Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 2 julho, 2011

GREVE DOS PROFESSORES ATINGE CINCO ESTADOS BRASILEIROS PEDINDO REAJUSTE SALARIAL E REVISÃO DO PLANO DE CARREIRA

Professores em greve no estado de Santa Catarina

A educação, como sempre, não vai muito bem em boa parte do país, prova disso é a insatisfação de um número cada vez maior de professores que estão em greve no estados do Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro pedindo o mínimo: valorização profissional.

Não se pode deixar de lembrar que uma greve de professores possui os mesmo efeitos que uma greve de funcionários da saúde, por exemplo. Se as enfermeiras param, muitos paciente correm o risco de perder a vida. Se os professores param, muitos alunos correm o riso de perder a oportunidade do conhecimento e aí também morrem um pouquinho, em espírito e mente.

A onda de insatisfação da categoria que vai se espalhando pelo país é algo gravíssimo que, no entanto, parace não receber a atenção merecida por parte das autoridades. Tais acontecimentos levam a pensar nos prostestos que se espalham pelo mundo que, sem dúvida, são ótimos de se ver, pois trazem com eles o entusiasmo da luta democrática. Infelizmente não podemos dizer o mesmo de alguns protestos, como esse dos professores, que acontecem em terras nacionais.

Aqui, ao invés de lutarmos pela democracia, ainda lutamos por questões anteriores, bem anteriores e fundadoras do real regime democrático, como a educação. O que só faz perceber que, de fato, estamos muito, mas muito longe, de uma realidade democrática. Nossa parcela de indignação é dobrada; e bem mais funda.

Veja texto sobre o assunto publicado pelo Brasil de Fato:

Paralisações marcam primeiro semestre na educação; 5 estados continuam em greve
Os professores de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro reivindicam reajuste salarial e revisão do plano de carreira
Por Vivian Fernandes

A atual greve dos trabalhadores em educação no Brasil já atinge cinco estados. Os professores de Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro reivindicam reajuste salarial e revisão do plano de carreira. A greve com maior duração é a do Rio Grande do Norte, iniciada no dia 2 de maio. No estado, 93% da categoria está paralisada.

As greves e paralisações no primeiro semestre deste ano chegaram a atingir pelo menos doze estados brasileiros. O cumprimento do piso nacional do salário dos professores, que passou a valer neste ano no valor de R$ 1.187 para 40h, é a principal reivindicação.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Roberto Leão, explica que muitos governos quando implementam o piso, descaracterizam o plano de carreira da categoria.

“Eles [prefeitos e governadores] fazem a diferença de um professor que recebe o piso – que é um professor de formação de nível médio –, para um professor que tem licenciatura plena – que tem um curso universitário –, em muitos lugares ser de R$ 10, R$ 15 a diferença”. (Texto completo)

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