Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 14 junho, 2011

AGORA É QUE SÃO ELAS: DILMA ROUSSEFF APOSTA NAS MULHERES PARA COMANDAR O PAÍS E CONTROLAR O FANTASMA DO PMDB

Mulheres e o fantasma do PMDB

Serão as mulheres capazes de  livrar o governo Dilma Rousseff da sanha do PMDB de governar e controlar o governo federal?

Dilma Rousseff apostou, surpreendentemente, em duas mulheres para postos importantes de negociação com o PMDB, Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Ideli Salvatti (PT-SC). Aliás, que tem o PMDB de Michel Temer e cia como aliado não precisa de oposição.

O PMDB, desde o primeiro dia da eleição de Dilma, vem sido instado pela grande mídia a controlar o governo, devido a força parlamentar do partido. Os colunistas da grande mídia, logo nas primeiras horas após a eleição, instigavam o PMDB a reivindicar a sua parte, que não deveria ser pequena. Apesar se não ter seu projeto político eleito, repesentado por José (Bolinha de Papel) Serra, a grande mídia viu no PMDB uma forma de impedir avanços sociais e econômicos que poderá haver no governo Dilma.

A escolha das senadoras pela presidenta Dilma também causou comentários estapafúrdios na grande mídia, no sentido de dizer que eram mulheres sem envergadura para o cargo. É o tipo de pensamento mais roto que existe: para assumir um cargo é preciso ter experiência no cargo. No fundo, é a vontade de se manter sempre os mesmos nos postos de comando.  Mais um motivo para a importância das mulheres nesses novos cargos.

Da capacidade de articulação de Dilma, Gleisi e Ideli depende a governabilidade do Brasil.

É, como se vê, não foi só a eleição de uma presidenta. Agora é que são elas.

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MALEITA MOBILIZA CIENTISTAS NA AMAZÔNIA EM BUSCA DE RESPOSTAS PARA O ENIGMA DO MOSQUITO TRANSMISSOR

Esfinge contemporânea

Amplo projeto reúne na Amazônia cientistas brasileiros, peruanos e norte-americanos em uma iniciativa que busca compôr um quadro detalhado de como a malária se propaga pela região. O objetivo do grupo é descobrir formas mais eficientes de controle e até de erradicação de uma doença que ainda faz vítimas pelo Brasil e desafia a ciência.

Da Unesp Ciência

Decifra-me ou te devoro
Por Giovana Girardi

São seis da tarde quando três pesquisadores paulistas sentamse nas cadeiras da varanda de uma casa na zona rural de Acrelândia (AC), tiram os tênis e as meias, arregaçam as calças até os joelhos e esperam. De quando em quando, iluminam as próprias pernas com lanternas para checar se as demais convidadas para o encontro não chegaram sorrateiras. Finas, escuras e com inconfundíveis “botinhas” brancas, elas têm o hábito de se aproximar na perpendicular junto à pele exposta, como um prego.

Mas tão logo o fazem, são interpeladas pela equipe e conduzidas ao local reservado para elas – pequenos potes de plástico cobertos com uma redinha. A rapidez da ação é fundamental para que o resultado do encontro não seja muito doloroso. Afinal, a expectativa daqueles cientistas, numa literal doação de sangue pela ciência, era atrair naquela noite de abril, e nas muitas outras que vão se seguir periodicamente pelos próximos anos, fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles, vetores do parasita causador da malária.

O trabalho visa capturar especificamente os insetos que chegam até as casas dos moradores de áreas onde a doença
é endêmica. E é uma das etapas de um amplo projeto que pretende compor um quadro detalhado de como a malária se
propaga na Amazônia. A iniciativa reúne um time multidisciplinar de pesquisadores brasileiros (de universidades como USP, Unesp e Federal do Acre), peruanos e americanos, sob coordenação geral do patologista Joseph Vinetz, da Universidade da Califórnia, em San Diego.

É um esforço para fornecer subsídios para a elaboração de mecanismos mais eficientes de controle da doença. E, quem sabe, sua erradicação. No Brasil, a partir do início da década de 1990, a malária se estabilizou em cerca de 500 mil casos por ano – a maciça maioria na Amazônia Legal –, experimentando uma queda para pouco mais de 300 mil em 2008 e 2009 (último ano com dados fechados), de acordo com o Ministério da Saúde. Também houve redução na mortalidade: de 3 em 10 mil habitantes, em 1999, para 1,5 em 10 mil, em 2008, ainda segundo o ministério. O órgão credita esses resultados à ampliação da rede de diagnóstico e tratamento na região amazônica.(Texto completo)

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