Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

OBRAS DE SERRA PARA MELHORAR O TRÂNSITO PAULISTA SÓ SERVIRAM PARA JOGAR DINHEIRO FORA

Rumo ao fim do mundo!

gundo matéria publicada pelo Jornal Agora e repercutida pelo Conversa Afiada, as obras de Serra para resolver os problemas do trânsito em São Paulo só reduzem 6 km de lentidão, ou seja, praticamente nada. Em outras palavras, dinheiro gasto à toa, às custas dos cofres públicos e dos contribuintes, total de R$ 9 bilhões investidos em mais espaço para carros.

É mais do que claro que os gastos de Serra não iriam dar em nada. Não há lógica nas suas obras, pelo menos, não há lógica diante do que seria melhor para o interesse público. Se o que se quer é desafogar o trânsito o ideal seria investir em transporte público, em estações de metrô, em ônibus, em pontos de ônibus, e não abrir ainda mais vias que rapidamente serão novamente entupidas.

As obras de Serra pelo jeito só servem para beneficiar empreiteiros e abasteçer a campanha eleitoral com as imagens de trabalho e progresso que ele costuma espalhar por aí. Enquanto isso, São Paulo continua se acostumando com os congestionamentos diários como se isso fosse a coisa mais natural do mundo e esperando o momento em que a metrópole parará de vez, momento este que, diga-se de passagem, não está muito longe. E não adianta colocar a culpa no pobre que hoje consegue comprar o seu carro (ecos de Prates)…O aumento do número de carros só é ruim quando não há um bom transporte público.

Recentemente fui a São Paulo. Andei de metro no horário de pico, entre 6h30 e 7h da noite. Nunca vi tanta gente espremida em um só lugar. Aquilo de fato parecia um bando de formigas desesperadas e loucas a andarem frenéticas debaixo da terra! Uma situação caótica, insustentável! Há gente demais pra pouco espaço. Pelo jeito, não é só nas avenidas que São Paulo vai parar! Viva a grande infraestrutura paulistana!

Veja texto publicado no Conversa Afiada:

A herança maldita do Cerra: obras foram “dinheiro no lixo”

“Obras (do Cerra) de R$ 9 bilhões só reduzem 6 km de lentidão.”

“Após inauguração (pré-eleitoral – PHA) da nova Marginal, do trecho sul do Robanel dos Tunganos (PHA) e da Jacu-Pêssego, pico de trânsito passou de 104,5 km para 99,3 km (e nenhum paulista faz revolução ! PHA).”

99,3 km de engarrafamento !!!

Com o dinheiro que o Padim Pade Cerra gastou para tentar – inutilmente – a Presidência da República – o Vesgo tinha mais chance do que ele – com esse dinheiro, segundo o único jornal que presta em São Paulo, seria possível fazer:

– 45 km de metrô;

– 60 km de monotrilho;

– 360 km de corredores exclusivos de ônibus

Segundo o engenheiro de tráfego Horácio Augusto Ferreira, citado pelo Agora, “jogaram o nosso dinheiro fora !”.

“Nos horários de pico, os congestionamentos já alcançaram os índices anteriores. Reduzir o trânsito em 6 km após gastar R$ 9 bilhões é uma ofensa”, diz ele.

Hoje, São Paulo tem 69 km de malha de metrô.

Os tucanos governam São Paulo há 16 anos.

O dinheiro que o Cerra jogou no lixo (das empreiteiras) dava para construir 45 km !

E ainda querem governar o Brasil.

Cadê aqueles trens maravilhosos de metrô que o Gonzalez dizia que o Cerra ia instalar pelo Brasil afora, na campanha (enganosa) do horário eleitoral ?

Não tem jeito.

Ou o Padim Pade Cerra entra para a Opus Dei ou o futuro político dele está comprometido.

Só a Opus Dei o salvará (e a estadista chileno-brasileira, Monica Serra). (*)

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2 Respostas para “OBRAS DE SERRA PARA MELHORAR O TRÂNSITO PAULISTA SÓ SERVIRAM PARA JOGAR DINHEIRO FORA

  1. Chico Cerrito 23 novembro, 2010 às 12:54 pm

    Não tenho, nunca tive, nenhuma simpatia pelo Serra, além de ter horror ao viés político de seu partido e mais ainda ao viés do principal partido aliado dele, aquele partido de direita feudal, mas tenho que reconhecer que o trânsito e o transporte público no país, são um mal de origem nas administrações municipais e estaduais de todo Brasil, não sendo, infelizmente, monopólio do candidato derrotado na campanha presidencial.
    Não sendo especialista no setor, não posso propor soluções técnicas adequadas, mas noto que:
    – O transporte municipal nas cidades brasileiras beneficia o automóvel e o transporte coletivo, de massa, e é em geral exercido por cartéis de empresas de ônibus, financiadores de campanhas políticas, sendo que as prefeituras dão a impressão de serem reféns das famigeradas planilhas de custos dessas empresas, ou ainda coisa pior.
    – O transporte municipal no Brasil privilegia desmedidamente o transporte de automóvel e ônibus.
    – Fora o metrô, que existe apenas em poucas capitais, não há praticamente transporte municipal sobre trilhos, de longe os mais eficientes e de operação mais barata. Não temos bondes, nem pequenos trens elétricos de transporte dentro das cidades, veículos leves sobre trilhos, muito menos monotrilhos.
    Apenas ineficientes corredores de ônibus, em regiões limitadas, e olhe lá.
    – Sem querer fazer comparação indevida, qualquer cidadezinha de pequena a média na Europa possui seus “tramways”, monotrilhos, bondes, ônibus elétricos, etc, muitas vezes todos esses na mesma cidade, o que reduz enormemente a circulação de automóveis. Aqui, até os ônibus convencionais não passam de adaptações de carrocerias sob chassis de caminhões, não são adequados para um transporte com qualidade e conforto, e este é um ponto em que o governo federal poderia atuar.
    – O transporte de massas parece ser usado como moeda do jogo político por estados e municípios, não parece existir uma preocupação real com a qualidade e a eficiência do transporte público, em reduzir o número de carros nas ruas, em transportar as pessoas com conforto e rapidez.
    – Até o metrô, quando são construídas novas linhas ou ampliadas as existentes dão a triste impressão de negócios e de campanha eleitoral, não lembram o atendimento á população.

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