Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 25 junho, 2011

LINDA ENTREVISTA DE EDUARDO GALEANO PARA OS INDIGNADOS: O MUNDO ESTÁ GESTANDO UM MUNDO MELHOR

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VIA REVOLUCIONÁRIA: REDES SOCIAIS CONTRIBUEM PARA A CONSTRUÇÃO DE ESPAÇOS DE DEMOCRACIA DIRETA

No Egito as redes também foram protagonistas da manifestação

No mundo todo, as redes sociais têm estimulado a reinvenção da democracia. Por meio delas, pessoas se encontram espontaneamente, sem hora marcada, para discutir e trocar ideias. Em um ambiente de alta conectividade, as redes sociais se contrapõem à fragilidade das representações partidárias, elas não precisam de um líder, elas precisam de uma comunidade.

Facebook e twitter ajudaram a derrubar um ditador no Egito, reuniram milhares pelas ruas da Espanha, transformaram-se em mecanismos de participação popular para a redação da nova constituição na Islândia, organizaram os brasileiros na luta pela liberdade de expressão e descortinaram todo uma cadeia de blogueiros progressistas que lutam por um mídia mais plural e democrática.

Por essas e outras, as redes sociais já são quase um fenônemo, isso não dá pra negar. Obviamente, nem tudo depende ou decorre delas, mas o papel que elas têm representado para a configuração do desenho social de um país não pode ser ignorado. Elas são detentoras de um poder que, se bem usado, pode revolucionar muito.

Essas ideias e outras estão presentes em um texto de Marcelo Semer, publicado no Terra Magazine, onde ele não deixa de convocar frases interessantes que marcaram o protesto na Av. Paulista no último sábado (18/06), como esta: “Se você odeia a mídia, seja a mídia”.

Redes sociais estimulam reinvenção da democracia
Por Marcelo Semer

Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.

A frase era uma das várias que preenchiam cartazes da Marcha da Liberdade, sábado último na avenida Paulista, passeata que se repetiu em várias outras cidades do país.

Muito além da maconha, que detonou o processo de discussão do direito às manifestações, as ruas estão se tornando palcos de marchas de muitas liberdades.

Estavam lá, é verdade, os que defendiam a plenos pulmões, a legalização da droga, debate de que dificilmente conseguiremos escapar nos próximos meses.

Mas não estavam sós.

Juntaram-se ciclistas indignados com o crescimento das mortes no trânsito, nas cidades que não lhes dão espaço.

E também feministas, indignadas com a ideia de que as vítimas sejam instigadoras de estupros -propagadas até por um bispo.

Defensores dos direitos de homossexuais clamavam pela incorporação da homofobia em um direito penal que prima pela tutela da propriedade e se dedica em grande medida à criminalização da pobreza.

Estudantes pulavam pelo passe livre e contra os abusivos preços das tarifas de ônibus.

Se havia alguma coisa em comum entre aqueles que pediam democracia direta, 10% do PIB para a educação ou a rejeição do Código Florestal, era justamente o direito de estar na rua para defender um direito. (Texto completo)

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