Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: março 2011

LEI DA FICHA LIMPA É MAIS UM SINTOMA DA INEFICIÊNCIA DO PODER JUDICIÁRIO

De olho na varredura...

A Lei da Ficha Limpa só terá validade a partir das próximas eleições, marcadas para 2012 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, segundo a ONG Tranasparência Brasil, a decisão não deve ser vista como um retrocesso. Adiar a validade da Lei não é o pior, segundo a organização, e sim o fato da Lei não ter tido validade de fato nas eleições do ano passado. Portanto, diante de um mal maior que já está feito, a validade para 2012 não é o fim do mundo, como disse o diretor executivo da ONG, Claudio Abramo em entrevista à Agência Brasil.

No entanto, o mais interessante da análise de Abramo diz respeito a ele ter reconhecido que a Lei da Ficha Limpa só existe em razão da ineficiência do Poder Judiciário. Assim como ela, outras tantas leis específicas, como a Lei Maria da Penha por exemplo, também só existem porque o Poder Judiciário é ineficiente, conservador e aparelhado. Diante dessa triste realidade, leis como a Ficha Limpa são válidas e tornam-se até uma necessidade desde que se cumpram de fato, como tem acontecido com a Lei Maria da Penha.

A Lei da Ficha Limpa é peça fundamental para que a presença de políticos interesseiros e pouco interessados não continue roubando a cena na política nacional, já bastante movimentada por si só.

Veja trecho de texto publicado pela Agência Brasil:

Para Transparência Brasil, Lei da Ficha Limpa só existe porque o Judiciário funciona mal
Flávia Albuquerque

São Paulo – A decisão do Supremo Tribunal Federal de validar a Lei da Ficha Limpa apenas a partir das próximas eleições, marcadas para 2012, não deve ser vista como um retrocesso. Para a organização não governamental (ONG) Transparência Brasil, o mal maior já foi feito: não resolver a questão na época das eleições no ano passado, dando insegurança jurídica ao resultado do pleito. A avaliação é do diretor executivo da ONG, jornalista Claudio Abramo, em entrevista à Agência Brasil.

“A decisão de aplicar a lei apenas em 2012 não significa o fim do mundo. Não há grande problema quanto a isso. O problema ocorreu antes, com o Supremo incapaz de resolver um problema que poderia ter resolvido”. (Texto Completo)

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DEPOIS DE OFENDER OS BRASILEIROS E A HISTÓRIA POLÍTICA DO PAÍS, BOLSONARO PODE SER PROCESSADO PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Em recente vídeo mostrando uma entrevista dada pelo deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao programa CQC, o deputado, sem o menor constrangimento e com a maior naturalidade do mundo, diz ter como exemplo político os militares que torturam a nação durante a Ditadura Militar, manifestou claro preconceito contra os negros e contra os homosexuais e usou a autoridade do seu cargo para manifestar opiniões infundadas e sem qualquer sombra de dignidade e respeito pelo Brasil e pelos brasileiros.

O vídeo fala por si só e dispensa maiores comentários. Logo após a enorme repercussão causada pela entrevista de Bolsonaro, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados se reuniu na última terça-feira e decidiu que entrará com uma representação contra ele. Ainda não se sabe se será uma representação parlamentar na Câmara ou se uma ação judicial.

E agora Bolsonaro?

Independente do tipo de represália que agora será tomada, e é bom que algo seja feito, a exposição do conservadorismo, da arrogância, da imbecilidade, para não usar de outra palavra, que marca boa parte da opinião pública brasileira já deixou o canto escuro da hipocrisia e decidiu se aventurar um pouco pelas salas amplas da sinceridade. Sim! Sinceridade, porque no vídeo percebe-se claramente que o deputado fala com convicção. E quanto a isso tudo bem. As pessoas podem ter opiniões diferentes, se quiséssemos controlar a opinião alheia estaríamos nos aproximando de tipos como ele. Longe disso!

No entanto, deve existir respeito. Respeito com a história e com o povo do seu país! Respeito não tem nada a ver com opinião. Está mais próximo de educação, discernimento e bom senso. Palavras que o deputado não conhece, como aliás seus modelos de inspiração, os militares, também não conheciam.

Muito esperto o deputado, agora, diz não ter escutado direito a pergunta da cantora Preta Gil sobre sua reação caso seu filho namorasse uma negra. Que ótima desculpa! Ao dizer ter entendido se seu filho namoraria com um gay, o deputado claramente tenta se livrar da acusação de racismo considerada crime e capaz até de levar à sua expulsão da Câmara. Levaria com certeza se o sistema judiciário desse país fosse sério. Mesmo assim, suas declarações em relação aos homossexuais não deixam de configurar uma atitude racista.

Episódios como esse mostram que já passou da hora do Brasil olhar pra si mesmo com um olhar mais realista. Ao invés de idealizar um país igualitário, alegre, sem preconceitos, é preciso ver quais são nossos reais problemas e, de fato, buscar algum tipo de solução que passa, sem dúvida, por um fortalecimento de nossas instituições democráticas, afinal, alguém só se sente tão à vontade para falar assim dos outros, porque sabe que nada de mais grave acontecerá com ele.

Veja trecho de reportagem publicada na revista Carta Capital sobre o caso:

Deputado carioca será processado por homofobia e racismo
Bruno Huberman

Conselho de Direitos Humanos da Câmara se reúne para decidir como irá agir em relação à entrevista concedida por Jair Bolsonaro (PP) ao programa CQC

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, reunida nesta terça-feira 29, irá entrar com uma representação contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Só resta decidir qual: se uma representação parlamentar na Câmara ou se uma ação judicial. O pepista virou alvo de críticas nas últimas horas após a entrevista à cantora Preta Gil durante o programa CQC, da rede Bandeirantes, na noite da segunda-feira 28, quando ao ser questionado se deixaria o seu filho namorar uma negra, respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu.”

“Eu acho lamentável. Isso é um abuso da representatividade parlamentar. Ele se utiliza do seu cargo para ofender. Eu fiquei chocado. Independente de filiação partidária, ele é um deputado e tudo tem um limite”, afirma o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ), que ao lado dos deputados Manoela D’Avilla (PCdoB-RS) e Brizola Neto (PDT-RJ), decide como a Comissão irá agir. “Ele ataca a comunidade LGBT há muito tempo, mas só agora que ofendeu os negros é que caíram em cima dele.” (Texto Completo)

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O mentor ideológico e funcionário da Rede Globo, Ali Kamel,  escreveu um livro para dizer que nós brasileiros não somos racistas.

E Bolsonaro, do PP, é representante de parte do eleitorado brasileiro.

Kamel e Bolsonaro são as duas faces de uma mesma moeda. A moeda da tragédia e da desigualdade brasileira.

Há duas monstruosidades no vídeo com a entrevista do Bolsonaro no CQC: a primeira é defender a ditadura e, a segunda, é a resposta à Preta Gil. Além de outras infâmias.

Preta Gil promete processar Bolsonaro .

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O melhor da ciência é o ponto onde ela desempenha, de fato, um papel social!

O Instituto Butantan em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) trouxe uma boa notícia para a comunidade científica de forma geral e também para o Brasil e a população brasileira. As células-tronco, utilizadas na cura de muitas doenças, agora podem ser obtidas a partir de células do dente de leite, ou seja, os embriões passam a não ser tão necessários como têm sido até agora.

Além de representar um avanço para a ciência brasileira, equiparando-a com o que há de mais moderno em pesquisa genética no mundo, a descoberta resolve muitos problemas éticos ocasionados pelo uso de embriões que são destruídos para gerar uma célula-tronco no modelo tradicional.

Sem falar que a nova descoberta “abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças motoras, imunológicas, de regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de células dos músculos, cartilagem e outros tecidos, além de enfermidades psiquiátricas”, como diz notícia publicada pela Agência Brasil.

Veja trecho:

Instituto Butantan desenvolve técnica para obtenção de células-tronco
Por Flávia Albuquerque

São Paulo – O Laboratório de Genética do Instituto Butantan, desenvolveu uma técnica que faz com que as células extraídas do dente de leite tornem-se células embrionárias. Com essa técnica, os embriões não são mais necessários para a criação de células-tronco. O estudo vem sendo desenvolvido desde 2004 em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças motoras, imunológicas, de regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de células dos músculos, cartilagem e outros tecidos, além de enfermidades psiquiátricas.

“Como se sabe a criação de células-tronco com embriões implica na destruição dos embriões e não se sabe quem é o dono dessas células embrionárias. Nesse caso, quando a célula é induzida, quer dizer que você pode produzir do seu próprio organismo uma célula igual a embrionária. Com essa célula se contornam muitos problemas éticos”, afirmou a geneticista responsável pela pesquisa Irina Kerkis. (Texto Completo)

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A Lei Maria da Penha é uma alternativa para a atual ineficiência do poder judiciário que só bate o martelo e faz valer a lei quando lhe interessa!

EDUCAÇÃO POLÍTICA VOCÊ FAZ

Por Chico Cerrito

Vou fazer um comentário apenas pra debate caso interesse a alguém, desde já esclarecendo que não sou contra a Lei Maria da Penha, muito pelo contrário, acho que qualquer violência contra a mulher uma covardia inominável que deve ser severamente combatida.

Posto isto, pergunto se é necessário, e porque é necessário, uma lei dedicada que combate a violência contra a mulher.

Não deveria nossa legislação, a interpretação dos juízes, a polícia, enfim todos os responsáveis pelas boas normas de conduta, pela vigilância e pela aplicação das leis, punir com severidade atos de violência contra quaisquer seres humanos, independente de gênero, cor, posição social, preferência sexual ou qualquer outro atributo?

Ou deveria existir então uma lei específica para cada caso de vítimas de violência, essa para mulheres, uma para homossexuais, outra para gordos (brincadeira), outra para homens, outra para negros, amarelos, indígenas, outra para quem mais?

