Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Mensais: setembro 2011

EXPLICADA A INDIGNAÇÃO DA CORREGEDORA: SUPREMO VAI DAR CARTA BRANCA PARA A CORRUPÇÃO NA JUSTIÇA

Justiça, a cínica

Supremo vai dar carta branca para a corrupção

A indignação da corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon,  ao dizer que existem bandidos de toga e que a imagem da justiça é a pior possível ficou explícita com dois post do Paulo Henrique Amorim.

No primeiro, vê se que as corregedorias dos tribunais nunca puniram juízes, nem com as penas mais leves possíveis. Somente o CNJ puniu juízes até hoje. Ou seja, era uma festa antes do CNJ.

A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) que entrou com a ação no Supremo para limitar o poder do CNJ quer que a festa continua.

Veja a festa

Em outro post do PHA, Cézar Peluso (que defendeu a libertação de um homicida triplamente qualificado porque foi julgado com algemas– pode matar, se for julgado com algemas), defendia antes a incapacidade das corregedorias dos tribunais, que não punem ninguém. Ou seja, se as corregedorias dos tribunais não punem ninguém e o Supremo vai dar poder a elas na ação da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), então…..

Resumo da ópera: Supremo vai dar carta branca para a corrupção dos juízes.

É ou não é para ficar indignado? Incrível a inteligência da corregedora do CNJ, Eliana Calmon, por alertar o Brasil.

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BELO MONTE DE POLÊMICAS: PREFEITURA DE ALTAMIRA PEDE SUSPENSÃO NAS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DA USINA

Altamira não quer Belo Monte sem as melhorias prometidas ao município

A prefeitura municipal de Altamira (PA) pediu, por meio de carta endereçada à presidente Dilma Rousseff, a suspensão da licença ambiental de instalação da usina de Belo Monte. O motivo seria o não cumprimento de medidas emergenciais que diminuiriam o impacto da obra no município.

Quando do acordo firmado entre a prefeitura municipal e o governo federal, esperava-se que a obra trouxesse benefícios ao município, no entanto, não é isso que se tem visto. Segundo Odileida Maria Sampaio (PSDB), prefeita de Altamira, o cenário é de caos, pobreza e instabilidade social e ambiental.

Nesse vai e vem, Belo Monte tem grandes chances de entrar para a história como uma das mais caras e polêmicas obras de infra-estrutura pensadas para o Brasil, isso porque há algo neste país que insiste em afastar as possibilidades de conciliação entre preservação ambiental e respeito ao fator social, com desenvolvimento econômico. Sempre as mesmas e velhas questões…

Veja texto sobre o assunto publicado pela Rede Brasil Atual com mais detalhes sobre a polêmica envolvendo Altamira e o governo federal:

Prefeitura de Altamira pede suspensão de Belo Monte por descumprimento de acordo
Em carta enviada à Dilma Rousseff, prefeita do município afirma que medidas emergenciais, acordadas para concessão da obra, não foram cumpridas
Por Virginia Toledo

São Paulo – A prefeitura de Altamira (PA), a 770 quilômetros de Belém, pede, em carta endereçada à Presidência da República, a suspensão da licença ambiental de instalação da usina de Belo Monte. A administração municipal sustenta que não foram cumpridas medidas emergenciais prometidas pelo governo federal que atenuariam o impacto causado pelas obras. O município, principal sede do empreendimento, a maior e mais cara obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é também o que mais sente os efeitos da construção da hidrelétrica.

Nesta quarta-feira (28), foi divulgada a decisão da Justiça Federal de paralisar as obras da usina. A sentença do juiz Carlos Eduardo Castro Martins foi emitida no dia anterior, proibindo o consórcio Norte Energia, responsável pelas obras, de promover alteração no leito do Rio Xingu. Isso inclui implantação de porto, de barragem e execução de explosões e escavações de canais.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) do Pará, consta no documento assinado pela prefeita que os compromissos assumidos pela Norte Energia, consórcio responsável pela construção de Belo Monte, expiraram em 30 de julho, sem que as contrapartidas prometidas – obras em escolas e postos de saúde – tivessem sido concluídas ou, na maior parte dos casos, sequer começadas.

