Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: agosto 2011

“NEWS OF THE VEJA”: MAIORIA DOS PROCEDIMENTOS USADOS PARA MONTAR UM FACTOIDE ENVOLVENDO O GOVERNO DILMA E JOSÉ DIRCEU SÃO CRIMINOSOS

Reportagem publicada pela revista Carta Capital desmonta toda a farsa da revista Veja que, na matéria de capa da sua última edição, afirma que uma conspiração contra o governo Dilma estaria sendo empreendida em um quarto de hotel em Brasília pelo ex-ministro José Dirceu. A mais nova criação da Veja além de ser antijornalística (isso nem se discute) é criminosa, o que a iguala ao tabloide inglês “News of the world“, do magnata Rupert Murdoch.

Na Inglaterra, depois de denúncias de escutas ilegais e práticas anti-éticas de apuração utilizadas pelo jornal, ele foi fechado e seus repórteres e editores presos.

Como mostra reportagem da Carta Capital, os procedimentos ilegais utilizados pela revista Veja para criar um factoide e desestabilizar o governo Dilma estão mais do que evidentes. Os fatos, a apuração correta destes últimos, os depoimentos variados e concedidos por livre e espontânea vontade, ajudam a desfiar cada fio do emaranhado em que a revista se colocou.

Uma vez comprovados esses procedimentos ilegais, resta saber se ela vai sair do emaranhado ilesa, ou, se a exemplo do que ocorreu com o tabloide inglês, seus crimes serão realmente punidos.

José Dirceu x Veja
Redação Carta Capital

Uma conspiração contra o governo Dilma estaria sendo empreendida em um quarto de hotel em Brasília pelo ex-ministro José Dirceu, segundo a reportagem de capa da última edição da revista Veja. Fotos em preto e branco mostram o ex-chefe da Casa Civil e algumas figuras do cenário político do Governo Federal nos corredores de hotel onde o ex-ministro se hospeda. Encontros teriam sido feitos com o ex-ministro ao longo do último semestre, acompanhando a crise e sucessão de escândalos que se instaurou no Planalto desde as primeiras denúncias sobre o ex-ministro Antonio Palocci.

Mas a apuração acabou tornando-se caso de polícia. Um Boletim de Ocorrência foi aberto na Polícia Civil do Distrito Federal para apurar a denúncia de tentativa de invasão do quarto do ex-ministro pelo repórter Gustavo Nogueira Ribeiro, da revista Veja. Na quarta-feira 24, o jornalista, afirma Dirceu, tentou convencer uma camareira que estava hospedado na suíte do ex-ministro e que havia esquecido as chaves. A camareira não acreditou na história e comunicou a direção do hotel.

No mesmo dia, o ex-ministro foi informado do evento. Em nome do segurança Gilmar Lima de Souza, o episódio foi comunicado à Polícia Civil e está sendo investigado. A direção do estabelecimento afirmou, em entrevista ao blog Viomundo, que que as imagens veiculadas pela revista provavelmente não vêm do circuito interno do hotel. Se comprovado, indicaria que a revista utilizou câmeras escondidas para conseguir as imagens.

A reportagem afirma que personalidades políticas como José Sérgio Gabrielli, Fernando Pimentel, Lindbergh Farias, Devanir Ribeiro, Cândido Vaccarezza teriam procurado o petista para aconselhar-se. O conteúdo das conversas não é divulgado pela matéria; José Sérgio Gabrielli, por exemplo, apenas diz que é amigo do ex-ministro e que não iria comentar o encontro.

“Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades”, explica Dirceu em seu blog. O ex-ministro será julgado, junto com outros réus do caso do Mensalão de 2005, possivelmente no início de 2012. Reinaldo Azevedo, blogueiro e espécie de leão de chácara da publicação, afirma que o episódio mostrado pela Veja mostra que o ex-ministro continua com as mesmas práticas que foram denunciadas no escândalo do Mensalão. (Texto completo)

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GILMAR MENDES DEVERIA IR EMBORA DO STF: NOS ESTADOS UNIDOS ATÉ A BELA DARYL HANNAH É ALGEMADA

Justiça, a cínica

Nos Estados Unidos, algema não é só para pobre

No Brasil, ladrão de galinha tem o rigor da lei. Já os bandidos que assaltam os cofres públicos são tratados como VIPs.

Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) levantou a bandeira do tratamento de princesa para assaltantes de colarinho branco.

Basta a Polícia Federal botar na cadeia alguns graúdos que fazem o serviço sujo da política, a corrupção, para que se levantem vozes contra as algemas.

Bandido rico não pode receber algemas. É aquela coisa: “machuca a mãozinha que rouba tão bem”,  “Estraga as unhas”, “humilha”. “Quer suquinho?”

É assim que tem de tratar quem literalmente rouba o dinheiro público e deixa milhares de pessoas morrendo sem atendimento de saúde no Brasil.

Bem dito, aqui no Brasil, já nos Estados Unidos é um pouco diferente.

Veja a foto da maravilhosa Daryl Hannah sendo presa, algemada, após participar de um protesto. É certo que Daryl Hannah nem deveria ser presa por se manifestar. Ainda mais algemada. Protesto nos EUA, país da liberdade, dá algemas.

Viva o Brasil! Viva Gilmar Mendes!

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SANEAMENTO BÁSICO E COLETA DE LIXO CRESCEM NO PAÍS, MAS SERVIÇO DE ESGOTO NÃO CHEGA A CERCA DE 20% DA POPULAÇÃO

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o abastecimento de água já chega a 97,2% da população nacional, já o sistema de esgotamento sanitário não chega a cerca de 20% da população

Da Agência Brasil

Crescem índices de distribuição de água, tratamento de esgoto e coleta de lixo nas cidades
Por Lourenço Canuto

Brasília – As ligações de distribuição de água, os sistemas de esgotamento sanitário e a coleta de lixo cresceram no país entre 2008 e 2009. Baseado em coleta de dados do Ministério das Cidades, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) identificou 1,6 milhão novos usuários do serviço de abastecimento de água, o que corresponde a um aumento de 16,6 mil quilômetros nas redes de distribuição em todo o país.

O esgotamento sanitário teve 1,1 milhão de novas ligações no período, quando foram instalados 16,5 mil quilômetros de novas redes de escoamento. O volume de esgoto tratado no país, atualmente, chega a 237 milhões de metros cúbicos.

Houve, no período avaliado, elevação de 215 milhões de metros cúbicos na produção de água, mas o consumo ficou em apenas 25% desse potencial, equivalente a 53,9 milhões de metros cúbicos.

Em 2009, o abastecimento de água beneficiou 4.891 municípios e o sistema de esgotamento sanitário, 2.409 municípios. Os números correspondem a 97,2% e a 81,5% do total da população urbana do país, respectivamente em relação à rede de abastecimento de água e à de esgoto.

Houve também aumento da cobertura do serviço regular de coleta domiciliar de resíduos sólidos, equivalente a 93,4%. A destinação final totalizou o montante de 24,9 milhões de toneladas de resíduos domiciliares e públicos. Foram despejados em aterros sanitários 16,2 milhões de toneladas, mais 5,9 milhões de toneladas para aterros controlados, 1 milhão de toneladas para unidades de triagem e de compostagem e 1,8 milhões de toneladas foram depositadas em lixões.

O maior índice de atendimento total com abastecimento de água encontrado foi encontrado em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, no Paraná e no Distrito Federal. Nenhuma unidade da Federação ficou na faixa de menor índice, ou seja, com índice menor que 40% de atendimento total de água. (Texto completo)

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Falta tudo: de ética à criatividade

O Ministério Público precisa investigar o gasto de dinheiro público dos governos municipais, estaduais e federal com a revista Veja.  A última tentativa de invasão em hotel de Brasília para investigar o ex-ministro José Dirceu, segundo o próprio ex-ministro, demonstra que a revista não pode receber dinheiro público, principalmente sendo acusada de crime e com o histórico que tem de péssimo jornalismo.

Aplicar dinheiro público na Veja deveria ser improbridade administrativa.

Não é possível que o governo, incluindo as estatais, não tenha o mínimo de critério jornalístico para a aplicação do dinheiro do povo.  Nenhum governo pode investir em empresas acusadas de ações criminosas, por uma questão de ética pública. O governo deve evitar o gasto público com empresas nessa situação até que as questões sejam esclarecidas. É uma precaução com o dinheiro público.

A revista Veja pode fazer a bobagem que quiser, pode cometer crimes em busca de reportagem como o magnata Murdoch e se entenderá com a Justiça.  Mas há o problema das finanças públicas. O governo não pode aplicar dinheiro do povo em publicidade numa revista já com um histórico de manipulação.

