Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 15 março, 2011

TRAGÉDIA NO JAPÃO: CONTAMINAÇÃO RADIOATIVA NÃO TEM FRONTEIRA, JÁ FAZ PARTE DO PLANETA

A tragédia no Japão tem a trilha apocalíptica.

Paz e Amor, ser humano!

Pior que o terremoto, o maremoto, é o inimigo invisível produzido pelo próprio homem.

A contaminação radioativa não tem fronteira, não respeita o mapa, a geografia, a geopolítica.

Quem vai dizer para os predadores do mar e aves migratórias não comerem os peixinhos da costa japonesa?

Um mundo cada vez mais radioativo, um mundo cada vez mais inabitável.

Agora se vê que a energia limpa é muito barata. Talvez saia até de graça.

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TRAGÉDIA NO JAPÃO: PARA PRIMEIRO MINISTRO, TERREMOTO, TSUNAMI E INCIDENTE NUCLEAR CONFIGURAM A MAIOR CRISE VIVIDA PELO PAÍS DESDE A SEGUNDA GUERRA

Natureza coloca em questão modelo nuclear japonês

O terremoto que atingiu o Japão na última sexta-feira lançou sobre o país uma onda de morte, medo e destruição. De acordo com dados oficiais atualizados, o número de mortos já chega a 1.886, enquanto os desaparecidos chegam a 2.329; e a previsão é de que esses números aumentem ainda mais. As autoridades estimam que o saldo final de vítimas ultrapasse os 10 mil.

A realidade é de caos e fragilidade, principalmente, em decorrência do acidente em uma central nuclear na cidade de Fukushima, desencadeado logo após o terremoto de sexta-feira e classificado como de nível quatro na Escala Internacional de Eventos Nucleares.

O acidente na central nuclear fez com que além dos desastres provocados pela natureza, o Japão também se visse diante de uma ameaça nuclear de proporções ainda não imaginadas. Ken Bergeron, físico que trabalha com simulações de acidentes em reatores declarou: “Estamos num terreno desconhecido”; e demonstrou a incerteza diante da situação ao afirmar que só o futuro dirá o que pode acontecer, como mostra reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Enquanto o Japão espera pelas respostas trazidas com o passar do tempo, as autoridades do país seguem tentando não alarmar demais a população, mais um dos motivos que impedem saber de fato o que está acontecendo, o que ainda pode acontecer e o que já está sendo feito para evitar um desastre nuclear. Como era de se esperar, a situação no Japão tem gerado comparações com o desastre de Chernobyl na Ucrânia, em 1986, o maior já registrado na história. No entanto, a realidade japonesa tem as suas particularidades e o desastre atual deve ser visto dentro das suas devidas proporções.

Tragédias como essa mais uma vez colocam em cheque o modelo de funcionamento das usinas nucleares. Material radioativo é potencialmente perigoso e a história já o demonstrou e pode continuar a fazê-lo enquanto medidas efetivas de aumento da segurança ou até substituição deste tipo de geração de energia por outra não forem colocadas em prática.

Enquanto isso não acontece, alguns homens lutam com a física e as leis da natureza, fazendo uso até de água do mar para tentar resfriar os reatores, outros assistem ao desenrolar dos fatos com medo e perplexidade, outros, ainda, esperam por uma salvação ou esperança que talvez nunca venha, outros temem ou respeitam a natureza, mas muitos ainda a ignoram.

Veja trecho de duas notícias publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo sobre o assunto:

Japão luta para evitar explosão nuclear; 3º reator é resfriado

A ameaça nuclear que assusta o Japão após o forte terremoto de sexta-feira cresce neste domingo. As autoridades japonesas decretaram estado de emergência em uma segunda usina nuclear, a de Onagawa (nordeste), anunciou a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

“As autoridades japonesas informaram à AIEA que o primeiro estado de emergência (o nível mais baixo) na central de Onagawa foi registrado pela Tohoku Electric Power Company”, explicou a agência da ONU, com sede em Viena.

Os três reatores da planta de Onagawa “estão sob controle”, segundo as autoridades japonesas.

Além disso, o país se prepara para injetar água do mar no reator número 2 em sua usina de energia nuclear em Fukushima Daiichi, disse neste domingo a agência de notícias Jiji, citando a companhia de energia elétrica. A meta é esfriar os equipamentos na unidade, que fica no norte do Japão, afetada após o terremoto.

A Tepco, maior companhia de energia elétrica do Japão já está injetando água do mar nos reatores número 1 e 3 na planta para resfriar e reduzir a pressão dentro dos contêineres onde estão os reatores.

“O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial”, disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa.

Ontem, a instalação que abrigava um dos reatores da usina explodiu após uma falha no sistema de resfriamento. Agora, pelo menos outros dois reatores correm o mesmo risco. (Texto Completo)

Em meio a crise nuclear; Japão eleva a 1.886 número de mortos
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A polícia japonesa elevou nesta segunda-feira para 1.886 o número de mortos pelo terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o país na última sexta-feira (12), seguido de um devastador tsunami. Outras 2.329 pessoas ainda estão desaparecidas, enquanto as autoridades estimam que o saldo final de vítimas ultrapasse os 10 mil.

A polícia e os bombeiros trabalham para recuperar os corpos nas cidades da costa leste japonesa mais atingidas pela tragédia. Segundo a agência de notícias Kyodo, cerca de mil corpos foram encontrados em Miyagi, além de outros 200 ou 300 corpos que as equipes tentam resgatar em Sendai, local mais atingido pelo tremor e pelas ondas gigantes.

Em Miyagi, o governo não conseguiu contatar cerca de 10 mil pessoas –mais da metade da população local. O destino de dezenas de milhares de pessoas, incluindo cerca de 8.000 moradores da cidade de Otsuchi, ainda é desconhecido, segundo a Kyodo.

“É uma cena infernal, absolutamente aterrorizante”, disse Patrick Fuller, da Federação Internacional da Cruz Vermelha na cidade de Otsuchi.

“A situação aqui é simplesmente inacreditável, quase tudo foi arrasado. O governo está dizendo que 9.500 pessoas, mais da metade da população, poderia ter morrido, e eu temo pelo pior.”

Equipes de resgate continuam procurando sobreviventes na região devastada pelo tsunami, ao norte de Tóquio, e tentando ajudar milhões de pessoas que estão sem energia elétrica e água. O primeiro-ministro Naoto Kan disse se tratar da pior crise no país desde a Segunda Guerra (1939-1945). (Texto Completo)

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