Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 15 julho, 2011

IRONIAS DA VIDA: RACISTAS DE SÃO PAULO DEVERIAM AGRADECER AO EX-PRESIDENTE LULA, O NORDESTINO

Uma questão de QI

Os racistas de São Paulo e de outras regiões do Sudeste e Sul do país deveriam agradecer ao ex-presidente Lula.

No governo Lula, como mostra o IBGE, o número de migrantes caiu praticamente pela metade. Ou seja, Lula evitou que os nordestinos saíssem do local onde vivem e viessem para São Paulo tentar a vida. Não com políticas xenofóbicas e excludentes como as da Europa e Estados Unidos. Lula foi mais inteligente; criou condições melhores de vida para as regiões que mais tinham migrantes.

A ironia da vida é que racistas devem agradecer ao nordestino.

Pensando melhor, talvez não seja ironia, mas uma questão de QI (coeficiente de inteligência, mesmo), visto que o racista trabalha sobre uma lógica imbecilizante: confunde alma com corpo e esconde, por trás do racismo, uma reserva de mercado para sua incompetência.

Veja matéria sobre o tema:

IBGE aponta queda em migrações entre regiões

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Pesquisa divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra mudanças nas migrações entre as regiões do país. O estado de São Paulo não exerce a mesma atração de duas décadas atrás, e o Nordeste não é mais a principal área de emigração.

De acordo com o levantamento, o número de migrações entre regiões vem apresentando queda. De 1995 a 2000, 3,3 milhões de pessoas deixaram a região em que viviam. O número caiu para 2,8 milhões, entre 1999 e 2004, e chegou a 2 milhões no período de 2004 a 2009.

A Região Sudeste, entre 2004 e 2009, teve mais emigrantes do que imigrantes (saldo de 12,4 mil) e o Nordeste, de onde partia boa parte de pessoas em busca de melhores condições de vida em outras regiões do país, perde população em escala menor.

A pesquisa também mostra que, na maioria dos estados brasileiros, o fluxo de imigrantes e de emigrantes é praticamente igual. Entre 1999 e 2009, mesmo áreas consideradas tipicamente emigratórias ou aquelas potencialmente atrativas registraram trocas equilibradas.

Edição: Talita Cavalcante e Juliana Andrade

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CLÍNICAS PSIQUIÁTRICAS E ASILOS EM FRANCO DA ROCHA ESTÃO SOB INVESTIGAÇÃO DEPOIS DE DENÚNCIAS FEITAS PELA POPULAÇÃO

A reforma psiquiátrica não silenciou todos os gritos...

Franco da Rocha, na grande São Paulo, ficou conhecida como a cidade que abrigou um dos maiores hospitais psiquiátricos do país, o Juquery. Hoje, pós-reforma psiquiátrica, e com o fechamento de boa parte dos manicômios, as clínicas clandestinas proliferam na região e boa parte da população não recebe atendimento médico adequado.

Catorze clínicas e azilos psiquiátricos estão sob investigação do Ministério Público depois de terem sido alvo de denúncias de maus-tratos e ilegalidade feitas pela população. De todas as clínicas denunciadas, duas já foram fechadas e cinco interditadas, mas dessas últimas, duas continuam funcionando porque os pacientes internados não têm para onde ir.

Essa situação revela uma deficiência quando se fala em política de tratamento para portadores de transtorno mental. Com a reforma psiquiátrica, métodos alternativos de tratamento à internação constante e prolongada não foram criados. Com isso, de um lado, as famílias não sabem o que fazer com seus doentes, de outro,  pessoas que nunca foram médicos ou tiveram qualquer experiência na área, decidem abrir clínicas sem qualquer tipo de autorização legal, prestando um atendimento médico de fachada e recebendo o dinheiro das aposentadorias dos internos.

Em qualquer um dos casos, quem sai perdendo é o portador de transtorno mental que não tem acesso a um tratamento digno e realmente coerente com os termos da reforma psiquiátrica. Casos em que o paciente ainda é amarrado – como ocorrem nessas clínicas- remontam às épocas mais obscuras do tratamento da doença mental e revelam que o grito do desatinado, como bem colocou Foucault em sua História da Loucura, ainda está ecoando em novos e velhos muros à espera de que alguém o escute de fato.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

MP investiga clínicas psiquiátricas clandestinas em Franco da Rocha
Por Daniel Mello e Vinicius Konchinski

São Paulo – Após denúncias da população, catorze clínicas psiquiátricas e asilos para idosos de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, estão sendo investigados pelo Ministério Público (MP). Inquéritos civis apuram suspeitas de irregularidades na documentação dos estabelecimentos e de maus-tratos a internos.

Desde o início das investigações, quatro clínicas entraram em processo de regularização, duas fecharam e cinco foram interditadas. Dessas, duas continuam funcionando enquanto não há local para a transferência dos pacientes.

Responsável pelos inquéritos abertos no ano passado, a promotora de Saúde e Política para Idosos, Ana Paula Ferrari Ambra, visitou as clínicas sob investigação. Em operação conjunta com a prefeitura de Franco da Rocha, ela constatou as instalações precárias e o tratamento inadequado em alguns estabelecimentos.

“Encontramos um doente amarrado em uma das clínicas”, disse. “Em outra, encontramos fezes dentro de um balde, o que mostra a falta de estrutura do local.”

Segundo a promotora, as clínicas e asilos também funcionam sem qualquer licença ou alvará, e sem equipe profissional adequada. “Essas clínicas foram abertas por pessoas comuns, sem formação, que viram isso como uma oportunidade de renda”, explicou. “Elas prestam o atendimento e recebem a aposentadoria, a que os doentes ou os idosos têm direito, como pagamento”, acrescentou. (Texto completo)

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