É preciso se estabelecer critérios jornalísticos para a aplicação do dinheiro público e não apenas publicitários e de circulação.  Imagine o governo sendo sócio de uma usina de etanol que emprega trabalho escravo. Ninguém aceitaria. Então também não deve fazer publicidade em veículos com graves problemas éticos e legais. Veja a dinheirama do povo que vai para o bolso dos donos da Veja.

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COM A RETOMADA DA REFORMA AGRÁRIA, GOVERNO PRETENDE ASSENTAR AS CERCA DE 200 MIL FAMÍLIAS ACAMPADAS NO PAÍS

De volta!

Para o MST, a retomada da reforma agrária como ponto de discussão pelo governo Dilma representou um marco na história recente da luta pela terra. Depois de uma intensa semana de pressão e manifestação dos trabalhadores rurais em Brasília e em outras regiões do país, o governo decidiu liberar, de imediato, R$ 400 milhões para compra de terras pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e preparar um programa de assentamentos com metas para os próximos três anos.

Segundo líderes da reforma agrária, o crédito suplementar ao Incra vai ajudar, pelo menos, 20 mil famílias. Já o programa de assentamentos pretende, segundo a presidente Dilma, assentar, de forma qualificada e definitiva, entre 2012 e 2014, as cerca de 200 mil famílias acampadas atualmente no país.

Além disso, deve ser anunciada a recém-criada Bolsa Verde, projeto do governo federal que funcionará de forma similar ao Bolsa Família oferecendo um pagamento periódico a pequenos agricultures que preservarem a vegetação de suas propriedades. Estima-se que mais 15 mil famílias serão beneficiadas.

Uma série de outras questões ainda estão sendo discutidas entre governo e os trabalhadores rurais, como mostra reportagem publicada pela Carta Maior:

Pressionado, governo Dilma anuncia retomada da reforma agrária
Por Najla Passos

Depois de uma semana de intensa pressão de milhares de camponeses acampados em Brasília, Palácio do Planalto diz que vai lançar programa de assentamentos para 2012-2014 e liberar R$ 400 milhões para o Incra imediatamente. “Vocês conseguiram recolocar a reforma agrária no centro da pauta de discussão do governo Dilma”, diz ministro Gilberto Carvalho. “Esta semana foi um marco histórico”, afirma MST.

BRASÍLIA – Pressionado durante toda a semana por milhares de trabalhadores rurais acampados em Brasília e em manifestações pelo país, o governo aceitou retomar a reforma agrária. Vai preparar um programa de assentamentos com metas para os próximos três anos. E liberar, de imediato, R$ 400 milhões para compra de terras pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

As medidas foram anunciadas na noite desta sexta-feira (26/08) pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, após horas de negociações com lideranças da Via Campesina, que promovou a mobilização.

Principal interlocutor do Palácio do Planalto junto aos movimentos sociais, o ministro foi até o acampamento central improvisado por cerca de 4 mil camponeses, para fazer o anúncio. “Vocês conseguiram recolocar a reforma agrária no centro da pauta de discussão do governo Dilma”, disse Carvalho aos sem-terra.

Durante a semana, as principais entidades que lutam por terra no país promoveram mobilizações na capital federal e em diversos estados. Em Brasília, ocuparam o Ministério da Fazenda, participaram de passeatas e se reuniram com representantes de 11 ministérios. (Texto completo)

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FURO DA VEJA E O CRIME DE JOSÉ DIRCEU: DEPUTADO É FLAGRADO POR CÂMERA ESCONDIDA COM AS MÃOS NA BOCA DA GARRAFA

Veja abaixo o crime cometido por José Dirceu e flagrado pela revista Veja.

No corredor do hotel, sem nem chegar ao quardo, o ex-deputado e réu no mensalão abre uma garrafa de refrigerante altamente calórico. Dirceu passou dos limites, do peso.

Isso é que é jornalismo investigativo!

A impostura de Dirceu, um refrigerante

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FICO LOUCO, POR ITAMAR ASSUMPÇÃO

Como na poesia, o ritmo e as palavras casam-se em perfeita simetria nessa composição de um dos principais nomes da cena independente e alternativa que dominou o cenário musical de São Paulo nos anos 70 e 80. Itamar Assumpção que já foi chamado de maldito e viu sua música ser rotulada como “difícil” pelos burocratas das gravadoras de sua época, soube fazer música de forma independente e audaciosa, sem perder a nota do talento. Aliás, esta última é que fazia com que seu som fosse bom, o que é muito diferente de dizê-lo difícil.

Foi assim que em um cenário marcado pelo controle das gravadoras, os representantes da chamada Vanguarda Paulistana (entre eles Assumpção) decidiram lançar seus próprios LP’s de forma independente. A ousadia abriu espaço para uma música original, de qualidade, que possibilitou ao público ouvir e cantar outros ritmos que não os ditados pelos já então mecenas da cena cultural.

Poeta, extremamente habilidoso com as palavras, dentro ou fora da música, Assumpção defendeu a integridade do artista e a pluralidade musical. Harmonizando liberdade e talento, sua música e seu movimento souberam conservar a expressividade artística e transcender seu próprio tempo; como na poesia…

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O mar de estupidez

A que ponto chegou o jornalismo de esgoto da revista Veja.

Leia abaixo a postagem do ex-ministro José Dirceu em que narra a tentativa de invasão em seu apartamento em hotel de Brasília. 

O repórter da Veja foi flagrado tentando invadir o apartamento de Dirceu e fugiu sem pagar a conta.

Do blog do José Dirceu

Repórter da revista Veja é flagrado em atividade criminosa contra mim

Depois de abandonar todos os critérios jornalísticos, a revista Veja, por meio de um de seus repórteres, também abriu mão da legalidade e, numa prática criminosa, tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.

O ardil começou na tarde dessa quarta-feira (24/08), quando o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, repórter da revista, se registrou na suíte 1607 do Hotel Nahoum, ao lado do quarto que tenho reservado. Alojado, sentiu-se à vontade para planejar seu próximo passo. Aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado no meu apartamento, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta.

O repórter não contava com a presteza da camareira, que não só resistiu às pressões como, imediatamente, informou à direção do hotel sobre a tentativa de invasão. Desmascarado, o infrator saiu às pressas do estabelecimento, sem fazer check out e dando calote na diária devida, ainda por cima. O hotel registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.

A revista não parou por aí.

O jornalista voltou à carga. Fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto “documentos relevantes”. Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada que preencheu com seu verdadeiro nome.  O golpe não funcionou porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais “documentos”.

Os procedimentos da Veja se assemelham a escândalo recentemente denunciado na Inglaterra. O tablóide News of the World tinha como prática para apuração de notícias fazer escutas telefônicas ilegais. O jornal acabou fechado, seus proprietários respondem a processo, jornalistas foram demitidos e presos.

No meio da tarde da quinta-feira, depois de toda a movimentação criminosa do repórter Ribeiro para invadir meu apartamento, outro repórter da revista Veja entrou em contato com o argumento de estar apurando informações para uma reportagem sobre minhas atividades em Brasília.

Invasão de privacidade

O jornalista Daniel Pereira se achou no direito de invadir minha privacidade e meu direito de encontrar com quem quiser e, com a pauta pronta e manipulada, encaminhou perguntas por e-mail já em forma de respostas para praticar, mais uma vez, o antijornalismo e criar um factóide. Pereira fez três perguntas:

1 – Quando está em Brasília, o ex-ministro José Dirceu recebe agentes públicos – ministros, parlamentares, dirigentes de estatais – num hotel. Sobre o que conversam? Demandas empresariais? Votações no Congresso? Articulações políticas?

2 – Geralmente, de quem parte o convite para o encontro – do ex-ministro ou dos interlocutores?

3 – Com quais ministros do governo Dilma o ex-ministro José Dirceu conversou de forma reservada no hotel? Qual o assunto da conversa?

Preparação de uma farsa

Soube, por diversas fontes, que outras pessoas ligadas ao PT e ao governo foram procuradas e questionadas sobre suas relações comigo. Está evidente a preparação de uma farsa, incluindo recurso à ilegalidade, para novo ataque da revista contra minha honra e meus direitos.

Deixei o governo, não sou mais parlamentar. Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades. Essa revista notoriamente se transformou em um antro de práticas antidemocráticas, a serviço das forças conservadoras mais venais.

