Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

BANDEIRAS CONTEMPORÂNEAS: DESMATAMENTO ILEGAL ATINJE COMUNIDADES INDÍGENAS ISOLADAS NO INTERIOR DA FLORESTA AMAZÔNICA

O desmatamento tem os feito aparecer!

O desmatamento ilegal na floresta amazônica tem crescido de forma considerável nos últimos anos a tal ponto que “os desbravadores do progresso” estão atingindo comunidades indígenas isoladas localizadas em territórios até então desconhecidos pelos exploradores.

Além da ilegalidade e desrepeito à natureza inerente à ação dos grupos que seguem desmatando de forma clandestina a floresta amazônica para atender a interesses de clientes estrangeiros como Estados Unidos, Inglaterra, entre vários outros do bloco europeu, o choque entre as civilizações indígenas isoladas, portanto, desacostumadas em relação ao contato humano – arredias e ariscas – e os desmatadores não tem sido nada pacífico. São fugas de índios, flechadas, enfim, todo um cenário de conflito e violência que faz ver novamente os antigos tempos das explorações bandeirantes no nosso país.

De lá pra cá parece que a coisa não mudou muito. Os povos indígenas isolados seguem sem sequer serem reconhecidos pelo estado que prefere acreditar que eles não existem, e a floresta equatorial continua sendo devastada para servir aos interesses estrangeiros à custa de prejuízos às comunidades indígenas e ao próprio país como um todo.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital com mais detalhes sobre o assunto:

Madeiras de sangue
Carlos Minuano

Indústria do desmatamento ilegal avança para áreas intocadas da floresta amazônica e atinge território de índios isolados

O desmatamento ilegal na Amazônia tem crescido de forma acelerada nas últimas décadas e avança cada vez mais para dentro da floresta, chegando agora a territórios até então intocados onde vivem diferentes comunidades de índios isolados.

Uma das regiões mais afetadas pela ação ilegal de madeireiros é uma área onde vive o povo indígena awa, no Maranhão, segundo um relatório da Funai, de 2010. O documento, ao qual a reportagem da Carta Capital teve acesso, aponta dados alarmantes. O levantamento informa que 31% dessa terra indígena foram devastados pelo desmatamento ilegal – o maior na região durante o período.

Outras comunidades sofrem com a destruição criminosa da mata. Imagens divulgadas pela Funai há algumas semanas mostram índios isolados que estão migrando para o Acre afugentados pela presença de madeireiros no lado peruano da fronteira.

E o encontro com as comunidades indígenas brasileiras não tem sido tranquilo. Desde 2006, aldeias são alvos de ataques e saques – tudo regado a uma boa porção de flechadas. É o caso dos kaxinauás que vivem às margens do rio Humaitá, uma das áreas onde o desmatamento no Estado é mais intenso.

Vítimas de sucessivas investidas, os indígenas do Acre, perplexos com o fenômeno que colocou índio contra índio, apelidaram os novos vizinhos de “os brabos”. De fato, nômades e ariscos, os ‘isolados’ não parecem nada dispostos a fazer amizade.

“Eles roubam as aldeias e comunidades ribeirinhas, levam machados, facões e qualquer outro utensílio que possa ser usado como arma”, conta o indígena, Nilson Tuwe Huni Kui, integrante da comunidade kaxinauá e presidente da Associação dos Povos Indígenas do Rio Humaitá. (Texto Completo)

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