“Tal desobediência nos força a pedir a suspensão imediata da referida licença, com vistas a resguardar o interesse da população altamirense, que está bastante prejudicada com o atraso dessas obras (de contrapartida)”, diz o texto da prefeitura do município paraense.

Odileida Maria Sampaio (PSDB), prefeita de Altamira, faz um apelo à presidenta Dilma Rousseff, pedindo que se cumpra o que foi prometido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22 de junho de 2010. A sinalização, entendida como acordo pela chefe da administração da cidade, era de que o empreendimento trouxesse benefícios à cidade e à região. “Mas o que se vê na prática, até o momento, são penosas frustrações, como mais pobreza, insegurança e caos social”, ressalta o texto. (Texto completo)

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Eliana é louca: quer punir os juízes corruptos

Houve um tempo em que a imprensa lutava por uma país mais justo.

Houve um tempo em que trabalhar na imprensa era sinal de que estávamos no caminho da liberdade.

Houve um tempo em que havia uma certa utopia na imprensa, em busca de um país melhor, mais justo.

Houve um tempo em que havia na justiça uma capacidade para se indignar.

Mas as coisas mudaram. Hoje a imprensa do Brasil conforta, estabiliza, aceita, acolhe, deprime.

As manchetes do site do Estadão ouvindo os ataques contra uma juíza (corregedora), Eliana Calmon, que se indignou contra os bandidos de toga, mostram que a situação da imprensa é grave.

Veja as manchetes do jornal publicadas juntas, dando destaque para interesses que desejam acabar com a punição de juízes corruptos pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça):

Em nota, Tribunal de Justiça se diz ‘surpreso’ com as declarações de Eliana Calmon
Peluso comanda reação de juízes contra corregedora que vê ‘bandidos de toga’
AMB diz que CNJ virou ‘tribunal de exceção’ e cobra nomes de corregedora

Que as mulheres nos salvem da arrogância masculina da toga.

Que as mulheres nos salvem da empáfia da magistratura e de seus bandidos.

Será que não há juízes nesse país que também se indignam com a situação da justiça?

De que lado ficamos: da juíza Eliana Calmon ou dos bandidos de toga?

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STJ ADIA JULGAMENTO DA AÇÃO QUE TENTA REDUZIR PODER DE INVESTIGAÇÃO DO CNJ DEPOIS DE OUVIR CORREGEDORA DIZER QUE IMAGEM DO JUDICIÁRIO É A PIOR POSSÍVEL

Para a corregedora, a tentativa de limitar o poder de investigação do CNJ é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura

A sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) acabou ontem sem o julgamento de uma das principais questões em pauta: a iniciativa de uma entidade de juízes de tentar reduzir, no STF (Supremo Tribunal Federal), o poder de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Entre os supostos motivos da não apreciação da ação pelo Supremo poderiam estar, segundo diz o ministro Marco Aurélio Mello, relator do processo, as recentes declarações da corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon, que afirmou que a Justiça está escondendo “bandidos de toga”  e que a imagem do judiciário diante da opinião pública é a pior possível (Pura verdade). Os ministros teriam então decidido adiar a votação para que o clima se acalmasse.

Outros alegam que a ação não foi apreciada apenas por questões burocráticas como o adiantado da hora, e há os que dizem que os ministros precisam “combinar melhor o voto”, para usar de bom português, de modo que não exponham suas diferenças em público.

Quem não parece ter reagido bem à última hipótese foi o próprio ministro Marco Aurélio que negou a ocorrência desses “arranjos”, sublinhando o fato de o Supremo ser um tribunal, não um teatro.

Tribunal ou teatro, a sociedade espera por melhores cenas protagonizadas pelos nossos magistrados, onde os culpados sejam de fato punidos, com torga ou sem torga e, preferencialmente, sem favorecimentos de qualquer ordem. Infelizmente, este último cenário – haja vista a tentativa de limitar os poderes da corregedoria e preservar a “suprema superioridade” dos magistrados – está mais para cena de teatro do que da realidade. Eliana Calmon teve coragem de se indignar, já os outros ficaram indgnados com sua capacidade.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Julgamento de poder de punição do CNJ é adiado, mas sem data marcada
Por Débora Zampier

Brasília – A sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) acabou hoje (28) sem o julgamento do assunto mais esperado do dia: a ação que questiona os limites da atuação do Conselho Nacional de Justiça para punir magistrados. A ação foi ajuizada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e questiona uma resolução editada em julho pelo conselho para regulamentar sua atuação administrativa e correicional. Pautada para entrar em votação hoje, a ação não foi chamada pelo presidente do STF, Cezar Peluso.