Penso que o que falta é uma sociedade onde a impunidade não predomine de modo vergonhoso, como na nossa, onde um juiz de tribunal supremo é capaz de trabalhar de madrugada para conceder habeas corpus a um réu endinheirado, enquanto um detido pobre fica meses, ou até anos, aguardando julgamento encarcerado em condições desumanas por um pequeno delito de fome.

Não deveria nossa sociedade punir todos os criminosos, como os que agridem mulheres, com severidade e celeridade, de modo a desincentivar o crime e desencorajar criminosos?

Não seria um ato de prevenção?

E precisamos mesmo de leis como a Lei Maria da Penha, ou nossa necessidade é uma completa reforma no Poder Judiciário?

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DESCOBERTA DE AGROTÓXICO NO LEITE MATERNO LEVANTA DISCUSSÃO SOBRE A NECESSIDADE DE UMA POLÍTICA DE ALIMENTAÇÃO NO BRASIL

O uso de agrotóxicos para produção de alimentos vem sendo cada vez mais discutido por biólogos e pesquisadores. Esses produtos que fazem o grão crescer mais rápido e mais forte são vistos por alguns como uma das maravilhas do agronegócio contemporâneo, no entanto, o uso de agrotóxicos possui um outro lado, não tão bem sucedido e louvável.

A onda de produtos orgânicos cresce justamente devido ao desejo e preocupação da população em consumir um alimento saudável, livre desses venenos agrícolas, próximo daqueles que eram consumidos antigamente, quando as famílias tinham a sua pequena plantação e dali tiravam a sua subsistência, quando ainda se vivia em uma sociedade majoritariamente rural.

No entanto, com a industrialização crescente das lavouras, eles, os agrotóxicos, vieram para ficar e, como toda e qualquer invenção, logo mostraram os benefícios e também os custos de seu uso. Esses custos ficam evidentes quando vemos os resultados de uma pesquisa realizada pela mestranda Danielly Palma, da Universidade Federal do Mato Grosso.

Entre o químico e o orgânico!

A pesquisa aconteceu na cidade de Lucas do Rio Verde, conhecida por ser uma das maiores produtoras de grãos do Mato Grosso. Não por acaso, a cidade expõe seus habitantes a um nível de agrotóxicos muito maior do que a média encontrada em outros municípios brasileiros. A pesquisa de Danielly começou depois do ano de 2006, quando um acidente por pulverização aérea contaminou toda a cidade. Coube a ela examinar os resíduos de agrotóxicos presente no leite materno de 62 mães e o resultado detectou, de fato, a presença de pelo menos um tipo de agrotóxico em 100% das amostras analisadas.

A maioria das substâncias encontradas no leite materno são de alta toxicidade, algumas até têm seu uso proibido no Brasil. O fato é que o resultado desta pesquisa revela um problema gravíssimo. Se agrotóxicos são encontrados até no leite materno, isso significa que muitas crianças recém-nascidas estão sujeitas à contaminação o que, em última instância, gera uma espécie de cadeia de contaminação interminável.

Ao mesmo tempo, esse tipo de pesquisa levanta questões a respeito de uma efetiva política de alimentação no nosso país. Um controle do uso de agrotóxicos e um barateamento do preço dos produtos orgânicos são questões essenciais para que a população brasileira tenha acesso a alimentos de qualidade e, consequentemente, possa gozar de boa saúde e de uma melhor qualidade de vida!

Veja trecho de entrevista publicada no Viomundo feita pela repórter Manuela Azenha com a pesquisadora Danielly Palma sobre o trabalho realizado por ela com as mães de Lucas do Rio Verde:

Viomundo – A sua pesquisa faz parte de um projeto maior?

Danielly Palma – Minha pesquisa foi um subprojeto de uma avaliação que foi realizada em Lucas do Rio Verde e eu fiquei responsável pelo indicador leite materno. Mas a pesquisa maior analisou o ar, água de chuva, sedimentos, água de poço artesiano, água superficial, sangue e urina humanos, alguns dados epidemológicos, má formação em anfíbios.

Viomundo – E essas pesquisas começaram quando e por que?

Danielly Palma – Começamos em 2007. A minha parte foi no ano passado, de fevereiro a junho. Lucas do Rio Verde foi escolhido porque é um dos grandes municípios produtores matogrossenses, tanto de soja quanto de milho e, consequentemente, também é um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Em 2006, quando houve um acidente com um desses aviões que fazem pulverização aérea em Lucas, o professor Pignati, que foi o coordenador regional do projeto, foi chamado para fazer uma perícia no local junto com outros professores aqui da Universidade Federal do Mato Grosso. Então, começaram a entrar em contato com o pessoal e viram a necessidade de desenvolver projetos para ver a que nível estava a contaminação do ambiente e da população de Lucas.

Viomundo – E qual é o nível de contaminação que a população de Lucas se encontra hoje? O que sua pesquisa aponta?

Danielly Palma – Quanto ao leite materno, 100% das amostras indicaram contaminação por pelo menos um tipo de substância. O DDE, que é um metabólico do DDT, esteve presente em 100%, mas isso indica uma exposição passada porque o DDT não é utilizada desde 1998, quando teve seu uso proibido. Mas 44% das amostras indicaram o beta-endossulfam, que é um isômero do agrotóxico endossulfam, ainda hoje utilizado. Ele teve seu uso cassado, mas até 2013 tem que ir diminuindo, que é quando a proibição será definitiva. É preocupante, porque é um organoclorado que ainda está sendo utilizado e está sendo excretado no leite materno. (Texto Completo)

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TRAGICÔMICO: POLÍCIA DO RIO DE JANEIRO REPRIME ATÉ PROTESTO EM FORMATO DE MISSA NA VISITA DE BARACK OBAMA

A cena do vídeo abaixo é trágica e ao mesmo tempo tem uma certa comicidade. No vídeo, manifestantes ficam numa espécie de missa contra a visita de Obama ao Brasil. Ao final, uma violenta ação da polícia contra a “oração política”.

O vídeo me lembrou uma cena do filme Cronicamente Inviável, de Sérgio Bianchi, em que trabalhadores rurais viram uma massa de manobra na mão de alguns líderes.

Para variar, a polícia do Rio reprime até manifestação em formato missa. Polícia do Rio foi subserviente.

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LOVING YOU, COM MINNIE RIPERTON, EM 1975, É REALMENTE INUSITADO

Há algo fora do comum nessa interpretação original.

Lovin’ You

Loving you is easy ‘cause you’re beautifull,
and making love with you is all I wanna do.
Loving you is more then just a dream come true,
and everything that I do,is out of loving you.
la la la la la, la la la la la….
No-one else can make me feel the colors that you bring.
Stay with me while we grow old and we will live each day in springtime.
‘Cause loving you has made my life so beautifull,
and everyday of my life is filled with loving you.
Loving you,I see your soul come shining through,
and everytime that we, oohh..
I’m more in love with you.
la la la la la, la la la la la…
No-one else can make me feel the colors that you bring,
Stay with me while we grow old and we will live each day in springtime.
‘Cause loving you is easy ‘cause you’re beautifull,
and every day of my life is filled with loving you.
Loving you, I see your soul come shining through,
and everytime that we, oohh..

I’m more in love with you

EFICÁCIA DA LEI MARIA DA PENHA FAZ SURGIR UMA NOVA FORMA DE VER E COMBATER A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

As mulheres vivem hoje mais um momento histórico na sua luta por direitos, respeito e pelo reconhecimento de seu valor e lugar na sociedade. Por meio da Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em agosto de 2006, os inúmeros casos de violência contra a mulher saíram da obscuridade e puderam não só vir à tona, como também fazer cumprir a lei e a justiça, distanciando-se da antiga atmosfera de medo e impunidade na qual tantas mulheres seguiram sufocando durante tanto tempo.

A criação de um mecanismo jurídico para punir apenas crimes contra a mulher revelou-se um sucesso. A Lei Maria da Penha passou a representar a classe feminina, suas dores e lutas, e esta última descobriu-se identificada com a Lei, munida de um instrumento, uma proteção e amparo que, antes, ela simplesmente não tinha.

O sucesso e eficácia da Lei pode ser visto em números. Como mostra reportagem publicada no Portal Vermelho, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), “em quatro anos, a lei já produziu mais de 330 mil processos nas varas e juizados especializados da Justiça brasileira. Desse total de ações, 111 mil sentenças foram proferidas e mais de 70 mil medidas de proteção à mulher foram tomadas pela Justiça. Ainda de acordo com os dados do CNJ, desde que a Lei Maria da Penha entrou em vigor mais de nove mil pessoas foram presas em flagrante e cerca de 1,5 mil prisões preventivas foram decretadas”.

Dados tão positivos têm um valor histórico e social evidente, eles de fato representam uma mudança conceitual no combate à violência contra a mulher no Brasil em comparação com períodos anteriores, como disse a coordenadora nacional do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem-Brasil), Carmen Hein de Campos.

A Lei Maria da Penha surge assim como exemplo de ação social e jurídica que deu certo neste país onde a questão social sempre foi vista como caso de polícia. Se a violência continua existindo, ao menos, quem a pratica agora já é punido e a mulher não está mais tão desamparada como antes. Ela tem para onde correr, ela tem quem a defenda.

Que este exemplo da Lei Maria da Penha sirva para outras questões sociais e de segurança pública ainda tão ineficientes no Brasil que, longe de resolver ou amparar, apenas criam problemas ou ignoram!

Veja trecho de notícia publicada no Portal Vermelho sobre o assunto:

Lei mudou conceito de combate à violência contra a mulher
Agência CNJ de Notícias

A Lei Maria da Penha foi responsável pela existência, nos dias de hoje, de uma verdadeira mudança conceitual no combate à violência doméstica no Brasil em relação à décadas passadas. A conclusão é da coordenadora nacional do Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem-Brasil), Carmen Hein de Campos.