Confir as imagens do B.O. em detalhes; para ler os documentos em pdf clique nas imagens: No blog do José Dirceu

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Um abraço democrático em busca da inclusão social e erradicação da miséria cultural

Em defesa da comunicação comunitária, que dê voz à população e vá contra o “coronelismo eletrônico” que se instalou no país, a Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) conseguiu que a radiodifusão comunitária saísse da clandestinidade e ganhasse cada vez mais importância na cena da comunicação nacional. Depois de conseguidas as autorizações para funcionar, os problemas das rádios comunitárias, no entanto, continuaram. Vieram as dificuldades de financiamento, fiscalizações arbitrárias, tratamentos injustos, sobreposição de canais e ausência de apoio governamental.

Mas foram justamente as dificuldades que não deixaram os grupos de radiodifusão comunitária e os demais representantes da democratização da comunicação desanimarem e os levou a pedir uma Conferência Nacional da Comunicação (Confecom), onde questões relativas às políticas públicas para a área seriam enfim debatidas.

A luta da Abraço continua, mas o passado já revela muitas conquistas. Aos poucos, não sem dificuldades, o coronelismo eletrônico instalado no país vai ganhando algumas rachaduras. É difícil mudar uma realidade construída histórica e socialmente que, aos poucos e sem que as pessoas fossem percebendo, foi deixando-as cada vez mais sem consciência e voz.

Mas as rádios comunitárias, os blogs e muitos outros meios de comunicação que acreditam na pluralidade e na verdade, estão aí para enfim restituir-lhes a voz e, organizações como a Abraço, por organizarem e pensarem nacionalmente, de forma ampla, os termos dessa luta, são imprescindíveis neste processo.

Veja texto sobre o assunto publicado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação:

Abraço 15 anos – Lutas, conquistas e desafios

Por Ismar Capistrano
Abraço – Nacional

Há 15 anos, em Praia Grande (SP), surgia a primeira organização nacional de rádios comunitárias. A Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) nascia, em 25 de agosto de 1996, num cenário em que inexistia previsão legal dessa modalidade de serviço radiofônico. Mas milhares de emissoras abriam e fechavam constantemente reclamando o inalienável direito de liberdade de expressão. As decisões judiciais, a repressão policial, a fiscalização governamental e a aprovação de uma legislação eram as maiores preocupações da Abraço.

A lei 9.612 de radiodifusão comunitária foi aprovada dois anos depois, fruto do lobby de radiodifusores que, conseguindo restringir a potência, os canais e as formas de arrecadação dos recursos, inviabilizaram quase totalmente o serviço. Somente três anos depois começaram a ser licenciadas as primeiras emissoras. Os canais, além de terem a sobrevivência comprometida, se tornaram, segundo pesquisa de Venício A. de Lima e Cristiano Aguiar Lopes para o Instituto Projor, moeda de trocas políticas no Ministério das Comunicações, sendo denominado de o “novo coronelismo eletrônico”.

Novo tratamento
Para gerenciar os inúmeros pedidos de parlamentares federais aliados, que demoravam, em média, três anos para ser atendidos, e até de adversários, que passavam mais de cinco anos tramitando, foi instalado um programa de computador responsável por tal engenharia.

Nesse momento, ganham a cena deputados e senadores como intermediários, enfraquecendo a organização das rádios comunitárias. A corrida pelas autorizações tornou o movimento um “salve-se quem puder”. Em meio à maratona desesperada, muitas emissoras com origem em movimentos sociais históricos perderam seu espaço no dial, tornando-se tão-somente memória. A conjuntura trouxe dificuldade de articulação e mobilização ao movimento.

Depois de conquistadas suas autorizações, as rádios comunitárias notaram que a vitória não estava garantida. Dificuldades de financiamento, fiscalizações arbitrárias, tratamentos injustos, sobreposição de canais e ausência de apoio governamental reacenderam o espírito da luta pela radiodifusão comunitária que, aliada à efervescência dos movimentos pela democratização da comunicação, culminou com a reivindicação pela Conferência Nacional da Comunicação (Confecom), espaço para debater e planejar as políticas públicas para área.

A Abraço se refortalece no movimento Pró-Conferência, tornando-se não só referência para as emissoras que querem divulgar suas demandas, mas como interlocutor indispensável na construção do evento.

Com a maior bancada da sociedade civil na Confecom, as rádios comunitárias, lideradas pela Abraço, expressaram seu clamor ao então presidente Lula por um novo tratamento, resultando um termo de compromisso assinado por representantes da Secretaria de Comunicação Social, Casa Civil e Ministério das Comunicações. O documento que previa alternância de canais, aumento de potência e financiamento público para as rádios comunitárias tornou-se um indicativo de luta e cobranças ao governo. (Texto completo)

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CONSCIÊNCIA DE CLASSE DEVE DAR LUGAR À CONSCIÊNCIA DE RENDA (ECONÔMICA) PARA SE ENTENDER OS CONFLITOS SOCIAIS DE HOJE

Consciência de renda ou consciência de classe?Uma das teses fundantes do pensamento marxista é a consciência de classe que, durante o último século, tornou o discurso radicalizado entre os interesses de trabalhadores como uma classe universal (de um lado) e os proprietários dos meios de produção, ou seja, os patrões (de outro).

Há muito que teóricos de diversas áreas e a própria transformação da sociedade nos mostram, ou melhor, evidenciam, que  essa divisão é tão mais complexa, apesar de sua ainda existência como núcleo de uma batalha e entendimento dos conflitos sociais. A vida do século 21 ressaltou um outro conflito, muito antigo, que se estabelece entre o rico e o pobre e que hoje se estabelece de uma forma tão radical e oposta quanto a relação de conflito entre capital e trabalho.

Ao vermos comunistas históricos ao lado de capitalistas históricos, ao vermos trabalhadores infinitamente mais enriquecidos que muitos proprietários de pequenas empresas, ao vermos funcionários de partidos políticos como sanguessugas nos cofres públicos, ao vermos o financiamento público de grandes empresas, o aporte financeiros para fusões e o dinheiro público (no mundo inteiro) sendo usado para salvar banqueiros irresponsáveis e governos espúrios, torna-se necessário um estudo entre riqueza e pobreza menos econômico e mais jurídico e sociológico.

Tudo isso nos mostra  que é o momento de darmos maior atenção a consciência de renda (ricos e o resto da população). Há especialmente no Brasil uma taxação de impostos maior sobre as classe médias e pobres em detrimento dos ricos. Esse foi o modelo que gerou a atual crise dos Estados Unidos. Há no mundo um conflito evidente entre pobres e ricos, expresso muito claramente no governo Lula e também no governo de Barack Obaman nos Estados Unidos. A radicalização dos republicanos do Tea Party dos EUA e do PSDB/Serra (monarquista/teológico) mostra que há uma luta pela alienação das classes médias. É o conflito de renda que se expressa de forma mais evidente no discurso radical da extrema-direita. É preciso hoje ter mais consciência de renda do que consciência de classe.

Todo o discurso da revista Veja nos últimos anos, por exemplo, demonizando o PT e Lula com um moralismo udenista, foi uma tentativa de cooptar as classes médias de forma que estas classes tomassem para si o interesse dos muitos ricos. A intenção é que o brasileiro médio sinta as dores e os medos dos grupos que têm privilégios econômicos privados ou em associação com o Estado. A revista Veja e a grande mídia funcionam como baluartes da consciência de renda, fazendo o proselitismo das classes médias. O ideal é fazer com que o engenheiro, o médico e o profissional liberal em geral temam qualquer mudança social quanto os filhos do Roberto Marinho, os Civitas, os Frias e banqueiros.

Um estudo mais sociológico do conflito de renda pode abrir o entendimento para se taxar o luxo, a ostentação, a grandeza, a usura e o excesso  de modo que se construa uma sociedade mais justa e igualitária. Não haverá desenvolvimento sem violência no Brasil enquanto os ricos pagarem menos impostos do que os pobres. Não é possível um apartamento de 1000 m2 pagar proporcionalmente o mesmo IPTU que um barraco de madeira ou um apartamento de 120 metros quadrados. É preciso construir uma sociologia da igualdade.

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MAL-ESTAR TÍPICO DA MODERNIDADE, A CEFALEIA TENSIONAL VEM ASSOCIADA AO ESTRESSE, POSTURA INADEQUADA E FADIGA

A modernidade traz consigo algumas conquistas, mas também algumas perdas. No fluxo diluído de pessoas, informações e acontecimentos que nos envolvem na contemporaneidade, não é apenas a fronteira das coisas que se perde, a dos indivíduos desaparece também.

Um homem parado, em frente ao computador, faz um esforço talvez maior do que um trabalhador agitado, que corre o dia todo resolvendo problemas, lidando com diferentes pessoas, buscando soluções. Isso porque o computador o bombardeia com uma série de informações e sem que ele perceba o deixa estressado, cansado, sem sequer sair do lugar. E aí reside o outro problema: sem sair do lugar. Parado e, geralmente, parado de forma errada.

