Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 5 abril, 2011

RODA MUNDO, RODA-GIGANTE: QUEM DIRIA, SBT TRAZ AMOR E REVOLUÇÃO E PROMETE MOSTRAR QUE DITADURA NÃO É DITABRANDA

Sbt faz a novela que a Globo esqueçeu de fazer ao som de Chico Buarque de Holanda

Quem diria, o Sbt do Silvio Santos lança hoje uma novela, Amor e Revolução, que deve mostrar que ditadura foi ditadura. É isso que prometeu o making of apresentado ontem à noite, com frases como: “ditadura nunca mais!”

Veja bem como o mundo gira. Roda moinho, roda-gigante, Sbt é mais democrata que a Folha que se vangloriava da cobertura das Diretas já.

Para o Sbt, ditadura não é ditabranda como pensa a Folha de S. Paulo.

O Sbt  parece ter acordado para a democracia brasileira e para um ambiente de competição criativa.  Se temos democracia e liberdade, vamos fazer novelas. A emissora de Silvio Santos pode fazer a novela que a Globo não fez.

A novela pode se tornar um marco na dramaturgia brasileira, assim como foi Pantanal (da antiga Manchete) e outras novelas da Globo que abocanharam temas que dialogavam diretamente com dramas e angústias da sociedade.

No Sbt de Sílvio Santos tudo é imprevisível, mas é ver para crer.

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Veja vídeo:

ESPECIALISTAS REVELAM QUE A QUESTÃO DA FALTA DE ÁGUA NO BRASIL ESTÁ MAIS LIGADA À GESTÃO DO QUE À ESCASSEZ

Cadê a água que o passarinho bebe?

Os problemas relacionados ao abastecimento de água em diversos municípios brasileiros, principalmente nas grandes metrópoles, já começaram a aparecer há algum tempo e as perspectivas para o futuro não são nada animadoras. Um levantamento recém-divulgado pela Agência Nacional de Água (ANA) aponta que o problema é generalizado pelo País. Dos 5.565 municípios brasileiros, mais da metade terão problemas de abastecimento até 2015, como mostra matéria publicada no site da revista Carta Capital.

Para tentar adiar o problema que inevitavelmente virá, o custo deve ser alto. Algo em torno de 22 bilhões de reais em obras de infraestrutura, construção de sistemas de distribuição, novas estações de tratamento e manutenção de redes muito antigas, que perdem mais de 30% da água tratada antes de chegar à casa dos clientes.

A possível falta de água para consumo humano sempre foi discutida por especialistas, mas segue como uma distante conhecida da população. Hoje, há bastante água escorrendo pela torneira, os banhos são demorados, a lavagem das calçadas corre leve e solta, tão inspirada que mais parece um momento de descanso ou uma terapia dos fluxos contínuos de água corrente.

Mas a conta do desperdício não é apenas responsabilidade da população. Questões como planejamento urbano, boa infraestrutura de tratamento e distribuição, manutenção e, principalmente, saneamento básico real e eficiente em todos os lares brasileiros de modo a evitar a contaminação dos mananciais onde se faz a coleta de água para consumo humano, dentre outras questões, continuam passando ao largo das preocupações centrais do poder público municipal. No entanto, especialistas apontam que a questão da água, ao menos no caso brasileiro, está mais ligada a problemas relacionados à gestão do que à escassez propriamente dita, como também revela a reportagem.

A realidade é bem clara: a falta de água é um problema crônico que afeta a vida das pessoas em todos os níveis e de todas as formas. Quando ficamos sem água por apenas algumas horas nos descobrimos incrivelmente dependentes deste precioso líquido e percebemos como de fato ele integra todas as nossas atividades cotidianas. Além disso, sem água não se vive. As doenças por desidratação levam a consequências gravíssimas, principalmente nas crianças, ou seja, a questão é também de saúde pública.

O texto publicado pela Carta Capital mostra bons e maus exemplos envolvendo o uso consciente da água no Brasil. Entre bons ou maus hábitos, uma coisa não se discute, o Brasil não tem mais a mesma população que tinha há séculos atrás, as necessidades são bem maiores e os desafios também. Para o país com uma das maiores bacias hidrográficas do planeta um banho de seriedade e competência não faria nada mal!

Veja trecho de reportagem publicada pelo site da Carta Capital:

Os custos econômicos e sociais do desperdício
Dal Marcondes

Quando a colônia brasileira começou a ser ocupada em 1500, e os europeus começaram a fundar cidades, pequenas fontes de água bastavam para abastecer uns poucos cidadãos e animais. Ficar perto de grandes rios não era parte dos planos de José de Anchieta e Manoel da Nóbrega. O Colégio dos Jesuí-tas fincou pé num outeiro, lugar apropriado para se defender dos possíveis ataques de índios, mas com muito pouca água. Contudo, dessa vila nasceu São Paulo, metrópole de quase 20 milhões de habitantes que precisam de cerca de 80 litros de água tratada por pessoa, ao dia, para suas necessidades domésticas. Um volume que já não consegue mais ser atendido pelos mananciais próximos, que, pelos critérios da ONU, têm sete vezes menos a capacidade necessária à população que atendem. É preciso ir buscar o líquido cada vez mais longe e tratar águas cada vez mais poluídas, a fim de torná-las próprias para o consumo.

Um levantamento recém-divulgado pela Agência Nacional de Água (ANA) aponta que o problema do abastecimento é generalizado pelo País. Dos 5.565 municípios brasileiros, mais da metade terão problemas de abastecimento até 2015. E para tentar adiar o problema por ao menos uma década será preciso desembolsar 22 bilhões de reais em obras de infraestrutura, construção de sistemas de distribuição, novas estações de tratamento e manutenção de redes muito antigas, que perdem mais de 30% da água tratada antes de chegar à casa dos clientes. E nesse valor não estão incluídos os recursos necessários para resolver o problema do saneamento básico, com a construção de sistemas de coleta de esgoto e estações de tratamento, de forma a proteger os mananciais onde se faz a captação para consumo humano. Para isso, segundo a ANA, serão necessários outros 47,8 bilhões de reais.

Os investimentos não são necessários apenas porque 13% dos brasileiros não têm um banheiro em casa, ou porque mais de 700 mil pessoas entopem os serviços de saúde a cada ano em virtude de doenças provocadas pelo contato com água contaminada por esgotos, ou ainda porque sete crianças morrem por dia vítimas de diarreia, engrossando a estatística de mortes por problemas gastrointestinais (em 2009, elas somaram 2.101 casos). Acredita-se que mais da metade poderiam ter retornado com saúde para suas famílias, ou mesmo nem ter ficado doentes, caso o Brasil estivesse entre as nações que oferecem saneamento básico universal à população. (Texto Completo)

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