Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: janeiro 2011

AUMENTO NO PREÇO DOS ALIMENTOS INDICA QUE O PROBLEMA ESTÁ NA DISTRIBUIÇÃO E NÃO NA PRODUÇÃO

O trigo é tido como o item responsável por impulsionar aumento de preço

Carne, arroz, trigo, açúcar estão entre os itens que registram maior aumento de preço em 2011. O problema da carestia, como alguns líderes políticos gostam de chamar, é um problema que vez ou outra aparece, afetando a vida da população e dos países como um todo, em especial dos países e da população mais pobre.

Com o aumento no preço dos alimentos a primeira consequência não é apenas a fome, dolorida e grave por si só, mas também a difícil recuperação dos países que enfrentam uma maior inflação e que assistem a uma queda do poder aquisitivo dos consumidores em geral.

O Brasil por ser um forte produtor de alimentos sente os efeitos do aumento nos preços, mas não de forma acentuada, como acontece com nações mais pobres, com menos recursos, menos instituições e menos mecanismos públicos para apoiar a produção de alimentos.

Em meio aos protestos que vão se espalhando por todo mundo em razão do problema de aumento nos preços dos alimentos, a questão segue sem solução e esta, parece tã complexa quanto as causas do problema. Desde mudanças climáticas, secas, enchentes, catástrofes até o aumento no preço do petróleo são fatores que afetam o preço dos alimentos e ameaçam o sustento de milhares de pessoas. No entanto, dessa vez, ao contrário de outras crises, sabe-se que o problema não se deve à escassez de alimentos, ao que tudo indica o cerne do problema está bem mais na distribuição do que na produção e, neste sentido, diversas políticas devem ser revistas.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Os sintomas de uma nova crise alimentar mundial

Os preços mundiais do arroz, do trigo, do açúcar, da cevada e da carne seguiram altos ou registraram significativos aumentos em 2011, podendo replicar a crise de 2007-2008, alerta a FAO. No final de 2010, ocorreram protestos na China pelos altos preços das refeições de estudantes. Nos primeiros dias de 2011, já ocorreram protestos na Argélia e também na Tunísia, onde protestos de rua causaram a morte de pelo menos 20 pessoas. “Estamos entrando em um terreno perigoso”, alerta economista da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação.

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), com sede em Roma, alertou a semana passada que os preços mundiais do arroz, do trigo, do açúcar, da cevada e da carne seguiram altos ou registraram significativos aumentos em 2011, podendo replicar a crise de 2007-2008. Rob Vos, diretor de políticas de desenvolvimento e análise no Departamento de Economia e Assuntos Sociais da ONU relata que o aumento dos preços já está afetando vários países em desenvolvimento. Ele indicou ainda que nações como Índia e outras do leste e do sudoeste da Ásia sofrem inflação de dois dígitos, impulsionada pelo aumento dos preços dos alimentos e da energia. Na Bolívia, o governo se viu obrigado a reduzir os subsídios a alguns dos alimentos da cesta básica, já que estavam provocando uma disparada no déficit fiscal. (Texto Completo)

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GRACIELA ITURBIDE: UMA FOTÓGRAFA DE CENAS DURAS TRADUZIDAS COM DELICADEZA

A Pinacoteca do Estado de São Paulo traz até o próximo dia 30 de janeiro uma retrospectiva com cerca de 80 trabalhos da fotógrafa mexicana Graciela Iturbide realizados ao longos dos últimos 40 anos. As fotos de Graciela chamam atenção por irem além do mero olhar “etnológico” ou documental sobre a cultura e as festas do povo mexicano.

Seus retratos trazem cenas duras que, no entanto, são enquadradas com delicadeza, revestidas de uma estética limpa e original. Além disso, a força das cenas e da realidade fala por si só e faz transbordar de beleza e multiplicidade cultural o papel fotográfico.

As fotografias vão muito além das próprias fotografias, elas traduzem uma mulher, um homem, um olhar, um vazio…Revelam rostos e máscaras, as facetas de um México cheio de uma realidade que pulsa a espera de ser registrada.

Abaixo, vídeo com uma animação baseada nas fotografias de Graciela. Já fica um pouco do gostinho pra quem não puder ir à Pinacoteca!

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UMA LINDA ANIMAÇÃO PARA UM CLÁSSICO DE VILLA LOBOS

O Trenzinho do Caipira é uma composição de Heitor Villa Lobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2. A obra se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra e, de fato, essa é a sensação que se tem ao ouvir esta expressiva e sutilmente melancólica melodia.

Ela tem os mesmo tons de uma saudade. Traz aquela mesma sensação de quando se vê o trem indo embora, o menino partindo, a alma parece que vai ficando pequena, os olhos de repente se molham, é a saudade que vem quando alguma coisa vai indo embora!

A melodia de Villa Lobos recebeu uma igualmente bela letra composta pelo poeta Ferreira Gullar.
Abaixo, você confere letra, vídeo e som:

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar,no ar…

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A ATIVISTA POR TRÁS DA ARTISTA, ENCONTROS ENTRE ELIS REGINA E A HISTÓRIA POLÍTICA DO BRASIL

Artista ativista!

Em ótimo texto escrito por Sérgio Luz, publicado originalmente no Blog  Mania de História e repercutido pela revista Carta Capital, é revelada ao leitor um pouco da vivência política da “Pimentinha”, como chamava Vinicius de Moraes ou Elis Regina, como a maioria dos brasileiros conhece. O talento musical de Elis muitas vezes cruzou o caminho da história política do Brasil e o interessante do texto é justamente mostrar esses momentos de forma consistente e original.

O autor começa falando de como é raro alguém passar da morte para a vida, no entanto, revela que durante a ditadura militar aconteceu um pouco de tudo nesse país. Elis, por exemplo, foi enterrada pelo cartunista Henfil, ao lado de outros nomes que ele considerava responsáveis por fazer a propaganda do autoritário governo dos militares. Isso se deu depois que Elis apareceu na gravação de uma chamada veiculada em todas as TVs, conclamando o povo a cantar o Hino Nacional no dia 7 de setembro de 1972, uma data explorada ao máximo pelos militares. Ao lado dela, outros artistas que apareceram na TV também foram enterrados.

Os anos eram de chumbo e Henfil tinha suas desconfianças e exageros, o fato é que, como revela o texto, do inferno pra onde fora enviada, Elis alcança o paraíso quando tem o nome associado à campanha pela Lei da Anistia, quando uma das canções interpretadas por ela, O Bêbado e a Equilibrista, composta por Aldir Blanc e João Bosco, pedia justamente a volta do irmão do Henfil, ou seja, o sociólogo Betinho, que estava exilado, fugindo da perseguição dos militares e esperando apenas pela anistia para poder voltar ao Brasil.

Por fim, um pouco mais contemporâneos, Elis assegura sua presença no Paraíso da história quando lidera um grupo de artistas de esquerda (Fagner, Belchior, Gonzaguinha, João Bosco, Macalé e Carlinhos Vergueiro, entre outros), em vários shows feitos com o objetivo de levantar dinheiro para o Fundo da Greve do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, no ABC paulista, em 1979. Escondido aí no meio já estava o nome de Luíz Inácio Lula da Silva.

Nesse caminho, o texto vai ligando música e história política, passando pela ditadura e pelo governo mais popular da história do país. E no meio de tudo isso, lá estava ela, uma Elis não tão conhecida que, por trás da expressiva e única voz, demonstrava uma alma tão forte e intensa quanto cada uma das sua brilhantes interpretações! E assim, fatos e composições vão se cruzando para ajudar a ler um pouco mais da bela partitura em que brilhou a vida desta grande artista e grande mulher brasileira!

Vale a leitura! Segue trecho e vídeo com a música que se tornou o hino oficial da luta pela Anistia no Brasil:

Elis Regina, ditadura e Lula
Em 36 anos de vida, a cantora gravou 27 LPs, 14 compactos simples e seis duplos. Um total de quatro milhões de cópias vendidas

Por Sérgio Luz

Sair da vida para um cemitério, é comum, acontece com todo mundo. Mas sair de um cemitério para a vida, só mesmo simbolicamente. Pois foi o que aconteceu com uma gaúcha chamada Elis Regina Carvalho Costa que, em 36 anos de vida, gravou 27 LPs, 14 compactos simples e seis duplos, que venderam um total de quatro milhões de cópias – um número até hoje impressionante.

Em poucos anos, Elis sai do Inferno para o Paraíso. Ao Inferno, ela chega ao ser “enterrada” no Cemitério dos Mortos-Vivos do Cabôco Mamadô – para onde o cartunista Henfil, no semanário O Pasquim, mandava pessoas que, na opinião dele, colaboravam com a ditadura militar no início da década de 70. Ao Paraíso, Elis ascende ao liderar um grupo de artistas de esquerda (Fagner, Belchior, Gonzaguinha, João Bosco, Macalé e Carlinhos Vergueiro, entre outros), que faz vários shows para levantar dinheiro para o Fundo da Greve do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, no ABC paulista, em 1979.

