Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 6 dezembro, 2010

PARA LEITOR, OS EUA, LIBERTADORES DEMOCRÁTICOS DO MUNDO, TEMEM REVELAÇÃO DO QUE VAI POR DEBAIXO DO PANO

O espírito libertário norte-americano

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Os E$tado$ Unido$ da América estão sempre vigilantes para levar a “democracia” e o “bom capitalismo” a todos os lugares do mundo, exercendo seu papel policial, para o qual nem precisaram de nomeação, tão altaneira sua grandeza, e para garantir “os direitos dos cidadãos norte americanos residentes em outros países”, bem como a civilização judaico-cristã, que chamam de ocidental, embora ambas as religiões, junto com o islamismo, sejam orientais, por sinal da mesma micro-região, o oriente médio.
Uma pequena lista de países “agraciados” com a visita dos bravos e indomáveis “marines” e suas belas napalm, após a segunda guerra mundial:
China: 1945 ,1946, 1950 e 1953,
Coreia: 1950 e 1953.
Guatemala: 1954 ,1960, 1967 e 1969.
Cuba: 1959 e 1960.
Congo: 1964.
Peru: 1965.
Vietname: 1961 e 1973.
Camboja: 1969 e 1970
Granada: 1983.
Líbia: 1986.
Panamá: 1989.
Iraque: 1991 , 2003, 2004.
Sudão: 1998.
Afeganistão: 1998 e 2001.
Iugoslávia: 1999.
República Dominicana: 1965.
Nesta última nação os EUA mantiveram por décadas o ditador Trujillo, que segundo palavras do Secretário de Estado americano da época, Cordell Hull, “ele pode ser um filho da puta, mas é nosso filho da puta”. Depois que Trujillo foi assassinado e de alguns anos de tumulto, ventos democráticos começaram a contrariar os interesses do capital americano, derrubando um triunvirato apoiado pelos EUA, e ameaçar uma aproximação com Cuba, então Lindon Jonhson, o deles, ordenou a invasão da ilha.
Foi mais um país “libertado” pelos EUA, que se tornou quase tão “próspero” quanto seu companheiro da mesma ilha, o Haiti.
Qual será o próximo país a ser premiado com a “libertação” pelos bravos “irmãos do norte”?
Esses nossos policiais do mundo são sempre muito zelosos de seus “valores”, daí não poderem suportar que seus bastidores, o por baixo do pano, seja exposto publicamente, senão o que vão pensar e fazer os que não têm o sonho do American Way of Life?

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PESQUISADORES DERRUBAM MITOS EM TORNO DA PROIBIÇÃO DO USO DO AMIANTO E MOSTRAM OS BENEFÍCIOS QUE ELA PODE TRAZER

Pela causa ambiental, econômica e humana

Substância considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o amianto, utilizado na produção de telhas e caixas d’água, já teve seu uso proibido em diversos países desenvolvidos, mas ainda continua alimentando um pujante mercado aqui no Brasil, enquanto ameaça a saúde de milhares de trabalhadores.

Diversos são os pretextos e justificativas para não se abolir o uso dessa substância no Brasil, a maioria deles ligados a interesses privados, leia-se, ameaça aos lucros dos empresários do setor. No entanto, a maior parte destes argumentos é frágil como um cristal, quebrando-se frente a qualquer análise mais atenta e sensata da realidade social e econômica do país.

Dois pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a professora do Insituto de Economia, Ana Lucia Gonçalves e o professor da Faculdade de Ciências Aplicadas, Carlos Raul Etulain, fizeram tal análise e mostraram que, na realidade, a proibição do uso do amianto não terá impactos negativos na economia brasileira, muito pelo contrário, além de representar um incontestável benefício à saúde do trabalhador e da população de forma geral, a proibição do amianto abrirá espaço para o crescimento de outros setores que investem em fibras alternativas que não causam danos à saúde ou ao meio ambiente.

Os dois lados da história em torno da polêmica sobre o uso do amianto estão neste artigo produzido pelo pesquisadores da Unicamp que segue logo abaixo. Nele, eles revelam, com muita propriedade e clareza, baseand0-se em fatos e dados da realidade, a necessidade de proibir o uso do amianto, já que a proibição representa a vitória da saúde pública e da preocupação com o ser humano, enquanto a utilização da substância representa a continuidade de um modelo de privatização dos lucros e socialização dos prejuízos, neste caso, não só financeiros.

