Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 30 novembro, 2010

O POP REGIONAL COM SWING NACIONAL DE MARCELO JENECI

Ele vai tomar conta do Brasil! O leitor pode até nunca ter ouvido falar de Marcelo Jeneci, mas com certeza já ouviu algumas de suas composições como Amado, consagrada na voz de Vanessa da Mata e Longe, cantada por Arnaldo Antunes e Betão Aguiar que, assim como a primeira, foi trilha de novela.

Jeneci é paulista e filho de pernambucanos. Criado em Guaianases, o mais nordestino dos bairros paulistas, o cantor e compositor que também tem um talento incrível para os intrumentos, particularmente sanfona e piano, combina ritmos e tendências regionais para criar um pop peculiar e apaixonante.

As boas letras combinadas a uma harmônica e alegre melodia fazem com que se vibre a cada nova execução. Jeneci parece uma daquelas constantes reinvenções que combina a diversidade com um apurado gosto estético e musical. Ritmo para quem gosta de movimento, poesia para quem gosta de tom, viagem para quem gosta de reflexão!

Para quem ficou curioso, um pouco de Copo d’água, canção que faz parte de seu primeiro disco solo Feito pra Acabar:

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NELSON JOBIM, MINISTRO DA DEFESA DO BRASIL, É UMA ESPÉCIE DE INFORMANTE DO GOVERNO DOS EUA, MOSTRA WIKILEAKS

Ministro gosta de usar uniformes militares e passa bola para o adversário

A Folha de S. Paulo publica matéria com documentos do site Wikileaks (organização não governamental que  divulga documentos secretos dos EUA) e mostra Nelson Jobim, ministro da Defesa do Brasil, como uma espécie de informante dos Estados Unidos. Ele teria dado, no mínimo, informações sobre integrantes do Itamaraty que teriam uma postura crítica contra a política norte-americana e revelado uma doença de Ivo Morales para os ianques.

Jobim é o mais tucano de todos os ministros, apesar de pertencer ao PMDB. Foi nomeado pelo ex-presidente Ferando Henrique Cardoso para o Supremo Tribunal Federal e foi ministro da Justiça de Fernando Henrique.

Jobim não moveu uma palha, mesmo dentro do governo, para que Dilma Rousseff  fosse eleita. O ministro tem fortes laços com a cúpula tucana. O ministro entrou no governo com a crise dos controladores de voo e serviu para Lula apaziguar um pouco o ódio de setores da elite que o culpavam de derrubar avião.

Agora, ser ministro da Defesa de um país e  passar informações para os Estados Unidos é demais.  Jobim vai ganhar o  Oscar, categoria Judas.

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ADAPTAÇÃO DE KAFKA PARA O TEATRO APOSTA NO SILÊNCIO E NA ILUSÃO DAS MÁSCARAS PARA RETRATAR O SER HUMANO

O universo kafkiano é composto por imagens que reduzem o homem à sua constituição primeira e original. Em Kafka, dorme-se homem, acorda-se barata, sufoca-se em medos e pesadelos e liberta-se em infinitas ilusões. Vive-se em um passado de lembranças que se revela um presente de alucinações, procura-se a saída, encontra-se solidão.

Na perpicaz e inteligente obra kafkiana a linguagem impecável, as letras detalhadamente bem pensadas, a esmerada construção dos personagens, tudo dialoga visando a construção de uma caricatura humana nem sempre exata. Apreender o escritor não é tarefa fácil, assim como vencer a dureza de sua ilusória realidade.

A Cia. Troada de teatro aceitou o desafio e decidiu montar uma adaptação da obra de Kafka, com o sugestivo título de A Porta. Na peça, a porta representa para o personagem principal a saída, o meio para voltar à realidade.

Ajudam a compor a atmosfera de distanciamento do real e ilusão, o figurino dos personagens, as máscaras por eles usadas e a própria mudez da peça, cujos atores permenecem em silêncio do primeiro ao derradeiro ato. Máscaras, ausência de fala, tudo isso confere um tom caricatural ao ser humano. Faz dele uma simples cópia de si mesmo que não se reconhece, que não tem face ou voz.

Fica assim o homem reduzido às suas ilusões, arrebatado e perdido por elas em busca da porta, da salvação por meio da qual Kafka sempre soube seduzir seus personagens.

A peça ficou em cartaz até o último dia 21 de novembro no Centro Cultural São Paulo. Para quem não pode assistir, o Educação Política deixa aqui um trecho do espetáculo que serve tanto para introduzir-se um pouco no universo kafkiano, quanto para embriagar-se com a força do teatro!

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