Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

DILMA TENTA REVERTER ATRASO DO PNBL EM RELAÇÃO AO MUNDO

Em alta velocidade...

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) apesar de ter indiscutível importância para o país está, em vários pontos, atrasado em relação a outros planos semelhantes ao redor do mundo fazendo-se incompatível com as necessidades básicas para que o acesso à internet seja feito com qualidade e velocidade.

O acesso à internet por si só não basta. É preciso pensar em como será esse acesso. Se for um acesso lento, onde as pessoas demoram horas para conseguir ver um vídeo ou uma página com informações, ele praticamente se anula em função da dificuldade de ordem técnica.

A velocidade de conexão prevista inicialmente pelo PNBL era de 600 Kbps (kilobits por segundo), um número muito abaixo do ideal. Percebendo a inconsistência, a presidente Dilma Rousseff exigiu 1 Mbps (megabit por segundo) pelo mesmo preço, R$ 35.

Em comparação com outros países a velocidade exigida pela presidente ainda é baixa. Nos EUA, o plano prevê conexões de 100 Mbps. Na Coreia, as velocidades variam de 1 a 2 Gbps (gigabit por segundo), até 20 vezes mais que nos EUA e até 2 mil vezes mais que no Brasil, como mostra matéria publicada no Portal Vermelho.

Como lembrou a presidente Dilma, não faz mais sentido ficar falando em kilobits, a linguagem mínima da era digital em tempos de universalização do acesso deve ser de megabit pra cima, caso contrário, não sairemos do mesmo lugar.

Veja trecho da matéria sobre o assunto publicada no Portal Vermelho:

Dilma manda teles aumentarem velocidade da banda larga
Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff alterou o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga). Em vez de conexões de até 600 Kbps (kilobits por segundo), ela exige 1 Mbps (megabit por segundo) pelo mesmo preço, R$ 35. Nos estados que concederem isenção de ICMS nos pacotes vinculados ao PNBL, o preço será R$ 29,80.

A nova orientação foi dada ao ministro Paulo Bernardo (Comunicações) na semana passada. Segundo Dilma, o plano original está atrasado em relação ao mundo. Nos EUA, o plano prevê conexões de 100 Mbps. Na Coreia, as velocidades variam de 1 a 2 Gbps (gigabit por segundo), até 20 vezes mais que nos EUA e até 2 mil vezes mais que no Brasil.

Kbps, Mbps e Gbps são unidades de velocidade das conexões e representam a quantidade de informação trafegada por segundo. Com 1 Mbps, por exemplo, é possível baixar um CD com dez faixas de música em oito minutos, metade do tempo caso a conexão fosse de 600 Kbps.

Justamente por isso, Dilma pediu que Bernardo informasse as teles do seguinte recado: “Vamos abolir esse negócio de kilobit, vamos falar em megabit”. Acrescentou que as operadoras terão de se adaptar à sua demanda e investir, em vez de ficar pedindo dinheiro ao governo. Avisadas, as teles já devem começar a negociar o novo PNBL com o governo nesta semana. (Texto Completo)

Leia mais em Educação Política:

SEGUNDO MINISTRO, ALÉM DE MASSIFICAR O ACESSO À INTERNET, PNBL FORTALECERÁ A LIBERDADE DE EXPRESSÃO E O ACESSO À INFORMAÇÃO
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EMPRESAS DE TELEFONIA ACHINCALHAM BRASILEIROS E ESSE É UM GRANDE DESAFIO PARA O GOVERNO DE DILMA ROUSSEFF
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3 Respostas para “DILMA TENTA REVERTER ATRASO DO PNBL EM RELAÇÃO AO MUNDO

  1. Pingback: CAMPANHA POR BANDA LARGA UNIVERSAL QUER GARANTIR INTERNET BARATA, RÁPIDA E PARA TODOS « Educação Política

  2. MACP 12 dezembro, 2011 às 10:22 pm

    O PNBL é mais uma idéia impossível dentro da tipica incompetencia governamental.
    Quando a idéia do PNBL surgiu, comentei em vários sites, que isso só ia dar em Pizza.
    E é exatamente o que esta acontecendo, alem do desperdício de centenas de milhões de R$, sem resultado palpavel, o PNBL não entregou nada ainda. E acredito que só vai chegar em pelo menos 100 municípios sem banda larga lá pro fim do mandato da Dilma, é claro para que ela use isso como propaganda política.
    O PNBL deveria ser usado única a exclusivamente para alimentar os provedores e pequenas operadoras de telefonia fixa e móvel do pais, sem nenhuma pretensão de chegar até o consumidor final. O governo federal não tem competencia para fazer isso com custo viável.
    O PNBL deveria ser um plano única e exclusivamente de locação de fibras óticas, o que reduziria seu custo em 90%, a Oi/Embratel/Telefonica deveriam ser automaticamente proibidas de serem clientes destas fibras, pois já tem as suas próprias.
    Os provedores e operadoras que loquem as fibras do PNBL seriam obrigados a revender capacidade nestas para outras operadoras e provedores a preços máximos altamente competitivo, trazendo uma onda de competição.
    A maior barreira para a redução dos custos da telefonia e internet no Brasil são:
    1 – Impostos
    2 – Custo de rede de longa distancia para as pequenos e médias empresas de telecom
    3 – Praticas anti competitivas adotadas pelas grandes operadoras em todas as oportunidades que tem para lesar as operadoras pequenas
    Se o PNBL se focasse em prover apenas as fibras para as pequenas, isso seria absurdamente mais barato e mais fácil de fazer. Mais infelizmente, o governo não encherga o que ele não tem condições de fazer e sempre esta tentando abraçar o mundo com as pernas.

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