Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 3 janeiro, 2011

A POSSE DE DILMA MARCA O AMADURECIMENTO DA DEMOCRACIA E SINALIZA O CICLO DOS GOVERNOS POPULARES NO BRASIL

O primeiro dia de 2011 foi marcado por um fato de histórica importância e peculiar simbolismo: a posse da primeira mulher a ser Presidente do Brasil e a conquista do mais alto cargo da democracia brasileira por alguém que lutou a favor da liberdade contra um regime ditadorial, autoritário e conservador, implantado no Brasil pelos militares em 1964.

A posse de Dilma é significativa não só pelo fato de ela ser mulher, mas também e, principalmente, pela democracia brasileira ter se mostrado sólida o bastante a ponto de hoje fazer brilhar uma representante de todos aqueles que outrora um regime distante da democracia condenou às sombras, aos restos da dignidade humana. A história cumpre seu movimento, uma ex-presa política torna-se Presidente da República. Mais do que uma ironia do destino, o fato faz ver a verdade contida na frase do escritor mineiro Guimarães Rosa, citada por Dilma em seu discurso de posse no Congresso Nacional, “o que tem de ser tem muita força”.

Nunca antes na história desse país!

Além de fazer ver o amadurecimento da democracia brasileira, a posse de Dilma demonstra a força do governo mais popular da história do Brasil que está entre os mais populares de todos os tempos. O governo de um operário, homem do povo e que, por isso mesmo, soube ver o povo, sentir o povo, tão bem como nenhum outro, de forma natural e generosa.

Luiz Inácio Lula da Silva chega com a posse de Dilma à uma espécie de terceira vitória, depois da primeira eleição e da reeleição em 2006. Ele apostou em uma mulher forte, competente, amante das liberdades individuais, da bandeira do Brasil, que apesar de não ter uma trajetória de disputa por cargos públicos, tem uma experiência técnica considerável para governar o destino dos brasileiros com firmeza e confiança, e uma história de vida peculiar para tomar decisões com caráter e sensibilidade social.

Na história política do Brasil, pode-se dizer que depois do ciclo neoliberal, entramos de fato no ciclo dos governos populares, que têm como meta erradicar a miséria e fortalecer a classe média, governando para todos. Afinal, se o governo Lula foi o da mudança, o de Dilma aponta para o caminho da continuidade.

A emoção de Lula ao deixar o governo para entregar-se novamente aos braços do povo foi a mesma emoção sentida por Dilma ao relembrar uma trajetória de luta e muitas perdas que, no entanto, fez dela a presidente de todas as brasileiras e brasileiros, como ela gosta de dizer. Como uma rima que apenas alimenta o despertar da poesia, Lula volta para o lugar de onde ele nunca saiu e nunca sairá, enquanto Dilma chega ao lugar para o qual a competência a escolheu e a história a destinou.

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