Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 21 junho, 2011

PROTESTOS NA ESPANHA COLOCAM EM QUESTÃO MODELO ECONÔMICO DO FMI E DO BANCO CENTRAL EUROPEU

A praça como espaço público

A multidão que sai às ruas na Espanha dá cada vez mais mostras de que seu protesto não é apenas contra questões específicas ou internas da Espanha e sim contra todo um sistema político e econômico que desencadeou a atual crise vivida pelo país e que tem prejudicado grande parte da população. O objetivo dos manifestantes é lutar por mudanças em toda uma forma de se fazer política e economia na Europa, eles pensam de forma macro e a longo prazo.

Foi isso que se viu no último domingo em que milhares de manifestantes de todas as idades e de vários estratos sociais (jovens, reformados, famílias com crianças) reunidos na Praça de Netuno, em Madrid, convocaram uma greve geral sustentando cartazes e faixas com palavras de ordem como “caminhemos contra a crise e o capital”, “escutem a ira do povo” ou “não sejas violento”.

A ebulição política e social que se espalha pelas ruas da Espanha traz sopros saudáveis para a democracia onde o melhor do sentimento revolucionário que aspira efetivas mudanças encontra espaço e voz. O caminho da real mudança não é fácil, mas ao percorrê-lo sempre se consegue alguma coisa e essa mensagem parece estar nas entrelinhas dos cartazes dessa revolução.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

Milhares de manifestantes defendem greve geral na Espanha
Esquerda.NET

Respondendo à convocatória do movimento 15M, mais de 150 mil manifestantes ocuparam neste domingo a Praça de Netuno, em Madri, para expressar a sua oposição aos planos de austeridade defendidos pelo FMI e pelo Banco Central europeu e aos sistemas político e financeiro, apontados como principais culpados da crise econômico-financeira. Em Barcelona, outras 270 mil pessoas saíram às ruas. Valência também registrou protestos com milhares de manifestantes. Na França, 100 pessoas foram detidas em Paris quando protestavam em frente da Catedral de Notre Dame.

Segundo o jornal espanhol Público, o movimento 15M ganhou este domingo a forma de um enorme 19J (19 de Junho), juntando mais de 150 mil pessoas na Praça de Netuno, em Madrid, às portas do Congresso dos Deputados, guardado por um forte cordão policial. Ali, os organizadores leram um manifesto no qual incentivam os cidadãos a participar numa Greve Geral.

Os manifestantes partiram logo pela manhã de seis zonas distintas da capital, juntando-se ao início da tarde na praça Netuno, junto ao Congresso dos Deputados.

Sustentando cartazes e faixas com palavras de ordem como “caminhemos contra a crise e o capital”, “escutem a ira do povo” ou “não sejas violento”, os manifestantes – gente de todas as idades e de vários estratos sociais, jovens, reformados, famílias com crianças – gritavam slogans já identificados com o Movimento 15M, como “chamam-lhe democracia, mas não o é” ou “não, não nos representam”.

“Contra o desemprego. Organiza-te e luta. Vamos marchar juntos contra o desemprego”, lia-se num grande cartaz que liderava o caminho da “coluna sudoeste”, que partiu de manhã de Leganes, uma comunidade-dormitório a cerca de quinze quilômetros a sul de Madrid. “Nós não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros”, estava escrito com letras vermelhas num outro cartaz. (Texto completo)

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