Para ela, além da eficácia, a lei tem relevância internacional por apresentar importantes diretrizes de longo prazo, como o planejamento de políticas públicas voltadas para a questão da violência contra a mulher, o controle de proposições de ordem sexista, a adoção de medidas jurídicas para combater tal violência e, por fim, medidas de proteção e combate à violência contra as mulheres.

A coordenadora, que abordou o assunto em palestra na 5ª Jornada da Lei Maria da Penha promovida pelo Conselho nacional de Justiça (CNJ), nesta terça-feira (22), apresentou dados da pesquisa realizada em 2010 pela entidade sobre o assunto. (Texto Completo)

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PARA PESQUISADORES, ANA DE HOLLANDA REPRESENTA RETROCESSO NA DISCUSSÃO SOBRE PROPRIEDADE INTELECTUAL

A visita de Barack Obama ao Brasil serviu para trazer à tona algumas questões que até então não estavam muito claras. Uma delas diz respeito à posição do Ministério da Cultura (MinC), sob atual comando da compositora Ana de Hollanda, em relação às discussões que vinham se travando há algum tempo a respeito de flexibilizações na lei de propriedade intelectual que, se fossem realmente colocadas em prática, fariam com que o Brasil tivesse uma das legislações mais modernas do mundo, de acordo com o criador do Creative Commons, Lawrence Lessig, como revela matéria publicada no Portal Vermelho.

No entanto, parece que as mudanças e avanços até então sinalizados pela antiga gestão não continuarão na atual. Uma das pautas de discussão previstas na agenda de Obama na ocasião de sua visita ao Brasil previa justamente a discussão do assunto ‘propriedade intelectual’ e para que a pauta se cumprisse, na última sexta-feira (18/03), a ministra Ana de Hollanda encontrou-se com o secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke. A pressão norte-americana revela um interesse por parte dos EUA de que o Brasil siga suas recomendações em relação aos direitos autorais e adote uma postura mais “amigável”.

Que falem vozes mais justas e livres!

Até aí tudo bem, cada país com os seus interesses. O problema é que as recentes atitudes de Ana de Hollanda – que incluem a desvinculação do selo Creative Commons do conteúdo do site e elogios feitos ao Escritório Nacional de Arrecadação (Ecad), famoso pela falta de transparência no repasse de direitos autorais de músicas e principal adversário da reforma pensada na gestão anterior, já que esta criaria um órgão governamental para fiscalizá-lo – apenas demonstram um sutil conservadorismo desnecessário às questões culturais e uma tendência em não criar conflito com os interesses de nações influentes como os EUA, evitando sofrer possíveis retaliações comerciais e perdas de benefício.

Esse “não criar conflito”, em outras palavras, significa se alinhar à cartilha dos grandes conglomerados da música e do cinema. O “medo” tende a criar uma situação de dependência e conformidade nada desejável. Pablo Ortellado, do Grupo de Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP, vai ainda mais fundo na análise da questão e afirma que “as pequenas ações da ministra apontam basicamente para a realização da agenda da indústria cultural”, como também consta na reportagem do Portal Vermelho.

Ilumina-se assim o fato de que Ana de Hollanda vai na direção do que querem os órgãos internacionais de defesa da propriedade intelectual e o que eles querem é conservador e autoritário o bastante para ser facilmente dispensável.

Como o Educação Políticadiscutiu, sem dúvida, a propriedade intelectual deve ser minimamente assegurada e viabilizada, no entanto, deve existir um limite para que essa propriedade não sirva aos interesses dos mecenas da cena cultural contemporânea e não condene a produção cultural a viver de forma isolada, tribal, distante do diálogo e das vozes da população, afinal, não podemos esquecer que grande parte do direito autoral pertence também a ela.

A atual gestão longe de democratizar a cultura e modernizar a legislação está abraçando o conservadorismo e distanciando efetivas práticas culturais, múltiplas e independentes.

Veja trecho da reportagem publicada sobre o assunto no Portal Vermelho:

Com Ana de Hollanda, MinC cede à indústria cultural e aos EUA
Da Redação

Entre discursos, reuniões bilaterais e possíveis acordos comerciais, um ponto da agenda da comitiva americana que acompanha Barack Obama em sua visita ao país chama atenção. O secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, se reuniu na sexta-feira passada (18) com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda.

O pedido, em forma de “visita de cortesia”, partiu do governo americano. A pauta oficial falava em Ano Interamericano da Cultura e a Convenção da Unesco para a Diversidade — mas o assunto dominante foi um tema quente para o ministério no começo de 2011: propriedade intelectual.

No pedido da embaixada norte-americana, fica claro: o secretário de Comércio dos EUA queria falar sobre direitos autorais. E é difícil discutir isso com Ana de Hollanda sem passar pela Reforma da Lei de Direitos Autorais.

Marcia Regina Barbosa, a nova responsável pela área no ministério, participou do encontro e confirmou o tema: “Ele sabe que estamos passando por um processo de reformulação do projeto de lei e mencionou que se coloca à disposição para ajudar”. (Texto Completo)

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Transposição: quem será de fato beneficiado?

Em texto escrito pelo geógrafo e professor Aziz Ab´Sáber para a revista digital Envolverde e reproduzido pela Carta Capital, os detalhes e as particularidades da transposição do rio São Francisco são expostos de forma clara, direta e lógica, de modo que quem lê acaba por ver a questão sob um outro ângulo, considerando os diversos aspectos que ela engloba.

Deixando de lado demagogias e causas sociais, Aziz Ab´Sáber, como geógrafo, analisa a transposição e seus supostos benefícios a partir dos fatores naturais, geográficos, climáticos e físicos do semi-árido nordestino e mostra que, no final das contas, a transposição pode acabar como um movimento geral em que todo espaço é transformado em simples mercadoria, beneficiando aqueles que não precisam e deixando de contemplar aqueles que deveriam ser prioridade desde o início.

Uma transposição que, de fato, garanta que a água chegue às regiões que mais precisam é totalmente pertinente e importante para o desenvolvimento humano e social do país. Mas reflexões práticas como a de Ab’Sáber fazem ver que se a obra não for bem pensada do ponto de vista geográfico, além do econômico e operacional, seus objetivos tão justos podem apenas continuar a servir àqueles caciques e coronéis de sempre, movimentando o mercado especulativo, da terra e da política e reservando um canal tímido de água, de duvidosa validade econômica e interesse social, para uma população que ainda guarda suas esperanças nas águas do velho chico!

Para usar das palavras de Ab’Sáber, “bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes”.

Veja um trecho do texto de Ab’Sáber :

A quem serve a transposição das águas do São Francisco?
Envolverde
Por Aziz Ab’Sáber

É compreensível que em um país de dimensões tão grandiosas, no contexto da tropicalidade, surjam muitas ideias e propostas incompletas para atenuar ou procurar resolver problemas de regiões críticas. Entretanto, é impossível tolerar propostas demagógicas de pseudotécnicos não preparados para prever os múltiplos impactos sociais, econômicos e ecológicos de projetos teimosamente enfatizados.

Nesse sentido, bons projetos são todos aqueles que possam atender às expectativas de todas as classes sociais regionais, de modo equilibrado e justo, longe de favorecer apenas alguns especuladores contumazes. Nas discussões que ora se travam sobre a questão da transposição de águas do São Francisco para o setor norte do Nordeste Seco, existem alguns argumentos tão fantasiosos e mentirosos que merecem ser corrigidos em primeiro lugar. Referimo-nos ao fato de que a transposição das águas resolveria os grandes problemas sociais existentes na região semi-árida do Brasil.

Trata-se de um argumento completamente infeliz lançado por alguém que sabe de antemão que os brasileiros extra-nordestinos desconhecem a realidade dos espaços físicos, sociais, ecológicos e políticos do grande Nordeste do País, onde se encontra a região semi-árida mais povoada do mundo. (Texto Completo)

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OBAMA SABE O QUE DIZ, MAS DIPLOMACIA NORTE-AMERICANA É DE EXTREMA-DIREITA E COM PENSAMENTO PREPOTENTE

Brasileiro é "tom bomzinho"

O que Barack Obama veio fazer no Brasil? Passear, tratar de negócios? Uma visita com cara de vazio porque não avançou na economia e fez pouco na relação bilateral. Parece que os EUA estão correndo atrás de um espaço perdido na geopolítica do mundo.

Obama veio ao Brasil por causa do sucesso impressionante da política externa da dupla Celso Amorim/Lula. Por isso, Obama sabe o que diz quando afirmou que o Brasil é exemplo para os países árabes. E esse é o problema de Obama, o crescimento do Brasil como um modelo de democracia. O modelo Brasil é hoje um combustível para as pressões da população árabe contra as ditaduras. Um país da América Latina que não era nada se tornou a grande sensação emergente em menos de uma década. Os árabes querem ser como o Brasil e o Brasil pode não querer ser mais como os EUA, que tem uma direita que afundou o país concentrando renda nas últimas décadas. E isso explica um pouco essa visita meio sem sentido de Obama.

A diplomacia norte-americana trouxe um Obama simpático, feliz, com mulher e filhas, um exemplo. Os EUA querem ser um exemplo para o Brasil, querem um alinhamento cego do Brasil e, por isso, essa simpatia toda. Talvez seja tarde de mais. O que se percebe é que os EUA ainda não acreditam no Brasil.

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SEMINOVOS COMBINAM SOM MARCANTE E EXPRESSIVO COM CRÍTICA SOCIAL, POLÍTICA E COMPORTAMENTAL

Com um som marcante e expressivo, letras críticas e engajadas na realidade política e social do país, os Seminovos fazem uma música ousada e original. Ao mesmo tempo que eles parecem diferentes por sua proposta e estética artística, o que eles cantam já são velhas realidades conhecidas por grande parte dos brasileiros.