O estresse, a fadiga e a postura inadequada estão entre as principais causas da cefaleia tensional, uma espécie de dor de cabeça associada às causas acima citadas. Estima-se que sete em cada dez pessoas sofrem ou sofrerão de um dos “males do século”, como aponta reportagem publicada pela revista Carta Capital.

Os sintomas da doença são parecidos com os de uma enxaqueca tradicional, no entanto, a cefaleia não provoca naúseas ou vômitos em função da dor. Diagnosticá-la, portanto, nem sempre é tarefa fácil. Mudar o estilo de vida aparece como uma alternativa para fugir deste mal.

As doenças que surgem com o estilo de vida moderno ajudam a entender que não é preciso tornar-se fluxo para participar dele. As informações, trocas e oportunidades que a modernidade oferecem devem sim ser aproveitadas por nós, mas, para ficar em um velho trocadilho que, apesar de velho traduz bem esse caso, não são elas que devem se aproveitar de nós.

Veja trecho da reportagem sobre o assunto publicada pela Carta Capital:

Mal do século
Por Riad Younes

Sete em cada dez pessoas sofrem ou sofrerão de um dos “males do século”. A cefaleia tensional, ou dor de cabeça associada a estresse, tensão, fadiga ou movimentação e postura inadequadas. Apesar do nome, a causa ainda não está totalmente clara. Frequentemente associada à contração dos músculos da cabeça e do pescoço, em indivíduos submetidos a situações de estresse, ou de trabalho prolongado em escritório, principalmente ligado a um computador. Dormir em posição não habitual, como cochilar assistindo a um programa na tevê, também pode deflagrar uma crise de cefaleia. Como dores de cabeça são muito frequentes na população, o diagnóstico correto, e a diferenciação de outras causas mais sérias de cefaleia, pode ser crucial.

O médico deve se esforçar em descartar, por exemplo, a possibilidade de enxaqueca, importante no manejo desses pacientes. A maioria dos casos de cefaleia tensional aparece, em homens ou mulheres, em idade variando entre 20 e 50 anos. Raramente após essa faixa etária. Esse tipo de dor de cabeça pode se apresentar de forma esporádica, de vez em quando, quando as crises não afetam o indivíduo mais de 15 dias por mês.

Cefaleias mais frequentes são caracterizadas como crônicas. Alguns aspectos ajudam a desconfiar de cefaleia tensional. O doutor R. M. Pluta descreveu, na prestigiosa revista Jama, sintomas que apontam nessa direção. Para se fazer o diagnóstico, ou a suspeita forte, bastariam dois ou mais dos seguintes sintomas:

1.Dor de cabeça em pressão, não do tipo pulsátil.

2.Presente dos dois lados da fronte, na região temporal ou na nuca

3.Intensidade geralmente leve a moderada.

4.Não piora com atividade física. (Texto completo)

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Precaridade no atendimento às crianças: ausência de programas educacionais, sociais e falhas das próprias famílias

As fugas e os arrastões já fazem parte da realidade de muitos menores em situação de rua na cidade de São Paulo. O problema se insere em uma complexa teia de causas e consequências onde a pior delas é a situação de abandono em que vivem os menores e o sentimento de revolta que vai tomando conta deles, preenchendo um espaço que poderia ser dos sonhos, do conhecimento e das oportunidades.

Vindos de famílias desestruturadas, quando há família, os menores em situação de rua geralmente são encaminhados aos Conselhos Tutelares da cidade (que são poucos e trabalham sobrecarregados), a abrigos, ou, quando maiores de idade, vão para a Fundação Casa (antiga Febem). Em nenhum desse lugares recebem tratamente adequado, como mostra reportagem publicada pela Agência Brasil.

Especialistas ouvidos pela Agência, falam de uma falência no sistema público de atendimento aos menores que é apenas a ponta mais visível de um problema que encontra raízes na ausência de educação pública de qualidade e na falta de estrutura familiar.

A situação da infância no Brasil fica assim envolvida na mesma desigualdade social e de oportunidades com a qual já nos acostumamos. Um problema difícil de resolver, sintoma da forma como o social sempre foi tratado no Brasil.

Veja trecho da notícia sobre o assunto publicada pela Agência Brasil:

Arrastões mostram falência no atendimento a crianças, dizem especialistas
Por Bruno Bocchini

São Paulo – Arrastões feitos por crianças e adolescentes e fugas recorrentes dos abrigos são indicativos da falência do Poder Público e da sociedade civil em resolver o problema dos menores em situação de rua. A opinião é de dois especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Na última segunda-feira (22), a cidade de São Paulo registrou o segundo arrastão feito por crianças e adolescentes na Vila Mariana – bairro da zona sul de São Paulo. Após invadirem um hotel, sete menores foram apreendidos pela polícia. Alegaram ter menos de 12 anos e foram levados ao Conselho Tutelar, onde passaram a depredar o local.

“Agora que nós vemos que a coisa está degringolada, temos que começar tudo de novo chegando à raiz, chegando à origem: um Estado que traga educação pública. Tudo o que podemos fazer é paliativo. É colocar band aid em tumor”, destaca o desembargador e coordenador da área de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antonio Carlos Malheiros.

Na tarde de ontem (23), três dos sete jovens apreendidos fugiram do abrigo para onde tinham sido encaminhados. Dois foram reconhecidos como maiores de 12 anos e levados para a Fundação Casa, antiga Febem. (Texto completo)

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QUANDO SENTIDOS E DESEJOS VIRAM MERCADORIA: 1,99 UM SUPERMERCADO QUE VENDE PALAVRAS

As tradicionais lojas de 1,99 vendem inúmeros produtos, nem sempre por 1,99, mas por valores relativamente mais baixos do que encontramos em supermercados ou lojas tradicionais. Em uma loja de 1,99 há um pouco de tudo. Geralmente, a porta de entrada é pequena, estreita, mas, à medida que os passos avançam, os corredores se multiplicam, as entradas formam-se umas à partir das outras, desenha-se um labirinto de consumo, variedade, onde cabe um pouco de tudo e onde se tem a ilusão de ali encontrar tudo.

A descrição de uma loja de 1,99 talvez se pareça muito com o retrato do mundo contemporâneo. Um lugar que, à primeira vista, parece simples, dominável, mas que depois vai se multiplicando, abrindo muitos caminhos e formando um labirinto lotado de opções, abarrotado de coisas, vozes, pessoas, apelos, marcas e, de repente, vazio, sem nada.

O que falta nesse mundo? Talvez sentido? O que acreditamos ser capaz de nos dar todas as respostas e todos os sentidos? As palavras? Então, porque não um desses 1,99, cheios e misteriosos, mas, dessa vez, de palavras. Um lugar onde elas esperam nas prateleiras por mãos ávidas em tomar posse daquele sentido representado por elas, daquele desejo que elas prometem realizar, daquela memória que elas prometem clarear.

Isso mesmo um mundo claro, iluminado, branco. A mesma luz do renascimento, do iluminismo, da idade do saber, da razão e do conhecimento (obtidos por meio da palavra), em oposição a um mundo escuro, onde reinam as trevas da ignorância, a vertigem do caos. Cores formando significados, o mundo da palavra incorporando as suas múltiplas significações textuais, o homem consumindo o último reduto de sua suposta identidade.

A palavra tornando-se, de fato, um produto! Vale a pena ver os dois trechos iniciais do filme de Marcelo Masagão que, assim como grande parte de suas produções, mantém a linha de ácida crítica à sociedade atual, seus valores e opções comportamentais, sempre com um requinte estético e artístico que começa no musical e evolui para a exploração semiótica do mundo.

Em 1,99 Um supermercado que vende palavras, contrapõem-se o mundo das luzes e o mundo das palavras ao mundo da escuridão e do caos. Cabe a quem reparar, refletir se talvez não fosse o inverso, afinal, haveria claridade de saber em um mundo onde as palavras e os desejos são vendáveis? Ou, na verdade, a claridade que ele coloca seria de entorpecimento, cegueira e ilusão?

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Tomada de Trípoli: bombardeio e saldo de vítimas variando de 1.300 a 3 mil

Os 42 anos do governo ditadorial do líder líbio Muammar Khadafi parecem estar com os dias contados. O amplo apoio internacional à queda do ditador somado à proporção que vêm alcançando os protestos dentro do país reforçam essa impressão.

