Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 3 abril, 2011

EXPLOSÃO DE BUEIRO: UM NOVO SERVIÇO DA LIGHT E DA PRIVATIZAÇÃO DA ENERGIA ELÉTRICA NO RIO DE JANEIRO

Mais um benefício da privatização: explosão de bueiros

A privatização da energia elétrica no Rio de Janeiro tem um novo serviço: a explosão de bueiros. O Brasil não precisa de terrorista, a privatização já faz esse serviço.

A concessionária Light e a companhia de Gás do Rio têm feito um serviço primoroso ao transformar a cidade do Rio em um campo minado.

Esses são os benefícios da privatização, além do cálculo errado nas contas do consumidor que deram um rombo de R$ 7 bilhões no bolso do brasileiro. E a Aneel, além de não ter verificado o erro de cálculo das contas de luz, não fez nada para que o dinheiro fosse devolvido. Assim como o minsitro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Nos últimos 12 meses, segundo matéria do Terra, já explodiram 8 bueiros.

A diretoria da Light e seu presidente deveriam estar respondendo a um processo criminal por tentativa de homicídio.

Esse problema só vai ser resolvido quando as autoridades públicas responsabilizarem os diretores das companhias de gás e energia elétrica.

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A REVOLUÇÃO AGORA É TUITADA

O twitter se tornou, por diversos motivos, o meio de comunicação mais democrático da atualidade, capaz de potencializar as atitudes e sentimentos humanos fazendo com que estes atinjam um alcançe muito maior do que o da televisão, por exemplo. A internet e o advento das redes sociais fizeram com que a sociedade atual deixasse de ser aquela dos meios de comunicação de massa (rádio e televisão), para ser a sociedade regida pelos meios de comunicação do instante (a internet).

Pelas suas particularidades, o twitter já vem sendo estudado como uma ferramenta de difusão rápida e extremamente ampla de informações. Para confirmar e aprofundar esse dado, a recente atividade revolucionária no mundo árabe revelou que o twitter desponta na atualidade como a nova via da revolução, isso porque a organização dos movimentos na Líbia, no Egito e na Tunísia deu-se, principalmente, via twitter.

O twitter foi a ferramenta que organizou e potencializou o sentimento revolucionário e a vontade democrática de milhares de pessoas, através dele eram marcados encontros, manifestações, discutidas possíveis atitudes e, principalmente, as informações sobre o movimento eram enviadas de forma direta para os meios de comunicação nacionais e estrangeiros, em outras palavras, a revolução foi tuitada, não mais televisionada.

Além de ter servido como suporte para as atitudes revolucionárias no mundo árabe, o twitter também foi usado depois do desastre do terremoto no Japão por familiares em busca de notícias sobre parentes e vítimas. A função social da rede fica assim explícita.

Um conjunto de entrevistas com professores e pesquisadores que discutem o potencial do twitter na era do conhecimento e da informação publicada pela revista Carta Capital, revela os traços e as sutilezas dessa incrível transformação histórica que vem se desenhando diante dos nossos olhos.

Entre outras coisas, eles lembram que o twitter consegue captar e responder a uma demanda muito grande e instantânea de informação, o que muitas vezes não pode ser feito pelos meios de comunicação tradicionais devido à sua própria natureza, no entanto, alertam para o fato de que o twitter ainda é uma ferramenta sujeita a certo controle por parte do estado, como aconteceu com o próprio Egito, cujo governo bloqueou o acesso ao microblog quando percebeu o seu potencial.

Veja trecho do texto publicado no site da Carta Capital:

Twitter: a nova via da revolução?
Envolverde
Por Redação IHU

No Egito, os manifestantes derrubaram Hosni Mubarak depois de 30 anos no poder. As organizações dos movimentos se deram através do Twitter e do Facebook. Antes disso, na Tunísia, a população usa o Facebook e o Twitter para organizar manifestações que resultaram na destituição do presidente Ben Ali. Este episódio ficou conhecido como “revolução na Tunísia foi tuitada”, numa menção ao documentário “A revolução não será televisionada”, que apresenta os acontecimentos do golpe contra o governo do presidente Hugo Chávez, em abril de 2002. Na Líbia, o Conselho Nacional transitório, órgão criado pelos rebeldes, abriu uma conta no Twitter para se comunicar com os meios de comunicação nacionais e estrangeiros de forma direta. Após o terremoto que vitimou mais de dez mil pessoas no Japão, o povo usa o microblog para buscar informações sobre parentes e vítimas.