Essa vivência política é um lado pouco conhecido de Elis Regina que, aos 18 anos, foi sozinha para o Rio de Janeiro, onde chegou a morar num quarto-e-sala na Rua Barata Ribeiro, 200, em Copacabana (um prédio tipo balança-mas-não-cai, celebrizado numa peça de teatro, “Um Edifício Chamado 200”, de Paulo Pontes). (Texto Completo)

 

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil.
Meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil.
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar…

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MARCO REGULATÓRIO DA MÍDIA DEVE SER EMBASADO TÉCNICA, POLÍTICA E SOCIALMENTE, DIZ O MINISTRO PAULO BERNARDO

Sucesso do marco regulatório depende de bom embasamento político e técnico

A questão do marco regulatório para determinadas mídias já está dando o que falar. Isso já era previsto devido ao trabalho feito por setores conservadores da velha mídia que tiram proveito dos monopólios e da atual concentração do setor, oferecendo à população uma programação de baixa qualidade, como aliás, também lhe convém.

O fato é que levando em consideração as últimas declarações do ministro das comunicações Paulo Bernardo, fica evidente que o marco regulatório está sendo muito bem pensado e planejado e que seus itens e exigências são totalmente justos e necessários.

O marco regulatório, por exemplo, não atingirá as mídias tradicionais impressas, como jornais, revistas, outdoors, nada disso está em discussão no projeto que deve ser enviado ao Congresso Nacional já no segundo semestre de 2011. Outra mídia que não será incluída no projeto é a internet. Segundo o ministro, não há necessidade de regular a rede, mesmo porque já existe uma legislação específica que cuida de assuntos como crimes cometidos com a ajuda da internet.

Esses dois pontos do projeto já mostram como a questão está sendo tratada com responsabilidade e respeitando certas liberdades fundamentais. Quando vemos os pontos principais de discussão do projeto, fica de fato evidente que as questões tratadas apenas buscam assegurar o cumprimento de preceitos da constituição e focam na questão do conteúdo. Por exemplo, a constituição fala em garantir espaço para produção nacional e regional o que não acontece atualmente. O marco reulatório pretende assegura o cumprimento dessas questões.

No entanto, o ministro lembra que para passar pelo Congresso e efetivamente ser aprovado, sem ficar anos e anos emperrado na lista de projetos do governo, o marco regulatório precisa estar muito bem embasado, ser sólido e coerente para não ser vítima de qualquer tipo de contestação. Esperamos que assim seja. A democracia e real comunicação agradecem.

Veja trecho de matéria com mais detalhes sobre o marco regulatório publicada no site do Fórum Nacional pela Democratização da Informação (FNDC):

Marco regulatório não atingirá mídias tradicionais, garante Paulo Bernardo
Mônica Tavares

O marco regulatório da mídia deverá ser enviado ao Congresso no segundo semestre deste ano. Mas, de acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ainda há uma discussão interna no governo se será um projeto ou vários projetos. Ele deixou claro, no entanto, que os jornais não serão atingidos caso o tema seja debatido pelos parlamentares.

– Não, o jornal não está nesta discussão. O projeto não trata de mídia impressa, nem jornal, nem revista, nem outdoor. Tudo isto aí está fora – garantiu.

Para ele, também não existe necessidade de incluir a internet no marco regulatório da mídia, e “há um certo consenso de que a internet deva ficar livre de regulação”.

– Tem um marco da internet em que está sendo tratado. A neutralidade da rede estas coisas e se alguém pratica crime na internet, esses pedófilos que ficam navegando na rede já têm lei, já têm meios, a Policia Federal, Ministério Público, para ir atrás – disse o ministro.

O objetivo da proposta do governo, explicou Paulo Bernardo, é regulamentar os artigos da Constituição que tratam, por exemplo, a questão de conteúdo. Ele destacou que a Constituição fala em produção nacional; em conteúdo local; em produção independente; em não permitir apologia ao racismo; em outras formas de discriminação. (Texto Completo)

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MUITO ALÉM DO IPAD: MERCADO DE TECNOLOGIA RESERVA NOVIDADES AO CONSUMIDOR POR UM PREÇO BEM MAIS ACESSÍVEL E ÓTIMA QUALIDADE

Tablet indiano: 35 dólares, software livre e independência para baixar livros digitais

A maioria das pessoas já sabe que o IPAD veio para revolucionar o mercado tradicional de editoração, consumo e produção do livro em papel tradicional. As pessoas cada vez mais começam a ceder a essa nova tecnologia substituindo suas bibliotecas por um simples aparelho do tamaho de uma folha de papel.

O fato é que o IPAD da Apple chega ao mercado com um preço um tanto salgado para a maioria da população. Isso se deve ao peso da marca Apple e a todas as questões envolvendo propriedade intelectual. No entanto, muito além das pretensões da empresa norte-americana exemplos vindos, principalmente, da Índia e China revelam que a verdadeira revolução tecnológica é aquela que torna a tecnologia acessível ao maior número de pessoas sem prejudicar seu nível de qualidade e modernidade.

Falo aqui dos recentes tablets indianos (netbook com teclado na tela, tipo ipad) que custará no máximo 35 dólares, ou 60 reais. Os tablets terão acesso ao contéudo de livros digitais que poderão ser baixados livremente (basicamente o recurso a mais disponível no IPAD e em outros leitores digitais como o Kindlee, da Amazon), o que livra o usuário da dependência em relação à empresa que produz o equipamento. Além disso, os tablets alternativos usarão Linux, como sistema operacional, poderão ser alimentados por energia solar e, ao contrário de alguns dos similares convencionais, terão, na versão de U$ 35, acesso a wi-fi, memória razoável (2Gb) e Open Office pré-instalado.

Em outras palavras um aparelho execelente, agregador de diferentes tecnologias, acessível, em razão do preço baixo, e sem as amarras da propriedade intelectual. O mais íncrível é que usando sistemas operacionais alternativos, testes já demonstraram ser esses tablets de qualidade superior ao IPAD tradicional. Ou seja, o conhecimento na pós-modernidade é cada vez mais livre, múltiplo e portátil e nesse vendaval de novidades, o IPAD é só um mero detalhe.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado no site Outras Palavras:

O incrível tablet indiano de 35 dólares
Por Antonio Martins

A popularização de leitores como o IPad vai revolucionar a edição de livros, muito em breve. Mas a inovação verdadeira está muito distante de onde a Apple (e a mídia) a enxergam

“O IPad pode parecer lampejante, mas a tecnologia que está mudando a vida das pessoas são os laptops de 300 dólares”, frisou a revista The Economist em abril do ano passado, num estudo especial sobre o vasto movimento de inovação tecnológica que sacode China, Índia e (em menor escala) Brasil ou Turquia. Está em desenvolvimento, na Índia, um produto que confirma e amplia o acerto da sentença. Foi anunciado em julho último, pelo ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos, Kapil Sibal. É um tablet (netbook com teclado na tela, tipo ipad) que custará no máximo 35 dólares, ou 60 reais.

O tablet indiano, descrito no Taranfx, um ótimo site sobre tecnologias digitais) parece um agregador de alternativas. Usará Linux, como sistema operacional. Poderá ser alimentado por energia solar. Ao contrário de alguns dos similares convencionais, terá, na versão de U$ 35, acesso a wi-fi, memória razoável (2Gb) e Open Office pré-instalado. Desenvolvê-lo na escala necessária a tal redução de preço tornou-se possível graças a uma iniciativa pública. O governo indiano encomendará centenas de milhões de aparelhos para distribuir entre estudantes (os de ensino básico e médio receberão versões mais simples). A iniciativa faz parte do projeto One Laptop per Person (OLP). O ministro Sipal afirma estar disposto a buscar empresas-parceiras, interessadas em produzir versões para venda comercial, também a preços mínimos. (Texto Completo)

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PARA LEITOR, NO LUGAR DE FICAR JOGANDO A CULPA EM CIMA DESTE OU DAQUELE GOVERNO, O QUE FALTA NO BRASIL É UM REAL COMPROMISSO COM A POPULAÇÃO

Qual o real sentido da democracia?

 EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por João Cirino Gomes

Já temos 510 anos de governos coniventes, oportunistas, corruptos, acomodados, ladrões, enganadores, submissos ou bananas; ou então, não seríamos mais um país de terceiro mundo, e tão explorados! Pois o Brasil tem condições de ser o melhor, e mais rico país do planeta em todos os sentidos!
A pretensão é esclarecer a população, e não criticar este ou aquele candidato ou governo, porem, para se exigir comprometimento dos políticos e o cumprimento das leis, precisamos esclarecer a realidade e demonstrar as falcatruas cometidas por todos!
Alguns dizem, que uns e outros fizeram isso ou aquilo!
Então digam, se entre tudo que uns, e outros governos fizeram, não foi mais em benefícios próprios, ou o de suas corruptelas e familiares?
Alguns só embolsaram e mexeram no dinheiro que já estava ganho!
Mas nada fizeram, para aumentar a produção, à renda, e melhorar o nível de vida do cidadão!
Muitos prometeram empregos, mas nunca cumpriram a meta prometida!
Muitos roubaram os direitos dos aposentados; e outros que criticaram os ladrões anteriores, continuam roubando os velhinhos!
Milhões de moradias sempre foram promessas!
Sempre ouvimos reportagens a respeito de melhora na Educação, na Saúde, e na Segurança, mas o tempo passa, e nos mostra que na realidade, só existe regressão em todos os sentidos!
Muitos falam em pagar a divida externa, e outros até vivem se vangloriando por tê-la pago; mas na realidade, as dividas só aumentam!
Mas as conversas, as promessas e os papos furados continuam a todo vapor!
E o preço do combustível, que dizem pertencer ao povo, tornou-se um absurdo!
Para o povo, também tem aumento, de despesas e de impostos!
E com a maior cara de pau, ainda tem descarado usando o dinheiro dos trabalhadores, “FGTS” para financiar a copa do mundo!
Qual é a vantagem para o trabalhador?
Se o trabalhador precisa emprestar, tem que pagar altos juros, mas quando usam seu dinheiro do FGTS, ele não tem lucro! Isso é justiça?
E os políticos descarados e hipócritas continuam pregando, igualdade social e uma justa distribuição de renda, mas a realidade, o que estamos vendo é só injustiça!
E o governo federal segue perdoando as dividas dos países que devem ao Brasil!
Fazer cortesia com o que não lhe pertence, e não suou para ganhar é fácil!
Quais os benefícios, que este procedimento pode gerar ao país e a população?
Isso é patriotismo?
E as palavras incertas sobre democracia continuam, pois no Brasil, os políticos sempre se colocaram acima da mesma lei, que criaram e cidadão é obrigado a respeitar!
Este procedimento nada tem de Democrático, e definitivamente é injusto!

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PETROBRAS INVESTIU 2% DO PIB EM 2010. O BRASIL ESTARIA QUEBRADO HOJE SE FHC, SERRA E O DEM TIVESSEM VENDIDO A ESTATAL

O Brasil poderia estar numa situação muito difícil hoje se o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) tivesse vendido a Petrobrás (ou Petrobrax como eles gostavam de chamá-la para facilitar a venda).

A Petrobrás investiu mais no Brasil no ano passado do que o próprio governo.  Incrível, segundo matéria do jornal Valor, o país investiu 3,5% do PIB em 2010, sendo que destes, 2,03% foram exclusivamente da Petrobrás. A estatal investe mais no Brasil que o próprio Brasil. E muito mais, cerca de 70% a mais.

O investimento da União e das estatais federais subiu pelo sétimo ano seguido em 2010, atingindo perto de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo números da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O volume investido é um pouco superior aos 3,26% do PIB de 2009 e mais que o dobro do 1,59% do PIB registrado em 2003. As inversões do governo federal tiveram um impulso mais significativo em 2006, ganhando fôlego nos anos seguintes com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de 2007. Entre as estatais, o grande destaque é a Petrobras, que, sozinha, investiu o equivalente a 2,03% do PIB nos 12 meses até outubro. É quase 70% a mais que o 1,21% do PIB investido pela União nos 12 meses até novembro de 2010. Uma pequena parte dos investimentos da Petrobras é feita fora do país, em torno de 5% do total. (jornal Valor – Vi no blog do Nassif)

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DESCRIMINALIZAÇÃO DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS PODE SER O PRIMEIRO PASSO EM DIREÇÃO AO FIM DA CONCENTRAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO

A entidade teve suas reivindicações ouvidas pelo Ministério das Comunicações

O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cézar Alvarez, reuniu-se no último dia 22 com representantes da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) para discutir reivindicações do setor. O encontro tem grande importância para a comunicação de forma geral. Há 14 anos, as rádios comunitárias não eram ouvidas pelo governo federal no que diz respeito às suas reivindicações e lutas, portanto, o simples fato desse canal de diálogo ter sido reaberto pelo governo Dilma já deve ser visto como um importante avanço em direção à democratização da informação.

Durante o encontro, muitas exigências foram feitas por representantes da Abraço, dentre elas está o aumento da potência e altura das antenas de transmissão que, segundo eles, está muito aquém do ideal. Os representantes também pediram pela descriminalização das rádios comunitárias e cobraram uma atitude diferenciada por parte de agentes de fiscalização e policiais que não percebem a função social das rádios, confundido-as com agentes de propaganda e difusão do crime organizado, por exemplo, o que acontece com rádios localizadas nas favelas do Rio de Janeiro.

As cobranças foram muitas e o governo fez sinal de que pretende considerar boa parte delas. Esperamos que sim, pois, já passou da hora das rádios comunitárias saírem da clandestinidade imposta a muitas delas e de fato exercerem o seu papel de difusoras da realidade e dos problemas locais, servindo como porta vozes de uma população que, na maioria das vezes, segue sem ser vista e ouvida. As rádios comunitárias são um bom começo para sair desta realidade de concentração e monopólio que marca a comunicação na contemporaneidade. Bom que o governo Dilma esteja atento para isso!

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Governo pode rever limites de potência e altura de antenas de rádios comunitárias
Débora Zampier

Brasília – O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cézar Alvarez, se reuniu hoje de manhã (22) com representantes da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) para discutir reivindicações do setor. Alvarez tomou conhecimento das principais questões levantadas no 7º Congresso Nacional da Abraço, que ocorreu esta semana em Brasília.

Foi a primeira vez em 14 anos que o governo federal estabeleceu um canal de diálogo com a associação e o tom foi de conciliação. “Há uma determinação expressa da presidenta Dilma Rousseff ao ministro [do Planejamento] Paulo Bernardo no sentido de trabalhar a relação com rádios comunitárias – com a Abraço em particular como uma das maiores [entidades representativas] do setor – dentro de uma qualificação da radiodifusão como um todo”, disse Alvarez.

O secretário garantiu que as rádios comunitárias terão espaço no Ministério das Comunicações, mas não definiu nada sobre a criação de uma subsecretaria para atender o setor. A proposta de criação de uma subsecretaria foi aprovada na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em dezembro de 2009. (Texto Completo)

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O Absinto, Degas (1876)

O absinto, destilado de altíssimo teor alcoólico, que pode causar alucinações sendo por isso proibido em diversos países passou a ser incorporado pelas artes entre o fim do século 19 e o início do século 20. Diversas telas, esculturas e passagens literárias passaram a citar a bebida revestindo-a de certa relevância estética e artística. O livro “Absinto – Uma História Cultural”, do pesquisador Phil Baker reúne essas obras artísticas que escolheram ou foram escolhidas pela bebida.

O absinto, por causar delírios e vertigens, era a grande peça inspiradora de muitos artistas e por fazê-los criar, a bebida ganhava presença no seus objetos de criação. Tal como o vinho de Dionísio responsável pelo delírio desenfreado das bacantes, pela sua alegria farta e eterna, pela experiência cósmica de sua existência, o absinto também fazia com o homem saísse dos trilhos normais, enveredando por um caminho onde distante da racionalidade, ele encontrava o território vasto dos sentidos, a força criadora e renovadora do espírito.

Foi com alguns goles de Absinto que Van Gogh pintou Natureza Morta com Absinto (1887). Na tela, uma garrafa e um copo de absinto representados com toda cor e traços fortes peculiares ao estilo do pintor. Estudiosos dizem que um dos distúrbios de Van Gogh, a psicose tóxica, teria se manifestado por causa do uso excessivo de absinto e seria o responsável, ao lado de outros distúrbios psíquicos do pintor, pelo seu estilo único ao pintar a realidade.

Vicent Van Gogh, Natureza Morta com Absinto (1887)

Picasso também rendeu homenagem ao absinto, retratando-o em uma escultura cubista de 1914, com suas formas geométricas e seu efeito estético suspreendente. A escultura é tida como o último trabalho significativo a retratar a “fada verde”, como a bebida era conhecida. Depois, seu uso foi definitivamente proibido na França. Vale dizer que, por volta de 1910, consumia-se 36 milhões de litros anuais da bebida no país, ou seja, o absinto, antes de ser abolido, já havia sido bebido pela cultura social e pela arte inspirando formas, cores e devaneios!

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MOZART GROUP E TODO SEU SHOW

SENADOR TIRIRICA: ÁLVARO DIAS DO PSDB, EX-QUASE-VICE DO SERRA, É MAIS ENGRAÇADO QUE O PALHAÇO DEPUTADO

O senador faz piada com o dinheiro do povo

O senador Álvaro Dias (PSDB) fez a maior piada do ano. O palhaço Tiririca, eleito com 1, 3 milhão de votos, é uma criança perto da capacidade irônica do senador tucano.

