Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 10 novembro, 2010

VIDEOPOEMA – RETRATO, CECÍLIA MEIRELES

A simplicidade poética
A densidade humana
O sofrimento que cresce
O tempo que dança.

A profundidade de uma poeta brasileira inesquecível que só ela, em uma bela composição de verso e retrato, narrada pela voz de Paulo Autran.

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IMPRESSIONANTE: MINISTRO DA EDUCAÇÃO, FERNANDO HADDAD, CONVIDA REDE GLOBO A FAZER JORNALISMO SÉRIO

Aula de Jornalismo

Convite ao jornalismo

A cobertura dos problemas da prova do Enem pela velha mídia já demonstra como vai ser o jornalismo brasileiro no próximo governo, de Dilma Rousseff.

Acredito que os governos devem ser fiscalizados e cobrados, mas não de maneira enviesada. De 4,6 milhões de provas, é possível que cerca de 21 mil alunos tenham tido algum problema e só cerca de dois mil tenham de fazer nova prova. Um problema que atingiu 0,5% dos estudantes.

Nada contra a cobertura exagerada, desde que com qualidade. Aliás, governos devem mesmo prestar contas, esclarecer. E é isso que aconteceu no caso do Enem.

A entrevista do ministro da Educação, Fernando Haddad, ao Bom Dia Brasil da Rede Globo foi exemplar de quão distante do jornalismo está a imprensa.

O ministro, que não tem formação em jornalismo, pediu com muita educação para que a Rede Globo entreviste pessoas com mais isenção. Ou seja, seria bom parar de entrevistar lobbistas e representantes partidários disfarçados de especialistas.

Diz Haddad, por volta dos 5 minutos, ao responder a Renato Machado. “Faço um convite a vocês. Faça um debate com observadores externos ao Brasil. Faça um debate com pessoas que entendam de educação…”

Opa! Observadores externos ao Brasil?

Com precisão, ministro diz que a mídia brasileira age como em países em que há eleições com guerra civil ou ditaduras, ou seja, precisa de observadores internacionais.

Essa entrevista é memorável pelas perguntas dos jornalistas e pelas respostas do ministro. O jornalismo precisa melhorar e muito.

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MULHERES SE MOBILIZAM PELA PAZ NA COLÔMBIA, PAÍS DE MEIO SÉCULO DE CONFLITO ARMADO

Mulheres durante protesto em favor da paz no centro de Bogotá, na Colômbia. A guerra civil no país mata cerca de 3.500 pessoas por ano, segundo dados do próprio governo colombiano

Da Agência Educação Política

As mulheres de fato têm muito a revelar ao mundo. A começar pela sua capacidade de ver a realidade e lidar com seus problemas, de escutar várias vozes e saber distinguir entre uma e outra, de perceber e sentir os rumos da história como um homem dificilmente poderia sentir, posto que as mulheres carregam uma sensibilidade bem maior, e pela sua determinação, garra e fibra na busca pelos seus sonhos.

Mulheres de todos os tipos e classes sociais, entre camponesas, indígenas, negras, mães de desaparecidos, vítimas da guerrilha, dos paramilitares ou da força pública e teóricas feministas estão mobilizadas na Colômbia pela paz e fim da impunidade e sabem o alto preço que podem pagar por essa postura ativista e rebelde em meio a um país autoritário, marcado por um conflito de décadas entre as forças da guerrilha, as forças do Estado e os grupos paramilitares de extrema direita.

O cenário é daqueles que convida a cumprir o ditado “obedece quem tem juízo”, pois cada voz dissonante sabe o risco que corre em meio à intolerância generalizada, consequência primeira da violência. Mas as mulheres na Colômbia não se intimidam com nada disso. Elas assumiram sua condição de mulher, que luta e acredita, e seguem organizadas por meio de entidades não governamentais, como a Casa da Mulher ou o grupo Colombianos e Colombianas pela Paz, que mantém um diálogo público com as FARC, um dos grupos de guerrilha mais conhecidos da Colômbia. Por meio desse diálogo, o grupo já consegiu resgatar diversos reféns e efetivamente promover mudanças em direção à paz no país vizinho.

Infelizmente, a luta das mulheres na Colômbia não é fácil. Elas têm que conviver com um clima de ameaça constante, o que acaba por silenciar o movimento que poderia ter uma ação bem mais expressiva. No entanto, ainda que silenciadas, as vozes das mulheres colombianas não estão mudas. Elas seguem acreditando na construção de um país de paz!

Vi na página do Jornal Brasil de Fato

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