Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 12 agosto, 2011

COMUNIDADE INDÍGENA ISOLADA NA FRONTEIRA COM O PERU É ATACADA POR SUPOSTOS NARCOTRAFICANTES PERUANOS

Aldeia de índios isolados do Igarapé do Xinane: ameaçados e vulneráveis

Vulnerabilidade e abandono das comunidades indígenas isoladas, somados à impunidade com relação a madeireiros, narcotraficantes e toda sorte de exploradores que agem na região da floresta amazônica, desenham um cenário de violência e injustiça que há mais de dez anos faz parte da paisagem local.

Do Brasil de Fato

Dia Internacional do Índio é marcado por ataque a povos isolados
O episódio ocorreu nos últimos dias de julho e os indícios dão conta de que um massacre ocorreu contra índios isolados do Igarapé do Xinane
Por Renato Santana

Em pleno Dia Internacional do Índio, nesta terça-feira (9), o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, desembarcou no Acre (AC) para tratar daquilo que se caracteriza como mais um ataque aos povos em situação voluntária de isolamento na selva amazônica – com ele, a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki.

O episódio ocorreu nos últimos dias do mês passado, a 32 quilômetros da fronteira com o Peru, e os indícios dão conta de que um massacre ocorreu contra índios isolados do Igarapé do Xinane – região da cabeceira do Alto Rio Envira, distante 600 quilômetros de Rio Branco, capital acreana. Conforme notícias veiculadas pela imprensa, os dois funcionários da Funai que atuam na Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Envira falam em “correrias” (massacre) empreendidas sobre os indígenas isolados.

Pontas de flechas foram encontradas por eles e agentes da Polícia Federal (PF) em acampamentos abandonados por supostos narcotraficantes peruanos, autores dos ataques. Mesmo sem a confirmação das mortes entre os indígenas, fica evidente a situação de vulnerabilidade em que se encontram tais comunidades – seja em face da ação de madeireiros, narcotraficantes e toda sorte de exploradores.

“Querem tocar no assunto como se fosse novidade, mas há mais de 10 anos ocorrem com frequência assassinatos e ataques aos povos isolados. São traficantes, madeireiros, grileiros e a compreensão de desenvolvimento de Brasil, Bolívia e Peru que contribuem para a ameaça aos isolados”, denuncia o missionário Lindomar Dias Padilha – que atua pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na região há quase 14 anos.(Texto completo)

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