Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

MULHER NARRA ASSASSINATO COMETIDO PELA POLICIA AO VIVO: A QUE PONTO CHEGOU O ESTADO DE SÃO PAULO APÓS 16 ANOS DE PSDB?

É impressionante o relato de uma mulher ao Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), que narra uma execução cometida pela polícia de São Paulo. O relato está no link do Estadão. É a fala de uma mulher, brasileira, forte, corgajosa denunciando o Estado e seus crimes.

Ao mesmo tempo, a Folha de S. Paulo traz matéria mostrando que o salário de São Paulo não é mais atrativo para migrantes. Os salários em São Paulo foram os que menos cresceram no Brasil. Veja abaixo arte. Mais informações na Folha de S.Paulo.

Isso explica porque não existe oposição no Brasil? Ou a culpa é do Lula?

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São Paulo parado

 

11 Respostas para “MULHER NARRA ASSASSINATO COMETIDO PELA POLICIA AO VIVO: A QUE PONTO CHEGOU O ESTADO DE SÃO PAULO APÓS 16 ANOS DE PSDB?

  1. basílio 5 abril, 2011 às 12:55 pm

    Entrevista que o Diário Catarinense publicou com o presidente do Conselho de Administração do Grupo JBS.

    Sua sinceridade e simplicidade, a competência dos que constroem, joga no chão a cantinela chorosa de oposicionistas da direita inconformada e da imprensa monopolista que os apóiam, a respeito dos impostos altos, da falta de infraestrutura, do governo, etc.

    http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a3261382.xml&template=3898.dwt&edition=16810&section=129

    Segue o teor da entrevista:

    Diário Catarinense – Quando esteve no Brasil, o presidente Barack Obama disse que somos o país do presente, não do futuro. Esse futuro já chegou aos negócios?

    Joesley Batista – Nós operamos em vários mercados emergentes e não tem nenhum que se compare ao Brasil. Somos o emergente mais ocidental, mais capitalista e mais regulamentado entre todos. É o mais “Primeiro Mundo” dos países do Bric (Brasil, China, Índia e Rússia). Os outros têm enormes desafios institucionais, de governança, de consolidação da democracia. Estamos quilômetros à frente deles.

    DC – Então, por que a sua empresa aposta tanto nos EUA?
    Joseley – Nós temos uma melhor percepção sobre a economia americana comparada com a média de mercado. Por isso, chegamos a 25% do mercado de carne bovina lá, além de 12% da carne de porco e 22% do frango. Apostamos muito nos EUA porque acreditamos que seremos, nós e eles, o celeiro do mundo daqui para a frente. Brasil e EUA são as duas plataformas com mais condições de dar a resposta necessária à demanda mundial por proteína. A food inflation (inflação da comida), que faz os preços subirem no mundo todo, se dá justamente pela demanda. E quem tem água, sol e terra são Brasil e EUA.

    DC – Quais reformas o Brasil precisa fazer para confirmar esse novo patamar? O que nos falta?

    Joesley – Não falta nada. Estamos cada dia mais produtivos. A economia está crescendo 7% ao ano, a ponto de o governo ter de segurar. Hoje, estamos sofrendo de todos os bons problemas que uma economia pode sofrer. Está faltando aeroporto, está faltando estrada. Por quê? Porque temos movimento.

    DC – Mas temos uma carga tributária alta…

    Joesley – Não é alta, não…

    DC – Isso porque paga impostos nos EUA e na Europa…

    Joesley – Lá é muito pior. O Imposto de Renda nos Estados Unidos é de 50%. Aqui ainda é de 30%. É que existem alguns jargões que não fazem mais parte da história brasileira, sabe? Por exemplo, isso de carga tributária. Hoje, a gente empresta dinheiro ao FMI. Inflação? Isso é coisa do passado.

    DC – Mas nossa inflação está crescendo…

    Joesley – Crescendo nada. É que nos EUA eles usam o core inflation (metodologia de cálculo que expurga do índice aumentos sazonais, especialmente alimentos), que é uma outra medida. Se medir o core aqui no Brasil, vamos ter 2%, 3% de inflação. A inflação de comida é no mundo todo, não só no Brasil. O que é um bom problema, porque o povo está comendo mais. Tem demanda. O Brasil, hoje, sofre de um monte de bons problemas. Falta aeroporto? Que maravilha! Cheio de gente voando. O duro era o outro problema: sobrando aeroporto sem passageiro. Hoje não tem passagem? Isso é um ótimo problema. Tem cem navios na fila do porto de Santos? Que bom!

