Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 11 julho, 2011

OS FATOS RECENTES E OS QUE ESTÃO POR VIR REVELAM QUE DILMA AINDA BUSCA O FORMATO DA SUA ADMINISTRAÇÃO

Entre diversos rostos, a presidente vai destacando o seu no governo

Quando o ex-ministro Antonio Palocci deixou o governo, muitos pensaram que era ali, de fato, que começava o governo Dilma. No entanto, Palocci caiu quase à revelia do controle de Dilma. A situação do ex-ministro era de tão modo insustentável que as hipóteses possíveis em relação ao seu destino no governo se fecharam em torno da única possível: o seu afastamento.

No entanto, as recentes denúncias de corrupção envolvendo o Ministério dos Transportes fez com que a presidente Dilma tomasse a sua decisão em relação ao futuro do ministro e de seus subordinados e, ao que parece, a fila de demissões não para por aí. Há no Ministério muitos outros nomes na lista de Dilma que, entre uma atitude e outra, vai enfim buscando as formas próprias do seu governo.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pela revista Carta Capital:

Dilma, é a hora
Cynara Menezes

Na edição 650, CartaCapital afirmou, diante do afastamento de Antonio Palocci da Casa Civil, que o governo Dilma Rousseff enfim começava. Erramos. Os acontecimentos recentes e os que estão por vir nas próximas semanas revelam outro cenário: uma presidenta ainda em busca do formato definitivo de sua administração. Pode-se afirmar que de um modo um tanto tortuoso o Palácio do Planalto opera por etapas uma reforma ministerial. No caso Palocci, a mudança deu-se à revelia do controle de Dilma. Talvez não se possa dizer o mesmo da alteração no Ministério dos Transportes, cujo titular, Alfredo Nascimento, do PR do Amazonas, e todos os seus subordinados foram obrigados a deixar os cargos após uma nova série de denúncias de corrupção. Entre o primeiro petardo e o último, aquele que selou seu destino, Nascimento permaneceu quatro dias sob fogo cerrado.

Será esse o novo estilo de Brasília? É pouco provável, pois em um governo de coalizão, que oferece tantos cargos comissionados e tantas oportunidades de “ganhos extras”, e uma rede de intrigas composta de políticos, arapongas, lobistas e jornalistas sempre em busca de uma nova crise, o afastamento imediato de subordinados mediante qualquer suspeita pode tornar as baixas um ritual quase cotidiano no Planalto Central. Faz sentido imaginar, portanto, que o afastamento da turma do PR dos Transportes não tenha sido um gesto doloroso para a presidenta. (Texto completo)

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