Não há como negar que o Twitter se tornou o meio de comunicação mais democrático da atualidade. “Não podemos dizer que, no caso da Líbia, Egito e Tunísia, foram as redes sociais que revolucionaram o movimento. O movimento já existia, a insatisfação popular já existia, só que as redes sociais potencializam a forma de atuação. Então, elas permitem que mais pessoas postem mais coisas, mesmo em regimes ditatoriais cujo controle é de ordem máxima”, explica a professora Pollyana Ferrari durante a entrevista que concedeu à IHU On-Line. Ela é complementada pela professora Adriana Amaral, que diz: “O poder revolucionário está nas pessoas, mas as redes potencializam e redistribuem esse poder, para o bem ou para o mal. Houve uma demanda que as mídias massivas de repente não estavam conseguindo contemplar”. Na mesma entrevista, a professora Sandra Montardo afirma que o papel do Twitter é importante porque está sendo utilizado em busca da democracia. Porém, ainda que o potencial do microblog esteja em alta, ele ainda sofre controle. O próprio Egito bloqueou o acesso ao sítio (twitter.com) quando percebeu seu potencial. “A internet e as plataformas que vieram com ela funcionam muito para ajudar a comunicação, a circulação de informação, mas ainda são fortemente controladas”, aponta Matheus Lock dos Santos. As quatro entrevistas foram concedidas por telefone à IHU On-Line.

Sandra Montardo é doutora em Comunicação Social pela PUCRS e professora de Ambientes Digitais na Feevale.

Pollyana Ferrari é doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. É autora de A força da mídia social: interface e linguagem jornalística no ambiente digital (São Paulo: Factash, 2010).

Adriana Amaral é doutora em Comunicação Social pela PUCRS e professora de Jornalismo Online na Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

Matheus Lock dos Santos é mestrando em Comunicação e Informação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul onde apresentará a pesquisa intitulada Manifestações em 140 caracteres: a mobilização popular e a formação de redes sociais no Twitter para o debate e confronto político.

Confira as entrevistas.

IHU On-Line – Como você avalia o uso das redes sociais em conflitos recentes, como no Egito, na Líbia e, até em desastres naturais, como no Japão?

Sandra Montardo – Parece-me fundamental o uso de tais ferramentas até para, de certa forma, determinar alguns destes acontecimentos. Por exemplo, li em uma reportagem que primeiro houve uma revolução na Tunísia e que os tunisianos avisaram via Facebook sobre os acontecimentos. Eles colocavam formas de se proteger em protestos, de escapar de bombas de gás lacrimogêneo, divulgando formas de como se organizar. Houve, então, uma troca de informações entre os tunisianos e os egípcios. Este é um belo exemplo de como a rede está sendo utilizada para a democracia.

Pollyana Ferrari – Esse é um excelente uso. Sempre falei que as redes sociais, principalmente Twitter e Facebook, tinham muita capacidade de uso político e para ajuda humanitária. A Cruz Vermelha, por exemplo, está fazendo um excelente trabalho no caso do Japão. O Greenpeace, na questão do vazamento nuclear, também está fazendo uma excelente cobertura utilizando as redes sociais. Porém, não podemos dizer que no caso da Líbia, Egito e Tunísia foram as redes sociais que revolucionaram o movimento. O movimento já existia, a insatisfação popular já existia, só que as redes sociais potencializam a forma de atuação. Então, elas permitem que mais pessoas postem mais coisas, mesmo em regimes ditatoriais cujo controle é de ordem máxima.

Adriana Amaral – As redes sociais estão mostrando que são artefatos que estão presentes cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. E as pessoas vão se apropriando delas conforme suas experiências culturais, suas relações.

Matheus Lock dos Santos – Vejo a utilização das redes sociais mais como uma plataforma de engajamento político que vai ajudar movimentos sociais populares, como aconteceu no Irã em 2008, como uma forma de complemento em relação à comunicação. Várias pessoas estão falando que as redes sociais estão explodindo essas formas de movimentação e protesto. Mas, na verdade, é necessário ter um ambiente social muito mais em ebulição do que uma ferramenta para fazer um movimento social.

As redes sociais são muito importantes, sim, porque facilitam muito a circulação de informações. Elas não são, todavia, o foco principal. No Iêmen, por exemplo, a população é muito pobre, praticamente não tem acesso à internet. Mesmo assim a população está se articulando de forma incrível com as condições possíveis. Acho que elas são extremamente importantes, mas não podem levar o crédito todo. (Texto Completo)

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