    DC – Esses gargalos de infraestrutura não podem ser um problema para o nosso crescimento?

    Joesley – Não tem nada de gargalo. Eu discordo desse negócio de que falta infraestrutura no Brasil. Eu nunca vi uma empresa começar o projeto dela pelos armazéns. Começa pela fábrica, pela produção, não é? A infraestrutura vem depois. O país é como uma empresa: primeiro a gente tem de vender. A infraestrutura vem depois. O Brasil tem só 25 anos de democracia. Mesmo assim, cresce 7% ao ano, tem uma das menores relações PIB/dívida do mundo, inflação na casa de 4%, 5% ao ano. Hoje, estamos construindo mais portos no Brasil do que nos últimos cem anos. Alguém vai investir em porto antes de ter cem navios na fila? Não vai.

    DC – E como o senhor vê este início de governo no Brasil?

    Joesley – O Brasil é um país privilegiado. Tem dado muita sorte com seus governantes. A presidente Dilma é uma executiva da mais alta qualidade. A equipe dela é de pessoas capazes. O Brasil não está onde está por sorte. Não é apenas uma coincidência. É reflexo, é resultado.

    DC – O risco é o motor da expansão que o senhor liderou, inclusive em relação à internacionalização do grupo?

    Joesley – Se eu gosto de risco? Eu acho que temos um bom apetite por risco, sim, mas, por outro lado, quanto mais audacioso, mais cuidadoso. Quanto mais disposto a tomar risco, mais cauteloso tem de ser. É quase uma contradição: quanto mais cuidadoso você for, mais você pode correr, não é?

    DC – Como se transforma os desafios em oportunidade?

    Joesley – O que a gente faz melhor é administrar empresas. Então, gostamos de nos envolver em negócios nos quais achamos que podemos fazer alguma diferença. Se a empresa é ótima, lucrativa, com pessoal de primeira, então não precisa de nós. Em uma empresa com problemas, nós somos úteis.

    DC – Os senhores imaginavam que poderiam chegar aonde chegaram?

    Joesley – Não. Nem nunca imaginamos o que seria, nem tampouco imaginamos como será daqui a cinco anos. Eu não faço a menor ideia.

    DC – Mas o grupo seria tão grande sem a mão do BNDES?

    Joesley – Seguramente, o apoio do BNDES foi, e continua sendo, bastante relevante. Mas isso está no nascedouro do próprio banco. Assim como para todas as grandes empresas brasileiras, o BNDES sempre foi um ator importante porque deu crédito. É um banco público, está aí para todos. No mundo inteiro, somos um case de sucesso. No Brasil, questionam o apoio do BNDES. Construímos, consolidamos, nos tornamos os maiores do mundo, tomamos a liderança dos americanos, somos uma empresa de capital aberto. Estamos ajudando a arrumar o setor. Por que ninguém observa que o boi saiu de US$ 20 para US$ 60 a arroba? Hoje, o boi brasileiro é um dos mais valorizados do mundo. Será que é uma coincidência? Não é. Isso somos nós. Isso é a JBS.

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  2. Sidney 5 abril, 2011 às 1:16 pm

    Infelismente está tudo errado, não acho certo o que fes o Policial, matando o elemento, agora pergunto aos entendidos e grandes faladores que somente fica no Blá Blá Blá., o Policia em entrevista informou que o referido elemento já tinha sido preso por somente 6 vezes e que o ameaçou de morte, portanto era preso e logo em seguida estava solto, quem será o maior culpado, o nosso Codigo Penal, o Polcial ou o Falecido, quem se sujeita a opinar.

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  3. Rodrigo 5 abril, 2011 às 4:29 pm

    Associar diretamente o assassinato supostamente cometido por um policial, contra um suposto bandido, a um governo, pode levar a gritante distorção, senão revelar argumento insubsistente.