O Grupo fala sobre tudo com a maior versatilidade e talento, desde problemas políticos do país, até questões comportamentais que atingem os jovens e estão cada vez mais presentes no cotidiano de uma sociedade global, virtual e múltipla.

Ao escutá-los, enquando os sentidos deixam-se levar pelo ótimo som, também prestamos atenção nas letras das canções e nos surpreendemos pequenos diante de problemas crônicos que seguem dividindo o Brasil, plantando injustiças e desigualdades, ou diante de problemas que atingem diretamente o ser humano, resvalando em sua vida, sonhos e identidade.

Mas a música forte e pulsante do grupo, também pode nos dar a impressão de que somos igualmente fortes e podemos fazer o que estiver ao nosso alcançe – ou cobrar daqueles que foram eleitos para fazer por nós – aquilo que o Brasil de fato precisa para ser um país justo que inspire letras inteligentes, como a dos Seminovos, mas que possam traduzir aquilo que temos e construímos de melhor; e não apenas nossas falhas e contradições!

Vale a pena ouvir e refletir nesse som:

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ENQUANTO AVIÕES AMERICANOS ATACAM FORÇAS DE KHADAFI NA LÍBIA, OBAMA DEFENDE NO BRASIL A SOBERANIA DOS POVOS

Como os discursos são sempre mais bonitos!

A situação na Líbia vem se agravando cada dia mais. Depois da onda de protestos contra o regime do ditador Muammar Khadafi, no poder há quase 42 anos – que praticamente evoluiu para uma guerra civil, devido à intensa repressão por parte das forças de segurança do governo – protestos de diversos países do ocidente surgiram exigindo a saída imediata do ditador que, no entanto, recusa-se a deixar o posto, dizendo que dali só sai morto, como um mártir.

A situação saiu do controle e o Conselho de Segurança da ONU autorizou a invasão do país por tropas estrangeiras para tentar controlar a situação. As operações militares, com EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá à frente, começaram logo depois. Ontem, 20 de março, novo ataque de aviões americanos contra as forças do ditador líbio foi detectado e, enquanto isso, o regime de Muammar Khadafi resiste e declara que a guerra será longa e extensa, sem limites. “Vamos lutar palmo a palmo”, declarou o líder líbio.

Diante dessa realidade em que nenhum dos lados cede e sequer vê interesses em fazê-lo, quem sai perdendo é sempre a população que se surpreende mergulhada em um clima de medo, morte e insegurança constante. Se o que ela queria no início dos protestos era paz e democracia, agora assiste a uma realidade bem distante disso.

No entanto, se a situação vai mal na Líbia, o presidente Obama, em visita ao Brasil, declarou também ontem, em discurso realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que a democracia deve ser defendida e preservada sempre, incluindo neste ponto a soberania dos países e o direito destes últimos em não sofrer qualquer tipo de intervenção. O presidente citou o Brasil e alguns aspectos da cultura brasileira como um exemplo de democracia consolidada.

O interessante é analisar o discurso do presidente americano tendo como referência o contexto dos acontecimentos que vêm se desenrolando na atualidade. A onda de protestos no mundo árabe por liberdade e maior dignidade social e humana é o maior exemplo concreto que se pode ter do que vai pela essência da democracia. É o povo lutando por essa soberania que Obama diz ser preciso preservar e respeitar.

Entretanto, o recente caos na Líbia leva a pensar se os fins de fato justificam os meios. É possível lutar por um fim que antes de ser atingido já está sendo sacrificado pelos próprios meios? A situação na Líbia estava de fato insustentável, mesmo assim, é preciso pensar em quais são os limites desta intervenção? Quais as estratégias para realmente garantir a paz sem sacrificar tantas vidas, sem afastar de forma tão amarga o sonho da democracia e da verdadeira revolução, aquela que vem com ideias e não com bombas e sangue? Boa pauta para um próximo discurso de Obama em terras brasileiras!

Veja trecho de duas notícias sobre o assunto publicadas pela Agência Brasil:

Coalizão volta a atacar forças de Khadafi na Líbia
Da BBC Brasil

Brasília – Aviões americanos voltaram a lançar ataques hoje (20) contra posições das forças de segurança de Muammar Khadafi na Líbia, após uma noite de ofensivas por terra e ar. Um porta-voz das Forças Armadas americanas disse que 18 aeronaves, incluindo aviões “invisíveis” B-2, conduziram a operação.

Durante a noite, os B-2 lançaram 40 bombas convencionais em alvos em território líbio, enquanto navios de guerra americanos e britânicos dispararam pelo menos 110 mísseis teleguiados contra a defesa aérea líbia. Pelo menos 20 posições de defesa aérea foram alvejadas na capital, Trípoli, e na cidade de Misrata, no Oeste do país.

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, disse que a zona de exclusão aérea autorizada na quinta-feira (17) por uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) está de fato em vigor na Líbia. (Texto Completo)

Obama cita Brasil como exemplo de democracia e diz que países são soberanos
Por Renata Giraldi

Brasília – No momento em que uma coalizão internacional lança mísseis sobre a Líbia, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje (20), em discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que os países são soberanos e não podem sofrer intervenções. Ele defendeu a democracia como princípio e direito de todos os cidadãos do mundo. Obama mencionou vários aspectos da cultura brasileira e o Brasil como exemplo de democracia consolidada.

“Nenhuma nação poderá se impor sobre outra nação”, afirmou Obama, sendo aplaudido pela plateia. “Onde a luz da liberdade estiver acesa, o mundo estará mais iluminado, este é o exemplo do Brasil”, disse ele. “A democracia é a maior parceira do progresso humano. A democracia oferece oportunidades para que todos os cidadãos sejam tratados com respeito”, acrescentou.

Em seguida, o presidente reiterou que os Estados Unidos têm condições de falar sobre as conquistas a partir da consolidação dos sistemas democráticos. “Sabemos, por meio da nossa experiência nos Estados Unidos, que é importante trabalhar juntos até mesmo quando discordamos. Pode ser que o nosso modo de trabalhar seja lento e meio devagar, meio bagunçado, mas é preciso.” (Texto Completo)

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Enquanto se fala em graus da escala Richter...

Quando algo de muito trágico acontece, entenda-se por muito trágico, catástrofes e desastres ocasionados pelo ritmo da natureza, logo as notícias sobre número de mortos, impactos na economia, gráficos explicativos das possíveis causas e consequências da tragédia e cenas inacreditáveis surgem no noticiário internacional. É um festival de números e dados que choca o mundo mas, de certa forma, espetaculariza o fato.

Quando se opta pelo movimento contrário e, ao invés de contar o número de mortos, escolhe-se traduzir a tragédia a partir de um ponto localizado, de algumas específicas histórias, de alguns emocionados relatos, aí então, consegue-se, de fato, algo além do choque, atingi-se uma espécie de zona profunda e inconsciente de quem toma contato com aquelas visões localizadas e o acontecimento revela-se em todas as suas íntimas dimensões.

Se as desgraças começam grandes e depois vão ficando pequenas, nada como partir das coisas aparentemente pequenas para melhor traduzir as grandes. Foi essa a escolha da revista Brasileiros ao trazer um depoimento de uma escritora com descendência japonesa dado ao The New York Times, e publicado na edição impressa da última terça-feira, sobre a recente tragédia que abalou o país de seu avô e de sua mãe.

Muito mais que números e cenas inimagináveis, o depoimento de Marie Mutsuki Mockett emociona pela sensibilidade, pela delicadeza da memória, pela gratuidade da infância, pelo desespero por estar longe de familiares que estão ainda tão pertos da tragédia; e pela sabedoria em aceitar e esperar.

Esse jornalismo mais intimista sem torna-se inconveniente; esse olhar mais encantado sem tornar-se ingênuo; essa realidade mais solene sem gosto ou tom de purpurina é o que grande parte do jornalismo e da sociedade ainda precisam aprender com as tragédias desta vida!

Após 36 horas, eu consigo falar com minha família no templo em Iwaki. Meus parentes estão ilesos, mas há temores de um novo colapso catastrófico na usina nuclear de Fukushima Daiichi, a apenas 30 quilômetros de distância. Um dos carros da família está cheio de gás, e eles asseguram-me que podem escapar no momento de alguma notícia. O combustível é escasso no resto do país, por isso, eles estão com sorte.Gostaria que deixassem o local imediatamente, mas se recusam a fugir. O trabalho dos guardas de um templo budista, afinal, é ajudar as almas no e através do pós-vida. Desde que eles eram crianças, meus primos realizaram vigílias, cantavam sutras sobre os corpos mortos, e antecipavam as necessidades das pessoas em luto. Uma precipitação nuclear ou nenhuma precipitação nuclear, seus vizinhos vão precisar deles. Após 48 horas, as linhas telefônicas não estão funcionando novamente. Eu sento e espero. (Texto Completo)

Trecho do depoimento de Marie ao NYT traduzido do inglês.

A matéria publicada originalmente na revista Brasileiros também pode ser lida no site da revista Carta Capital com link para o site oficial da escritora e para o depoimento escrito por ela para o NYT.

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Nova lei da cultura!

A recente autorização concedida pelo Ministério da Cultura à cantora Maria Bethânia para a captação de um total de recursos equivalente a R$ 1,3 milhão, com o objetivo de financiar um blog na internet, gerou diversas manifestações contrárias e questionadoras do atual modelo de incentivo à cultura no Brasil.

A artista está amparada pela Lei Rouanet que permite a captação de recursos financeiros para a promoção de iniciativas culturais. As empresas ou pessoas físicas que patrocinam os projetos conseguem vantagem financeira com o desconto no imposto de renda. Essa foi a forma encontrada pelo governo para facilitar a promoção de inciativas de fomento à cultura no nosso país. No entanto, há uma desigualdade e falta de transparência gritante em todo esse processo.

