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ESTADO DA ARTE

UM GIRASSOL DA COR DE SEU CABELO, SOM DE LÔ BORGES

O mineiro Salomão Borges Filho, conhecido como Lô Borges, é um cantor e compositor brasileiro que com seu talento e originalidade marcou presença na música popular dos anos 70 e 80 no Brasil por meio do Clube da Esquina que reunia um grupo de artistas mineiros, do qual Lô Borges foi um dos fundadores.

Gravado por nomes como Elis Regina, Milton Nascimento, Flávio Venturini e até por ídolos do pop-rock, como Nenhum de Nós, Ira!, Skank e Nando Reis, o compositor da belíssima Paisagem da Janela, Para Lennon e McCartney, Clube da Esquina n.º 2 e O Trem Azul, entre outras melodias cheias de sonhos e poesia, entrou para a história da música popular brasileira e alguns de seus discos estão entre os melhores da história de nossa música.

Neste vídeo, uma imagem rara, guardada pelo tempo, de uma canção sincera e apaixonada tocada ao vivo!

Para ouvir e fazer ouvir!

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EDUCAÇÃO POLÍTICA

O PALHAÇO TIRIRICA É DIPLOMADO E ELEIÇÃO MOSTROU QUE MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO FEZ UMA PALHAÇADA

O deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, foi diplomado na manhã desta sexta-feira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Slogan deu certo: "vote Tiririca, pior do que está não fica"

O palhaço Tiririca, como é conhecido, acabou por levar o Ministério Público de São Paulo a fazer uma palhaçada. Com tantos casos de corrupção no estado governado há 16 anos pelo PSDB, o MP resolveu entrar com ação contra uma pessoa que foi prejudicada pela própria omissão do Estado brasileiro.

É evidente que não se pode culpar uma criança por não ir à escola. E se Tiririca fosse analfabeto, a culpa não seria dele, mas do Estado que foi incapaz de proporcionar educação a seu povo, como prevê a Constituição.

O possível semi-analfabetismo de Tiririca é uma ilegalidade do Estado por não ter dado às crianças acesso à educação. O Ministério Público deveria entrar com uma ação contra o Estado brasileiro que não foi capaz de dar letramento a todos os brasileiros. Punir um indivíduo que sofreu omissão do Estado na infância é uma verdadeira palhaçada, se não fosse uma crueldade.

Tiririca nem de longe é um ideal de deputado. Acho que não vai fazer grande coisa como deputado. Mas isso não impede de ser legitimamente eleito por parte da população brasileira.  É preciso respeitar a vontade popular. Tiririca recebeu 1,3 milhão de votos, mostrou que o país precisa investir em educação e que falta serviço no Ministério Público de São Paulo.

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AGÊNCIA EP NOTÍCIA

EM 310 KM O MOTORISTA ENCONTRA OITO PEDÁGIOS E SENTE NA PELE A POLÍTICA DOS USINEIROS E CONCESSIONÁRIAS


Os pedágios no estado de São Paulo são uma imagem constante e bastante familiar. Eles marcam presença em pontos variados e cada vez mais numerosos de nossas rodovias perfeitas e bem conservadas a custo de muitas obras caras, superfaturadas e de muitos pedágios desnecessários, excessivos para não dizer de outra forma.

A questão dos pedágios e também o modelo de concessão estabelecido nas rodovias paulistas sempre é tema de discussão aqui no Educação Política. São os aspectos mais visíveis de um tipo de política conservadora e marcadamente liberal que, cada vez mais, faz com que o cidadão tenha que pagar caro por serviços que deveriam ser garantidos pelo estado e não por empresas privadas que lucram sozinhas.

O discurso é de que São Paulo tem muitos pedágios, mas as melhores estradas do país. Sabe-se que não é bem por aí. Ter boas estradas é o mínimo que deve existir em um país que escolheu como principal meio de transporte de bens, pessoas e mercadorias as rodovias. Além disso, Minas Gerais tem ótimos trechos de estrada, bastante conservados e não possui o mesmo número abusivo de pedágios.

O blogueiro Paulinho, como cidadão e usuário do sistema de transporte paulista, fez uma interessante e criativa análise no seu blog, o Blog do Paulinho, mostrando por meio de dados e informações da realidade como é abusurda a conta dos pedágios no estado de São Paulo em comparação com o restante do país e como se dá o processo em que empresas e empresários lucram sozinhas! Uma diferença e uma injustiça gritante que serve para denunciar como algo de fato vai errado na política rodoviária paulista.

Confira um trecho do post publicado no Blog do Paulinho:

Eu, reles blogueiro, especialista em nada, estive durante esta semana, visitando amigos e parentes em Ribeirão Preto – SP, trouxe algumas impressões “técnicas” – que insisto em compartilhar com os leitores deste blog.

Começo esclarecendo que a distância que separa a Capital de S.Paulo, de Ribeirão Preto, são somente, 310 kms. Curiosamente, dentro deste percurso, o motorista paga nada menos, que oito pedágios – ou seja: a cada 38,7kms, você paga um novo pedágio, não tendo tempo sequer tempo de engatar uma 5ª marcha no seu automóvel.

Fechadas as contas, feitas as comparações, ficamos assim:

De São Paulo à Ribeirão Preto, pela Rodovia Bandeirantes/Anhanguera (Estaduais): 16 pedágios (ida e volta) para 620 km. A concessionária (leia-se tucanos)- mordeu uma grana considerável (R$ 87,20). Paguei R$ 0,1406/km), para transitar pelas estradas, uma grana que dava para colocar 50 litros de etanol no tanque, suficientes para rodar 600km – quase o percurso até Ribeirão.

Fui para Belo Horizonte recentemente, pela Rodovia Fernão Dias (Federal), 16 pedágios – 600 kms de distância (1.200kms ida e volta) – valor: R$ 1,10/cada – ou seja, paguei ida e volta, a bagatela de R$ 17,60 – ou R$ 0,01466/Km – uma diferença gritante em relação às rodovias paulistas – sem buracos, pistas excelentes, bem sinalizadas, sem ondulações. Qual o milagre????

O comparativo entre valores de pedágios nas rodovias federais, com os pedágios da Anhanguera/Bandeirantes – fica assim:

* 16 pedágios – Anhanguera/Bandeirantes – (620Kms) = R$ 87,20 (média: R$ 5,45/cada);
* 16 pedágios – Fernão Dias – (1.200kms) = R$ 17,60 (média: R$ 1,10);
* Diferença percentual entre um e outro: 395,45% a mais na Anhanguera/Bandeirantes. (Texto Completo)

 

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