Com o apoio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), os grupos rebeldes assumiram o controle da capital do país, Trípoli, até então o último reduto importante de forças leais a Khadafi e encontraram pouco resistência, segundo agências de notícias. Um dos filhos de Khadafi foi feito refém durante a operação e o presidente do Conselho Nacional de Transição, principal organização dos rebeldes, promete que ele só será liberado quando Khadafi deixar efetivamente o poder.

O ditador, no entanto, promete resistir até o fim, mesmo estando cada vez mais fragilizado internamente, do ponto de vista militar com o avanço dos rebeldes; e externamente, do ponto de vista geopolítico, já que países como Estados Unidos, Alemanha, França e Grã-Bretanha consideram que o governo do ditador já chegou ao fim. O presidente Hugo Chávez é o único que continua apoiando o líder líbio, alegando que a ação dos países europeus e dos EUA apenas impede que o regime e o povo do país vivam em paz.

No entanto, o caminho para a paz parece cada vez mais delicado no caso líbio. Duas violências se chocam no país: a dos protestos, agora reforçados pela Otan, e a da longa ditadura de Khadafi.  E violência, seja ela qual for, parece não ser o melhor dos caminhos para se chegar à paz!

Veja notícia sobre o assunto publicada pela Rede Brasil Atual:

Rebeldes líbios alcançam Trípoli e detêm filho de Khadafi
Por Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – Após um fim de semana de ações coordenadas entre grupos rebeldes e bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), os insurgentes alcançaram a capital líbia, Trípoli, e teriam encontrado pouca resistência, segundo agências de notícias. Um dos sete filhos e sucessor de Muammar Khadafi, Saif Al Islam, teria se rendido aos rebeldes de acordo com informações do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Os relatos foram publicados ainda na noite de domingo (21) e na madrugada desta segunda-feira (22). O canal da emissora estatal do país foi tirado do ar, bem como a rede Al-Libiya, que pertence a Saif al-Islam.

O presidente do Conselho Nacional de Transição, principal organização dos rebeldes – e reconhecido por países europeus e pelos Estados Unidos como um regime legítimo –, Mustafa Mohammed Abdul Jalil, sustenta que o movimento será encerrado apenas quando Khadafi renunciar. Jalil promete manter o filho capturado do “em um local seguro até que seja entregue ao Judiciário”.

Horas depois de os insurgentes terem assumido o controle da maior parte da capital, último reduto importante de forças leais a Khadafi, aconteceram embates violentos na área em volta do quartel-general do líder, onde ele reside desde maio. Segundo a rede britânica BBC, rebeldes admitem que forças favoráveis ao líder líbio ainda controlam de 15% a 20% de Trípoli. O regime líbio afirma possuir 65 mil soldados sob seu comando.

Apesar de a resistência ter sido menor do que a esperada, o porta-voz e ministro das Comunicações de Khadafi, Moussa Ibrahim, disse que 1.300 pessoas foram mortas na cidade de sábado para domingo. Outras fontes sustentam que o saldo trágico dos embates alcançaria 3 mil vítimas fatais. (Texto completo)

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TV POR ASSINATURA: COTAS DE PROGRAMAÇÃO NACIONAL E ABERTURA PARA TELES ESTRANGEIRAS ESTÃO ENTRE AS MUDANÇAS PREVISTAS PARA O SETOR

Cota para programação nacional e abertura ao mercado externo

O projeto de lei que prevê mudanças na política de tv por assinatura foi aprovado na última quarta-feira (17/08) pelo senado e segue agora para sanção presidencial. Entre outras coisas, o projeto prevê cotas de programação nacional no horário nobre e abre o mercado de tv por assinatura para as empresas de telecomunicações nacionais e também estrangeiras, acabando com o limite de participação estrangeira no setor de tv a cabo que era de 49%.

Com a abertura do setor para as teles, o governo espera aumentar a concorrência e, com isso, baratear os custos do serviço. As empresas de telefonia fixa, no entanto, estão fora do processo de produção de conteúdo. Quanto às cotas de programação nacional, os canais deverão veicular três horas e meia por semana de conteúdo produzido no Brasil das 18h às 22h.

Segundo determinação do texto, cabe à Ancine (Agência Nacional de Cinema) a função de verificar o cumprimento da meta de veiculação de programação nacional e independente. A função de fiscalização atribuída ao órgão foi alvo de críticas pela oposição.

Após a sanção presidencial, é importante acompanhar como se dará o comando do mercado pelas teles e perceber se, de fato, haverá benefício ao consumidor. Quanto às cotas de programação nacional, apesar de ainda serem um pouco tímidas, já são um começo rumo a uma abertura maior de espaço para o conteúdo e cultura nacionais.

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC):

Tele estrangeira poderá controlar televisão a cabo
Por Sofia Fernandes e Valdo Cruz/Brasil Imprensa Livre

Com a mudança, as operadoras de telefonia fixa vão poder controlar empresas de televisão por assinatura
Nova lei também acaba com restrição a estrangeiros; Embratel poderá assumir Net, e Telefônica, a TVA

O Senado aprovou ontem o projeto de lei que abre o mercado de TV a cabo para as empresas de telecomunicações nacionais e estrangeiras e define cotas nacionais de programação.
O texto vai a sanção presidencial. O projeto unifica a regulamentação de TV por assinatura, seja via satélite, cabo ou micro-ondas, e derruba a legislação específica para TV a cabo hoje em vigor.

A atual lei do cabo proíbe que teles estrangeiras controlem TV a cabo. As nacionais também eram proibidas, mas a Anatel estava mudando essa determinação.

Agora, as teles ficarão legalmente liberadas para controlar empresas do setor. Com isso, o governo espera ampliar a competição de TV por assinatura, baratear o serviço e usar o negócio como um vetor de crescimento de conexões à banda larga.
As empresas de telefonia fixa poderão vender os chamados “combos” de TV paga, telefone e banda larga. O projeto, porém, mantém as teles fora do processo de produção de conteúdo.
O projeto de lei define ainda cotas para produção nacional. Os canais deverão veicular três horas e meia por semana de conteúdo produzido no Brasil das 18h às 22h.

Há ainda a determinação de que metade da cota nacional seja produzida por empresas que não sejam vinculadas a grupos de radiodifusão. Será um total semanal de uma hora e 45 minutos de programação independente. (Texto completo)

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BELAS, LETRA E HARMONIA, DE MARCELO CAMELO

Eu só quero descansar, desacreditar no espelho, ver o sol se pôr vermelho…Em uma bela letra, vestida por uma doce e gostosa harmonia, Vermelho, música do compositor, violonista e poeta Marcelo Camelo, pode ser vista como uma das mais belas canções do ano. Isso porque a expressividade e o equilíbrio da composição se harmonizam em todos os instantes.

Ritmo, voz e reflexão sobre a vida, o momento, o amor e o sentido do que as coisas trazem pulsam de forma suave e quase lírica. Um som pra se deliciar em todos os sentidos, vendo, quem sabe, o cair do sol, vermelho

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O TEMPO É AGORA…VOZ DE XANGAI EM BELA LETRA DE RENATO TEIXEIRA

PCdoB SE APROXIMOU DE KÁTIA ABREU, GILBERTO KASSAB E AGORA É O ÚNICO A VOTAR CONTRA A CASSAÇÃO DO PREFEITO DE CAMPINAS, DR. HÉLIO

PCdoB foi o único partido contra o impeachment do Dr. Hélio

O PCdoB parece que está sendo consumido pelo pragmatismo e pela dificuldade de se desprender do poder.

No último ano, o partido que sempre teve uma postura avançada em várias questões sociais e políticas parece sucumbir ao jogo político.

Primeiro foi o Código Florestal de Aldo Rebelo, que fechou questão com os ruralistas e foi difícil conseguir alguns avanços e proteção ao meio ambiente. Aldo dizia que Kátia Abreu (Veja a reforma agrária da Kátia) é confiável.

Depois veio a associação com Gilberto Kassab, em São Paulo. Não precisa dizer mais nada.

Agora, Sérgio Benassi, vereador do PCdoB de Campinas, foi o único voto em favor do DR. Hélio, ou seja, contra a punição política à quadrilha do Mato Grosso que se instalou em Campinas com o governo atual.

Só falta defender a ditadura, mas não vai ser do proletariado….

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Diálogo com os movimentos sociais

Na última quarta-feira, 17/08, a presidente Dilma Rousseff participou do encerramento da Marcha das Margaridas, maior manifestação do campesinato feminino, em Brasília, e aproveitou a ocasião para enfatizar a importância do diálogo entre governo e movimentos sociais, reconhecendo que todas as reivindicações, críticas e propostas são essenciais, bem-vindas e necessárias.

