Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 14 julho, 2011

SÓ A TELEBRÁS FORTE PODE SALVAR O PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA E DAR AUTONOMIA NA TRANSMISSÃO DE DADOS AO PAÍS

Telebrás: autonomia e preço baixo

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que teve um desenlace recente com a assinatura de uma acordo entre o governo e as grandes operadoras de telefonia privada, é um fiasco que pode ser consertado. As declarações das empresas de telefonia após a assinatura dava a sensação de que o governo foi ludibriado.

Aquela velha história das operadoras campeãs do Procom: “mas isso não dá, isso não pode. Download é limitado etc, etc”. Sempre as mesmas baboseiras. Falta capitalismo na internet brasileira, ou seja, concorrência.

Para salvar o PNBL, só mesmo uma Telebrás forte e com capacidade para investimento, ainda que de forma gradual, para montar uma grande estrutura cruzando o país. Essa estrutura deve permitir a entrada de competidores menores  no mercado e, mais que isso, se firmar como uma estrutura estratégica de comunicação para o país. Um país que pretende participar do Conselho de Segurança da ONU não pode prescindir de uma rede estatal de transmissão de dados.

As empresas de telefonia só se mexeram quando a Telebrás começou a ser reativada. Com medo de capitalismo, elas resolveram melhorar um pouco para não perder mercado e usar todos os recursos contra a Telebrás, desde ação na justiça até plantação de matéria na grande mídia.

Agora, com o plano limitado e amarrado, vão encostar e mandar dólares para as matrizes no exterior. Isso se a Telebrás não fizer o papel de uma grande estrutura capaz de garantir soberania ao país e competição ao mercado.

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Será que ele vem?

Editorial publicado recentemente pela Carta Maior ao lado de notícia sobre a recente crise na Itália, lembrou o balanço da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgado na última segunda-feira indicando desaceleração e perda de fôlego das 30 maiores economias do mundo. O cenário de crise na zona do euro – com quedas dos índices das bolsas de valores e instabilidade fiscal – aliado às incertezas da economia americana que cria cada vez menos empregos gera consequências ao nível mundial.

Além disso, a crise parece apontar para o fato de que os mercados europeus desregulados e o modelo ortodoxo de condução da economia demonstram certo esgotamento, haja vista a situação vivida por países como Grécia, Espanha, Itália, dentre outros, que vão assistindo à instabilidade de suas economias envoltos em crescente efervescência política e social.

Diante de tanta incerteza e fragilidade, cabe refletir sobre a economia brasileira e como esta deve se preparar para enfrentar o cenário da longa instabilidade mundial que os economistas acreditam vir pela frente.

Veja texto sobre a crise italiana e suas conexões com a crise na economia mundial publicado pela Carta Maior:

Crise na Itália provoca reunião de emergência da UE
Da Esquerda.net

A Itália é o mais novo alvo da pressão dos chamados mercados. Na sexta-feira, a bolsa de Milão caiu 3,3% e a taxa de risco subiu a um máximo de 247 pontos base, com os bancos a serem muito castigados. A Itália tem uma dívida pública que representava, no final de 2010, 119% do PIB. O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, convocou uma reunião de emergência para esta segunda-feira em Bruxelas com os principais líderes da União Europeia. Na agenda está a a situação da Itália.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, convocou uma reunião de emergência para esta segunda-feira em Bruxelas com os principais líderes da União Europeia. Na agenda está a a situação da Itália, o mais novo alvo da pressão dos mercados, e o segundo plano de resgate da Grécia.

A reunião vai ocorrer antes do Ecofine e contará, de acordo com a agência Reuters, com a presença do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e do comissário europeu para os Assuntos Económicos, Olli Rehn.

Itália na mira
A Itália é o mais novo alvo da pressão dos chamados mercados.

Na sexta-feira, a bolsa de Milão caiu 3,3% e a taxa de risco subiu a um máximo de 247 pontos base, com os bancos a serem muito castigados. A Itália tem uma dívida pública que representava, no final de 2010, 119% do PIB, segundo dados do Eurostat. Na semana passada, as agências de rating puseram o país em observação, afirmando a Standard & Poor’s que a crise tinha feito gorar “todos os esforços italianos de consolidação fiscal realizados durante a última década”, enquanto a Moody’s punha em revisão o rating da Itália e de 16 entidades de crédito locais.(Texto completo)

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