Ao ser flagrado tentando embolsar 1,6 milhão dos cofres públicos, disse que faria doação a uma entidade carente. Que engraçado!

Tiririca que se cuide!

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SOM NOVO DA BANDA TONO

O grupo musical formado por jovens cariocas já rendeu elogios até de Caetano Veloso. Isso porque, segundo o cantor e compositor, o que eles fazem é música em estado elevado. Ouvindo algumas canções de fato nos deparamos com uma letra original, com um som cheio de ritmo, afinado e expressivo. Há uma combinação entre silêncios e batidas, entre diversos ritmos e tendências, uma mistura pra lá de contagiante.

O interessante do grupo é que as vozes de todos os integrantes participam das canções, não há um vocalista propriamente dito e, no entanto, a voz da cantora Ana Cláudia se destaca das demais pelo canto liso e econômico sem que para isso ela precise de fato “puxar a banda”. Na realidade, todos fazem parte do espetáculo cheio de cor e espírito desse grupo talentoso e delicado, como chamou Caetano.

Bom novo som pra vocês:

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MINISTRA DA CULTURA, ANA DE HOLANDA, DECEPCIONA E AVANÇA CONTRA O COMPARTILHAMENTO DA CULTURA

Ministra da Cultura dá sinais de guerra ao livre conhecimento

Do blog do Rovai

Ana de Holanda contra o Creative Commons

A ministra da Cultura Ana de Holanda lançou uma ofensiva contra a liberdade do conhecimento. Na quarta-feira pediu a retirada da licença Creative Commons do site do Ministério da Cultura, que na gestão de Gilberto Gil foi pioneiro em sua adoção no Brasil.

O exemplo do MinC foi àquela época fundamental para que outros sites governamentais seguissem a mesma diretriz e também publicassem seus conteúdos sob essa licença, como o da Agência Brasil e o Blog do Planalto.

A decisão da ministra é pavorosa porque, entre outras coisas, rasga um compromisso de campanha da candidata Dilma Roussef. O site de sua campanha foi publicado em Creative Commons o que denotava compromisso com esse formato.

Além desse ato simbólico, que demonstra falta de compromisso com o livre conhecimento, a ministra pediu o retorno ao Ministério da Cultura do Projeto de Lei de Revisão dos Direitos Autorais, que depois de passar por um debate de sete anos e uma consulta pública democrática no governo Lula, estava na Casa Civil para apreciação final e encaminhamento ao Congresso Nacional.

O que se comenta é que a intenção da ministra é revisar o projeto a partir das observações do ECAD, um órgão cartorial e que cumpre um papel danoso para a difusão da cultura no Brasil.

Para quem não conhece, o ECAD é aquele órgão que entre outras coisas contrata gente para fiscalizar bares e impedir, por exemplo, que um músico toque a música do outro. É uma excrescência da nossa sociedade cartorial.

Este blog também apurou que Ana de Holanda pretende nomear para a Diretoria de Direitos Intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais o advogado Hildebrando Pontes, que mantém um escritório de Propriedade Intelectual em Belo Horizonte e que é aliado das entidades arrecadadoras.

Como símbolo de todo esse movimento foi publicado ontem no site do Ministério da Cultura, na página de Direitos Autorais, um texto intitulado “Direitos Autorais e Direitos Intelectuais”, que esclarece a “nova visão” do ministério sobre o tema. Vale a leitura do texto na íntegra , mas segue um trecho que já esclarece o novo ponto de vista:

“Os Direitos Autorais estão sempre presentes no cotidiano de cada um de nós, pois eles regem as relações de criação, produção, distribuição, consumo e fruição dos bens culturais. Entramos em contato com obras protegidas pelos Direitos Autorais quando lemos jornais, revistas ou um livro, quando assistimos a filmes, ou simplesmente quando acessamos a internet.” (Texto integral no Rovai)

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PARA FOLHA DE S. PAULO, R$ 160 VALE MAIS DO R$ 1,6 MILHÃO

O jornalismo da Folha de S. Paulo está fantástico. O jornal acredita que R$ 160 é mais importante do que R$ 1,6 milhão. Por isso, a Folha deu manchete para R$ 160 e escondeu R$ 1,6 milhão.

O primeiro é o valor do passaporte diplomático, que beneficiou o filho do ex-presidente Lula. Nesse caso ganhou manchete (veja imagem ao lado). O benefício custou à união de R$ 160.

Já o ex-governador do Paraná, Álvaro Dias, do PSDB, tenta tungar dos cofres públicos R$ 1,6 milhão e não recebeu manchete. Álvaro Dias é o quase ex-vice-de José Serra. O valor na boca do Álvaro Dias é 10 mil vezes maior do que o valor do passaporte diplomático.

É por essas e outras que o jornalismo vai mal e o Brasil também.

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OLHO NO CLIMA: SECA JÁ COLOCA EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA 11 MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO SUL

Lavoura de milho prejudicada pela seca em Santa Catarina

Se no Rio de Janeiro o excesso de chuvas é que vem causando morte e prejuízos ambientais, no Rio Grande do Sul o problema é justamente a falta dela. Notícia publicada pela Agência Brasil mostra que 11 municípios da zona rural já decretaram situação de emergência no estado e que os prejuízos na pecuária e agricultura já chegam aos R$ 3,6 milhões de reais.

Segundo agrônomonos da região, sem água o solo não se fertiliza e as plantações não se desenvolvem. Sem uma boa safra, os animais também saem prejudicados, pois ficam sem se alimentar, o que faz com que eles fiquem sem forças para produzir leite, por exemplo.

É uma espécie de círculo vicioso que vem prejudicando a própria população, vítima de desidratação, e o estado como um todo. Fenômenos como esse apontam para o desequilíbrio climático que tem se acentuado nos últimos tempos. Especialistas afirmam que o Rio Grande do Sul jamais passou por uma seca tão intensa, o que sinaliza mudanças significativas no clima.

Tanto no Rio de Janeiro, quanto no Rio Grande do Sul, a natureza tem alterado o cotidiano do homem. Mesmo que as causas de ambos os fenômenos sejam distintas, elas produzem imagens que já falam por si só!

Veja trecho de notícia publicada no site da Agência Brasil:

Seca no RS: Defesa Civil contabiliza prejuízo de R$ 3,6 milhões em municípios da zona rural
Da Agência Brasil

Brasília – A estiagem que atinge os municípios do Rio Grande do Sul já comprometeu parte da produção agrícola e pecuária do estado. A Defesa Civil estima que, na zona rural, houve uma perda de pelo menos R$ 3,6 milhões.

De acordo com o agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Porto Alegre José Enoir Daniel, a grande preocupação que os agrônomos estão tendo é com os prejuízos na pecuária e na agricultura. “A falta de água resulta na não fertilização no solo, com isso, a plantação de soja e de milho não se desenvolve, prejudicando a safra e os animais.”

O especialista explica que, para a plantação se desenvolver e produzir, é necessário que a formação do solo seja composta por 50% de ar, 5% de matérias orgânicas, 5% de minerais e 40% de espaço vago por onde circula a água. Ele destaca que a pecuária também vem sofrendo com a seca no Rio Grande do Sul. “Os animais, como ovelhas e bois, com a não produção do solo, ficam sem se alimentar e sem forças para produzir [leite].” (Texto Completo)

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POLÍCIA REPRIME COM VIOLÊNCIA MANIFESTAÇÃO DA POPULAÇÃO CONTRA O AUMENTO DAS TARIFAS DE ÔNIBUS EM SÃO PAULO

Eis os “gentis” métodos da polícia paulistana! Neste caso, as imagens falam mais do que as palavras e já demonstram o caráter violento que perpassa grande parte das ditas autoridades brasileiras. É assim que eles pretendem garantir a paz e lutar por uma sociedade mais justa e menos violenta. Imagina se não fosse! E assim a questão social segue no Brasil como eterno caso de polícia!

Abaixo vídeo e texto publicado no blog Vi o Mundo:

COMUNICADO DO SINTUSP FRENTE À BRUTAL REPRESSÃO AO ATO CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS EM SP

A Policia Militar desferiu na tarde de hoje, 13 de janeiro de 2011, uma truculenta repressão contra cerca de mil pessoas, que se manifestavam em ato contra o inadmissível aumento da passagem de ônibus, anunciada pelo prefeito Gilberto Kassab, do DEM, para R$ 3,00.

O ato, convocado pelo MPL – Movimento Pelo Passa Livre – saiu do Teatro Municipal e, quando estava na Av. Ipiranga, a repressão começou. Os estudantes, trabalhadores, integrantes dos movimentos sociais, e a população, que aderiu ao ato espontaneamente pela justeza de sua demanda, foram repentinamente e violentamente reprimidos com balas de borrachas e bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.  Não contentes com esta truculência, os policiais saíram em rondas, perseguindo as pessoas, e dando continuidade às agressões. O saldo são 30 pessoas presas no 3º Distrito Policial, e cerca de 10 estudantes feridos.

