Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

DESASSOMBRO E FIM DO COMPLEXO DE VIRA-LATA EXPLICA SUCESSO DA POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA, DIZ AMORIM

O medo da sombra ficou pra trás!

O Brasil teve durante muito tempo medo da sua própria sombra. Olhava o mundo com certo complexo de vira-lata cultivado por alguns setores da sociedade. Essas ideias foram expostas pelo ex-chanceler Celso Amorim em palestra para estudantes em Porto Alegre. Segundo Amorim, o Brasil superou esse complexo de vira-lata ou que também podemos ver como uma espécie de complexo de inferioridade e passou a encarar o mundo de frente, decidindo e influenciando o rumo dos acontecimentos ao nível global.

Em tempos onde a geopolítica mundial passa por muitas transformações, como as recentes revoluções no mundo árabe, Amorim destacou que o Brasil pode e deve influenciar esses assuntos. Felizmente, ao longo da sua história política e social, nosso país foi conquistando o seu lugar no concerto das nações e é aí que ele deve permanecer. Não há motivos para que nossa voz não seja ouvida ou ignorada.

Sem dúvida alguma, o governo Lula teve uma contribuição para o fortalecimento da política externa brasileira. A forte presença do presidente e a vontade de fazer com que o Brasil estivesse presente nas mais diversas discussões, sempre de forma plural e descentralizada, fez com que as relações entre o Brasil e o mundo se expandissem ao invés de se fecharem em torno deste ou aquele parceiro comercial.

O grande mérito dessa política externa que agora continua em Dilma foi, justamente, o de não mais privilegiar apenas este ou aquele país. Por conta disso, a imprensa atacou Celso Amorim apresentando-o como se fosse “um nacionalista fundamentalista que não gostava dos Estados Unidos”, como mostra texto publicada pela Carta Maior.

Na realidade, Amorim não estava sendo nacionalista ou fundamentalista, ele estava sendo plural e universalista, sem considerar que para isso o Brasil precisasse ser apenas o eco de vizinhos mais ricos, mesmo porque, nós também temos as nossas riquezas e a boa política externa é aquela que sabe valorizá-las, tê-las na mais alta conta.

Veja trecho de matéria sobre o assunto publicada pela Carta Maior:

Celso Amorim: Brasil superou o complexo de vira-lata
Por Marco Aurélio Weissheimer

O sucesso da política externa brasileira nos últimos anos deve-se à presença forte do presidente Lula, à constelação política que se formou no país e também a uma atitude de desassombro, no sentido etimológico da palavra, ou seja, uma atitude de não ter medo da própria sombra. O Brasil deixou de ter medo da própria sombra. Foi assim que o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, definiu a política externa implementada pelo país nos últimos oito anos. O chanceler que percorreu o mundo ao lado do presidente Lula falou para um auditório lotado de estudantes de Relações Internacionais – em sua maioria -, na tarde desta quinta-feira (7), na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Celso Amorim esteve em Porto Alegre a convite do governo gaúcho, com apoio da Fundação de Economia e Estatística (FEE), do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (Cegov) e do Núcleo de Estratégias e Relações Internacionais (Nerint), da UFRGS. Na abertura do encontro na Faculdade de Direito, o governador Tarso Genro apresentou Amorim como responsável por uma linha de política externa que colocou o Brasil em outro patamar no mundo. E lembrou o reconhecimento internacional que o chanceler brasileiro obteve.

Em 2009, a revista Foreign Policy, uma das mais respeitadas publicações de política externa do mundo, apontou Celso Amorim como o melhor chanceler do mundo. No ano a seguinte, a mesma revista escolheu-o como um dos cem pensadores globais mais importantes do planeta. Só quem parece não ter descoberto isso, assinalou o governador, foi a imprensa brasileira que, durante a gestão de Amorim no Itamaraty, apresentou-o como se fosse “um nacionalista fundamentalista que não gostava dos Estados Unidos”, criticando-o a partir de “uma visão pelega e subserviente de política externa”. (Texto Completo)

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