Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

TELHADOS DE PARIS, NEI LISBOA

Uma gostosa reunião de imagens para ilustrar esta bela e imortal canção de Nei Lisboa.

Canção de uma poesia absurda, de uma letra muda, de um som do mundo! Para dizer a quem se ama, a quem se tem saudade, a quem chama a memória, a quem faz bem a palavra ou a melodia de uma história!

Para ouvir e fazer ouvir!

Venta
Ali se vê
Onde o arvoredo inventa um ballet
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
Deixando a rima assim
Sem mágoas, sem nada
Só uma janela em cruz
E uma paisagem tão comum
Telhados de Paris
Em casas velhas, mudas
Em blocos que o engano fez aqui
Mas tem no outono uma luz
Que acaricia essa dureza cor de giz
Que mora ao lado e mais parece outro país
Que me estranha mas não sabe se é feliz
E não entende quando eu grito

O tempo se foi
Há tempos que eu já desisti
Dos planos daquele assalto
E de versos retos, corretos
O resto da paixão, reguei
Vai servir pra nós
O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar à sós
Eu tenho os olhos doidos, doidos, já vi
Meus olhos doidos, doidos, são doidos por ti

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3 Respostas para “TELHADOS DE PARIS, NEI LISBOA

  1. Chico Cerrito 5 novembro, 2010 às 9:42 pm

    Até para dar suporte as palavras da Presidente Dilma, a favor de ampla liberdade de opinião e imprensa e contra qualquer controle de conteúdo,faz-se necessária uma legislação específica e regras de regulação para o setor de comunicações, que garanta essa liberdade, a mais ampla possível e para todos.

    Com a abolição da Lei de Imprensa, um resquício implantado em tempos de autoritarismo, jogada no lixo pelo STF, foi no entanto jogada fora a criança, junto com a água suja da bacia, ou seja foi abolido também o direito de resposta, um direito básico do cidadão, que ficou a mercê dos órgãos de informação e sujeito a obter resposta ou compensação apenas em longos, lentos, caros e ineficientes processos judiciais, como é praxe da justiça que temos.

    Em vários outros pontos não existe legislação ou regulação a respeito da informação e dos meios de transmissão, fato cada vez mais aguçado pelo rápido e constante desenvolvimento da tecnologia do setor, tais como mídias e meios de comunicação eletrônicos e de telecomunicações, além dos meios tradicionais em papel, estes em contração sistêmica.

    Um ponto a ser regulamentado é o da participação do capital e do conteúdo estrangeiro em todos os níveis da comunicação, participação que é hoje totalmente permitida em parte do setor, vide setor audiovisual hoje invadido pelo conteúdo estrangeiro, participação permitida apenas até certo ponto em outra parte, com a legislação omissa em relação ao assunto, em outra parte.

    Outro ponto importante a ser discutido, definido e regulamentado é quanto a permissão ou não da propriedade cruzada dos meios de comunicação, ou seja fato hoje existente em que certos grupos de comunicação são proprietários de dezenas de órgãos e empresas de rádio AM e FM, canais de Televisão abertas e por assinatura, jornais, revistas, editoras, portais e provedores de internet, demais mídias eletrônicas e de telecomunicações, etc., o que favorece a concentração, o cartel e o oligopólio, hoje claramente majoritário, praticamente toda a audiência nas mãos de poucos grupos empresariais.

    Em vários países democráticos, como nos EUA, na maioria dos países da Europa Ocidental e na Argentina, por exemplo, a propriedade cruzada não é permitida. Outro ponto a ser definido é quanto as concessões públicas do setor da informação, como as rádios e TVs (abertas ou não), a necessidade de obediência a Lei, ou seja devem ser licitados por critérios que atendam ao interesse público, com a diversidade mínima assegurada.

    E quanto a produção independente e a produção regional, nos diversos meios de comunicação?

    E a banda larga como Direito Fundamental, como aprovado na 1ª Confecom?

    Em suma muito a discutir, mas deve a legislação do setor, que urge ser substituida ou reformada, garantir a mais ampla liberdade de imprensa, garantindo que o público possa ser submetido a um abrangente leque de ideias e opiniões, emitida por órgãos de imprensa livres que representem as diferentes origens e interesses de nosso povo, a livre iniciativa, o estatal e o público, e que possam os cidadãos consumidores, exercer um real direito de escolha ao que lhe convém ver, ler, assisitir ou ouvir.

    Mas um direito de escolha efetivo, não o imposto pelo oligopólio midiático, esse que vem demonizando todas as ideias democraticamente apresentadas na 1ª Confecom, para não perder seus privilégios de estipular a verdade que lhes interessa e manter a concorrência fora de seu quintal.

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