Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 11 abril, 2011

TRAGÉDIA EM REALENGO DEVERIA GERAR UM PLANO NACIONAL DE COMBATE ÀS ARMAS DE FOGO

Vai encarar? Ou é melhor ficar quieto?

A presidenta Dilma Rousseff não deveria esperar muito e anunciar um plano nacional de combate às armas de fogo.

A tragédia de Realengo não é pior do que o cotidiano brasileiro, apenas mais dramático. Diariamente centenas de pessoas são assassinadas, mas isoladamente, em cidades diferentes, o que não causa tanta comoção, nem apelo midiático e sensacionalista.

Mas a realidade está aí nas pesquisas e dados das próprias secretarias de Segurança Pública. Só no Rio de Janeiro, estado em que aconteceu esta tragédia de Realengo, perto de 5 mil pessoas foram assassinadas. Em Realengo foram 12 pessoas, mas no Rio foram 5 mil!!!!

Um plano de combate às armas de fogo não precisa necessariamente de lei, mas de algumas atitudes mais firmes, que posteriormente poderia ser complementado com leis.

Entre as medidas que poderiam ser tomadas:

1. A apreensão de armas por policiais deveriam ser comunicas e encaminhadas a uma central capaz de agilizar a destruição, após curto prazo.

2. Verificar o combate ao contrabando e negociar com o governo paraguaio medidas de combate a venda de armas na fronteira. Estabelecer uma negociação com os parceiros do Mercosul para combater o tráfico de armas.

3. Aumentar os impostos e fiscalização do comércio de armas de fogo.

4. Destruir todo o arsenal de armas presentes em delegacias do país.

5. Estabelecer um bom pagamento em dinheiro para quem entregar uma arma de fogo.

No âmbito legal:

1. Estabelecer um prazo para recursos e perícia em armas de fogo utilizadas em crimes. A defesa do acusado teria 90 dias para solicitar perícia, após esse prazo a arma é fotografada, descrita e destruída.

2. Estabelecer multas milionárias para crimes com armas de fogo legais e ilegais. Acusados de assassinato com armas de fogo devem ter bens confiscados para indenização à vítima, à justiça e à sociedade, caso seja condenado. Facilitar a utilização dos bens dos criminosos condenados pela justiça.

Essas seriam medidas emergenciais, mas outras medidas poderiam ser discutidas e implementadas:

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BANDEIRAS CONTEMPORÂNEAS: DESMATAMENTO ILEGAL ATINJE COMUNIDADES INDÍGENAS ISOLADAS NO INTERIOR DA FLORESTA AMAZÔNICA

O desmatamento tem os feito aparecer!

O desmatamento ilegal na floresta amazônica tem crescido de forma considerável nos últimos anos a tal ponto que “os desbravadores do progresso” estão atingindo comunidades indígenas isoladas localizadas em territórios até então desconhecidos pelos exploradores.

Além da ilegalidade e desrepeito à natureza inerente à ação dos grupos que seguem desmatando de forma clandestina a floresta amazônica para atender a interesses de clientes estrangeiros como Estados Unidos, Inglaterra, entre vários outros do bloco europeu, o choque entre as civilizações indígenas isoladas, portanto, desacostumadas em relação ao contato humano – arredias e ariscas – e os desmatadores não tem sido nada pacífico. São fugas de índios, flechadas, enfim, todo um cenário de conflito e violência que faz ver novamente os antigos tempos das explorações bandeirantes no nosso país.

De lá pra cá parece que a coisa não mudou muito. Os povos indígenas isolados seguem sem sequer serem reconhecidos pelo estado que prefere acreditar que eles não existem, e a floresta equatorial continua sendo devastada para servir aos interesses estrangeiros à custa de prejuízos às comunidades indígenas e ao próprio país como um todo.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital com mais detalhes sobre o assunto:

Madeiras de sangue
Carlos Minuano

Indústria do desmatamento ilegal avança para áreas intocadas da floresta amazônica e atinge território de índios isolados

O desmatamento ilegal na Amazônia tem crescido de forma acelerada nas últimas décadas e avança cada vez mais para dentro da floresta, chegando agora a territórios até então intocados onde vivem diferentes comunidades de índios isolados.

Uma das regiões mais afetadas pela ação ilegal de madeireiros é uma área onde vive o povo indígena awa, no Maranhão, segundo um relatório da Funai, de 2010. O documento, ao qual a reportagem da Carta Capital teve acesso, aponta dados alarmantes. O levantamento informa que 31% dessa terra indígena foram devastados pelo desmatamento ilegal – o maior na região durante o período.

Outras comunidades sofrem com a destruição criminosa da mata. Imagens divulgadas pela Funai há algumas semanas mostram índios isolados que estão migrando para o Acre afugentados pela presença de madeireiros no lado peruano da fronteira.

E o encontro com as comunidades indígenas brasileiras não tem sido tranquilo. Desde 2006, aldeias são alvos de ataques e saques – tudo regado a uma boa porção de flechadas. É o caso dos kaxinauás que vivem às margens do rio Humaitá, uma das áreas onde o desmatamento no Estado é mais intenso.

Vítimas de sucessivas investidas, os indígenas do Acre, perplexos com o fenômeno que colocou índio contra índio, apelidaram os novos vizinhos de “os brabos”. De fato, nômades e ariscos, os ‘isolados’ não parecem nada dispostos a fazer amizade.

“Eles roubam as aldeias e comunidades ribeirinhas, levam machados, facões e qualquer outro utensílio que possa ser usado como arma”, conta o indígena, Nilson Tuwe Huni Kui, integrante da comunidade kaxinauá e presidente da Associação dos Povos Indígenas do Rio Humaitá. (Texto Completo)

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