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CLÁSSICO DE PIXINGUINHA PELO GRUPO MÃO NA RODA

O grupo Mão na Roda (ex Os pibes choros) de Choro brasileiro impressiona pela qualidade na execução de clássicos deste estilo que carrega uma ponta de melancolia, misturada a um grito de saudade e solidão. O chorinho lembra os pássaros. Suas notas são livres, alcançam as alturas, visitam o céu e depois descem para repousar na terra da alma.

Um dos mais brasileiros dos ritmos, o chorinho fala dessa tristeza que durante muito tempo foi vista como a doença do povo das terras tropicais, mas que, na verdade, apenas revela a grandiozidade de seu espírito e a força da sua alegria.

Mão na Roda é um grupo jovem que atribui sentido à tradição e a renova, escolhendo nutrir-se do sensível, e não esquivar-se dele.

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O POEMA, POR TOLENTINO MENDONÇA

Da Agência Educação Política

O poema é um exercício de dissidência, uma profissão de incredulidade na omnipotência do visível, do estável, do apreendido. O poema é uma forma de apostasia. Não há poema verdadeiro que não torne o sujeito um foragido. O poema obriga a pernoitar na solidão dos bosques, em campos nevados, por orlas intactas. Que outra verdade existe no mundo para lá daquela que não pertence a este mundo?

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O poema não busca o inexprimível: não há piedoso que, na agitação da sua piedade, não o procure. O poema devolve o inexprimível. O poema não alcança aquela pureza que fascina o mundo. O poema abraça precisamente aquela impureza que o mundo repudia.

José Tolentino Mendonça, poeta português

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