O ministro Marco Aurélio Mello, relator do processo, acredita que o adiamento ocorreu para abrandar a “celeuma” criada com as declarações da corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon, que afirmou que a Justiça está escondendo “bandidos de toga”. “O momento não é adequado para este julgamento, vamos deixar até que os fatos estejam mais esclarecidos”, disse Marco Aurélio.

Já o ministro Luiz Fux, relator de outro mandado de segurança que está na pauta abordando o mesmo tema, acredita que o adiamento não teve a ver com as declarações polêmicas da corregedora. “Foi mesmo devido ao adiantado da hora, várias ações entram e saem da pauta muitas vezes por esse fator. Há advogados que precisam vir aqui sete ou oito vezes até o julgamento”, disse Fux. (Texto completo)

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MINISTRO DEFENDE ANISTIA PARA DESMATADORES E ACENDE MAIS UM FOCO DE TENSÃO NO AMBIENTE POLÍTICO

Depois de anistiar os torturadores, agora é a vez dos desmatadores

O fogo cruzado entre ruralistas e ambientalistas continua, ainda que muitos queiram disfarçar a crescente polêmica envolvendo as questões ambientais. O novo Código Florestal desde que foi proposto tem desestabilizado e muito a base aliada do governo que vez ou outra “racha”, não raro cedendo às pressões dos ruralistas.

A mais recente fratura na base aliada se deu com a aprovação da emenda 164, de autoria de deputados do PMDB e defendida pelo ministro da Agricultura e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, que prevê uma espécie de anistia para desmatadores de áreas de proteção permanente (APP’s) que o fizeram antes de 2008. E o mais incrível talvez nem seja a aprovação da emenda e sim a justificativa dada para a aprovação: “tornar possível o amanhã”.

Resta a pergunta: será que concedendo perdão aos desmatadores, os deputados realmente tornarão o amanhã mais possível ou o que se tornará realmente possível será a falência da credibilidade das leis que protegem o meio ambiente e a transformação das áreas ambientais numa terra de poucos (explorada e concentrada) e, ao mesmo tempo, de ninguém?

Veja trecho de matéria sobre o assunto publicada pela Rede Brasil Atual:

Para ministro, desmatadores devem ser anistiados para ‘tornar possível o amanhã’
Mendes Ribeiro Filho, da Agricultura, defende emenda 164, aprovada na Câmara, que anistia derrubada de mata nativa em APPs antes de 2008. Governo posicionou-se contra a medida

Por Virginia Toledo

ão Paulo – O ministro da Agricultura e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, defendeu a aprovação do novo Código Florestal, em tramitação no Senado após ter passado pela primeira comissão, a de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Após encontro com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, nesta segunda-feira (26), em São Paulo, o ministro afirmou que os brasileiros desejam que seja aprovada uma peça que possa “legalizar o que aconteceu e tornar possível o amanhã”.

As mudanças no Código Florestal brasileiro envolvem polêmicas e dividem setores da sociedade e do Congressso Nacional. O ponto do Código Florestal citado por Mendes Ribeiro refere-se à emenda 164 de autoria de deputados do PMDB ao texto que tramitava na Câmara Federal. Ela trata de desmatamentos irregulares antes de 2008 em áreas de preservação permanente (APP), como encostas de morro e margens de rios, autorizando uma espécie de anistia.

Os agricultores que tiverem avançado na derrubada de mata nativa para além do estabelecido na lei há mais de três anos estariam livres de sanção. A aprovação da emenda foi a primeira derrota do governo da presidenta Dilma Rousseff no Congresso Nacional, por ter rachado a base aliada. A posição da liderança governista foi de rejeitar a emenda.