Não bastasse isso, os policiais saíram em rondas, seguindo com as agressões e prendendo dezenas de manifestantes, que nesse momento estão no 3º Distrito Policial.Enquanto a desgraça das famílias atingidas pelas enchentes se repete mais uma vez, a polícia do governador Geraldo Alckmin reprime os estudantes que se colocam ao lado do povo pobre desse país, que é quem sofre com as enchentes, com os aumentos do transportes e o  caos da saúde.

O prefeito de SP Kassab e seu aliado Alckmin demonstram que quando se trata de agir contra a tragédia das enchentes que lançam as famílias na miséria, a ação não existe. Porém, quando se trata de agir contra os trabalhadores, estudantes e jovens que se mobilizam pelos seus direitos a resposta é rápida. E vem sob a forma de bombas , cacetetes e balas de borracha. (Texto Completo)

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O ProUni tem se mostrado, entre tantas outras medidas inclusivas e de relevância social, implementadas pelo governo federal, um programa de sucesso, que tem dado certo e significado a oportunidade que milhares de jovens nunca sonharam em ter.

O Educação Política sempre reserva um espaço para falar sobre o programa, seus desafios e conquistas, afinal, acreditamos que programas como esse fazem com que a educação chegue de fato a todos e se faça rica, múltipla e, efetivamente, democrática.

Portanto, para aqueles que fizeram as provas do Enem esse ano e querem participar do programa as inscrições que começariam nesta quarta-feira, só terão início a partir de sexta-feira, dia 21, e seguirão até o dia 25 de janeiro.

Veja trecho de notícia publicada pela Agência Brasil onde constam todas as informações referentes ao programa:

Inscrições para o ProUni são adiadas para sexta-feira

  Por Amanda Cieglinski

Brasília – As inscrições para o Programa Universidade para Todos (ProUni), marcadas para começar quarta-feira (19), foram adiadas para sexta-feira (21). Nesta edição serão oferecidas 123.170 bolsas de estudo em 1,5 mil instituições privadas de ensino superior. Do total, 80.520 são integrais e 42.650 parciais, que custeiam 50% da mensalidade.

O adiamento do período de inscrições do ProUni ocorreu por causa da prorrogação do prazo de inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O período se encerraria amanhã, mas terminará só na quinta-feira. Alunos relataram dificuldades para acessar a página, que ficou sobrecarregada. Criada pelo MEC no ano passado, a ferramenta unifica a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior. Nesta edição, são 83.125 vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.

Os estudantes interessados no benefício deverão acessar o site do ProUni entre os dias 21 e 25 de janeiro. Para participar do programa, o candidato precisa ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa integral, além de atender a alguns critérios de renda. É necessário ainda ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 e atingido pontuação mínima de 400 pontos na média das cinco provas – também não pode ter zerado a redação. (Texto Completo)

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GOVERNO FEDERAL JÁ PENSA EM SISTEMA DE MEDIDAS PREVENTIVAS PARA COMBATER DANOS CAUSADOS PELAS CHUVAS

Essa vai especialmente para o PIG que insiste em jogar a culpa das enchentes e deslizamentos no Rio de Janeiro no governo federal. Enquanto o PIG faz barulho e sensacionalismo diante do problema, o governo já constrói e planeja todo um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais que pode, nas próximas estações de chuva, evitar tragédias como a mais recente.

O fato é que o PIG quer mesmo que dê tudo errado, inclusive, nos seus canais de informação, o leitor pode ter a impressão de que o sistema pensado pelo governo é tão complicado que só vai funcionar daqui a muitos anos, enquanto que, na verdade, parte do sistema já estará pronto para operar no próximo verão. Nada de novo vindo de quem vem. Pra quem vive de barulho, as tragédias são como música! Eles adoram.

Veja vídeo onde é descrito o sistema de prevenção e alerta de desastres naturais do governo federal:

E trecho de texto publicado originalmente no Blog do Planalto e reproduzido pelo Conversa Afiada:

Dilma constrói sistema de prevenção e alerta.
Já funciona no verão que vem

Brasil terá sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais
Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, o governo federal vai implantar no país um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais. A partir da conjugação de dados meteorológicos e geofísicos será possível dar o aviso para que as populações sejam retiradas das áreas de risco.

A informação foi transmitida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, que participou de reunião, na manhã desta segunda-feira (17/1), no Palácio do Planalto. Mercadante disse que um supercomputador à disposição do governo terá condições de promover levantamento da incidência de chuvas numa área de até cinco quilômetros — atualmente os equipamentos disponíveis verificavam num espaço de 20 quilômetros — o que aumentará a taxa de acerto de previsões.

Mercadante previu que já no próximo verão seja possível dispor de algumas informações, mas o sistema somente entrará em operação integral num período de quatro anos. De acordo com o ministro serão necessários aquisições de pluviômetros, radares e o levantamento geofísico das áreas no país, isso tudo sem contar com o treinamento de pessoal para operacionar o sistema. Ele informou que existem 500 áreas de riscos de deslizamentos e outras 300 áreas de inundações. Um outro dado repassado pelo ministro é que 58% dos desastres naturais acontecem por meio de inundações e 11% referem-se aos deslizamentos. (Texto Completo)

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Código Florestal precisa ser mais rígido e ampliar áreas de proteção

Quem ainda não falou nada sobre a tragédia no Rio de Janeiro foram os  ruralistas, que defendem a ocupação no topo de morros, na beira dos rios e em qualquer lugar que exista e se possa lucrar.

A bancada ruralista, uma das maiores do Congresso Nacional, foi durante os últimos anos a ferrenha defensora da revisão do Código Florestal no sentido de diminuir a proteção ambiental.

As grandes empresas de comunicação poderiam ouvir a senadora Kátia Abreu (DEM), líder dos ruralistas, para que ela comentasse sobre a plantação em morros e margens de rios e também sobre a tragédia no Rio.

A tragédia do Rio de Janeiro mostra que é preciso rever as alterações no projeto de código florestal que está no Congresso Nacional e aumentar as garantias ambientais, principalmente às margens de rios e nos topos de morros.

Veja trecho de matéria da Folha de ontem:

As mudanças propostas pelo projeto de alteração do Código Florestal -pensadas para o ambiente rural e florestas- ampliam as ocupações de áreas sujeitas a tragédias em zonas urbanas.
O texto em tramitação no Congresso deixa de considerar topos de morros como áreas de preservação permanente e libera a construção de habitações em encostas.
Locais como esses foram os mais afetados por deslizamentos de terra na semana passada na região serrana do Rio, que mataram mais de cinco centenas de pessoas.
O projeto ainda reduz a faixa de preservação ambiental nas margens de rios, o que criaria brecha, por exemplo, para que parte da região do Jardim Pantanal, área alagada no extremo leste de São Paulo, seja legalizada.
A legislação atual proíbe a ocupação em áreas de encostas a partir de 45 de inclinação, em topo de morro e 30 metros a partir das margens dos rios -a distância varia de acordo com a largura do rio.
A proposta já foi aprovada por uma comissão especial e deve ser votada pelo plenário da Câmara em março. Se aprovada, vai para o Senado. (Texto integral, para assinante)

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Deslizamento de terra em Nova Friburgo (RJ) que totaliza maior número de mortos

A recente tragédia que atingiu cidades da região serrana do Rio de Janeiro, transformando a paisagem em um quase eterno desmanchar de terra e lama encoberto por inacreditáveis volumes de água, tem sensibilizado a opinião pública e, como não poderia deixar de ser, servido de prato cheio para as coberturas especiais da grande mídia.

É visível para qualquer um a gravidade do ocorrido. Pessoas perdendo tudo o que têm, vendo parentes soterrados ou simplesmente levados pela água sem que elas possam fazer nada. Poucas coisas devem ser mais doloridas, é quase um perder-se de si mesmo, sentimento que acompanha a violência intrínseca às tragédias. No entanto, essas situações em que o humano é exposto em toda sua íncrível limitação diante da natureza e diante das suas próprias certezas, representa um grande desafio à cobertura jornalística. Desafio não no sentido da dificuldade inerente a qualquer cobertura de catástrofes por parte dos jornalistas, mas no sentido de realizar uma cobertura com menos demagogia, sensacionalismo, feita com mais naturalidade, realismo e inteligência.

A grande mídia explora em demasia o assunto, afoga os olhos e ouvidos do leitor com cenas que parecem não ter fim e depoimentos fortes de pessoas que parecem apenas soltar palavras aleatórias, posto que o sofrimento quando é grande provoca uma espécie de anestesiamento que faz dizer, mas não faz falar de fato. É quase como um dizer mudo acompanhado por olhos vazios e perdidos.

