Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 8 dezembro, 2010

LEITOR MOSTRA A IMPORTÂNCIA DE COBRAR DO PODER PÚBLICO MEDIDAS EFETIVAS DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO E INFANTIL

Ainda há muito o que fazer!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Alberto Souza

Os Direitos Humanos dos trabalhadores que se encontram em condições degradantes ou análogas às de escravo precisam de ajuda, o mínimo patamar civilizatório alcançado pelo ocidente, representado pelo trabalho livre e digno, precisam de ajuda, a infância e a adolescência precisam de ajuda.

No Brasil uma das principais instituições de combate a tal desrespeito aos Direitos Humanos é a Fiscalização do Trabalho que, infelizmente, encontra-se hoje com um número de auditores-fiscais absolutamente insuficiente para cumprir sua missão, o que fere, inclusive, importante convenção da OIT (81) da qual o Brasil é signatário.

Infelizmente, a nomeação de novos Auditores-Fiscais do Trabalho, cuja verba orçamentária já estava prevista para 2010, está sendo protelada por questões que fogem à compreensão de qualquer cidadão ciente do flagelo que representa o trabalho escravo, o trabalho infantil, a falta de segurança no trabalho e o custo que isso representa aos cofres públicos. O processo de nomeação de novos AFTs, todos aprovados no último concurso, encontra-se parado no Ministério do Planejamento.

Se os recursos previstos para nomeação dos mesmos não forem utilizados esse ano o governo terá que utilizar os de 2011, que poderiam ter outra finalidade (mais fiscalização, mais efetividade na luta contra o trabalho infantil…).

Não se trata de assunto que interesse aos meios de comunicação. Seu blog é um poderoso veículo de informação, as crianças exploradas, os trabalhadores escravos, as pessoas cuja dignidade foi roubada não têm como se defender sozinhas no Brasil.

Ou a sociedade civil organizada cobra explicações da equipe de transição de governo sobre qual será sua postura diante do Trabalho Infantil e Escravo ou todas as cartas e compromissos assumidos durante a campanha serão como palavras ao vento.

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GARGALO DA EDUCAÇÃO: METADE DOS PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS EM SÃO PAULO SOFRE DE ESTRESSE, DIZ APEOESP

Sem ele não há educação!

Mais uma pedra no caminho da educação pública de qualidade, dessa vez, ela atinge diretamente o centro e o protagonista do processo educacional: os professores. Pesquisa encomendada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) revela que quase metade dos professores da rede pública de São Paulo apresentam diagnóstico de estresse em razão da excessiva carga de trabalho e das salas super lotadas.

O problema é mais sério do que se pensa, pois com o professor comprometido em sua capacidade de ensino, a grande prejudicada continua sendo a qualidade da educação pública oferecida no nosso país.

Veja texto publicado sobre o assunto no site da Rede Brasil Atual:

Segundo Apeoesp, sala de aula lotada e carga horária excessiva causam doenças nos professores

São Paulo – Quase metade dos professores de escolas públicas de São Paulo tem diagnóstico de estresse, mostra pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Encomendado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o levantamento será divulgado nesta quarta-feira (1º), durante o 23º congresso da entidade, em Serra Negra.

Para a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, o estudo mostra alguns dos efeitos das condições de trabalho a que são submetidos os docentes. “A maior incidência é naqueles que têm jornada de mais de 30 horas semanais e enfrenta outros fatores, como superlotação de sala de aula”, afirmou. Para Bebel, “além da saúde do professor, a prática afeta também a qualidade do ensino”.

Os resultados preliminares indicam que 48,5% dos professores entrevistados têm diagnóstico confirmado de estresse. Do total, 63,6% dos entrevistados afirmam lecionar mais do que a carga horária designada e 54% disseram ter mais de 35 alunos por sala de aula. (Texto Completo)

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