Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 10 agosto, 2011

CARDOZO É UM NOVO GILMAR MENDES, NÃO QUER ALGEMAS PARA BANDIDO RICO QUE ROUBA A POPULAÇÃO BRASILEIRA

Justiça, a Cínica.

Cardozo: algema só para o povo e ladrão de galinha

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deu uma de Gilmar Mendes. Ele não quer que a Polícia Federal prenda os bandidos que assaltam os cofres públicos com algema. Eles devem ser tratados com todo o carinho, acredito. Como diz um famoso advogado de político, algema é coisa para três pês: pobre, preto e prostituta.

Segundo a Folha de S. Paulo, Cardozo mandou um ofício para a PF questionando o uso de algemas. hummm….. Veja trecho da reportagem:

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, questionou nesta quarta-feira a Polícia Federal pelo uso de algemas na Operação Voucher, que prendeu 35 pessoas na terça-feira (9).

Em ofício enviado à instituição e obtido pela Folha, Cardozo cobrou explicações em “caráter de urgência” e afirmou que, “caso constatada qualquer infração às regras em vigor, determino a abertura imediata dos procedimentos disciplinares cabíveis”.

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Fogo e caos pelas ruas de Londres

A crise econômica vem provocando cenas únicas e inesperadas no continente europeu. Os protestos em Madrid e na Grécia desencadeados pelo desemprego e pela instabilidade generalizada, agora, podem ser vistos pelas ruas de uma das mais importantes cidades do mundo: Londres.

A capital inglesa tem sido palco de uma onda de violência classificada como “sem sentido” pelo vice primeiro ministro inglês, motivada pelo desemprego e por medidas de austeridade adotadas pelo país.

Saques e incêncios perpetrados por grupos de jovens desenham um cenário que resvala em impressões apocalípticas da realidade, já tão difundidas e disseminadas nos ares londrinos. Os protestos vão acontecendo de forma não muito organizada, mas fazem barulho e parece ser esse o principal objetivo do grupo.

Com a permanência das manifestações, as autoridades britânicas estão voltando das férias para tentar resolver os contornos daquela que já é considerada a maior crise civil enfrentada por um país de primeiro mundo. Se haverá uma solução ou não, isso ainda não se sabe.

No entanto, em meio a tanto fogo e destruição, cabe perguntar como se gestou tal insatisfação social e civil que durante anos existiu em silêncio e agora explode por diversos cantos do mundo? E, como produto dessa pergunta, refletir sobre o modo como está sendo trilhado o caminho em direção ao desenvolvimento social e econômico, afinal, as multidões nas ruas parecem revelar que ele não nos conduzirá a uma paisagem tão calma, tampouco justa.

Veja trecho de notícia publicada sobre o assunto na Carta Maior:

O caos em Londres (noite 3)
Por Wilson Sobrinho

Uma coisa que chama a atenção de quem mora em Londres é que sempre há uma noção de apocalipse rondando o ar respirado pelos londrinos. Seja pela imensidão da cidade, por tudo o que já se experimentou por aqui – bombardeios da Segunda Guerra Mundial ou os ataques terroristas de 2005. Em 2009, por exemplo, quando da gripe suína, o medo era palpável nas ruas e no transporte público. Em 2010, quando uma nevasca trouxe a cidade e o país a um estado de paralisia quase total, pessoas corriam para as lojas estocar comida como se estivessem em um filme B dos anos 1970. Mas agora é diferente. A reportagem é de Wilson Sobrinho, correspondente da Carta Maior em Londres.

Caos. Essa palavra tão abusada ao longo da história precisaria ser reinventada para descrever o que se vê na cidade que se orgulha de ser uma das mais seguras e organizadas do planeta. Dalston, Chalk Farm, Woolwich, Lewisham, Clapham, Hackney, London Bridge, Croydon, Peckham, Ealing, Canning Town. A lista de bairros com registro de distúrbios cresce com o avanço da noite e se aproxima do centro a passos largos. A luz que mais chama a atenção na cidade são as das lixeiras, dos carros e dos prédios em chamas.

Muitas testemunhas relatam saques, incêndios perpetrados por grupos de jovens e pouco ou nenhum policiamento. O vice primeiro ministro definiu com precisão. Atos de violência sem sentido. Agora, à meia noite em Londres, as forças policiais e de combate de incêndio estão operando perigosamente perto de seus limites.

Uma coisa que chama a atenção de quem mora em Londres é que sempre há uma noção de apocalipse rondando o ar respirado pelos londrinos. Seja pela imensidão da cidade, por tudo o que já se experimentou por aqui – bombardeios da Segunda Guerra Mundial ou os ataques terroristas de 2005. Em 2009, por exemplo, quando da gripe suína, o medo era palpável nas ruas e no transporte público. Em 2010, quando uma nevasca trouxe a cidade e o país a um estado de paralisia quase total, pessoas corriam para as lojas estocar comida como se estivessem em um filme B dos anos 1970. Mas agora é diferente. (Texto completo)

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