Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

TV CULTURA ENFRENTA OS ÍNDICES DE AUDIÊNCIA MAIS BAIXOS DE SUA HISTÓRIA

Hora de levantar voo!

O atual cenário da TV Cultura, como diz reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, é “pouco animador”. A emissora vive uma das piores crises de sua história enfrentando índices de audiência inferiores a um ponto no Ibope. A queda na audiência teve como consequência uma diminuição da arrecadação da emissora que no mês de maio foi 58% menor que o previsto.

A situação atual da TV Cultura reflete, em primeiro lugar, as divergências internas dentro do próprio PSDB, partido que controla a emissora desde o fim dos anos 1990. Os presidentes da Fundação Padre Anchieta entram e saem de acordo com a preferência do governador do momento. Cada um dos presidentes, por sua vez, tem um método diferenciado de gestão o que acaba, inevitavelmente, afetando a qualidade da emissora.

No entanto, podemos dizer sem exagero que a atual crise da TV Cultura já era uma crise anunciada. Desde que o atual presidente e ex-secretário de Cultura João Sayad assumiu a direção da Fundação sua política de corte de gastos, demissão de funcionários, extinção e reformulação dos programas, deu uma outra cara à TV Cultura, além de gerar outros gastos que inicialmente não estavam previstos.

Essa “outra cara” desagradou muitos telespectadores já que, como mostra reportagem do Estadão baseada em um relatório interno produzido pela emissora, ao qual o jornal teve acesso com exclusividade, em 12 meses, período em que Sayad cortou 993 vagas (46% dos funcionários fixos), a Cultura perdeu 27% de sua audiência média e assistiu a um distanciamento da meta de arrecadação de fontes externas para o mês de maio que era de R$ 4,7 milhões e foi de apenas R$ 1,99 milhão.

Ao que parece, o método do PSDB de corte de gastos e aparelhamento de uma emissora pública não vem agradando. E o mais preocupante de todo esse processo de desmonte é assistir à diluição do caráter público e plural de uma emissora que sempre representou um reduto de programação de qualidade no cenário descartável da televisão brasileira e, agora, amarga o último lugar na preferência do telespectador.

Veja trecho da reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo:

Audiência e receita da TV Cultura desabam
Estudo interno da emissora paulista mostra ”traço” no Ibope, captação de recursos abaixo do previsto e maior gasto com funcionários afastados
Por Jotabê Medeiros

A média de audiência atual da TV Cultura, mantida pelo governo do Estado, é a mais baixa da História. Corresponde a 0,8 ponto, o equivalente a 47,2 mil domicílios. O “traço” de audiência se reflete na arrecadação da emissora: em maio, sete meses após a eleição do ex-secretário de Cultura João Sayad como presidente da Fundação Padre Anchieta, a receita obtida foi 58% menor que o previsto. Em 12 meses, período em que cortou 993 vagas (46% dos funcionários fixos), a Cultura perdeu 27% de sua audiência média.

Esse cenário não é uma visão externa pessimista dos rumos da fundação. Trata-se de relatório interno produzido pela emissora, ao qual o Estado teve acesso com exclusividade. Produzido para exame da direção e do Conselho Curador, o relatório pinta um retrato pouco animador da atual gestão.

Segundo a emissora, o documento “prova momento de transparência” na administração.

Historicamente, as audiências da Cultura eram baixas, mas nunca chegaram a tal patamar. Raros programas ultrapassam 1 ponto de audiência (share de 1,8). A queda média de audiência é de 26% em um ano, e a Cultura ficou 21 dias no penúltimo lugar e 10 dias no último na Grande São Paulo em maio.

Todos os indicadores do relatório são negativos. A meta de arrecadação de fontes externas, em maio, era de R$ 4,7 milhões, e a emissora conseguiu levantar R$ 1,99 milhões. O governo investe R$ 84 milhões na Cultura, que tem dividido com a TV Gazeta os últimos lugares de audiência. (Texto completo)

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2 Respostas para “TV CULTURA ENFRENTA OS ÍNDICES DE AUDIÊNCIA MAIS BAIXOS DE SUA HISTÓRIA

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