A Lei Rouanet do jeito que está favorece apenas uma parte da população brasileira que se interessa por produzir cultura. Essa “uma parte” corresponde àquelas pessoas que têm uma visibilidade maior, portanto, têm mais facilidade em captar os recursos previstos pela Lei Rouanet e sujeitos à renúncia fiscal.

Membros da sociedade civil como o diretor da Cooperativa Paulista de Teatro, Ney Piancentini, defendem alterações na Lei Rouanet. A principal delas é substituir o mecanismo da renúncia fiscal por um fundo público destinado justamente a financiar artistas, produções e espetáculos. Com isso, tanto o problema da falta de transparência criada com a renúncia fiscal – já que ela não deixa de ser dinheiro público – quanto o problema da desigualdade de oportunidade seriam resolvidos. Com o fundo público artistas de qualquer região do país, conhecidos ou não, podem concorrer e ter acesso aos benefícios da Lei a partir de uma igualdade de condição e oportunidade.

O Procultura (Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura) que prevê a criação do fundo ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional. A expectativa é que a aprovação de fato aconteça, pois de nada adianta ter uma Lei de incentivo à cultura que continua beneficiando sempre as mesmas pessoas, no mesmo lugar, indo contra um dos principais cernes da cultura: a diversidade!

Veja texto sobre o assunto publicado no site Portal Vermelho:

O blog milionário de Bethânia e as precariedades da Lei Rouanet
Por Jorge Américo

A autorização do Ministério da Cultura concedida à cantora Maria Bethânia para a captação de recursos destinados à criação de um blog gerou uma série de manifestações contrárias. Amparada pela Lei Rouanet, a artista poderá buscar patrocínio de até R$ 1,3 milhão para financiar o projeto “O Mundo Precisa de Poesia”, que prevê a produção de diária de um vídeo com músicas interpretadas pela artista.

A Lei Rouanet autoriza a captação recursos financeiros para a promoção de iniciativas culturais. As empresas ou pessoas físicas que patrocinam os projetos conseguem vantagem financeira com o desconto no imposto de renda. O diretor da Cooperativa Paulista de Teatro, Ney Piancentini, cobra mais transparência no processo. Ele lembra que renúncia fiscal é dinheiro público.

“O deslocamento de uma visão de mercado para uma visão de cidadania na área da cultura consiste em abrir um edital e o país inteiro concorre. As comissões julgadoras formadas pelo governo e pelas entidades representativas, pela sociedade e pela Academia vão julgar quem merece naquele momento aquele recurso — e o governo tem que acompanhar se aquele recurso está sendo usado ou não.”

Ney defende a aprovação do Procultura (Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura) pelo Congresso Nacional. O projeto prevê, entre outras alterações na Lei Rouanet, a substituição da renúncia fiscal pela criação de um fundo público destinado a financiar artistas, produções e espetáculos. (Texto Completo)

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SUPREMO RETOMA JULGAMENTO DA LEI QUE DISCUTE O PISO NACIONAL DOS PROFESSORES

A cada um o seu direito!

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou oficialmente ontem, 17 de março, o julgamento da lei que criou o piso nacional do magistério. Além da natureza do piso e constitucionalidade da norma, muitas questões importantes para a categoria podem voltar agora a ser discutidas, como a regra de que um terço da carga horária do professor deverá ser reservada para atividades extraclasse, como planejamento de aula e atualização.

Esta última questão é de total necessidade e importância. A sala de aula compreende apenas uma pequena parte do trabalho do professor, este se estende muito além do horário escolar. Para que o contato com os alunos e o contéudo transmitido sejam o melhor possível, o professor precisa se atualizar, preparar bem as aulas; e isso requer um considerável tempo além do cronograma escolar, tempo este que deve ser regulamentado e previsto em lei.

As polêmicas são muitas, no entanto, é urgente que a lei seja aprovada de fato, já que muitos prefeitos se negam a pagar o piso, que este ano foi atualizado para R$ 1.187,14, devido ao clima de insegurança jurídica criado há dois anos quando o STF negou pedido de liminar a cinco governadores que questionaram a constitucionalidade da lei determinando, na época, um piso de R$ 950,00 para a categoria.

A suspensão da análise da matéria pelo STF deixa os professores sem argumentos para discutir com prefeitos que não querem fazer cumprir uma lei questionada em sua própria constitucionalidade.

Veja trecho de matéria publicada pela Agência Brasil sobre o assunto:

STF retoma hoje julgamento da lei do piso nacional dos professores
Por Amanda Cieglinski

Brasília – O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma hoje (17) o julgamento da lei que criou o piso nacional do magistério. Há dois anos, a Corte negou pedido de liminar a cinco governadores que questionaram a constitucionalidade da lei que determinou um piso de R$ 950 a professores da educação básica da rede pública com carga horária de 40 horas semanais. Falta agora o julgamento do mérito da matéria, aguardado com ansiedade pela categoria.

A suspensão da análise da matéria pelo STF criou um clima de “insegurança jurídica”, alega a secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli. Segundo a entidade, alguns prefeitos se valem do imbróglio para não pagar o piso, atualizado em 2011 para R$ 1.187,14. Não existe um levantamento oficial sobre as redes de ensino que cumprem a lei.

“Quando o prefeito ou o governador diz que não vai pagar porque a lei ainda não foi julgada constitucional, é muito difícil a gente fazer com que ele assuma o compromisso. Com certeza a conclusão da análise da lei será muito positiva”, afirma. Entretanto, Marta acredita que é “difícil” que o julgamento comece hoje, já que a ação é o 11° item da pauta do dia. O relator da matéria é o ministro Joaquim Barbosa. (Texto Completo)

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MATULA TEATRO E BOA COMPANHIA APRESENTAM ESPETÁCULO BASEADO NA OBRA DE HILDA HILST E CONVIDAM TODOS A BEBEREM DA ÁGUA DA VIDA NA CONCHA DO TEATRO

Moacir Ferraz, integrante da Boa Companhia desde 1993

Por Maura Voltarelli

Como parte das comemorações do mês da mulher, o SESC Campinas, em parceria com os grupos Matula Teatro e Boa Companhia, apresenta o evento O Feminino, O Verso e a Cena em que diversas manifestações artísticas, passando por teatro, música e literatura, discutirão os mitos e arquétipos femininos presentes na obra da poeta, dramaturga e ficcionista Hilda Hilst.

Faz parte do evento uma extensa e diversificada programação. Serão oficinas literárias e teatrais, intervenção poética, apresentação de show musical, além da estreia do espetáculo teatral Agda, uma co-produção entre os grupos Matula Teatro e Boa Companhia baseada em um conto de Hilda Hilst, sob direção do ator e diretor Moacir Ferraz.

A peça tem como protagonista uma mulher diante de questões que resvalam na própria existência e finitude da vida, colocando-se entre o desejo e a razão, o sagrado e o profano, o humano e o místico. A atmosfera é de uma fértil composição de teatro, dança, prosa e poesia e um delicado jogo de construção e desconstrução de imagens e personagens.

Por ocasião do evento que inicia suas atividades no próximo dia 19 de março, o diretor da peça Agda, Moacir Ferraz,  concedeu uma entrevista ao blog Educação Política na qual fala sobre o desafio em adaptar para os palcos o texto denso, reflexivo e ousado de Hilda.  Ferraz também discute a relação entre a literatura da autora e a representação no teatro, reflete sobre a paixão como fio condutor dos tecidos artísticos, além de se debruçar sobre uma instigante questão despertada do contato com a obra de Hilda Hilst: refletir sobre a existência é o destino da arte?

Agência Educação Política: O evento O Feminino, O Verso e a Cena é resultado de uma parceria entre os grupos Matula Teatro e Boa Companhia com o SESC Campinas e engloba atividades de teatro, música e literatura tendo como fio condutor a obra da escritora Hilda Hilst. Por que Hilda para discutir o feminino?
Moacir Ferraz: Pela qualidade, características da escrita e história de vida de Hilda. Há um modo de pensar a vida, de olhar para as coisas que é feminino, forte, sem ser feminista engajado.

AEP: Entre as atividades do evento está a apresentação da peça Agda, baseada em um conto de Hilda Hilst e dirigida por você. A peça traz uma mulher que se questiona sobre a sua própria existência e finitude da vida, colocando-se entre o desejo e a razão, o sagrado e o profano, o humano e o místico. Quais os desafios em transformar as imagens literárias, a densidade do texto, as inovações linguísticas da prosa poética de Hilda em ação teatral?
Moacir: Algumas características da escrita de Hilda facilitam as coisas. Ela produziu textos cheios de imagens: concretas, oníricas, o que é fundamental para o ator. Depois tem o ritmo de sua prosa que, muitas vezes, flerta com a rima, além de ter, especificamente nesse conto, uma estrutura próxima de um texto dramático, com personagens e falas bem definidas.