Com isso, Dilma não só dá continuidade a uma linha seguida pelo seu antecessor, como também vai dando forma ao seu governo, conferindo a ele um aspecto social que aproxima os movimentos populares do executivo, dando voz aos primeiros e popularidade a este último. Está aí o exemplo do governo Lula para comprovar.

De chapéu de palha na cabeça e com um discurso um pouco mais longo do que o de costume, Dilma atendeu parte das reivindicações do movimento e enfatizou seu compromisso em dar continuidade ao diálogo. Jogo duro no combate à corrupção e habilidade junto aos movimentos sociais, Dilma parece que vai encontrando seu tom de governar!

Veja trecho de notícia sobre o assunto publicada pela Carta Maior:

“Debate com movimento social é fundamental”
Por André Barrocal

Em dia dedicado a reforçar aproximação com movimentos sociais, Dilma Rousseff diz ter certeza de que é ‘fundamental” dialogar com eles, ao encerrar Marcha das Margaridas, maior manifestação do campesinato feminino. Segundo presidenta, críticas e sugestões dos movimentos são “essenciais”, ‘bem-vindas” e “necessárias”. Parte das revindicações foi atendida, mas outra continuará a ser negociada. Próximo encontro margaridas-governo será em outubro.

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff fez gestos importantes de aproximação com movimentos sociais, nesta quarta-feira (17/08). Ao participar do encerramento da Marcha das Margaridas, manifestação de camponesas em Brasília, disse querer “intensificar o diálogo do governo” com as “margaridas” e completou: “Tenho certeza que o debate com os movimentos sociais é fundamental.”

“Tenho certeza que as críticas e as sugestão são essenciais. E, além disso, para nós, são bem-vindas. Muito bem-vindas e necessárias”, reforçou.

Dilma pronunciou um discurso de 31 minutos do jeito que o antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, gostava. Usando na cabeça um chapéu de palha que identificava o movimento ao qual se dirigia, semelhante ao das manifestantes presentes ao Parque da Cidade de Brasília – a organização do evento calcula entre 60 mil e 70 mil pessoas.

Ao assumir o microfone, entregou à secretária de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Carmem Foro, um caderno com as respostas do governo a 158 reinvindicações da Marcha. Os pedidos tinham sido apresentados a ministros há cerca de um mês. (Texto completo)

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Já chegou a hora da sociedade brasileira se mobilizar contra a corrupção, mas não em uma mobilização moralista e partidarizada como foi aquela coisa horrorosa do movimento Cansei. É preciso construir uma mobilização apartidária, calcada em mudança da legislação e em procedimentos técnicos de administração. (mas essa o pessoal do Cansei não quer).

Uma mobilização assim deve defender procedimentos para minimizar os danos da corrupção, sem vinculá-la a partidos políticos

Por exemplo, uma lei de Ficha Limpa para servidores públicos. Todo servidor público, seja concursado ou comissionado (principalmente este) deve ter ficha limpa, ou seja, nunca ter sido condenado em primeira instância. Isso não resolve, mas ajuda.

Outra medida simples:

Prefeituras não têm motivo algum para ter suas contas, gastos e movimentação financeira escondidos. Não há ministério da Defesa, Relações Internacionais e outros como o governo federal. Então, uma legislação poderia obrigar prefeituras de todo o país a manter salas informatizada com todas as contas expostas, em tempo real, de forma que qualquer cidadão ou mesmo os vereadores tivessem acesso imediatamente, sem intermediação, e não precisassem mais fazer requerimentos para obter informações.

Outra medida é obrigar prefeituras a publicar todos os convênios com o governo federal com local e hora de realização.

Dia 9 de dezembro é o Dia Internacional contra a corrupção. É hora de agir sem falso moralismo. Veja informação sobre o Dia no site da CGU.

O Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado no dia 9 de dezembro, é uma referência à assinatura da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, ocorrida na cidade mexicana de Mérida. Por sugestão da Transparência Internacional, a proposta de definição da data foi apresentada pela delegação brasileira. Em 9/12/2003, mais de 110 países assinaram a Convenção, entre eles o Brasil.

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A vitrine pelo outro lado

As operações de fiscalização e combate ao trabalho escravo mostram, com cada vez mais frequência,  que este está presente não só em regiões pobres e em propriedades rurais pelo interior do país, como também nas grandes cidades, em plena capital paulista, o principal centro urbano, econômico e industrial do Brasil.

A ação de fiscalização e combate também revela à população que a escravidão na contemporaneidade está mais próxima dos cidadãos do que eles imaginam. Uma roupa comprada nos shoppings centers, em lojas conceituadas e caras, por exemplo, pode ter sido produzida por um trabalhador mantido em situação de escravidão.

O caso da marca espanhola Zara é exemplar em relação a isso. Em sua mais recente operação vinculada ao Programa de Erradicação do Trabalho Escravo Urbano da SRTE/SP que rastreia a cadeia produtiva das confecções; a equipe de fiscalização trabalhista encontrou 15 pessoas, incluindo uma adolescente de 14 anos trabalhando em situação de escravidão em oficinas subcontratadas de uma das principais “fornecedoras” da rede.

O cenário encontrado pela fiscalização incluía contratações completamente ilegais, trabalho infantil, condições degradantes, jornadas exaustivas de até 16h diárias e cerceamento de liberdade. E é essa a sujeira escondida embaixo das belas e finas roupas que o consumidor vê nas vitrines. É essa a realidade que o Brasil esconde, renegando enquanto, na verdade, apenas se confirmam as marcas deixadas pela sua própria história.

Veja texto com mais detalhes publicado pelo Repórter Brasil:

Roupas da Zara são fabricadas com mão de obra escrava
Em recente operação que fiscalizou oficinas subcontratadas de fabricante de roupas da Zara, 15 pessoas, incluindo uma adolescente de 14 anos, foram libertadas de trabalho escravo contemporâneo em plena capital paulista
Por Bianca Pyl e Maurício Hashizume

São Paulo (SP) – Nem uma, nem duas. Por três vezes, equipes de fiscalização trabalhista flagraram trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa da badalada marca internacional Zara, do grupo espanhol Inditex.

Na mais recente operação que vasculhou subcontratadas de uma das principais “fornecedoras” da rede, 15 pessoas, incluindo uma adolescente de apenas 14 anos, foram libertadas de escravidão contemporânea de duas oficinas – uma localizada no Centro da capital paulista e outra na Zona Norte.

A investigação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP) – que culminou na inspeção realizada no final de junho – se iniciou a partir de uma outra fiscalização realizada em Americana (SP), no interior, ainda em maio. Na ocasião, 52 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes; parte do grupo costurava calças da Zara.

“Por se tratar de uma grande marca, que está no mundo todo, a ação se torna exemplar e educativa para todo o setor”, coloca Giuliana Cassiano Orlandi, auditora fiscal que participou de todas as etapas da fiscalização. Foi a maior operação do Programa de Erradicação do Trabalho Escravo Urbano da SRTE/SP, desde que começou os trabalhos de rastreamento de cadeias produtivas a partir da criação do Pacto Contra a Precarização e Pelo Emprego e Trabalho Decentes em São Paulo – Cadeia Produtiva das Confecções.

A ação, complementa Giuliana, serve também para mostrar a proximidade da escravidão com pessoas comuns, por meio dos hábitos de consumo. “Mesmo um produto de qualidade, comprado no shopping center, pode ter sido feito por trabalhadores vítimas de trabalho escravo”. (Texto completo)

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Patrícia Acioli

A morte da juíza Patrícia  Acioli, promovida ou não por milícias de policiais, mostra que o Brasil vai precisar de pelo menos 100 anos para se livrar de todo o dano causado pela ditadura militar instalada em 1964.

A ditadura ajudou a construir o submundo da cultura da violência, uma cultura herdada do coronelismo e inspirada no fascismo. Ela possibilitou a criação de facções criminosas bem organizadas nos tráficos de drogas, deu liberdade para torturadores e policiais matarem e consolidou o país como um dos mais desiguais do mundo.

A ditadura  criou uma cultura de que a lei não vale nada e que muitas vezes está presente nas sentenças dos tribunais superiores. A ditadura alçou ao poder –  em várias esferas, seja legislativa, executiva e judiciárias – as piores pessoas, para que o regime pudesse ser mantido a ferro e fogo.

A ditadura criou a cultura do medo e da covardia. Os juízes no Brasil estão acovardados. Criou-se uma Justiça cínica, que se funda em pormenores técnicos para livrar corruptos e poderosos.

Os grandes juízes, como Patrícia Acioli, quando não estão resignados, tornam-se vulneráveis.

