Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 21 janeiro, 2011

MINISTRA DA CULTURA, ANA DE HOLANDA, DECEPCIONA E AVANÇA CONTRA O COMPARTILHAMENTO DA CULTURA

Ministra da Cultura dá sinais de guerra ao livre conhecimento

Do blog do Rovai

Ana de Holanda contra o Creative Commons

A ministra da Cultura Ana de Holanda lançou uma ofensiva contra a liberdade do conhecimento. Na quarta-feira pediu a retirada da licença Creative Commons do site do Ministério da Cultura, que na gestão de Gilberto Gil foi pioneiro em sua adoção no Brasil.

O exemplo do MinC foi àquela época fundamental para que outros sites governamentais seguissem a mesma diretriz e também publicassem seus conteúdos sob essa licença, como o da Agência Brasil e o Blog do Planalto.

A decisão da ministra é pavorosa porque, entre outras coisas, rasga um compromisso de campanha da candidata Dilma Roussef. O site de sua campanha foi publicado em Creative Commons o que denotava compromisso com esse formato.

Além desse ato simbólico, que demonstra falta de compromisso com o livre conhecimento, a ministra pediu o retorno ao Ministério da Cultura do Projeto de Lei de Revisão dos Direitos Autorais, que depois de passar por um debate de sete anos e uma consulta pública democrática no governo Lula, estava na Casa Civil para apreciação final e encaminhamento ao Congresso Nacional.

O que se comenta é que a intenção da ministra é revisar o projeto a partir das observações do ECAD, um órgão cartorial e que cumpre um papel danoso para a difusão da cultura no Brasil.

Para quem não conhece, o ECAD é aquele órgão que entre outras coisas contrata gente para fiscalizar bares e impedir, por exemplo, que um músico toque a música do outro. É uma excrescência da nossa sociedade cartorial.

Este blog também apurou que Ana de Holanda pretende nomear para a Diretoria de Direitos Intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais o advogado Hildebrando Pontes, que mantém um escritório de Propriedade Intelectual em Belo Horizonte e que é aliado das entidades arrecadadoras.

Como símbolo de todo esse movimento foi publicado ontem no site do Ministério da Cultura, na página de Direitos Autorais, um texto intitulado “Direitos Autorais e Direitos Intelectuais”, que esclarece a “nova visão” do ministério sobre o tema. Vale a leitura do texto na íntegra , mas segue um trecho que já esclarece o novo ponto de vista:

“Os Direitos Autorais estão sempre presentes no cotidiano de cada um de nós, pois eles regem as relações de criação, produção, distribuição, consumo e fruição dos bens culturais. Entramos em contato com obras protegidas pelos Direitos Autorais quando lemos jornais, revistas ou um livro, quando assistimos a filmes, ou simplesmente quando acessamos a internet.” (Texto integral no Rovai)

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PARA FOLHA DE S. PAULO, R$ 160 VALE MAIS DO R$ 1,6 MILHÃO

O jornalismo da Folha de S. Paulo está fantástico. O jornal acredita que R$ 160 é mais importante do que R$ 1,6 milhão. Por isso, a Folha deu manchete para R$ 160 e escondeu R$ 1,6 milhão.

O primeiro é o valor do passaporte diplomático, que beneficiou o filho do ex-presidente Lula. Nesse caso ganhou manchete (veja imagem ao lado). O benefício custou à união de R$ 160.

Já o ex-governador do Paraná, Álvaro Dias, do PSDB, tenta tungar dos cofres públicos R$ 1,6 milhão e não recebeu manchete. Álvaro Dias é o quase ex-vice-de José Serra. O valor na boca do Álvaro Dias é 10 mil vezes maior do que o valor do passaporte diplomático.

É por essas e outras que o jornalismo vai mal e o Brasil também.

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OLHO NO CLIMA: SECA JÁ COLOCA EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA 11 MUNICÍPIOS DO RIO GRANDE DO SUL

Lavoura de milho prejudicada pela seca em Santa Catarina

Se no Rio de Janeiro o excesso de chuvas é que vem causando morte e prejuízos ambientais, no Rio Grande do Sul o problema é justamente a falta dela. Notícia publicada pela Agência Brasil mostra que 11 municípios da zona rural já decretaram situação de emergência no estado e que os prejuízos na pecuária e agricultura já chegam aos R$ 3,6 milhões de reais.

Segundo agrônomonos da região, sem água o solo não se fertiliza e as plantações não se desenvolvem. Sem uma boa safra, os animais também saem prejudicados, pois ficam sem se alimentar, o que faz com que eles fiquem sem forças para produzir leite, por exemplo.

É uma espécie de círculo vicioso que vem prejudicando a própria população, vítima de desidratação, e o estado como um todo. Fenômenos como esse apontam para o desequilíbrio climático que tem se acentuado nos últimos tempos. Especialistas afirmam que o Rio Grande do Sul jamais passou por uma seca tão intensa, o que sinaliza mudanças significativas no clima.

Tanto no Rio de Janeiro, quanto no Rio Grande do Sul, a natureza tem alterado o cotidiano do homem. Mesmo que as causas de ambos os fenômenos sejam distintas, elas produzem imagens que já falam por si só!

Veja trecho de notícia publicada no site da Agência Brasil:

Seca no RS: Defesa Civil contabiliza prejuízo de R$ 3,6 milhões em municípios da zona rural
Da Agência Brasil

Brasília – A estiagem que atinge os municípios do Rio Grande do Sul já comprometeu parte da produção agrícola e pecuária do estado. A Defesa Civil estima que, na zona rural, houve uma perda de pelo menos R$ 3,6 milhões.

De acordo com o agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Porto Alegre José Enoir Daniel, a grande preocupação que os agrônomos estão tendo é com os prejuízos na pecuária e na agricultura. “A falta de água resulta na não fertilização no solo, com isso, a plantação de soja e de milho não se desenvolve, prejudicando a safra e os animais.”

O especialista explica que, para a plantação se desenvolver e produzir, é necessário que a formação do solo seja composta por 50% de ar, 5% de matérias orgânicas, 5% de minerais e 40% de espaço vago por onde circula a água. Ele destaca que a pecuária também vem sofrendo com a seca no Rio Grande do Sul. “Os animais, como ovelhas e bois, com a não produção do solo, ficam sem se alimentar e sem forças para produzir [leite].” (Texto Completo)

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