Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 1 abril, 2011

16 PESSOAS MANTIDAS EM REGIME DE ESCRAVIDÃO FORAM LIBERTADAS EM DUAS FAZENDAS NO ESTADO DO PARÁ

Os casos de trabalhadores mantidos em condições análogas à escravidão no Brasil continuam a aparecer com uma frequência cada vez maior à medida que também aumenta a fiscalização por parte de órgãos competentes como o Grupo Especial de Fiscalização Móvel, que reúne membros do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF).

É de responsabilidade do Grupo recente libertação de 16 pessoas, incluindo um jovem de 12 anos, mantidas em situação de escravidão em duas Fazendas de pecuária no estado do Pará. As condições em que foram encontrados os trabalhadores são as mesmas de sempre: falta de água potável para consumo, condições de alimentação e moradia precárias, riscos para a saúde e seguranças dos trabalhadores.

Um absurdo que custou ao proprietário de uma das fazendas o valor de R$ 15 mil em verbas rescisórias aos libertados. Se o dinheiro não é capaz de apagar a humilhação e falta de dignidade a que foram submetidos os trabalhadores, pelo menos ele serve como símbolo de que algo próximo do que vem a ser justiça está sendo feito!

Veja trecho de reportagem sobre o assunto publicada pelo Repórter Brasil:

Fiscalização liberta 16 de duas propriedades pecuárias
Na Fazenda Santa Luzia, em São Geraldo do Araguaia (PA), operação encontrou sete vítimas da escravidão contemporânea. Outras nove foram libertadas da Fazenda Nossa Senhora de Fátima, em Novo Repartimento (PA)
Por Bianca Pyl

Um grupo de 16 pessoas, incluindo um adolescente de 12 anos, foi libertado de condições análogas à escravidão pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel, que reúne membros do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF). A ação ocorreu em duas fazendas no Pará, na segunda quinzena de fevereiro.

Na Fazenda Santa Luzia, que está registrada em nome de Gustavo Araújo da Nóbrega, foram flagrados sete vítimas da escravidão contemporânea. A atividade desenvolvida na área, localizada em São Geraldo do Araguaia (PA), é a criação de gado bovino. Além dos libertados, havia mais cinco empregados com registro e morando em alojamentos em condições melhores, de acordo com Alexandre Elias, auditor fiscal que participou da ação.

Não havia água potável para consumo. A água consumida era retirada de um córrego, que também era utilizado pelos trabalhadores como ponto para banho. A alimentação não era garantida pelo empregador; as próprias vítimas eram obrigadas a comprar comida e preparar as refeições. Instalações sanitárias e energia elétrica também não eram oferecidas. (Texto Completo)

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