Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 29 abril, 2011

O CASAMENTO REAL DE WILLIAM E KATE MIDDLETON MOSTRA QUE A MÍDIA E O BRASIL NÃO PERDERAM O COMPLEXO DE VIRA-LATA

Casamento real: Imagens que atuam no inconsciente

Durante 8 anos do governo Lula, o ministro Celso Amorim das Relações Exteriores e o próprio presidente tentaram apagar do Brasil o complexo de vira-lata.

O complexo de vira-lata é a subserviência e a postura de inferioridade a que muitas vezes o Brasil se coloca diante de temas internacionais. Um exemplo dessa atitude é um ministro brasileiro ser obrigado a tirar o sapato para entrar nos EUA, como aconteceu com o ex-ministro Celso Lafer, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Um exemplo de como esse complexo está recalcado é a cobertura da mídia sobre o casamento real inglês. Ela é a prova de que é difícil se livrar de um complexo de vira-lata. O Brasil vai precisar de muitos anos no divã da democracia.

O casamento real inglês é um fetiche monarquista, que deveria ser motivo de piada para um país laico e republicano como o Brasil. No entanto, a cobertura da grande mídia soa como algo a ser invejado, copiado, bonito, um acontecimento. Ou seja, deveríamos nos espelhar no passado pré-iluminista e não nas conquistas democráticas que são tão caras ao país.

A cobertura do casamento, nas entrelinhas, trabalha com o arquétipo do conto de fadas. A menina pobre que se torna princesa. E esse é um apelo muito forte em nossos desejos, no inconsciente. O sonho realizado numa conquista individual. O casamento encanta.

Assim tentamos copiar os ingleses. Mas deveríamos fazer outra cobertura da Inglaterra, uma cobertura sobre o sistema de saúde inglês, que é universal, bem gerenciado e gratuito para toda a população. Deveríamos dizer que na Inglaterra praticamente não há plano de saúde porque o governo inglês cuida da saúde de seu povo. Mas isso com certeza não interessa ao Brasil e nem a empresas que precisam do anúncio de planos de saúde.  O casamento sim, porque nos toca, é gostoso de ver.

Quem sabe um dia, a mídia tenha alta médica e se livre do complexo de vira-lata.

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GRUPO SEGUNDO ENCONTRO DISCUTE VIDA E MORTE A PARTIR DE UMA ESTÉTICA DO IMAGINÁRIO NA PEÇA RELICÁRIO

Algum momento entre a vida e a morte...

A peça Relicário, que estreia hoje no Barração Teatro, nasceu, segundo o próprio grupo, do desejo de experimentar as possibilidades de criação do corpo nas linguagens do teatro e da dança.

Diversas discussões emergiram desta pesquisa corporal e, com frequência, a temática da morte surgia. Ficavam cada vez mais latentes as diferentes visões e experiências que cada indivíduo tinha a respeito do tema morte, apontando uma necessidade de arejar, compartilhar, imaginar e recriar este tema e suas experiências; agora de forma poética.

“Relicário” se tornou então um recorte imaginário de um momento entre a vida e a morte. Uma criação coletiva que não se apóia em uma estrutura lógica racional, mas em sensações e imagens, sobre o que poderia estar presente no “trailer” da vida de cada envolvido. Desejo, medo, amor, saudade, brincadeira. Estes são alguns dos elementos que, aos poucos, são pendurados neste varal de memórias compartilhadas, buscando na possibilidade de imaginar, uma nova forma de perceber e recriar a vida, e talvez o próprio sentido da morte.

O Segundo Encontro é um grupo de teatro amador formado por quatro amigos – Cris Nucci, Fernando Perin, Guilherme Maximo e Quesia Botelho – que desde 2008 buscam o fazer teatral juntos e, em “Relicário”, contam com a direção de Ana Clara Amaral.

Serviço:
Dias: 29 e 30 de abril às 21 horas e 01 de maio às 20 horas.
Local: Barracão Teatro – Rua Eduardo Modesto, 128 – Barão Geraldo (3289 4275)
Ingressos no chapéu
2encontro@blogspot.com

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