Cena do espetáculo teatral "Agda"

AEP: A ficção de Hilda é marcada na linguagem por experimentações vigorosas que ao combinar a densidade reflexiva de sua poesia à naturalidade e espontaneidade da linguagem coloquial promoveram uma espécie de desconstrução, reformulação e catarse onde o Homem era inserido dentro de novos limites. Em que medida, a experimentação e profundidade psicológica dos textos da escritora servem à construção da cena teatral. Em outras palavras, experimentar no palco e trazer para a cena personagens profundos e não raro cercados por certa atmosfera de misticismo enriquece o teatro?
Moacir: Vários tipos de texto podem enriquecer o teatro, dependendo da maneira como forem transcriados para a cena. No caso de Agda, na nossa leitura, não há uma descrição de perfil psicológico dos personagens, lida-se mais com forças arquetípicas: vemos na peça um embate em que o animus destrói a anima, e isso, pra nós, reflete o mundo atual, com a preponderância de uma fria lógica de mercado que, entre outras coisas, acarreta relações marcadas pela violência entre os homens, dos homens com o restante da natureza, e isso nos motivou a produzir a peça

AEP: Muitos críticos ao falar de Hilda, destacam o tema da paixão na sua literatura. Paixão pelas palavras, paixão no sentido de intensidade, paixão pela vida e, ao mesmo tempo, incompreensão diante dela. Paixão pela beleza, paixão que confronta o corpo a corpo do ser humano com a passionalidade do viver. Paixão que ilumina a sua busca por respostas diante do Enigma e que lhe permite experimentar, ainda que de forma breve, a completude do Absoluto e da Eternidade, ou daquilo que Rilke chama de O Aberto. Pra você, qual a importância desta paixão hildeana para o teatro e para as artes de forma geral?
Moacir: Concordo com aqueles que dizem que a arte, como a filosofia e a religião, são meios pelos quais o homem busca transcender sua precária condição humana, sua breve existência. penso que esse sentimento de paixão é o que impulsiona a busca, o que move a vida: “o pão para a carne, a arte para o espírito”.
Por esses dias morreu o filósofo Bene Antunes, no Pará, cuja obra eu, infelizmente, ainda não conheço. Mas li uma  entrevista sua e uma frase me marcou bastante: “ser é transcender”. Acho que isso aparece bastante na obra da Hilda, acho que esse é o alimento da sua paixão, e também o que move a mim e a tantos que lidam no campo do artístico.

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KASSAB PODE TER ENTRADO NUMA FRIA AO SE LEVAR PELO CANTO DAS SEREIAS DO PSB E DO PCdoB

Kassab teria sido levado pelo canto das sereias?

As últimas notícias sobre as mudanças políticas em torno do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, mostram que o prefeito pode ter entrado em uma fria e se queimado no próprio partido.

Kassab parecia dar uma tacada política de mestre, deixar o famigerado e ultradireitista DEM, e sair como grande figura política de um partido de esquerda com garantia de concorrer a cargos majoritários.

O DEM é o partido que proferiu asneiras inomináveis nas últimas eleições ao lado do mestre do teatro de papel José Serra. O DEM tende a se consolidar como uma pequena, mas estridente força conservadora. Provavelmente não terá força política nem financeira para continuar com seu discurso coronelistas.

A sedução do PSB e do PCdoB ao direitista Kassab não foi muito compreendida por muita gente. Acredito, espero estar certo, esses partidos não queriam necessariamente o prefeito de São Paulo, mas fazer uma pressão sobre o PT e consquistar mais espaço no governo. Caso o governo consiga acomodar essa situação, Kassab poderá ser abandonado antes mesmo de ter sido aceito por alguma legenda de esquerda.

De outro lado, o DEM busca bloquear a saída de membros dos seus quadros, gerando baixas nas aspirações de Kassab e, como consequência, isolando-o dentro do partido.

Com a quantidade de promessas que fez em campanha e com as inundações de SP, Kassab poderá também ter mais ônus do que dividendos quando sair da Prefeitura de SP.

Se Kassab entrou numa fria, a oposição ficou ainda mais enfraquecida.

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EXPOSIÇÃO EM HOMENAGEM À MULHER NO PALÁCIO DO PLANALTO TEM COMO DESTAQUE O QUADRO ABAPORU, DE TARSILA DO AMARAL

Abaporu, Tarsila do Amaral

O Palácio do Planalto ganhará cores e estéticas artísticas nos próximos dias em virtude da exposição Mulheres Artistas e Brasileiras – Produção do Século 20, que reunirá cerca de 80 obras, entre telas e esculturas, de 49 artistas brasileiras. A mostra será aberta ao público e ocupará o Salão Oeste, no primeiro andar do Palácio.

Entre os nomes que compõem a exposição estão o de artistas consagradas como Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, além de outros mais contemporâneos como o de Beatriz Milhazes e Mariannita Luzzati. O Abaporu, de Tarsila, é um dos destaques da exposição. O quadro estava no Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires (Malba) e foi cedido para a exposição pelo seu dono, o colecionador argentino Eduardo Costantini.

Símbolo do movimento modernista brasileiro, o quadro é um dos mais conhecidos de Tarsila revelando seus estilo, sua temática e sua originalidade. As cores vivas e fortes, o homem e a natureza como personagens centrais, a estética ousada e única, a conquista de um estilo próprio fizeram de Tarsila um dos expoentes da geração modernista de 22.

Criar uma arte nacional que superasse, mas não deixasse de incorporar as influências estrangeiras, e ajudasse a descobrir o nacional, o Brasil, o povo brasileiro, era um dos principais objetivos de um grupo de artistas paulistanos que encabeçava o movimento. Abaporu quer dizer, justamente, “o homem que come gente”, uma referência à proposta de “deglutir” a cultura estrangeira sem, no entanto, deixar de considerar os elementos nacionais.

A exposição terá duração de um mês e meio e será inaugurada pela presidenta Dilma Rousseff no próximo dia 23. Ótimo início para tempos que hão de ser cada vez mais justos com as mulheres, com seus direitos, seu talento cultural, artístico, humano; e com o seu lugar na construção de uma realidade social melhor para o país.

A Mulher e Sua Sombra, Maria Martins

Veja trecho de notícia publicada pela Agência Brasil:

Abaporu chega amanhã para ser exposto no Palácio do Planalto
Por Luciana Lima

Brasília – Começaram a chegar na manhã de hoje (15) as obras que farão parte da exposição em homenagem às mulheres que será realizada no Palácio do Planalto. A obra mais esperada, o Abaporu, de Tarsila do Amaral, deve chegar amanhã para a mostra Mulheres Artistas e Brasileiras – Produção do Século 20.

Símbolo dos mais representativos da pintura modernista brasileira, o quadro Abaporu estava no Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires (Malba) e foi cedido para a exposição pelo seu dono, o colecionador argentino Eduardo Costantini.

A presidenta Dilma Rousseff se empenhou pessoalmente nas conversas para que a obra fizesse parte da exposição. Quando foi arrematado por Constantini, em um leilão em Nova Iorque, em 1995, o valor pago pela obra foi US$ 1,5 milhão. A pintura em óleo sobre tela foi cedida pelo colecionador para ficar no Brasil durante um mês e meio, tempo que durará a exposição a ser inaugurada pela presidenta no próximo dia 23. (Texto Completo)

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TRAGÉDIA NO JAPÃO: CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA NÃO TEM FRONTEIRA, JÁ FAZ PARTE DO PLANETA

A tragédia no Japão tem a trilha apocalíptica.

Paz e Amor, ser humano!

Pior que o terremoto, o maremoto, é o inimigo invisível produzido pelo próprio homem.

A contaminação radioativa não tem fronteira, não respeita o mapa, a geografia, a geopolítica.

Quem vai dizer para os predadores do mar e aves migratórias não comerem os peixinhos da costa japonesa?

Um mundo cada vez mais radioativo, um mundo cada vez mais inabitável.

Agora se vê que a energia limpa é muito barata. Talvez saia até de graça.

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Natureza coloca em questão modelo nuclear japonês

O terremoto que atingiu o Japão na última sexta-feira lançou sobre o país uma onda de morte, medo e destruição. De acordo com dados oficiais atualizados, o número de mortos já chega a 1.886, enquanto os desaparecidos chegam a 2.329; e a previsão é de que esses números aumentem ainda mais. As autoridades estimam que o saldo final de vítimas ultrapasse os 10 mil.

A realidade é de caos e fragilidade, principalmente, em decorrência do acidente em uma central nuclear na cidade de Fukushima, desencadeado logo após o terremoto de sexta-feira e classificado como de nível quatro na Escala Internacional de Eventos Nucleares.

O acidente na central nuclear fez com que além dos desastres provocados pela natureza, o Japão também se visse diante de uma ameaça nuclear de proporções ainda não imaginadas. Ken Bergeron, físico que trabalha com simulações de acidentes em reatores declarou: “Estamos num terreno desconhecido”; e demonstrou a incerteza diante da situação ao afirmar que só o futuro dirá o que pode acontecer, como mostra reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Enquanto o Japão espera pelas respostas trazidas com o passar do tempo, as autoridades do país seguem tentando não alarmar demais a população, mais um dos motivos que impedem saber de fato o que está acontecendo, o que ainda pode acontecer e o que já está sendo feito para evitar um desastre nuclear. Como era de se esperar, a situação no Japão tem gerado comparações com o desastre de Chernobyl na Ucrânia, em 1986, o maior já registrado na história. No entanto, a realidade japonesa tem as suas particularidades e o desastre atual deve ser visto dentro das suas devidas proporções.

Tragédias como essa mais uma vez colocam em cheque o modelo de funcionamento das usinas nucleares. Material radioativo é potencialmente perigoso e a história já o demonstrou e pode continuar a fazê-lo enquanto medidas efetivas de aumento da segurança ou até substituição deste tipo de geração de energia por outra não forem colocadas em prática.

Enquanto isso não acontece, alguns homens lutam com a física e as leis da natureza, fazendo uso até de água do mar para tentar resfriar os reatores, outros assistem ao desenrolar dos fatos com medo e perplexidade, outros, ainda, esperam por uma salvação ou esperança que talvez nunca venha, outros temem ou respeitam a natureza, mas muitos ainda a ignoram.

Veja trecho de duas notícias publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo sobre o assunto:

Japão luta para evitar explosão nuclear; 3º reator é resfriado

A ameaça nuclear que assusta o Japão após o forte terremoto de sexta-feira cresce neste domingo. As autoridades japonesas decretaram estado de emergência em uma segunda usina nuclear, a de Onagawa (nordeste), anunciou a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

“As autoridades japonesas informaram à AIEA que o primeiro estado de emergência (o nível mais baixo) na central de Onagawa foi registrado pela Tohoku Electric Power Company”, explicou a agência da ONU, com sede em Viena.