Mendes Ribeiro, que exercia mandato de deputado pelo Rio Grande do Sul antes de assumir o ministério defendeu que o texto então em votação na Câmara tinha erros. Para corrigi-los, foi necessário que os ruralistas e alguns deputados do PMDB utilizassem de outro instrumento, que resultou na emenda 164. “A única ferramenta que tínhamos naquele momento era a emenda que acabou sendo aprovada. Agora o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) e os demais relatores corrigirão o que for necessário para se chegar ao entendimento”, pontuou. (Texto completo)

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DEPOIS DE APROVADA PELA CÂMARA COMISSÃO DA VERDADE SEGUE PARA O SENADO E DIVIDE OPINIÕES

Câmara durante a votação

Foi por meio de um acordo entre governo e oposição que a Comissão da Verdade foi aprovada pela Câmara e segue agora para o Senado. A Comissão deve ser composta por sete membros indicados pela presidente da República e terá um prazo de dois anos para investigar violações de direitos humanos promovidas pelo Estado no período de 1946 a 1988, ou seja, durante o regime ditadorial.

Embora muitos digam que não se deve mexer no passado, a Comissão, caso venha de fato a ser aprovada, tem uma importância social, histórica e humana indiscutível para o país, além de ser o mínimo que o estado brasileiro dito democrático pode fazer por aqueles que perderam suas vidas e foram violados em sua integridade física e moral para defender, justamente, a democracia que hoje graça em alto e bom som nos discursos políticos e é tida como uma das principais conquistas brasileiras.

Outros países vizinhos como a Argentina, por exemplo, já deram à história a chance que ela precisava de ser enfim conhecida. No entanto, há um receio de que as alterações realizadas no projeto da Comissão para que ela pudesse ser aprovada possam comprometer seus resultados efetivos. Um ponto de polêmica entre alguns deputados é uma Comissão negociada com os militares, por exemplo, que não responsabilizaria de fato os culpados, já que, por esses últimos, a Comissão sequer existiria.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Rede Brasil Atual:

Câmara faz acordo e aprova projeto que cria Comissão da Verdade
Governo e oposição fizeram acerto para incorporar emendas. Texto segue para o Senado
Por Virginia Toledo

São Paulo – Votada em regime de urgência, a Comissão da Verdade foi aprovada pela Câmara Federal no fim da noite desta quarta-feira (21). A votação do projeto foi possível graças a um acordo entre o governo e os partidos de oposição para incorporar emendas ao texto. A matéria segue agora para apreciação do Senado.

Uma das emendas, do líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), prevê que qualquer cidadão interessado em esclarecer situação de fato revelada ou declarada pela comissão terá a prerrogativa de solicitar ou prestar informações para esclarecer a ocorrência.

A comissão, composta por sete membros indicados pela presidente da República, terá dois anos para investigar violações de direitos humanos promovidas pelo Estado no período de 1946 a 1988. Outros 40 países, como Argentina e África do Sul, por exemplo, já tiveram experiências similares para permitir que a história fosse conhecida.

De acordo com o projeto, a comissão poderá requisitar informações a órgãos públicos, convocar testemunhas, promover audiências públicas e solicitar perícias. As atividades serão públicas e os resultados da apuração serão encaminhados à Justiça. Nenhum poder de responsabilização penal ou criminal competirá aos membros do órgão.

Não poderão ser escolhidos para integrar a Comissão da Verdade pessoas que exerçam cargos executivos em partidos políticos, exceto se for de natureza honorária; os que não tenham condições de atuar com imparcialidade; e os que estejam no exercício de cargo em comissão ou função de confiança em qualquer esfera do poder público.

Toda a documentação que for apurada pelos trabalhos do grupo será enviada para o Arquivo Nacional e deverá posteriormente ser aberta para livre consulta. (Texto completo)

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VÍDEO: JOVENS ACORDAM DO PESADELO REPUBLICANO DO MEDO E PROTESTAM NOS EUA

Os jovens americanos estão acordando do medo imposto aos cidadãos daquele país depois do 11 de setembro. O país, que se dizia a principal democracia do mundo, parece agora ter dificuldade de lidar com os protestos e com a própria democracia.

Policiais agem violentamente contra os manifestantes, com agressões e spray de pimenta. É o pesadelo americano.