Acontecimentos como as enchentes e mortes na região serrana do Rio, demonstram como a cobertura jornalística de eventos dramáticos ainda tem muito o que evoluir. Recente texto, reproduzido pelo site da revista Carta Capital e publicado originalmente no site da Envolverde, aborda justamente essa questão e lembra o público da importância que existe em buscar as reais causas de tragédias como essa e pensar nas efetivas e possíveis soluções e prevenções desse tipo de problema. Temas que passaram ao largo das espetaculares coberturas midiáticas!

Veja trecho:

Menos demagogia para alcançar as causas do desastre
Por Aspásia Camargo

O pesadelo retorna, e redobrado, com as chuvas de verão. Sempre as mesmas desgraças. E tratadas com a mesma negligência. Em geral, existe um grande interesse pelas vítimas e suas perdas e nenhuma atenção às causas de tais calamidades. Mas agora parece que a opinião pública acordou de seu longo torpor e começa a se interessar por uma solução mais racional e adequada. Vamos ter que levar a sério o aumento de frequência e intensificação das chuvas, provocado pelas mudanças climáticas.

As recomendações da Conferência das Partes da ONU são claras: aplicar o princípio da “mitigação” para eliminar as causas do aquecimento global; e o da “adaptação” para fortalecer a proteção física das áreas vulneráveis, já identificadas pelo meteorologista Carlos Nobre. Tese de mestrado defendida na UFF pela médica bombeira Edna Maria de Queiroz revela que 60% das catástrofes naturais são de origem hídrica – enchentes e deslizamentos -, mas até agora nada fizemos para planejar ações de controle e prevenção nas bacias hidrográficas, evitando o assoreamento e protegendo as matas ciliares dos rios.

A urbe se expandiu aprisionando e desprezando a natureza – precisamos nos reconciliar com ela. As cidades sustentáveis são hoje parte de uma nova agenda civilizatória, exigindo mais segurança, melhor circulação, menos desperdício e mais qualidade de vida. A impermeabilização do solo tem efeitos nefastos que podem ser mitigados com a multiplicação das áreas verdes e garantia de vegetação nas encostas. (Texto Completo)

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EM OUTRA VOLTA DO PARAFUSO, HENRY JAMES COMBINA A ARTE DE NARRAR E A DUALIDADE DAS QUESTÕES HUMANAS NA CONSTRUÇÃO DE UM BELO RELATO

James: uma vida dedicada à literatura

Uma história contada ao pé do fogo em uma véspera de natal, tendo como cenário uma casa velha, escura, sutilmente mal assombrada. Os olhos de quem fala ou de quem apenas escuta brilhando, o coração pulsando, o homem enfrentendo seus fantasmas no limiar que separa a racionalidade daquilo que ela não explica. É com essa atmosfera que o escritor norte-americano Henry James inicia uma de suas clássicas obras: Outra volta do parafuso.

O romance combina uma linguagem clássica, limpa e demasiado expressiva a técnicas narrativas ousadas, traço peculiar de James, que sabia como ninguém inserir o leitor dentro da história narrada, colocando-o naturalmente ao lado dos personagens, fazendo com que ele sentissese os mesmos medos e alegrias, embriagando-se das mesmas paisagens, desvanecendo-se na mesma escuridão. A peculiar forma de contar é um dos primeiros aspectos que impressiona em James, constituindo-se como uma daquelas que simplesmente cola o livro nas mãos ávidas e ansiosas do leitor. Como diria Otto Maria Carpeaux, James age como um dramaturgo, em vez de intervir no palco, deixa agir e representar os próprios personagens, ficando ele mesmo em imparcialidade soberana.

Em Outra volta do parafuso essa peculiar maneira de contar faz toda diferença. Cria-se um suspense da primeira até a última linha que faz com os olhos percorram as páginas rápidos e, ao mesmo tempo, incendiados com tanta beleza estética, com tanto apuro e refinamento linguístico. Ao ler o livro, percebe-se um duplo movimento: o primeiro é o de intensa curiosidade e o segundo o de constante sedução.

Cena do filme ''Os Inocentes'' (1961), adaptação do romance ''Outra Volta do Parafuso'', de Henry James

E é assim, curiosos e seduzidos, que aos poucos somos apresentados a uma história assombrosa envolvendo fantasmas e crianças, coragem e insegurança, razão e mito. O contexto é o de uma jovem preceptora encarregada de cuidar de duas crianças que perderam os pais na guerra e são sustentadas pelo tio. Este, um belo e atraente homem, não leva jeito com as crianças e a primeira exigência que faz à preceptora é que ele nunca seja incomodado em hipótese alguma.

Sentindo-se sozinha e insegura quanto ao que encontraria, mas tomada por uma inexplicável paixão em relação ao patrão, a jovem decide aceitar o emprego. No entanto, a moça, bastante racional e culta, encontra na velha casa de campo onde vivem as crianças com alguns empregados, um cenário onde as certezas da razão são contestadas a todo momento pela força do misterioso, do obscuro, do aparentemente distante e irreal.

A jovem se vê em um dilema moral. Entre o medo e a coragem, entre a simpatia e a aversão, entre a confiança e a dúvida, entre o mundo dos vivos e a sombra pálida dos mortos. É com esse jogo de opostos que James prende e fascina o leitor e é também com ele que o escritor constrói uma das constantes em suas obras: a tensão entre as crenças e hábitos do Velho Mundo, no qual viveu a maior parte da vida, e os novos padrões norte-americanos de gosto e comportamento. Afinal, se a Europa ainda conservava certo misticismo, o capitalismo, que ganhava cada vez mais espaço nas terras do novo continente, elevava a razão ao estatuto de provedora absoluta de certezas e da felicidade.

Como um escritor que se dedicou exclusivamente à literatura, James abordou vários temas ao longo de suas diversas fases literárias. No entanto, em Outra volta do parafuso conseguimos perceber as marcas principais de seu percurso literário, entre elas estão, o trabalho com a linguagem, a forma hipnotizante de narrar e o talento em fazer com que histórias populares, capazes de gerar divertimento e descontração, possam ser elevadas a uma qualidade estética e reflexiva indiscutível, de grande valor literário.

O interessante título, além de chamar a atenção para a obra, justifica-a, pois, ao ler as palavras gravadas na memória, a impressão é de que ao revisitar nossos medos, ao imaginar materializados nossos fantasmas, ao nos deslocarmos de nosso abrigo na direção da imensidão trazida pela palavra escrita, damos nós também uma segunda volta no parafuso e, aí sim, chegamos mais perto de nós mesmos!

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No terceiro programa da série “A Música Segundo Tom Jobim”, dirigida por Nelson Pereira dos Santos e exibida pela TV Manchete em 1984, nomes como Chico Buarque e Dory Caymmi interpretaram canções de Noel Rosa, homenageando o poeta da vila, como ficou conhecido o compositor e sambista carioca que completaria 100 anos em 11 de dezembro de 2010 se ainda fosse vivo.

No clima descontraído e informal que marcava o programa, o grupo de músicos interpreta neste vídeo que segue abaixo clássicos de Noel Rosa como Provei e Três Apitos que, assim como acontece com outras composições do sambista carioca, possuem uma letra simples, mas bem escrita e que pode ser sentida e entendida por todos. Aliás, era esse um dos grandes segredos de Noel, fazer uma poesia que misturada ao samba do morro expressava o sentimento de toda uma cidade, de toda uma nação.

As letras, o ritmo, a simplicidade, o espírito popular, os aspectos e tipos da sociedade que fazem parte da obra musical de Noel Rosa deixam-se notar neste vídeo pela voz e expressão de outros grandes nomes da música brasileira que combinam o seu estilo aos traços essenciais da obra de um músico que muito mais que músico foi o poeta de toda uma geração, capaz de levar aos homens, por meio de suas harmonias e composições, aquilo que faz parte da essência e da beleza da vida!

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FALSA BAIANA PRA DEIXAR A MOÇADA COM ÁGUA NA BOCA

GOVERNO LULA COLECIONA VITÓRIAS NO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL

Com o Plano, a luta contra o trabalho escravo ganhou um fôlego a mais

No quadro de conquistas e avanços sociais promovidos pelo governo Lula também está o sucesso na luta contra o trabalho escravo no Brasil. Balanço da Secretaria de Inspeção de Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que no perído de 2003 a 2010, 32 mil pessoas foram libertadas depois de serem mantidas em situações análogas à escravidão.

As conquistas nessa área começaram depois da criação do I Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo pelo governo Lula que aumentou as ações e políticas voltadas para combater um mal do século passado que insiste em fazer do Brasil um país que se moderniza enquanto mantém estruturas sociais conservadoras que regiam a sociedade desigual e hierarquizada do Brasil durante o período colonial e parte do império; e ainda influenciam a organização da sociedade atual.

O Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo criou estratégias de intervenção e possibilitou maior coordenação entre órgãos governamentais e organizações da sociedade civil no enfrentamento ao problema. Em 2008, foi lançado o II Plano Nacional renovando o compromisso do governo federal com a causa.

