Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 1 janeiro, 2011

OS CONFLITOS DA SOLIDÃO E OS TEMAS EMOCIONAIS NAS TELAS REALISTAS DE ANDREW WYETH

Uma mulher sentada em um vasto campo de trigo, distante de uma casa, exalando um forte tom de melancolia, de solidão, de saudade. Outra sentada na porta de casa, a olhar o mundo com olhos fundos e igualmente melancólicos, cheios de contemplação, sedentos por capturar a paisagem. Um homem sério de olhar reto, interrogativo.

Uma menina de cabelos brilhantes e olhos cheios de vida, exalando o desejo da novidade. Uma cortina a dançar embalada pelo vento, soprando o vazio e suas vozes mudas, parecendo inexistentes. Um cachorro a olhar quem o vê, a divisar o espectro de seu mundo, o horizonte de seus sonhos. Casas vazias, portas e janelas abertas, vastos campos, solitários lugares, assim é o mundo do pintor norte-americano Andrew Wyeth.

Sua telas caracterizadas por um preciso realismo, demonstram certa influência da fotografia principalmente no que diz respeito aos ângulos inusitados. Seus temas emocionais e a maneira particular com que ele aborda os conflitos da solidão aparecem em minuciosos e sutis detalhes que lembram ilustração de rostos e paisagens em revistas.

Uma viagem pela apurada estética artística, própria das telas realistas, e também pela existência humana em seus rostos e lugares mais extensos, assim como se fazem as paisagens pintadas por Wyeth.

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