Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 24 dezembro, 2010

VÍDEO HILARIANTE: A FALHA DA FOLHA DE S.PAULO

O vídeo abaixo traz o depoimento de Lino Bocchini, um dos criadores do blog Falha de S.Paulo, que parodiava a Folha”ditabranda” de S.Paulo.

A Folha moveu uma ação de 88 páginas contra o blog porque não achou graça e, com isso, estabeleceu uma censura jurídica ao retirar o blog do ar. A Folha, que considerou a nossa ditadura um regime político de suaves assassinatos, não acha graça na liberdade de expressão.

Da mesma forma que Fernando Sarney, filho do senador José Sarney, processou o Estado de S.Paulo impedindo-o de divulgar matéria sobre seu processo na justiça, a Falha (desculpe, Folha) fez o mesmo contra dois humorista.

Mas pelo jeito, eles não perderam a graça. Nesse depoimento há coisas bem engraçadas. Além disso, os dois já criaram um novo blog: Desculpem a nossa FAlha.

Veja também outros depoimentos mostrando a intolerância da Folha de S.Paulo. Esse tipo de processo ainda será muito comum no Brasil. Há uma cultura coronelista no país difícil de combater. Há uma sensação nas classes mais abastadas, que percorre o seio da classe média saudosa do autoritarismo, de que cada macaco deve ficar no seu galho. Ou seja, liberdade de expressão e de imprensa é só para alguns. Mas aos poucos eles se acostumam…esperamos…

Veja outros depoimentos sobre o caso Falha de S. Paulo.

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PROUST E A PAIXÃO POR UMA FRASE MUSICAL


No início, não apreciara senão a qualidade material dos sons emitidos pelos instrumentos. E isso já era um grande prazer quando, sob a pequena linha do violino, leve, resistente, densa e diretriz, ele percebera tentar se elevar repentinamente, numa ondulação líquida, a massa da parte do piano, multiforme, indivisível, plana e entrechocada como a malva agitação das ondas que o luar encanta e bemoliza. Mas num dado momento, sem claramente conseguir distinguir um contorno, dar um nome ao que o agradava, de repente encantado, ele tentara captar a frase ou a harmonia – ele mesmo não sabia – que passava e que lhe havia aberto ainda mais a alma, como certos odores de rosas circulando no ar úmido da noite têm a propriedade de dilatar nossas narinas. Talvez por não conhecer a música tenha podido vivenciar uma sensação tão confusa, uma dessas sensações como talvez sejam apenas as puramente musicais, inextensas, inteiramente originais, irredutíveis a qualquer outra espécie de sensação. Uma impressão desse tipo, por um instante, é por assim dizer sine materia. […] Dessa vez, distinguira claramente uma frase elevando-se por alguns instantes acima das ondas sonoras. Ela de imediato lhe sugeria volúpias especiais, das quais nunca suspeitara antes de ouvir, que não poderia vir a conhecer senão através dela, e sentira por ela uma espécie de amor desconhecido.
Proust, Um amor de Swann

Que neste Natal, a exemplo do que acontece com o personagem do escritor ícone do romantismo francês Marcel Proust, cada um de nós possa ser tomado por diferentes frases musicais, apaixonados por melodias, por palavras, pela poesia que nasce e corre em nossa realidade todos os dias. Que possamos notar os detalhes, ser felizes no presente, fazer o que pudermos pelos nossos sonhos e acreditar que cada um deles é tão possível e pleno quanto a beleza apreendida por qualquer obra de arte!
Nesta véspera de Natal, o Educação Política deseja a todos consciência sobre nossa realidade política, econômica e social, postura crítica e de vigilância e um espírito aberto para as infinitas e mágicas possibilidades de nossa existência!

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