A presidente Dilma já se comprometeu a seguir lutando de forma firme e correta contra os desmandos cometidos por muitos proprietários de terra que mantêm seus trabalhadores em situações de trabalho desumanas e inacreditáveis em plenos século XXI. Esse é um problema que deve merecer por parte da mídia e também dos governantes especial atenção para que o país não cresça dividido, uma parte divisando o futuro e outra perpetuando os males do passado!

Veja trecho de reportagem publicada no Portal Vermelho:

Governo Lula libertou 32 mil pessoas do trabalho escravo

Balanço da Secretaria de Inspeção de Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que entre 1995 e 2002 houve 5.893 resgates. Entre 2003 e 2010 houve seis vezes mais: 32.986. Só em 2010 foram 2.327 pessoas libertas da exploração extrema. O governo acaba de atualizar a “lista suja” dos empregadores que praticaram este crime.

Balanço da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que desde a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, em 1995, foram resgatados no Brasil 38.769 trabalhadores em situação análoga à de escravo. Entre 1995 e 2002 houve 5.893 resgates. Entre 2003 e 2010 houve 32.986.

O balanço mostra aumento significativo nos números a partir de 2003, quando foi lançado o I Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, que aumentou as políticas voltadas para o tema, criando estratégias de intervenção e possibilitando maior coordenação entre órgãos governamentais e organizações da sociedade civil no enfrentamento ao problema. (Texto Completo)

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PARA SÉRGIO REZENDE, GOVERNO LULA FOI O MELHOR MOMENTO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL

"Não há comparação"

“Não dá nem para comparar”, essas são as palavras do ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, ao falar da situação da pesquisa e do investimento em tecnologia no governo FHC e no governo Lula. Segundo o ex-ministro, a ciência viveu um de seus melhores momentos com o governo Lula. Pela primeira vez, o orçamento destinado ao setor não foi vítima de cortes para estabilizar outras áreas do governo, como aconteceu com o governo Fernando Henrique durante os primeiros anos do Plano Real.

Além disso, o CNPq que durante a era FHC diminuiu consideravelmente o número de bolsas e o apoio à pesquisa de forma geral e viveu momentos críticos, hoje atravessa uma ótima fase na qual o investimento em pesquisa só cresce junto com a oferta do número de bolsas de mestrado e doutorado, como já noticiado aqui no Educação Política.

Rezende lembra que o CNPq nunca teve tantos recursos como agora e ganhou até uma nova sede em Brasília que contribuiu para mudar e aperfeiçoar toda a estrutura física de trabalho do Centro. ” Eu diria que o CNPq, pelos programas que tem, pelo orçamento, vive o auge de sua história até aqui”, diz o ex-ministro em entrevista publicada pela Rede Brasil Atual.

O fato é que o salto de investimentos na área científica que ocorreu do governo FHC para o governo Lula foi muito grande, segundo Rezende, e esse aumento de investimentos se deu nas mais diferentes áreas que englobam a pesquisa e a tecnologia, desde a espacial até o incremento de recursos de fundos como o Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), criado por Fernando Henrique, mas efetivamente potencializado com o governo Lula que, aos poucos, foi aumento a quantidade de recursos disponíveis no fundo, até então liberado em apenas uma parte por FHC.

Com tantos dados ótimos, a comunidade científica tem muito o que comemorar e o país como um todo também, afinal, o caminho da ciência e da tecnologia, da pesquisa e geração de conhecimento é também o caminho do desenvolvimento econômico, humano e social!

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ESGOTO DOMÉSTICO É O PRINCIPAL POLUIDOR DAS FONTES DE ÁGUA DO BRASIL

O rio Verruga, na Bahia, está entre os que apresentaram os piores resultados

A água é um item imprescindível à sobrevivência do ser humano. No entanto, ao falar de água para consumo, não se trata de qualquer água e sim de água limpa, que não transmita doenças e que, de fato, seja benéfica para o organismo. É justamente na qualidade da água que mora o problema.

Recente pesquisa feita pela ONG SOS Mata Atlântica constatou que as fontes de água do Brasil estão cada vez mais poluídas prejudicando a saúde da população. Os dados revelam que 30% das fontes de água do país têm qualidade ruim ou péssima, como mostra notícia publicada no site da Agência Brasil.

Ao analisar as principais fontes de água do país em diferentes estados, a ONG constatou a existência de vermes, coliformes, larvas, lixo e pouco oxigênio na água. Mas o dado mais preocupante da pesquisa é que a origem da poluição das fontes de água não está nas indústrias e sim no esgoto doméstico, ou seja, a pesquisa aponta, em última instância, para a necessidade de investimento pesado por parte do governo Dilma e também dos próximos governos em saneamento básico. Um problema que não deveria existir no Brasil do século XXI.

Veja trecho da notícia publicada pela Agência Brasil:

SOS Mata Atlântica constata que 30% das fontes de água do país têm qualidade ruim ou péssima
Por Isabela Vieira

Rio de Janeiro – Pesquisa da organização não governamental (ONG) SOS Mata Atlântica mostra que as fontes de água no país estão cada vez mais poluídas e que, diante disso, a saúde da população corre risco. Ao analisar amostras de 43 corpos d’água, em 12 estados e no Distrito Federal, a ONG verificou que nenhuma amostra foi considerada boa ou ótima.

As análises foram feitas ao longo de 2010. Com base em parâmetros definidos pelo Ministério do Meio Ambiente, o estudo revela que em 70% das coletas feitas em rios, córregos, lagos e outros corpos hídricos, a qualidade da água foi considerada regular. Em 25%, a qualidade era ruim e em 5%, péssima.

Em visitas a pontos de educação ambiental da ONG, foi avaliada a qualidade da água para consumo e concluiu-se que as águas precisam de tratamento para qualquer uso, seja para o consumo ou para indústria. Nos locais visitados, também foi constado que o principal agente de poluição é o esgoto doméstico.

Indicadores da falta de saneamento básico, como a presença coliformes, larvas e vermes, lixo e baixa quantidade de oxigênio na água, além de dez propriedades físico-químicas foram testadas pela ONG. Das 43 coletas analisadas, o pior resultado foi a do Rio Verruga, em Vitória da Conquista (BA), e a do Lago da Quinta da Boa Vista, no Rio. (Texto Completo)

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DISCUSSÃO SOBRE MODA E SUMIÇO DE OBJETOS FAZEM PARTE DO DESCONTROLE VIVIDO PELO JORNAL FOLHA DE S.PAULO

PIG: até o esgoto é mais limpo!

A Folha de S.Paulo surtou de vez. Texto publicado no Blog do Miro e reproduzido pelo Conversa Afiada mostra o nível a que a velha-desesperada mídia é capaz de chegar. O PIG luta com as armas que tem e estas são as mais baixas, mesquinhas e fúteis possíveis!

É bom Dilma ir se preparando, pois se objetos religiosos e figurinos pessoais já estão dando o que falar, imagine quando algum problema mais sério, típico de todo e qualquer governo, aparecer. Dos factóides atuais eles vão evoluir para a mais homérica das tragédias!

Veja texto publicado no Blog do Miro:

Bíblia, crucifixo e moda. A Folha surtou
Por Altamiro Borges

A Folha pirou de vez. Num único dia, neste domingo (9), o jornal da famiglia Frias publicou duas matérias ridículas. Com chamada de capa e título escandaloso – “Bíblia e crucifixo são retirados do gabinete de Dilma no Planalto” –, noticiou que “em sua primeira semana, Dilma Rousseff fez mudanças em seu gabinete. Substituiu um computador por um laptop e retirou a Bíblia da mesa e o crucifixo da parede. Durante a campanha eleitoral, a então candidata se declarou católica e foi atacada pelos adversários sob a acusação de ter mudado suas posições religiosas”.

O monstruoso factóide, que visa instigar preconceitos religiosos junto à parcela mais tacanha dos seus leitores, não se sustentou por alguns minutos. Graças a quatro curtas mensagens no Twitter, a ministra Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social (Secom), desmontou as três mentiras grotescas.

1- “Pessoal, só esclarecendo: a presidenta Dilma não tirou o crucifixo da parede de seu gabinete. A peça é do ex-presidente Lula e foi na mudança”.

2- “Aliás, o crucifixo, que Lula ganhou de um amigo no início do governo, é de origem portuguesa. Mais: Dilma também não tirou a bíblia do gabinete”.

3- “A bíblia está na sala contígua, em cima de uma mesa – onde, por sinal, a presidenta já a encontrou ao chegar ao Planalto”.

4- “Um último detalhe: embora goste de trabalhar com laptop, a presidenta não mudou o computador da mesa de trabalho. Continua sendo um desktop”.