    Por exemplo, em Vitória da Conquista-BA, há muitos anos governada pelo PT, situada em Estado que reelegeu o PT, há investigação sobre suposta atividade de grupo de extermínio que, também supostamente, teria sido levada a termo pela Polícia Militar – matéria com grande repercussão nacional (http://www.atardeonline.com.br/cidades/noticia.jsf?id=2431430 – “A polícia realizou uma operação de guerra para cumprir 10 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão determinados pelo juiz titular da comarca do Júri de Vitória da Conquista, Reno Viana Soares, como desdobramento das investigações que apuram a suposta autoria de policiais em 11 homicídios e desaparecimento de três adolescentes. Os crimes teriam sido cometidos no Alto da Conquista, na madrugada entre os dias 28 e 29 de janeiro, supostamente para vingar o assassinato do PM Marcelo Márcio Lima Silva, ocorrido no local horas antes.”).

    Assim, usando o mesmo raciocínio do presente “post”, podemos perguntar qual o rumo de um Município e Estado, com 11 homicídios supostamente praticados por Policiais Militares, em uma única ocasião? O PT estaria fazendo mal à Polícia Militar?

    E não seria pior o quadro da BA, já que o PT não conta com mais de 05 anos (menos que os 16 anos do PSDB, em SP) no Poder Executivo Estadual?

    Por fim, poder-se-ia, mais, frente à crescente “migração” de bandidos do Sudeste para o Nordeste (http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=275990 – “Os bandidos migram: O aperto que os governadores dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo estão armando contra a violência no Sudeste vai produzir uma migração em massa de bandidos de lá para estados interioranos como Mato Grosso. Os governadores do Nordeste já iniciaram idêntico movimento. Nos dois casos, a violência saiu do controle e o aparato de segurança pública existente está fora de combate. “), principalmente integrantes de determinada facção paulista, afirmar que a polícia do PSDB é eficiente, sendo os bandidos atraídos pela ineficiência do PT, no NE, quanto à segurança pública?

    Ou devemos ter cuidado com argumentos, principalmente quando apaixonados, eivados de um norte político, e, sim, proceder remessa investigativa a questões como o baixo piso salarial, deficiente aparelhamento e suporte (mesmo psicológico), corporativismo, busca da efetividade das sanções impostas etc., comuns a todo o país?

    *O uso do “supostamente” se dá por ainda não haver sentença condenatória, transitada em julgado, em qualquer dos casos relatados.

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    • glaucocortez 5 abril, 2011 às 8:52 pm

      Rodrigo,
      A responsabilidade pela segurança pública é principalmente do estado. O município contribui. Mesmo assim, temos de responsabilizar os governantes, principalmente se estão há mais de um mandato.
      Abs

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      • Rodrigo 5 abril, 2011 às 9:35 pm

        Talvez você não tenha entendido o que eu escrevi, mesmo porque em momento algum afirmei existirem Polícias Militares ou Judiciárias municipais, nem mesmo que seria função de Guarda Civil Municipal o policiamento ostensivo. Seria até estranho eu afirmar o contrário.

        Ao contrário, expus que o seu argumento possui alcance dúplice e que, quisesse, um “tucano”, eivado de paixão político-partidária, poderia atacar, também injustamente, o PT, e com maior ênfase: os crimes em apuração teriam ocorrido não apenas em Estado que reelegeu o PT, mas ainda em Município há muitos mandatos governado pelo PT.

        Nesse sentido, exemplo de crítica insubsistente é a de determinado radialista de Vitória da Conqusita-BA. Candidato derrotado a Prefeito e a Deputado Federal (hipóteses em que já se saiu vitorioso o atual Prefeito, petista), pelo PSDB, tece críticas descabidas ao Prefeito petista, de modo que o seu programa atualmente mais parece humorístico do que noticiário; não importa qual seja o problema “denunciado”, a culpa é sempre do Prefeito.

        Recentemente, criticou a instalação de um centro cultural do Banco do Nordeste, próximo a comunidades carentes, em que haverá atividades e atendimento aos moradores das localidades em questão.

        Por isso, concordo ser sempre válida a crítica, desde que justa, construtiva e independente, buscando vislumbrar o problema em seu âmago.

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      • glaucocortez 6 abril, 2011 às 12:35 am

        São 16 anos de PSDB! Uma geração e só piora!

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