Veja artigo dos pesquisadores publicado no Jornal da Unicamp:

O amianto é uma substância considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda substituir essa fibra mineral por materiais alternativos. A Resolução 162 (da qual o Brasil é signatário) aprovada em 1986 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) fez a mesma recomendação, além de prescrever medidas de prevenção e controle dos riscos para a saúde. Em 2006, nova resolução da OIT avançou no sentido de promover a eliminação de todas as formas de amianto. Atualmente, 58 países proíbem a utilização dessa fibra mineral. Apesar da reconhecida patogenicidade de todos os tipos de amianto, não havendo limite seguro para seu uso, a variedade conhecida como crisotila ainda é utilizada no Brasil e em outros países, boa parte na fabricação de artefatos de fibrocimento, como telhas e caixas d´água.

No Brasil, em 2004, o governo federal instituiu uma comissão interministerial para rediscutir o uso da crisotila, impulsionado pela determinação da União Europeia (Diretiva 1999/77/CE) de excluir a partir de 1o/1/05 o uso do amianto em todos os países que ainda não haviam adotado tal providência. Embora uma nova política nacional não tenha sido apresentada, dando margem à interpretação de que é ainda permitido o uso da variedade crisotila, vários Estados e municípios brasileiros tomaram a iniciativa de legislar para atender às recomendações da OIT no sentido do banimento de todos os tipos de amianto. As iniciativas estaduais são contestadas pelo Instituto Brasileiro do Crisotila (IBC) ou pelo governo de Goiás (Estado que sedia, no município de Minaçu, a única mina de crisotila em operação no país, explorada pela empresa Sama, do Grupo Eternit). Atualmente, por exemplo, encontra-se em julgamento no Supremo Tribunal Federal ação de inconstitucionalidade de lei estadual restritiva ao uso de amianto no Estado de São Paulo.

Os defensores da continuidade do uso do amianto apoiam-se nos seguintes argumentos econômicos:

a) Os preços das telhas sem amianto seriam maiores que os das telhas com o produto. Segundo o IBC, os produtos de fibras artificiais seriam 30% a 40% mais caros e a suspensão da produção de telhas com amianto ampliaria essa diferença.

b) Haveria pressão sobre a balança comercial decorrente da ampliação de importação de fibras sintéticas. Para o IBC, o prejuízo seria de US$ 180 milhões/ano, valor claramente superdimensionado, uma vez que o Brasil já atende com importações 31% do consumo interno de amianto e para tanto gasta apenas US$ 14 milhões/ano.

c) Haveria efeito negativo sobre emprego e renda em toda a cadeia produtiva do amianto. Os adeptos do amianto enfatizam que se trata de um setor gerador de 170 mil empregos (abrangendo as atividades de mineração, fabricação, transporte, distribuição e revenda), ao mesmo tempo em que dão a entender que os efeitos recairiam sobre a totalidade da cadeia produtiva. Mesmo se considerarmos os empregos diretos e indiretos, esta estimativa é inconsistente. Por lei, as empresas que manipulam o amianto (seja na produção, no transporte ou na prestação de serviços) têm que se cadastrar no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e, segundo este cadastro, em fevereiro de 2005 estas empresas empregavam 16.863 trabalhadores, dos quais 3.893 no setor de fibrocimento e 453 na mineração.

d) Quanto à perda de arrecadação de impostos, a empresa Sama recolhe R$53 milhões/ano em impostos anuais (federais, estaduais e municipais), sendo R$9 milhões em ICMS. Acrescenta-se que o município de Minaçu, o Estado de Goiás e a União recebem R$3,3 milhões/ano de royalties via CFEM (compensação financeira pela exploração de recursos minerais).

e) Por fim, haveria o efeito negativo sobre o município goiano de Minaçu, pela relevância local da atividade de mineração do amianto.

Além de supor diferenciais de preços que não são confirmados (as pesquisas consultadas mostram que os preços dos produtos de fibrocimento com e sem amianto praticamente não apresentam diferenças) e de partir da hipótese radical de que a proibição do uso do amianto se daria de forma abrupta e total, a avaliação dos impactos econômicos pelos defensores do amianto tem se apoiado em outros supostos incorretos: i) o país não contaria com tecnologia e produto similar de qualidade; ii) as empresas não estariam preparadas para atender a demanda ampliada decorrente da corrida a produtos alternativos; iii) a suspensão da produção da fibra de amianto impediria a atividade econômica em toda a cadeia a jusante; iv) a elevação da demanda por fibras alternativas não estimularia investimentos no país para atendê-la (sendo canalizada para importações).

Os resultados das pesquisas desenvolvidas pela Unicamp permitem sustentar argumentos contrários e refutar estas hipóteses incorretas:

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