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PARA ANISTIA INTERNACIONAL, MORTE DE JUÍZA NO RIO DE JANEIRO EXPÕE “OS PROFUNDOS PROBLEMAS DE CORRUPÇÃO POLICIAL” E O AVANÇO DO “CRIME ORGANIZADO” NO ESTADO

Milícia, traficante, polícia: complexo sistema

A juíza Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros na noite da última quinta-feira (11) no município de Niterói, no Rio de Janeiro. Patrícia trabalhava na Vara Criminal de São Gonçalo, no Grande Rio, e julgava processos sobre crimes cometidos por grupos de extermínios, milícias e quadrilhas de traficantes que agem na região metropolitana do Rio de Janeiro. Era conhecida pelos métodos firmes com que fazia valer a justiça e foi responsável pela condenação de cerca de 60 policiais envolvidos em atividades criminosas.

O fato chamou a atenção da Anistia Internacional que, por meio de nota, lembrou que a morte de uma juíza nas circunstâncias em que se deu o assasinato de Patrícia expõe os graves problemas da corrupção policial no Rio de Janeiro, bem como o avanço do crime organizado.

É como se existisse um complexo sistema organizando a atividade criminosa, conectando milícias, policiais e traficantes e, quando alguém simplesmente tenta furar, penetrar ou desmontar esse complexo sistema, este último automaticamente já deleta essa espécie de vírus que pode danificar sua estrutura de funcionamento.

Quem busca fazer a justiça no Brasil atualmente é justamente isso: um vírus que precisa ser rapidamente eliminado. Daí a preocupação vinda de órgãos internacionais, afinal, em um país onde a justiça é a doença, a saúde só pode ser o caos.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Assassinato de juíza expõe corrupção policial e avanço do crime organizado no Rio, diz Anistia Internacional
Poe Vitor Abdala

Rio de Janeiro – A execução da juíza Patrícia Acioli expõe “os profundos problemas de corrupção policial” e o avanço do “crime organizado” no Rio de Janeiro, segundo nota divulgada hoje (16) pela Anistia Internacional.

A magistrada, que trabalhava na Vara Criminal de São Gonçalo, no Grande Rio, foi morta com 21 tiros na noite de quinta-feira (11), no município de Niterói.

“A morte de uma juíza que estava simplesmente realizando seu trabalho foi um golpe no Estado de Direito e no sistema judicial no Brasil”, diz, por meio da nota, o representante da Anistia Internacional no Brasil, Patrick Wilcken. “As autoridades precisam fazer uma investigação profunda e independente para levar os responsáveis à Justiça.”

De acordo com a Anistia Internacional, não basta julgar os culpados pelo crime. As autoridades federais, estaduais e municipais precisam dar proteção aos envolvidos na investigação e no julgamento de policiais corruptos e quadrilhas. (Texto completo)

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Novo Código: executivo cada vez mais sozinho

No meio do jogo de força entre o PT e a sua base está a aprovação do novo Código Florestal que tem se tornado cada vez mais delicada. O novo Código é bastante impopular junto aos órgãos e entidades de defesa do meio ambiente. Aprová-lo seria um retrocesso na luta pela preservação ambiental e também no avanço das demais causas ligadas à terra, como a reforma agrária, por exemplo.

Isto porque a vitória do novo Código representaria também a força da bancada ruralista no Congresso Nacional, bem como a influência desta no governo, o que, de certa forma, já ficou evidente com a derrota sofrida pelo executivo no início do ano na ocasião da primeira votação do Código. Devido ao rearranjo de forças que vem se desenhando, representantes de grupos de defesa do meio ambiente já esperam pela aprovação do novo Código, torcem apenas para que seja o “menos pior”.

Tudo parece indicar que a balança do legislativo não vai mais tão equilibrada quanto ia nos tempos do governo Lula; e o posicionamento um tanto conservador da base aliada, coincidência ou não, aparece no contexto da votação de questões que mexem justamente com os interesses “conservadores” de alguns setores da nação.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Capital:

‘Estamos lutando para que seja o menos pior’
Por Clara Roman

A rearticulação do “centrão” ameaça o equilíbrio conquistado pela ampla coalizão no Legislativo do governo Lula. Em meio a um processo de “faxina” empreendido por Dilma Rousseff, os partidos da base aliada, articulados pelo PMDB, se unem em uma possível manobra para travar propostas do Executivo. Conservadora, essa estratégia remonta o cenário de 1988, durante a Constituinte. Em comum, os dois períodos têm a discussão ambiental e agrária em pauta.

Segundo Sérgio Leitão, advogado e ativista do Greenpeace, isso ocorre devido ao amplo espaço ocupado pelos ruralistas nos órgãos do poder e a capacidade de articulação com a faixa de partidos fisiológicos. A afirmação foi feita durante a palestra “A agenda em disputa pós-1988”, parte de um seminário organizado pelo Greenpeace e outras ONGs ambientalistas.

Enquanto em 1988, a Reforma Agrária estava em disputa, hoje é a aprovação do novo Código Florestal que tem marcado o jogo de forças entre o PT e sua base. Na época, a mídia cunhou o termo “buraco-negro” para processos travados pelo PMDB na Constituinte. (Texto completo)

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Senador Randolfe Rodrigues: falhas no modelo adotado pelo Ecad

Formação de cartel e desvio de verbas estão entre as atividades ilegais do Ecade (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais) apontadas pelo Ministério da Justiça e pelo autor da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que busca investigar as atividades do escritório, senador Randolfe Rodrigues (PSOL – AP).

Por essas e outras, a Comissão já está “desarticulando a caixa preta do Ecad”, como lembra o próprio Rodrigues. A falta de fiscalização do órgão é vista como algo impensável e inaceitável por representantes da Comissão, sem falar que é uma realidade distante da maioria dos países, onde há fiscalização pública nas atividades que envolvem direito autoral.

Apesar do Ecad alegar que uma CPI é totalmente desnecessária devido ao caráter privado da instituição, ela tem se mostrado cada vez mais importante à medida que a caixa preta do escritório vai sendo clareada. Além disso, se o Ecad é considerado privado por seus pares, a cultura é um bem público e deve ser resguardada como tal.

A CPI, neste sentido, é importante por expor a real necessidade de repensar a política de direito autoral que vigora no Brasil atualmente de modo que ela passe, de fato, a beneficiar os artistas e não a indústria da produção cultural, sem deixar de garantir à sociedade a parte que lhe cabe e ampla liberdade no acesso aos bens culturais, pois eles também pertencem a ela.

Veja trecho de texto sobre o assunto publicado pela Rede Brasil Atual:

Ministério da Justiça e senador veem formação de cartel no Ecad, que rejeita investigação
Autor da CPI que investiga o escritório responsável pela cobrança dos direitos autorais, senador Randolfe Rodrigues diz que Comissão está “desarticulando caixa preta”
Por Raoni Scandiuzzi

São Paulo – Em mais um capitulo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que busca investigar as atividade do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad), o Secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Vinícius Carvalho, indicou que “a organização e constituição do Ecad caracteriza formação de cartel” – portanto, uma ilegalidade.

A afirmação foi feita em uma audiência da CPI na última quinta-feira (12). Além do secretário, o autor da Comissão, senador Randolfe Rodrigues (PSOL – AP), disse à Rede Brasil Atual que na audiência foi descoberta “uma vítima utilizada para tirar dinheiro da União Brasileira de Compositores e repassar para terceiros”, caracterizando outra atividade ilegal do Ecad. Segundo Rodrigues, a CPI está “desarticulando a caixa preta do escritório”. Ele conta que hoje mesmo já seria possível pedir o indiciamento do Ecad por formação de cartel.

Uma troca no modelo de arrecadação e distribuição de direitos autorais no Brasil seria a solução para o senador. “Está cada vez mais claro que esse modelo não é correto. Uma entidade que movimenta tanto dinheiro e não é fiscalizada por ninguém, não é controlada por ninguém não pode existir”, garante Rodrigues, que vê boa vontade do governo no sentido de alterar essa metodologia. (Texto completo)

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Pensando soluções para o mundo de amanhã: recursos naturais em debate

Evento promovido pela Unicamp em parceria com USP, Unesp e UFSCar trará quatro vencedores do prêmio Nobel de Química para o Brasil como parte das comemorações do Ano Internacional da Química. Cerca de 14 palestrantes discutirão o tema “Produtos Naturais, Química Medicinal e Síntese Orgânica”, abordando questões como o uso de recursos naturais brasileiros para a produção de medicamentos.

