Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 6 novembro, 2010

IMAGEM E REFLEXÃO: PARA PENSAR A VIDA, OS DIREITOS HUMANOS

O vídeo vai se desenhando de forma criativa e natural.

Há um jogo entre palavras e imagens, som e movimento, ritmo e interpretação. Ele traz a força e a beleza dos direitos humanos e, ao mesmo tempo, revela o abismo entre o que está dito e o que está escrito, entre o que vai no papel e o que escorre e pulsa na realidade!

Faz lembrar do que muitos nos fazem esquecer. Faz sorver a vida!

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EDUCAÇÃO DE JOVENS EM ÁREAS RURAIS ESTÁ AMEAÇADA PELO FECHAMENTO DE ESCOLAS E FALTA DE MATERIAL DIDÁTICO

Retrato de uma escola em Campo Alegre, Nova Iguaçu

Da Agência Educação Política

Há um Brasil do campo que muitas vezes não se vê. Um Brasil que precisa de saúde, educação, boas estradas, bons meios de transporte, boas moradias. Um Brasil cheio de jovens que precisam ter acesso à educação, conhecer a sua realidade, capacitar-se para poder lutar pelos seus sonhos.

Esse Brasil estava praticamente esquecido alguns anos atrás. Com o governo Lula, uma parte considerável dele saiu das sombras e já começou a ser vista. No entanto, uma boa parte dele ainda permanece às escuras, tateando a vida na mais completa invisibilidade. Um dos graves problemas que acomete as áreas rurais brasileiras é o da educação.

A situação das escolas rurais tem ficado cada vez mais complicada, como mostra notícia publicada no Brasil de Fato a partir de uma matéria produzida pela Revista Poli sobre a situação das escolas localizadas nas zonas rurais brasileiras.

O que se vê é uma realidade em que estudar tem se tornado uma tarefa cada vez mais difícil. É mais fácil ficar rico do que estudar em grande parte das áreas rurais brasileiras. Isso se deve ao fato de que falta meio de transporte adequado para chegar até à escola, isso quando há escola, pois outro problema se refere à falta de salas de aula que estejam em boas condições para receber os alunos e os professores. Além disso, falta material didático e atividades culturais e esportivas que tornem o processo educacional mais agradável e completo. Como consequência de tudo isso, a população rural tem assistido ao fechamento cada vez mais frequente das escolas.

Os mais prejudicados com essa situação são os cerca de 980 mil estudantes integrantes de uma população assentada que ultrapassa 2,5 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pnera), realizada em 2004 pelo Inep e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), levantamento que traz dados específicos mais recentes sobre a educação em assentamentos.

O expressivo número de população assentada no Brasil só reforça a gravidade da situação das escolas rurais, pois enquanto elas seguem fechando, milhares de crianças e jovens que vivem em áreas rurais continuam sem ter acesso à educação e, nos raros casos em que têm, este acesso costuma ser tão difícil que de atividade rotineira, como deveria ser, a educação torna-se quase uma verdadeira odisseia.

Escolas rurais no Brasil: um retrato
Leila Leal e Raquel Júnia
Revista Poli *

O Censo Escolar de 2009, elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), aponta que existem no Brasil mais de 80 mil escolas de educação básica localizadas em áreas rurais. A situação estrutural desses estabelecimentos, a oferta dos variados níveis e modalidades de ensino, a elaboração de seus projetos político-pedagógicos, a formação e valorização dos profissionais que neles atuam, sua relação com crianças e jovens acampados e assentados da reforma agrária e muitos outros itens são tema de debates constantes entre pesquisadores, constam da pauta de reivindicações de movimentos sociais do campo e são objeto de políticas públicas elaboradas pelo Estado.

Essas questões motivam, por exemplo, a organização de crianças e jovens do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Os chamados sem terrinhas realizam encontros e atividades periodicamente para discutir as formas de luta pela terra e por uma educação de qualidade no campo. Neste ano, realizam sua Jornada Nacional na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), no Rio de Janeiro. No contexto de discussão das pautas da Jornada, que acontece em outubro, esta reportagem da Revista Poli traça um panorama da situação das escolas rurais no Brasil. Dados nacionais, projetos de políticas públicas, pesquisas acadêmicas e reivindicações de movimentos sociais são complementados com a apresentação da realidade encontrada nas escolas rurais, acampamentos e assentamentos da reforma agrária dos municípios de Piraí, Nova Iguaçu, São Francisco de Itabapoana e Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, visitados pela reportagem.

Cenário nacional
Se os dados do Censo Escolar de 2009 apontam a existência de mais de 80 mil escolas localizadas em áreas rurais no Brasil, a Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pnera), realizada em 2004 pelo Inep e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), demonstra que apenas 8.679 atendem a alunos residentes em assentamentos – sejam elas localizadas nos próprios assentamentos ou em seu entorno. A mesma pesquisa, que é a que traz dados específicos mais recentes sobre a educação em assentamentos, aponta que no Brasil cerca de 980 mil estudantes integram uma população assentada que ultrapassa 2,5 milhões de pessoas. (Texto Completo)

*Publicada no Brasil de Fato

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