Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 27 dezembro, 2010

AS IDEIAS DE DIREITA E ESQUERDA MERECEM REFLEXÃO QUASE AO FIM DA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉC XXI

Nas revoluções que marcaram a era moderna, nobre era direita e burguês esquerda. Será que assim continua?

A ideia de esquerda e direita surgiu no contexto da organização do parlamento inglês, logo após uma das mais importantes revoluções da história moderna, a Revolução Gloriosa na qual a burguesia derrotava a nobreza e efetivamente chegava ao poder. Tais conceitos foram aprofundados na Revolução Francesa e direita passou a ser sinônimo de conservadorismo, situação, enquanto que esquerda designava a revolução, a oposição à ordem vigente, o desejo de mudança.

Passado mais de um século, esses conceitos ainda rondam a cena política, compõem discursos, enfatizam divisões e servem de pretexto para muitas críticas e análises equivocadas. Na realidade, o que existe não é uma esquerda ou uma direita e sim posições e diferentes formas de ver a realidade política de um país e seu povo.

Há a forma conservadora e desigual, que mascara suas intenções concentradoras por meio de discursos eficientes e sedutores. E há a forma progressista e que busca a igualdade por meio de distribuição de renda e políticas sociais. Uns olham para o futuro de todos, outros pensam em manter um passado de poucos.

Uma interessante análise da esquerda e da direita no contexto político brasileiro atual é feita pelo advogado e professor universitário Pedro Benedito Maciel Neto na Coluna do Leitor da revista Carta Capital. Ele analisa esses conceitos à luz de recente artigo do professor Alberto Carlos, publicado no Caderno “Eu & Fim de Semana” do jornal Valor, criticado por ele em alguns aspectos e reconhecido em outros.

Vale a pena ler e entender como de fato o PSDB representa aquilo que há de mais conservador na sociedade brasileira, ocupando uma posição de direita liberal, e o PT evoluiu para uma espécie de centro-esquerda a exemplo do que aconteceu com muitos partidos da Europa que começaram pequenos e radicais e à medida que cresceram foram se tornando mais moderados, sem abandonar a preocupação com a distribuição de renda e o aumento de consumo dos pobres, além da maior presença do estado na economia.

Em seu comentário, no entanto, Pedro mostra que o PT é mais do que um partido que apenas se preocupa em aumentar o consumo dos pobres. Ele mostra que o PT vem mudando o Brasil pela esfera da cidadania, ganhando eleições não apenas nas regiões mais pobres do país, como também nas mais ricas.

Veja trecho do texto publicado na página de Carta Capital:

Direita e esquerda. Isso ainda faz sentido?

Por Pedro Benedito Maciel Neto

Afinal o que é “direita” e o que é “esquerda” no final da primeira década do século XXI? Essas categorias políticas ainda tem significado? Ainda fazem sentido hoje em dia?

Penso que “direita” e “esquerda” são categorias universais da política e que fazem parte de conceitos básicos que informam “genericamente o funcionamento das sociedades contemporâneas” , por isso emprestam significado genuíno e necessário à compreensão e o sentido.

Em sendo assim o artigo do Professor Alberto Carlos, publicado no Caderno “Eu & Fim de Semana” do jornal Valor é bastante oportuno, especialmente quando ele afirma que o “PT se transformou em típico partido social-democrata europeu, guarda enormes semelhanças com partidos de centro esquerda da Europa: (…)”e afirma também que o PSDB tem a sua prática política próxima à dos partidos mais conservadores do mundo. (Texto Completo)

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