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VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO: A CARA DE UM PAÍS QUE PRECISA INVESTIR PESADO EM EDUCAÇÃO

As constantes e as recentes ondas de violência no Rio de Janeiro só a primeira vista, rasa, podem estar ligadas à repressão e aos planos do governo carioca de enfrentar os traficantes e  instalar as UPP (Unidades de Polícia Pacificadora).

O buraco é mais embaixo e está na educação e na distribuição de renda. Não há construção de um país decente sem investir pesado em educação e em melhoria das condições das pessoas de baixa renda. Precisa sobrar dinheiro para educação.

Os empresários pedem bilhões para o que chamam de “infraestrutura”, mas a principal infraestrutura de um país é seu próprio povo. O governo Lula fez muita coisa pela educação e pela distribuição de renda, mas ainda é muito pouco.

É preciso construir nos bairros carentes as melhores escolas do país, além de investimento em saúde, moradia e saneamento. É preciso de uma escola que transforme a realidade do aluno e da família. A Escola deve ser a porta para que o Estado esteja atento aos problemas de seu povo.

Mas no Brasil tem um grande setor representado por políticos e empresários que acreditam que bolsa família, por exemplo, é coisa de vagabundo.  Enquanto tivermos esse tipo de pensamento, não teremos solução para a questão da violência.

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Por glaucocortez

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8 respostas em “VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO: A CARA DE UM PAÍS QUE PRECISA INVESTIR PESADO EM EDUCAÇÃO”

Apenas transcrevo, parte:

“A batalha do Rio
Por Mauro Santayana

É um engano identificar a batalha do Rio – e de outras grandes cidades – como mero confronto entre a polícia e delinquentes, traficantes, ou não. Embora a conclusão possa chocar os bons sentimentos burgueses, e excitar a ira conservadora, é melhor entender os arrastões, a queima de veículos, os ataques a tiros contra alvos policiais, como atos de insurreição social. Durante a rebelião de São Paulo, o governador em exercício, Cláudio Lembo, considerado um político conservador, mais do que tocar na ferida, cravou-lhe o dedo, ao recomendar à elite branca que abrisse a bolsa e se desfizesse dos anéis.

O Brasil é dos países mais desiguais do mundo. Estamos cansados do diagnóstico estatístico, das análises acadêmicas e dos discursos demagógicos. Grande parcela das camadas dirigentes da sociedade não parece interessada em resolver o problema, ou seja, em trocar o egoísmo e o preconceito contra os pobres, pela prosperidade nacional, pela paz, em casa e nas ruas. Não conseguimos, até hoje (embora, do ponto de vista da lei, tenhamos avançado um pouco, nos últimos decênios) reconhecer a dignidade de todos os brasileiros, e promover a integração social dos marginalizados.
(…)”
Artigo completo: http://esquerdopata.blogspot.com/2010/11/batalha-do-rio.html

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