Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 3 dezembro, 2010

CLAREOU, POR SOCORRO LIRA

Melodia deliciosa, leve e pulsante. Voz tranquila, macia e delirante. Harmonias simples, bem executadas. Um gosto de Brasil, bem representado. Assim podemos divisar o espetáculo protagonizado pela cantora paraíbana Socorro Lira.

Muito mais que uma experiência musical, a artista proporciona ao público um deleite estético, uma alegria rara e peculiar, às vezes, alternada a uma melancolia reflexiva e cheia de saudade que se faz ver e ouvir em algumas de suas músicas. Tudo isso em uma composição de amor, nostalgia e graça que parece provocar em quem contempla cada uma de suas canções certo desprendimento de si mesmo que se dá de forma natural e, sutilmente, eterna.

Clareou, uma das músicas de Socorro Lira, combina samba, boa poesia, talentosos intérpretes e um apurado gosto musical. Um deleite artístico incomparável que o Educação Política divide com você, leitor.

Bom som!!

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GRÁFICOS, UMA BOA FORMA FORMA DE SE ENTENDER O DESMATAMENTO, A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E OS PARTIDOS POLÍTICOS

Veja o gráfico abaixo e entenda uma diferença importante na política brasileira em relação ao desmatamento na Amazônia.

O governo de Fernando Henrique (PSDB) foi marcado por duas coisas aparentemente incompatíveis (recessão e aumento do desmatamento) e o governo Lula também, só que foi ao contrário (crescimento econômico e diminuição de desmatamento).

A política no Brasil parece ter entrado em um novo patamar administrativo. Esperamos que o governo Dilma continue nesse processo. Veja o gráfico e a notícia abaixo.

vi gráfico no Com Texto Livre

Desmatamento na Amazônia cai 14% e alcança menor taxa em 22 anos

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Entre agosto de 2009 e julho de 2010, a Amazônia perdeu 6.450 quilômetros quadrados (km²) de floresta. É a menor taxa anual de desmate registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde o início do levantamento, em 1988.

A área desmatada equivale ao tamanho do Distrito Federal ou a quatro vezes o da cidade de São Paulo. O número foi divulgado hoje (1°) pelo diretor do Inpe, Gilberto Câmara, e representa uma queda de 14% em relação ao ano passado, quando o desmatamento atingiu 7,6 mil km² da Amazônia Legal.

“É um número auspicioso, é uma redução de 14% em relação ao ano anterior, que já teve uma redução significativa”, avaliou Câmara.

A taxa é calculada pelo Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que utiliza satélites para observação das áreas que sofreram desmatamento total, o chamando corte raso.

O desmatamento anual ficou acima do esperado pelo governo, que projetava uma taxa de 5 mil km².

Segundo Câmara, o Inpe registrou redução significativa do desmatamento nos três estados que tradicionalmente lideram o ranking de derrubadas: Mato Grosso, Pará e Rondônia.

Com a taxa de anual de 6 mil km², o Brasil se aproxima da meta de reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020. Pelo cronograma, assumido em compromisso internacional, daqui a dez anos, o país chegará a uma taxa anual de 3,5 mil km² de desmate. O governo já cogita antecipar o cumprimento da meta para 2016.

De acordo com o Inpe, a margem de erro da estimativa anual de desmatamento é de 10%, ou seja, pode resultar em uma variação de 645 km² para ou mais ou para menos quando os dados forem consolidados.

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POR TRÁS DAS ESTATÍSTICAS, DESIGUALDADE SOCIAL E AUSÊNCIA DO ESTADO SÃO EVIDENTES NAS FAVELAS CARIOCAS

Muito se viu e se falou a respeito das favelas cariocas nos últimos dias. No entanto, além da comunidade “pacificada”, do bandido preso, da região ocupada e controlada pelas forças armadas, há um retrato de uma paisagem social que vai muito além das ruelas, dos tiros, da ação policial. Há um retrato de um Brasil esquecido que, no entanto, está todo dia a olhar o mundo do alto do morro.

Quando se fala de algum problema social, os méritos e fracassos do governo atual devem ser citados. Longe de fazer apologia a um sistema de governo é preciso reconhecer o que foi feito no sentido de incluir os que sempre estiveram à margem para, a partir daí, ampliar e potencializar as ações. O governo Lula foi de fato um dos primeiros a olhar para as comunidades mais carentes do Brasil.

Aí também há um retrato do Brasil!

Nas favelas, criou-se as UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora), além de programas sociais que buscam garantir segurança com cidadania e oportunidades nas áreas da educação e da cultura, caso do Pronasci. Também não se pode esquecer de muitos programas e eventos culturais que tem se preocupado em inserir cada vez mais a comunidade, principalmente os jovens, em debates, palestras e cursos, para que eles possam ter acesso a uma outra realidade, onde as escolhas são maiores do que simplesmente morrer ou viver.

No entanto, muito ainda deve ser feito. As favelas continuam muito distantes do resto da sociedade em todos os sentidos, desde educação e acesso à cultura, até urbanização, saneamento, saúde e, obviamente, segurança. Nem precisa dizer que o problema é bastante complicado e mexe com diversas áreas públicas e segmentos de poder, passando pelos pilares nos quais se sustenta nossa desigual justiça.

Por isso, as mudanças são muitas e difíceis, mas urgentes e necessárias. É preciso dar oportunidade para quem é jovem, fazer valer a justiça para todos aqueles que não cumpriram a lei, e oferecer dignidade e não violência aos que procuram viver da melhor forma possível. Mas além dos discursos e textos como esse, há todo um sistema de poder, de ausências, de interesses, há toda uma humanidade que há muito já se desumanizou. No entanto, o próximo governo deve guardar algumas esperanças, e é sempre bom não perdê-las.

Veja trecho de texto escrito pelo economista Paulo Daniel que traça um perfil das favelas cariocas por meio de dados e porcentagens comparativas. Sem dúvida, faz pensar para além dos números:

A renda per capita mensal do Complexo do Alemão é de R$ 176,90 e a da Rocinha, R$ 220, diante de uma média das demais de R$ 615 das 30 regiões administrativas do município do Rio.

A Rocinha registra o menor nível de escolaridade do Rio, de 5,08 anos completos de estudos. O Complexo do Alemão ocupa o segundo lugar desse triste ranking, com 5,36 anos de estudo. A média das demais regiões administrativas da cidade é de 8,29 anos completos de estudos.

A proporção de pessoas com curso universitário nas favelas é de 2,75%, quase dez vezes menor que no resto da cidade. Alcança 92% o percentual de crianças de zero a três anos do Complexo do Alemão que nunca frequentaram uma creche. (Texto Completo)

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