A vinda de pesquisadores importantes mundialmente, ajuda a inserir o Brasil no campo das discussões e inovações tecnológicas não só na química, como nas mais diferentes áreas do conhecimento, além de incentivar a pesquisa, aumentando investimentos e  valorizando cada vez mais o saber humano em tudo aquilo que ele pode produzir para melhorar o cotidiano prático e também reflexivo dos cidadãos.

Veja trecho de notícia publicada sobre o evento, que ocorre entre os dias 15 e 18 de agosto, no site da revista Carta Capital:

Unicamp traz vencedores do Nobel de Química
Redação da Carta Capital

Evento promovido pela Unicamp em parceria com USP, Unesp e UFSCar trará quatro vencedores do prêmio Nobel de Química para o Brasil. A iniciativa, que terá cerca de 14 palestrantes, faz parte das atividades do Ano Internacional da Química.

O tema “Produtos Naturais, Química Medicinal e Síntese Orgânica” deverá direcionar os seminários para a discussão da química aplicada, abordando, inclusive, com usar os recursos naturais do país para a síntese de medicamentos.

Os nobéis Ei-ichi Negishi (2010), Ada Yonath (2009), Richard Schrock (2005) e Kurt Wuthrich (2002) desenvolveram projetos nos mais diversos campos da Química. Todos eles possuem algum grau de inovação na aplicação da química.  Kurt Wüthrich, por exemplo, desenvolveu a técnica de ressonância magnética nuclear, que possibilitou implementar o diagnóstico em medicina e Richard Schorock desenvolveu catalisadores para acelerar processos na indústria. (Texto completo)

Mais informações na página da Unicamp

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POVO NA BIBLIOTECA: BIBLIOTECA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO, A MAIOR DA AMÉRICA LATINA, BATE RECORDE DE PÚBLICO EM 2011

Desde janeiro, mais de 42 mil pessoas já foram conhecer o acervo formado por mais de 8 milhões de obras da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

Uma biblioteca nacional é muito mais do que uma biblioteca. Nela, além de peças literárias, o público encontra retratos da histórica oficial de seu país por meio de documentos raros e importantes, guardados do passar do tempo e da opacidade da memória.

Além disso, os prédios onde se localizam as bibliotecas nacionais, geralmente, são um capítulo arquitetônico à parte. A Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro que fica no centro da capital fluminense e é a maior da América Latina, por exemplo, encanta não apenas pelas estantes de livros que se elevam horizontal e verticalmente até se perderem de vista, como também pela belíssima arquietetura colonial do prédio.

A suntuosidade, a elegância, o luxo e as marcas da época  oferecem a quem visita a Biblioteca uma viagem em direção a outro tempoalém de uma experiência estética e de conhecimento largamente expressiva que torna pleno o momento presente. A sensação é de que a riqueza literária e histórica está, entre aquelas paredes, corretamente preservadas.

Por tudo isso, o aumento de visitas à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro é algo extremamente positivo. O interesse de um povo por sua história artística e documental é um ótimo sinal para a construção de uma efetiva democracia regada por um autêntico e genuíno sentimento nacionalista.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Biblioteca Nacional registra recorde de público
Por Flávia Villela

Rio de janeiro – O número de pessoas que visitaram a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro aumentou em 60% este ano comparado ao mesmo período de 2010. Desde janeiro, mais de 42 mil visitantes já passaram pelas suntuosas dependências da maior biblioteca da América Latina, no centro da capital fluminense.

Desde fevereiro, a instituição decidiu ampliar a grade de horários das sessões guiadas e, em julho, o espaço passou a receber visitas no fim de semana. No entanto, de acordo com a coordenadora de Promoção e Divulgação Cultural da biblioteca, Suely Dias, a maior contribuição para esse aumento foi a distribuição da agenda das atividades da instituição nos centros culturais da cidade.

“Desde julho, com a potencialização dessa divulgação por meio da agenda e a criação de um novo canal de comunicação, percebemos um público diferente, além dos visitantes fiéis que já frequentam a Biblioteca Nacional. E a ideia é produzir mais produtos culturais e atrair cada vez mais cidadãos para poder compartilhar esse espaço privilegiado de saber e de produtos brasileiro.”

As visitas que eram limitadas a três horários fixos agora funcionam de acordo com os pedidos, com exceção das visitas especializadas, explicou Suely. “São aqueles grupos que querem conhecer a área de preservação ou o trabalho cotidiano da Biblioteca, o chamado turismo de experiência”, explicou a coordenadora. Além de conhecer os espaços, os visitantes podem participar de debates, rodas de leitura e exposições. Todas as atividades têm entrada franca.

A iniciativa de ampliar o número de visitantes coincide com os 200 anos da Biblioteca Nacional, que possui um acervo de mais de 8 milhões de obras, que inclui documentos da chegada da Família Real ao Brasil, em 1808. É o oitavo maior acervo da América Latina. (Texto completo)

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CAMILA VALLEJO: A IRRESISTÍVEL BELEZA REVOLUCIONÁRIA

Camila Vallejo, a jovem estudante chilena, que é uma das líderes do movimento estudantil, personifica a beleza revolucionária.

De uma estética arrebatadora, das palavras de Camila pulsa a beleza de lutar por uma educação gratuita e pública, por um Chile mais justo, por sonhos de um mundo melhor.

Camila Vallejo  é a atual presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH) e combate a privatização do ensino que aconteceu no país vizinho. Uma privatização que o PDSB/DEM queria implantar no Brasil durante o governo FHC.

Camila Vallejo nos diz que beleza e inteligência podem estar lado a lado na construção de um país!

Agora veja o vídeo:

Vi no Contexto Livre

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DE ONDE VÊM AS BOAS IDEIAS?

As ideias realmente revolucionárias não seriam aquelas que nascem de repente, em um surto repentino de inspiração, e sim aquelas que amadurecem ao longo do tempo, que vão se somando às suas outras partes inicialmente não vistas ou percebidas.

E essas outras partes geralmente vêm de palpites de outras pessoas que complementam o seu. Daí a importância dos espaços de convivência, discussão, literalmente, troca e união de ideias. Praças, cafés, bares, teatros e internet. A rede atualmente é um meio de gestação de novas ideias, um lugar de diálogo e troca onde um palpite pode enfim se somar a algum outro em uma cadeia de conexão e complementaridade que vai desenhando o eterno círculo de criação e inventividade.

Mais distraídos, mais cheios de informação com a internet, mas, mais conectados. Assim, o mundo e as coisas vão girando nos respectivos espaços, nas respectivas épocas. O que não muda é a necessidade de troca, diálogo, por isso, o acaso de fato parece favorecer as mentes conectadas!

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Aldeia de índios isolados do Igarapé do Xinane: ameaçados e vulneráveis

Vulnerabilidade e abandono das comunidades indígenas isoladas, somados à impunidade com relação a madeireiros, narcotraficantes e toda sorte de exploradores que agem na região da floresta amazônica, desenham um cenário de violência e injustiça que há mais de dez anos faz parte da paisagem local.

Do Brasil de Fato

Dia Internacional do Índio é marcado por ataque a povos isolados
O episódio ocorreu nos últimos dias de julho e os indícios dão conta de que um massacre ocorreu contra índios isolados do Igarapé do Xinane
Por Renato Santana

Em pleno Dia Internacional do Índio, nesta terça-feira (9), o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, desembarcou no Acre (AC) para tratar daquilo que se caracteriza como mais um ataque aos povos em situação voluntária de isolamento na selva amazônica – com ele, a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki.

O episódio ocorreu nos últimos dias do mês passado, a 32 quilômetros da fronteira com o Peru, e os indícios dão conta de que um massacre ocorreu contra índios isolados do Igarapé do Xinane – região da cabeceira do Alto Rio Envira, distante 600 quilômetros de Rio Branco, capital acreana. Conforme notícias veiculadas pela imprensa, os dois funcionários da Funai que atuam na Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Envira falam em “correrias” (massacre) empreendidas sobre os indígenas isolados.

Pontas de flechas foram encontradas por eles e agentes da Polícia Federal (PF) em acampamentos abandonados por supostos narcotraficantes peruanos, autores dos ataques. Mesmo sem a confirmação das mortes entre os indígenas, fica evidente a situação de vulnerabilidade em que se encontram tais comunidades – seja em face da ação de madeireiros, narcotraficantes e toda sorte de exploradores.

“Querem tocar no assunto como se fosse novidade, mas há mais de 10 anos ocorrem com frequência assassinatos e ataques aos povos isolados. São traficantes, madeireiros, grileiros e a compreensão de desenvolvimento de Brasil, Bolívia e Peru que contribuem para a ameaça aos isolados”, denuncia o missionário Lindomar Dias Padilha – que atua pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na região há quase 14 anos.(Texto completo)

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