grupo econômico perde, a derrota é muito mais sentida, porque mostra que o país mudou e seu peso político não é como foi um dia.

Essa foi a grande ira da mídia contra o presidente Lula. Esses grupos econômicos foram massacrados pelo presidente que não caiu na armadilha esquizofrênica por eles montada. A armadilha esquizofrênica da mídia é exigir que o político (Lula) não participe do jogo político para que ela (mídia-apolítica) atuasse como partido e definisse as eleições.

A vitória de Dilma Rousseff é realmente um fato inusitado. A melhor manchete foi do Diário de Natal, pelo significado múltiplo, remetendo não só a questão da mulher, mas também ao presidente Lula. Mas não é só isso.

A vitória de Dilma não é um fato inusitado somente por ser a primeira mulher, mas sim por representar uma derrota, ou consolidar uma derrota, de setores da sociedade acostumados a ganhar durante todo o século 20, do suicídio de Getúlio Vargas ao Collor de Mello, passando em grande estilo pelo Golpe de 64.

Pela primeira vez, as forças políticas que sustentaram durante um século a construção do país mais desigual do mundo, um país de ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres, perdeu. Isso não significa que Dilma representa o socialismo, a igualdade, mas um novo caminho democrático, uma democracia com o povo decidindo o seu próprio caminho, com possibilidade real de o governo melhorar as condições de vida da população.

A vitória de Dilma é inédita porque pela primeira vez não se elegeu um líder marcado pelo personalismo e por uma história de vida, como foram de certa forma as eleições de todos os presidentes e de Lula, mas de um projeto político. A população votou em um projeto político e não em uma liderança carismática.

Nesse sentido, apesar de José Serra ter transformado a eleição na mais suja, baixa e hipócrita da história recente do país (Collor é amador perto de Serra e Índio da Costa), foi a eleição em que a população elegeu um projeto político e não um líder. Esse foi o voto que Serra perseguiu o tempo todo, o voto em um líder, em um salvador, em prometedor, mas foi derrotado. Viva o povo brasileiro!

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As urnas já disseram! Viva o Brasil!

Da Agência Educação Política

No dia pós eleições 2010, com saldos de baixarias tucanas, entre bolinhas de papel, rolos de fita crepe, tentativas de golpe e manipulação aberta da opinião pública, decidimos reservar um espaço aqui no Educação Política onde a economista portuguesa Maria da Conceição Tavares, grande conselheira do PT e uma das principais formadoras de Lula, mostra por que o presidente tornou-se um grande líder político e gênio do povo, capaz de governar, ser ouvido e entendido pelo corpo da nação como nenhum outro presidente da história política brasileira jamais conseguiu.

Lula tornou-se um líder entre os mais ricos e entre os mais pobres. Fez o país crescer e distribuir renda, fez um país de inclusão social, fez um país para todos, fez sua sucessora. Plantou no coração da nação a semente de sua marca, o tom da sua continuidade.

Lula é líder sem ser autoritário, sem precisar dizer aquilo que os outros devem pensar, pois antes que ele diga, o povo já diz por ele. É uma espécie de exceção na história, um desafio a líderes que para serem vistos como tais precisaram controlar, fazer sangrar e sofrer a milhares de seres humanos.

É dono dos mais altos índices de popularidade da história sem precisar cercear a liberdade, sem precisar alienar corações e mentes. Ao contrário, Lula gosta de liberdade, é um apaixonado por ela, é livre e voa alto, como a mais misteriosa das aves! Que Dilma possa seguir os seus passos, inspirar-se em seu voo e abrir ela também as asas em direção a um belo futuro, que seja igual e livre, sem achar que isso seja sonhar demais!

“Lula é um gênio do povo”
Carta Capital
Por Alexandra Lucas Coelho

Amiga de Dilma e Serra, a economista portuguesa Maria da Conceição Tavares, figura nacional no Brasil, vota Dilma. E explica porque acha que Lula é um líder sem par

Maria da Conceição Tavares é daquelas figuras “maiores que a vida”. Aos 80 anos, a fumar ininterruptamente na sua casa do bairro carioca Cosme Velho, tem algo de Indira Gandhi ou Churchill. Voz e riso de trovão, olhar agudo, resposta incisiva. Respeitada em todo o espectro político como economista e pensadora, é uma das grandes conselheiras do PT. Nunca quis ser ministra porque diz tudo o que pensa.

Portuguesa, nascida em Anadia, crescida em Lisboa, filha de um anarquista que alojava refugiados da Guerra Civil de Espanha, veio casada e grávida para o Brasil, aos 21 anos, por causa de Salazar. Desde então, ao longo de 60 anos, formou gerações de economistas e líderes políticos, incluindo Lula.

A senhora deve ser a única pessoa no Brasil que consegue juntar no aniversário dos seus 80 anos….

Os dois candidatos à presidência da República! [ri-se]

… Dilma Rousseff e José Serra.

Mas o clima estava muito bom. Eles nunca se trataram mal, nem nada. Eram pessoas civilizadas, que se tratavam bem. A campanha é que despertou essa trapalhada. A noite [do aniversário, 24 de Abril] correu perfeita. Nem se discutiu política. Foi uma festa.

Eles sempre tiveram boa relação?

Não que sejam amigos pessoais, como eu sou amiga dos dois. Mas sempre tiveram boa relação. O Serra era um sujeito civilizado. Não sei o que deu na cabeça dele agora.

Conhece-o muito bem…

Desde 1968.

… se tivesse de explicar quem é José Serra, o que diria?

Um bom economista. Ambos éramos do PMDB, a frente democrática contra a ditadura. E ele saiu para fundar, com o [Mário] Covas e o Fernando Henrique [Cardoso], o PSDB, uma espécie de ala esquerda. Muita gente não acompanhou isso. Eu, por exemplo, não fui porque não faço muita fé no Fernando Henrique, que sempre foi meio dúbio, trapalhão. O Covas é que era o homem importante. Morreu. E aí… A partir do momento em que Fernando Henrique foi para o poder, o Serra manteve a posição dele como economista contra a política neoliberal. (Texto Completo)

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