Os três reatores da planta de Onagawa “estão sob controle”, segundo as autoridades japonesas.

Além disso, o país se prepara para injetar água do mar no reator número 2 em sua usina de energia nuclear em Fukushima Daiichi, disse neste domingo a agência de notícias Jiji, citando a companhia de energia elétrica. A meta é esfriar os equipamentos na unidade, que fica no norte do Japão, afetada após o terremoto.

A Tepco, maior companhia de energia elétrica do Japão já está injetando água do mar nos reatores número 1 e 3 na planta para resfriar e reduzir a pressão dentro dos contêineres onde estão os reatores.

“O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa.

Ontem, a instalação que abrigava um dos reatores da usina explodiu após uma falha no sistema de resfriamento. Agora, pelo menos outros dois reatores correm o mesmo risco. (Texto Completo)

Em meio a crise nuclear; Japão eleva a 1.886 número de mortos
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A polícia japonesa elevou nesta segunda-feira para 1.886 o número de mortos pelo terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira (12), seguido de um devastador tsunami. Outras 2.329 pessoas ainda estão desaparecidas, enquanto as autoridades estimam que o saldo final de vítimas ultrapasse os 10 mil.

A polícia e os bombeiros trabalham para recuperar os corpos nas cidades da costa leste japonesa mais atingidas pela tragédia. Segundo a agência de notícias Kyodo, cerca de mil corpos foram encontrados em Miyagi, além de outros 200 ou 300 corpos que as equipes tentam resgatar em Sendai, local mais atingido pelo tremor e pelas ondas gigantes.

Em Miyagi, o governo não conseguiu contatar cerca de 10 mil pessoas –mais da metade da população local. O destino de dezenas de milhares de pessoas, incluindo cerca de 8.000 moradores da cidade de Otsuchi, ainda é desconhecido, segundo a Kyodo.

“É uma cena infernal, absolutamente aterrorizante”, disse Patrick Fuller, da Federação Internacional da Cruz Vermelha na cidade de Otsuchi.

“A situação aqui é simplesmente inacreditável, quase tudo foi arrasado. O governo está dizendo que 9.500 pessoas, mais da metade da população, poderia ter morrido, e eu temo pelo pior.”

Equipes de resgate continuam procurando sobreviventes na região devastada pelo tsunami, ao norte de Tóquio, e tentando ajudar milhões de pessoas que estão sem energia elétrica e água. O primeiro-ministro Naoto Kan disse se tratar da pior crise no país desde a Segunda Guerra (1939-1945). (Texto Completo)

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POLÊMICA CONTINUA EM BELO MONTE: PESCADORES ORGANIZAM PROTESTO PEDINDO A PARALIZAÇÃO IMEDIATA DAS OBRAS

Para pescadores e ribeirinhos, Xingu fica onde está

Progresso e geração de energia de um lado, preservação ambiental e respeito à natureza de outro. Interesses comerciais e grandes empreiteiras de um lado, pescadores, indígenas, população ribeirinha de outro. Esse é o cenário que toma conta da paisagem de Altamira, no estado do Pará e em cujo palco se desenrola os atos delicados e complexos que escrevem a história da construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu.

Hoje, segunda-feira, um grupo de movimentos sociais, indígenas e religiosos vai realizar uma pescaria nas águas do Xingu e distribuir os peixes à população, como forma de protesto e alerta contra uma possível perda da riqueza do rio trazida com a construção da usina. As comunidades ribeirinhas e indígenas não concordam com o desvio do curso natural do Xingu, previsto no projeto. Entidades ambientalistas e movimentos sociais da região querem a paralisação imediata das obras, como mostra notícia publicada pela Agência Brasil.

Em outras palavras, Belo Monte é sinônimo de tensão crescente, uma panela de pressão prestes a explodir e nesses casos, pode até parecer óbvio, mas o diálogo em busca de um equilíbrio de métodos e ações segue sendo a melhor das opções.

Veja trecho de notícia publicada no último sábado pela Agência Brasil:

Pescadores do Xingu organizam novo protesto contra Belo Monte
Por Luana Lourenço

Brasília – Moradores de Altamira (PA) estão organizando mais uma protesto contra a implantação da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu. Na segunda-feira (14), um grupo de movimentos sociais, indígenas e religiosos vai realizar uma pescaria nas águas do Xingu e distribuir os peixes à população.

A ideia, de acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), é mostrar que a fartura oferecida pelo rio pode estar ameaçada se o projeto da hidrelétrica for levado adiante. A licença de instalação parcial, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o canteiro de obras da usina, chegou a ser suspensa pela Justiça, mas o governo conseguiu derrubar a liminar e a construção foi reautorizada. (Texto Completo)

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DE DEFENSORA DOS DIREITOS DEMOCRÁTICOS E DA LIBERDADE, VELHA MÍDIA AGORA PARECE ESTAR COM MEDO DA VERDADE

Já passou da hora de passar a limpo!

Diante da recente decisão da presidente Dilma Rousseff em instalar uma Comissão da Verdade para enfim, antes tarde do que nunca, investigar os crimes cometidos durante a ditadura militar, notou-se uma silêncio misterioso por parte de alguns setores da velha mídia e atitudes sutilmente contrárias por parte de outros, como mostra texto da jornalista Cynara Menezes, publicado pela Carta Capital.

É no mínimo estranho, para não dizer contraditório, que os mesmo veículos de imprensa que outrora acusaram Lula de estar próximo dos líderes autoritários, de atentar contra a liberdade de imprensa e o direito à pluralidade da informação; de tentar implantar um novo regime ditadorial no Brasil, agora simplesmente silenciem ou torçam o nariz diante da concreta atitude da presidente Dilma contra o obscurantismo e a favor da clareza nas investigações e do respeito aos direitos humanos, incluindo aí tanto as vítimas dos crimes cometidos durante a ditadura quanto os seus familiares.

A criação de tal Comissão é urgente. Como lembra Cynara, nossos vizinhos Chile, Argentina e Uruguai já proporcionaram uma satisfação oficial do estado aos familiares e vítimas no que diz respeito aos crimes cometidos em seus respectivos períodos ditadoriais. Apenas o Brasil segue tentando “tapar o sol com a peneira”, como se diz, repetindo sempre as mesmas desculpas ao afirmar que não se deve revirar o passado, posto que ele pode incomodar o presente.

Incomodar! Uma palavra que parece não definir, mas ao menos esclarecer o comportamento da nossa mídia super democrática. A impressão é de que a investigação da comissão possa trazer à tona algumas verdades inconvenientes que a velha mídia prefere esquecer e, neste sentido, vem convidando também a nação a esquecê-las. Mas a luz vencerá as trevas!

Veja trecho da texto de Cynara Menezes na Carta Capital:

Quem tem medo da verdade?
Por Cynara Menezes

Temos diante de nós uma oportunidade de ouro: a de colocar em pratos limpos quem é democrata de fato no País e quem usa a democracia como uma bandeira de conveniência. Durante oito anos, a grande imprensa brasileira cobrou do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva fictícios atentados contra a liberdade de expressão. Acusavam Lula de possuir “anseios autoritários”. Nunca antes na história viram-se jornais tão zelosos do sagrado direito do cidadão de se informar. Mas quem agora, dentre estes baluartes da democracia, será capaz de se posicionar ao lado da presidenta Dilma Rousseff em favor da instalação da Comissão da Verdade, que pretende apurar os crimes cometidos durante a ditadura? Ou isto não é direito à informação?

Dilma tem manifestado a auxiliares seu interesse em proporcionar uma satisfação oficial do Estado a familiares e vítimas da ditadura, como fizeram nossos vizinhos na Argentina, Chile e Uruguai. Faz parte da agenda da ex-guerrilheira, presa e torturada, destacar-se na defesa dos Direitos Humanos. A titular da pasta, ministra Maria do Rosário, declarou, de chegada, ser assunto prioritário do governo a instalação da comissão. Mas foi só a presidenta assumir que sumiram das páginas mais “liberais” de nossa imprensa os artigos dos colunistas fixos em defesa da comissão. Foram suplantados por textos em defesa da… Defesa, o poderoso ministério que abriga os militares das três Forças. (Texto Completo)

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CANTORA FRANCESA ZAZ HARMONIZA JAZZ E SOUL AO SOM DE VIOLÃO E CONTRABAIXO

Apenas alguns violões e um contrabaixo ajudam a compor, juntamente com a voz suave e característica da cantora francesa Zaz, um som peculiar, original e sutilmente leve e breve.

Em uma melodia que lembra o soul e os embalos do jazz, Zaz vibra e reinventa a própria música que ela se dispõe a fazer. Sua atitude como intérprete também é interessante. Ela se coloca nas canções e, com isso, parece aproximar suas palavras ditas em delicioso sotaque francês, dos pensamentos e sentimentos de quem a ouve.

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PARA EX-PRESIDENTE DE PORTUGAL, A FAMÍLIA SOCIALISTA, E SÓ ELA, PODE DEVOLVER O RUMO E A CORAGEM À EUROPA

Retrato do velho continente em um novo mundo

Ótimo artigo do ex-presidente e ex-primeiro-ministro de Portugal, Mário Soares, publicado na revista Carta Capital, revela a atual conjuntura política e social de uma Europa que foi palco das principais transformações da era moderna, que gestou ideias e diferentes formas de ver e entender a geopolítica mundial; e que hoje encontra-se quase que à deriva, sutilmente desorientada diante das urgências da atualidade.

O ponto de vista do autor, o breve, porém suficiente resgate histórico feito por ele e a discussão sobre a situação atual são interessantes para refletir e pensar o mundo hoje e para os próximos anos.