Dilma ameaça a moda brasileira

Na mesma edição, Alcino Leite Neto, editor da Publifolha, garante que “look da presidente põe em xeque projeto de prêt-à-porter brasileiro de prestígio” – um alerta da mais alta relevância para a soberania nacional. Após destacar que “ter uma mulher na presidência é uma espécie de revolução”, ele dá uma recaída para os piores mexericos, para mais pura futilidade. Critica Dilma Rousseff pela “decisão que tomou de vestir na posse uma roupa feita por uma costureira particular pouco conhecida, e não um modelo criado por algum dos principais criadores ou grifes brasileiros”. (Texto Completo)

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O SOCIÓLOGO MANUEL CASTELLS MOSTRA POR QUE O WIKILEAKS INCOMODA TANTO O MUNDO “PODRE”
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NOVO SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO SÓ FALTOU DIZER QUE 16 ANOS DE PSDB NO GOVERNO FOI UM DESASTRE PARA OS PROFESSORES E PARA A EDUCAÇÃO

Voorwald quis dizer: Serra foi um desastre na educação

A comprovação de que o PSDB destruiu a educação de São Paulo, além de também destruir a profissão de professor, não vem do PT, nem do PIG e nem dos blogs sujos. É de dentro do próprio governo do PSDB.

O novo secretário da Educação do governador Geraldo Alckmin, Hermam Voorwald, afirma em entrevista na Folha, com outras palavras, que PSDB fez tudo errado.”O sentimento é ruim”, diz.

Veja só: “Pretendo resgatar a dignidade dos professores, o que passa por salário e carreiras dignos. Se conseguir dar um passo nesse sentido, acho que trarei algo novo”, disse Voorwald.

Parece um bom começo do governo Alckmin reconhecer os próprios erros e principalmente os de José Serra. Veja outros trechos:

Como o sr. avalia a rede, em termos de infraestrutura, de organização pedagógica?
Ainda não conheço as escolas. Vamos fazer um diagnóstico, objetivando que a infraestrutura seja a ideal. De qualquer forma, tive um sentimento da rede de absoluto desconforto de como a administração entende o processo de educação. O sentimento é muito ruim. Senti uma desmotivação, uma leitura de desconsideração do papel do professor.

O PSDB está há quase 20 anos no poder. O que levou a esse quadro de desestímulo que o senhor aponta?
Não sei dizer se foram apenas implicações econômicas ou de prioridade. (texto integral para assinantes)

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O SOCIÓLOGO MANUEL CASTELLS MOSTRA POR QUE O WIKILEAKS INCOMODA TANTO O MUNDO “PODRE”

O Wikileaks nada mais é do que um sintoma da sociedade da informação

O Wikileaks desde que começou a revelar verdades inconvenientes sobre a política interna e externa de diversos países do mundo fez muito barulho. E o barulho se deu não pela falta de credibilidade do que era divulgado e sim porque algo estava sendo divulgado. A mera existência dessa “organização de comunicação livre, assentada no trabalho voluntário de jornalistas e tecnólogos, como depositária e transmissora daqueles que querem revelar anonimamente os segredos de um mundo podre”, como escreve o sociólogo Manuel Castells em artigo para o jornal espanhol La Vanguardia, significa fazer ver e ouvir tudo aquilo que “o mundo podre” sempre quis esconder.

Já escrevemos aqui no Educação Política que o Wikileaks é a mais pura manifestação da liberdade de imprensa e de expressão. Qualquer espécie de medida adotada contra ele por países que se dizem defensores das liberdades individuais e da democracia, apenas faz ver a grande contradição na qual estes países se estruturam e não pode ser interpretada de outra forma que não seja antidemocrática e antilibertária.

Como mostra Castells, o Wikileaks é um fenômeno que tinha que acontecer. As grandes potências precisam entender que hoje, na sociedade em rede, nada mais fica por debaixo do pano.

Veja trecho do artigo de Castells reproduzido pela Carta Maior:

Quem tem medo do Wikileaks?

“Uma organização de comunicação livre, assentada no trabalho voluntário de jornalistas e tecnólogos, como depositária e transmissora daqueles que querem revelar anonimamente os segredos de um mundo podre, enfrenta aqueles que não se envergonham das atrocidades que cometem, mas se alarmam com o fato de que suas maldades sejam conhecidas por aqueles que elegemos e pagamos”, escreve o sociólogo Manuel Castells em artigo para o jornal espanhol La Vanguardia.

Manuel Castells – La Vanguardia

Texto em português publicado originalmente no IHU-Online – Publicado no La Vanguardia em 30/10/2010

Tinha que acontecer. Há tempo os governos estão preocupados com sua perda de controle da informação no mundo da internet. Já estavam incomodados com a liberdade de imprensa. Mas haviam aprendido a conviver com os meios de comunicação tradicionais. Ao contrário, o ciberespaço, povoado de fontes autônomas de informação, é uma ameaça decisiva a essa capacidade de silenciar sobre a qual a dominação sempre se fundou. Se não sabemos o que está acontecendo, mesmo que teimamos, os governantes têm as mãos livres para roubar e anistiar-se mutuamente, como na França ou na Itália, ou para massacrar milhares de civis e dar livre curso à tortura, como fizeram os Estados Unidos no Iraque ou no Afeganistão.

Os ataques contra o Wikileaks não questionam sua veracidade, mas criticam o fato de sua divulgação com o pretexto de que colocam em perigo a segurança das tropas e cidadãos. Por isso o alarma das elites políticas e midiáticas diante da publicação de centenas de milhares de documentos originais incriminatórios para os poderes fáticos nos Estados Unidos e em muitos outros países por parte do Wikileaks. Trata-se de um meio de comunicação pela internet, criado em 2007, publicado pela fundação sem fins lucrativos registrada legalmente na Alemanha, mas que opera a partir da Suécia. Conta com cinco empregados permanentes, cerca de 800 colaboradores ocasionais e centenas de voluntários distribuídos por todo o mundo: jornalistas, informáticos, engenheiros e advogados, muitos advogados para preparar sua defesa contra o que sabiam que lhes aconteceria. (Texto Completo)

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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INAUGURA ESPAÇO DESTINADO À MEMÓRIA DE DARCY RIBEIRO, UNINDO AMOR E CULTURA

Além do beijódromo, espaço abriga todo o acervo de Darcy Ribeiro, combinando cultura e romantismo

Bibliotecas, salas de estudo, informática, auditórios para eventos solenes e palestras, estes são alguns dos espaços mais comuns encontrados em uma universidade. No entanto, na UnB (Universidade de Brasília) além desses espaços tradicionais, recentemente, foi inaugurado um “beijódromo”, isso mesmo, um espaço destinado aos apaixonados, àqueles casais que gostam de namorar enquanto leem poesia ou um texto de teatro.

“O beijódromo sonhado pelo antropólogo e ex-senador Darcy Ribeiro em 1996, um ano antes de sua morte, foi finalmente inaugurado pelo então presidente Lula no dia seis de dezembro. Acompanhado do colega uruguaio José Mujica, amigo de Darcy, e do ministro da Cultura, Juca Ferreira, o presidente enfrentou o protesto de um grupo de estudantes contra o reitor da universidade, para quem o memorial não era tão urgente quanto outras obras”, escreve Cynara Menezes em texto publicado no site da revista Carta Capital.

O beijódromo era um sonho antigo de Darcy Ribeiro que sempre buscou fazer da UnB uma universidade modelo onde o objetivo seria “plantar a sabedoria humana”. O Golpe Militar em 1964 interrompeu alguns sonhos do antropólogo, mas ele nunca esqueceu a universidade, considerada por ele como uma filha.

O “espaço da paixão”, como já vem sendo chamado, faz parte do Memorial Darcy Ribeiro onde, além do beijódromo, há uma exposição permanente sobre sua vida e obra, além de milhares de livros que faziam parte da sua biblioteca pessoal e formam a biblioteca do local.  A ideia original de Darcy para o beijódromo era que este fosse um amplo palco ao ar livre para serestas e leitura de teatro e poesia, defronte de uma arquibancada para 200 olharem a lua cheia e se acariciarem. Uma combinação de cultura e romantismo, duas das melhores coisas da vida!

O ambiente do local foi pensado nos mínimos detalhes. As poltronas não têm braço, pois o que se quer é que as pessoas fiquem abraçadinhas. Não há ar condicionado, pois o ar é resfriado com a ajuda da água borrifada dos chafarizes localizados na parte externa, a construção permite a entrada de muita luz, o que a faz ecologicamente correta e a cor predominante na decoração é o vermelho, como não poderia deixar de ser. O que se quer é que o espaço do memorial como um todo seja efetivamente e afetivamente utilizado, ampliando os beijos e abraços para além do auditório, onde formalmente está localizado o beijódromo.

Sem dúvida, o lugar faz da universidade um local mais completo, onde o amor divide espaço com o conhecimento e onde, ao contrário do que se via alguns anos atrás, amar não é mais sinônimo de pecado ou desvio de atenção e sim uma forma de redescobrir o saber, tornando-o mais agradável, mais livre e, por isso mesmo, mais eficaz e permanente! Uma ótima homenagem a Darcy, aos livros e aos beijos!

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