Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 14 abril, 2011

ACREDITE SE QUISER: GERALDO ALCKMIN PODERÁ SER O NOVO PRESIDENTE DO BRASIL

É possível pensar menos no marketing e mais na política?

O PSDB está mais perdido do que agulha no palheiro da política.

Pensando nisso, vamos dar nossa contribuição para que o partido tenha chance nas próximas eleições presidenciais.  Como diz Millôr Fernandes, basta andar descalço para encontrar uma agulha no palheiro. Falta ao PSDB andar descalço, apesar de Fernando Henrique Cardos pensar diferente e sugerir ao partido que esqueça o povo.

Dos três pré-candidatos do PSDB ao planalto em 2014, Serra, Aécio e Alckmin, o que tem mais condições é o atual governador de São Paulo e  justamente por isso. Alckmin tem na mão o poder executivo do maior estado brasileiro e também de maior visibilidade nacional.

José Serra parece uma barata tonta tentando achar um lugar para se colocar dentro do próprio PSDB. Aécio, a se tomar pelo discurso dos 100 da presidenta Dilma Roussef, mostrou que é um pote vazio e vai precisar melhorar muito o discurso no Senado, mesmo com o apoio da mídia. Mas aí é só discurso.

Diferente está Alckmin, que iniciando um mandato como governador, é o único que pode incomodar e ter chances de chegar ao Palácio do Planalto. A receita para Alckmin é muito simples, já que ele está com a faca e o queijo na mão. O problema é que precisa inverter a lógica de José Serra na campanha de 2010 (a campanha da bolinha de papel).

Em vez de apostar no marketing e apoio da grande mídia exclusivamente, deve apostar em políticas públicas sociais efetivas. Alckmin poderia centrar esforços na Educação e na Saúde com algumas medidas simples.

A primeira é proibir a corrupção nas pastas de Saúde e Educação. Parece estranho, mas é isso mesmo: estabelecer critérios e avisar aliados que não serão aceitos serviços de péssima qualidade nessas áreas e nem corrupção para enriquecimento da burocracia peessedebista. Mas isso somente em Saúde e Educação. Entendido, né?

A segunda é investir pesado nessas duas áreas de maneira universal e honesta: com construção, compra de equipamentos, pagamento de melhores salários, promover melhores condições de trabalho e aperfeiçoamento profissional. Eliminar o plano de carreira opressivo imposto por Serra quando governador. Além disso, fazer uma acompanhamento de cada aluno do estado, com equipe de psicólogos, assistentes sociais e outras especialidades. Isso teria um efeito estrondoso na melhoria da Segurança Pública.

Se fizer isso, Serra e Aécio seriam totalmente excluídos disputa e Alckmin teria algo real para mostrar à população brasileira. Mas quem acredita que ele poderia fazer isso?

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VIOLÊNCIA NOS PRESÍDIOS BRASILEIROS REVELA QUE A TORTURA PERSISTE INDEPENDENTE DE REGIME POLÍTICO

Tortura silenciosa...

A violência física e moral contra alguém parece fazer parte de um substrato cultural comum da sociedade haja vista o fato de ela ter atravessado diferentes momentos históricos e sobrevivido a todos eles. A diferença é que em alguns ele ganha notoriedade maior justamente por legitimá-los, é o caso dos regimes autoritários, em outros, é preferível que ela permaneca escondida, no mais absoluto silêncio, é o caso de democracias em geral, como a brasileira.

Depois do fim do regime limitar, hoje nós acreditamos que somos livres, que há direitos garantidos e participação efetiva, mas as coisas não são bem assim. No entanto, alguns logo dirão que a realidade hoje é bem melhor do que a dos anos de chumbo onde você sequer podia dizer algo que corria o risco de ser preso e, uma vez preso, ver desprender-se de seu corpo o que ainda lhe restava da sua alma a cada nova seção de tortura e violência de todas as ordens.

No entanto, guardadas as devidas proporções, a realidade atual não é tão diferente daquela. A liberdade existe sim, a priori, mas há que se discutir que tipo de liberdade é essa e até que ponto ela constrói ou anula um indivíduo. Quando à tortura, essa permanece mais viva do que nunca.

Contribuindo para compor o falido quadro dos presídios e penitenciárias brasileiras, as denúncias de maus tratos sofridos por presos comuns não param de aumentar. Elas começam a romper a barreira da impunidade e do silêncio, desejáveis para que a tortura de hoje não invoque a tortura de ontem, para que o regime político de hoje não seja questionado.

Obviamente qualquer democracia é preferível a uma ditadura, mas não se deve aceitar qualquer democracia e a qualquer custo. Os direitos humanos continuam tão distantes na democracia atual do que eram na época da ditadura militar, a vida continua valendo muito pouco e, como disse Aldo Zaidan, coordenador-geral de Combate à Tortura da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência, “uma forma de reparação da tortura do passado é o combate à tortura do presente. Todo dia ainda tem tortura no Brasil. Ela é um costume, um ato histórico bárbaro”.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pelo Portal Vermelho:

Herança da ditadura, tortura persiste em presídios e delegacias
Da Redação, com informações do O Globo

Quase 26 anos depois do fim da ditadura militar (1964-1985) no Brasil, a tortura insiste em sobreviver nos presídios e delegacias do país. Só este ano, a Pastoral Carcerária da CNBB já recebeu 25 denúncias de violências praticadas contra presos comuns.

No ano passado, foram 70. Para um país com 500 mil presos, os números podem parecer inexpressivos. Mas a quantidade de notificações é só uma amostra da realidade das cadeias brasileiras, onde abusos resistem favorecidos pelo silêncio e pela impunidade.

O caso de X., de 42 anos, torturado em 24 de março deste ano por cinco policiais civis, na 10ª DP, em Botafogo, Zona Sul do Rio, foi uma exceção. A vítima teve o pênis apertado com um alicate para confessar um crime que não cometeu.

Na maioria das vezes, os agressores não são identificados e punidos, como revela Aldo Zaidan, coordenador-geral de Combate à Tortura da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência.

“Uma forma de reparação da tortura do passado é o combate à tortura do presente. Todo dia ainda tem tortura no Brasil. Ela é um costume, um ato histórico bárbaro”, admite Zaidan. “Estamos estruturando a rede para notificar este crime. Não existem estatísticas nem condenações.” (Texto Completo)

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