Do socialismo democrático, passando pela democracia-cristã até a hegemonia do neoliberalismo norte-americano em solo europeu, o artigo aponta alternativas de uma nova oportunidade para o socialismo democrático, lembrando como este, se for capaz de se renovar e adaptar-se às mudanças contemporâneas nos diferentes campos da atividade humana, pode responder às principais questões da atualidade.

Dentre elas, lutar por justiça, redução das desigualdades sociais, retomar valores éticos, dignificar o trabalho e, principalmente, fazer renascer aquele sentimento de utopia tão saudável para que as nações progridam, acreditem e lutem por uma realidade melhor.

Em lúcidas palavras, o artigo chama de volta a família socialista européia para que a Europa recupere o rumo e a coragem de ser quem sempre foi no cenário internacional e para que espécies perversas de populismo não voltem a ganhar terreno no velho mundo.

Vale a leitura! Veja trecho:

O mundo está em rapidíssima transformação e a União Europeia, nos últimos anos, perdeu a orientação
Por Mario Soares

Lisboa, Portugal, fevereiro/2011 – Na década de 1970, a Europa era governada pela família do socialismo democrático, ou, como o chamávamos, do socialismo em liberdade (socialistas, social-democratas e trabalhistas) e pela família democrata-cristã, que era essencialmente europeísta e partidária da doutrina social da Igreja Católica.

Após o colapso do comunismo e a chegada do neoliberalismo norte-americano, as duas famílias, de acordo com os sinais do tempo, se deixaram convencer pela “terceira via” e pelo domínio dos mercados que têm como único valor o dinheiro e não as pessoas.

Resultado: a maior parte dos partidos da área socialista perdeu o poder, já que para os que preferem um governo de direita é mais lógico votar nos conservadores, enquanto os democrata-cristãos, salvo raras exceções, se esqueceram da doutrina social da Igreja e, transformados em Partidos Populares, colocaram-se na direita do espectro político. As duas famílias perderam a influência que tiveram em seus bons tempos, e em alguns países europeus pura e simplesmente desapareceram. Eram os anos nos quais os especialistas políticos norte-americanos proclamavam o “fim da história” e a “morte das ideologias” (com exceção, claro, da neoliberal). (Texto Completo)

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LUCIANO COUTINHO, DO BNDES, E MEGA EMPRESAS VÃO LEVAR O BRASIL PARA O BURACO CAVADO NOS ESTADOS UNIDOS

Coutinho concentrou renda no BNDES

Os EUA criaram um grande buraco, que está sugando os recursos da própria sociedade. Esse buraco foi apostar, durante os governos, principalmente republicanos, na criação de mega-hiper-grandes-empresas.

As grandes multinacionais, os chamados players globais, etc. Isso tem gerado um dano enorme para as populações, que praticamente deixam de receber impostos dessas empresas. As empresas crescem tanto e se tornam tão grandes que fica impossível negociar com elas, cobrar impostos, etc. Elas mandam nos governos, quando não derrubam os governos. Elas compram justiça e o que tiver pela frente.

O pior é que essa tem sido a política do BNDES, com Luciano Coutinho a frente. O Banco continuou concentrando renda no país mais desigual do mundo. O banco empresta bilhões de reais da população brasileira para criar mega-hiper-empresas como o Frigorífico (JBS), telefonia (Broi) e outras, que por serem tão grandes fogem do controle. Outra barbaridade é dar dinheiro público para multinacionais  fabricantes de automóveis, cujo faturamento muitas vezes é maior do que o PIB brasileiro.

Essas megaempresas  ficam com privilégios que nenhum empresário brasileiro, seja médio ou grande, tem. Elas conversam diretamente com o ministro, quando não com o presidente.

Quantos empresários brasileiros não pagam impostos e podem se encontrar com o ministro para “tratar” do assunto?

Veja a dificuldade que o governo está tendo para implantar o Plano Nacional de Banda Larga. As megaempresas de telefonia tratam diretamente com o ministro, entram na justiça, plantam matérias em grandes jornais etc. Um abuso.

Agora é a Vale do Rio Doce, que não quer pagar imposto (royalties), como todo brasileiro paga. É uma megaempresa, importante para o Brasil,mas não vale nada (desculpe o trocadilho) se não pagar imposto.

A Vale foi multada por não pagar imposto. O que aconteceu?Afastaram os fiscais e marcaram encontro com o ministro!!!

É preciso um basta nesta criação fantasiosa de megaempresas brasileiras. Deveríamos caminhar no sentido contrário, mas estamos criando megaempresas que vão sugar diretamente o governo e o dinheiro e o sangue do povo brasileiro ainda mais. É assim que fazem nos EUA. Sem regulamentação e controle, quebraram os Estados Unidos.

Muito diferente disso, toda megaempresa, seja brasileira ou estrangeira, deveria pagar um imposto extra. Uma taxa extra que criaria um fundo para incentivar empresas menores nos mesmos setores. Dependendo do faturamento ou da fatia que detém do mercado (40% ou mais, por exemplo), deveria pagar uma taxa anti-monopólio. Isso até evitaria que as  médias e grandes empresas brasileiras fossem compradas por estrangeiras para controlar o mercado. Isso é capitalismo. Mas te pergunto: que grande empresa quer capitalismo? Nenhuma. Elas querem monopólio.

Veja abaixo o privilégio em trecho de matéria da Folha de S.Paulo

Em mais um capítulo da disputa com a Vale, o governo cobra da mineradora uma dívida de quase R$ 4 bilhões de royalties pela exploração de minério de ferro.
A cobrança gerou mais um atrito na relação da empresa com o governo na semana passada, contornado após conversa por telefone entre o presidente da Vale, Roger Agnelli, e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
Os dois devem se encontrar nesta semana, em Brasília, para buscar um acordo sobre a cobrança dos royalties do setor -a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais).
Segundo a Folha apurou, o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), responsável pela fiscalização da cobrança de royalties, cobra uma dívida de R$ 900 milhões pela exploração de minério no Pará e cerca de R$ 3 bilhões pela mineração em Minas Gerais.
A Vale não concorda com o valor e diz que sua dívida, se procedente, não passa da metade desse montante, disse à Folhaum técnico envolvido nas negociações.
Na semana passada, procurada, a empresa não quis se manifestar oficialmente sobre o assunto. (texto integral)

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SAMBA, CHORO, FREVO OU… PITANGA EM PÉ DE AMORA

É com integrantes jovens e canções majoritariamente autorais, com letras simples que falam da vida, da arte e das coisas em geral, que o grupo Pitanga em Pé de Amora faz ver e ouvir seu talento musical por meio de um repertório voltado para o samba, choro e frevo. Mesclando características marcantes desses ritmos e inspirados por mestres da música brasileira como Noel Rosa, Pixinguinha, Chico Buarque e Guinga o grupo vai construindo sua própria identidade musical e artística, compondo arranjos e executando melodias com expressão e naturalidade.

Logo nas primeiras notas, distingue-se uma delícia de música, doce, com harmonia gostosa, melodia leve, quase flutuante…
Tudo parece combinar, o jogo de vozes, o tempo e o tom dos instrumentos, o momento de cantar, de tocar, a plenitude da arte ultrapassando a efemeridade das coisas, dos seres e da vida!
O milagre da música que, como diria Rilke, causa-nos êxtase, consolo e amparo!

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ESTUDO DO IPEA MOSTRA QUE PARA 51% DOS BRASILEIROS EDUCAÇÃO NO PAÍS NÃO MELHOROU

A educação na mira dos brasileiros

Os dados variam de região para região e de acordo com o nível de escolaridade e renda, mas, de forma geral, um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que 51% da população brasileira não vê melhorias na qualidade da educação no país.

Como já era de se esperar, o sudeste registrou o maior percentual de opiniões negativas e a região centro-oeste o maior índice de respostas positivas. Da mesma forma, pessoas que ganham mais e têm maior escolaridade manifestaram opiniões negativas. Aquelas que ganham e estudaram menos, já viram a questão sob um ponto de vista mais otimista.

Assim como o centro-oeste, as regiões norte e nordeste também avaliaram de forma positiva os avanços nas políticas educacionais locais o que, segundo o IPEA, reflete o aumento de investimentos na educação em regiões que, tradicionalmente, sempre conviveram com os piores indicadores educacionais do país. Felizmente, isso parece estar mudando, haja vista a avaliação positiva feita pela população local.

Estudos como esse são interessantes, pois, além de revelarem a recepção dos programas sociais do governo federal por parte da população, também ajudam a obter uma espécie de radiografia social do brasileiro, já que ao analisar as respostas de diferentes pessoas, é possível relacionar o tipo de opinião à circunstância na qual ela é formada, compreendendo, em última instância, por que o brasileiro pensa de um jeito e não de outro; e o que influencia diretamente em sua forma de ver o próprio país.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Para 51% da população, educação no Brasil não melhorou
Por Amanda Cieglinski

Brasília – Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que para quase metade (48,7%) dos brasileiros a educação no país melhorou. Entretanto, dos 2.773 entrevistados, 27,3% avaliam que não houve mudanças na qualidade do ensino e quase um quarto (24,2%) acredita que o sistema piorou.

O Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) foi desenvolvido pelo Ipea para captar a opinião da população sobre políticas e serviços públicos em diversas áreas. O estudo mostra que essa percepção varia muito em cada região do país. O Sudeste registrou o maior percentual de avaliações negativas: 36,1% acreditam que a educação piorou, enquanto no Nordeste esse grupo representa apenas 14% da população. No Centro-Oeste, 62,9% acham que a oferta melhorou – maior índice de respostas positivas.

De acordo com o Ipea, o maior índice de percepção de melhoria nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e no Norte, e o menor índice no Sul e no Sudeste “podem ser uma evidência de que foram ampliados os investimentos nas três primeiras regiões, já que é justamente lá onde se encontram os piores indicadores educacionais do país”. (Texto Completo)

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