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De dentro do capitalismo financeiro mundial

A onda de protestos chegou a Nova York no dia 17 de setembro, depois de ter passado pelo Oriente Médio, Europa e América do Sul.

Intitulado de #OcuppyWallStreet, o modelo do movimento é o mesmo dos que vêm sendo realizados no resto do mundo: os manifestantes em sua maioria são jovens, com participação ativa nas redes sociais e foram atingidos pelo desemprego gerado com a especulação financeira e corrupção dos investidores de Wall Street, segundo eles dizem.

Por isso, seu grito é contra o 1% de corruptos que, com sua irresponsabilidade, prejudicam 99% da população americana.

Da Carta Capital

‘Wall Street é nossa rua’
Redação Carta Capital

Há quase uma semana, manifestantes ocupam o centro do capitalismo financeiro no Mundo, em Wall Street, Nova York. Depois de passar pelo Oriente Médio, Europa, América do Sul, a onda de protestos chegou aos EUA no dia 17 de setembro. Cerca de 2000 pessoas foram à Liberty Plaza se manifestar no sábado, ao lado da sede da Nasdaq, principal bolsa de valores dos Estados Unidos e permanecem lá até agora.

Intitulado de #OcuppyWallStreet, o movimento afirma lutar contra ao 1% corruptos que prejudicam os outros 99% da população americana. O cerne da corrupção, dizem, é a especulação financeira dos investidores de Wall Street e cuja ação irresponsável deflagrou a crise econômica em 2008 que persiste até hoje.

O modelo segue as manifestações no resto do mundo: jovens, com alta participação nas redes sociais e que foram atingidos em cheio pelo desemprego gerado na crise econômica.

Os participantes reivindicam a penalização dos homens de Wall Street, que cometeram uma série de crimes financeiros no cerne da crise econômica. Além disso, criticam o sistema político americano, baseado na prática do lobby, submetido aos interesses do Banco Central (Fed) e dividido entre dois partidos – democratas e republicanos – que acabam por travar uma série de discussões na Câmara dos Deputados. Cartazes como “Pessoas, não lucros”, “Wall St. tem dois partidos, precisamos do nosso próprio”, “Não posso comprar meu lobista, faço parte dos 99%”, “AIG, Bank of America, Goldman Sachs, Citi, JPMorganChase – Por que vocês não estão na cadeia?” ilustram esse cenário. (Texto completo)

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Democracia é o melhor remédio contra corrupção

Há muita confusão até mesmo nos setores mais avançados da sociedade brasileira. É claro que não se pode deixar as alas mais conservadoras se apropriarem de um discurso que poderia gerar uma repetição da história do golpe de 64.

A condenação das manifestações contra a corrupção são válidas enquanto reflexão histórica sobre os períodos pré-ditadura de 64, quando o discurso udenista se utilizou desse bordão pra abrir caminho para a ditadura.

Mas a luta contra a corrupção não pode ser uma bandeira da direita mais retrógrada do país. Mesmo porque é essa direita mais retrógrada que condena a democracia e que se beneficia da corrupção. É estranho ver gente alinhada aos pensamentos mais progressistas condenarem de forma integral qualquer manifestação contra a corrupção. Acredito que precisamos ter ponderação para não nos alinharmos ao sistema de corrupção.

A luta contra a corrupção tem de ser uma bandeira também das alas mais progressistas. Mas deve ser uma bandeira fundada na história e nos aspectos mais técnicos para o aperfeiçoamento da democracia, nunca contra a democracia. Contra a corrupção, mas com democracia. Só a democracia pode diminuir a corrupção. A ditadura é a institucionalização da corrupção; é a corrupção sem limites.

Não é possível continuarmos como uma das principais economias do mundo e o país mais desigual do mundo. E, com certeza, a corrupção é um fator importante para manter a desigualdade social e econômica. Se o dinheiro que vai para o Ministério dos Transportes ou para o Ministério da Saúde e não chega a uma parte da população, a desigualdade persiste.

Por isso, o voto secreto para parlamentar só é importante em regimes autoritários. Assim, a Constituição 1937, que rompe com o voto secreto do parlamentar, é na verdade a inauguração da ditadura. Isso ocorre, obviamente, porque é uma ditadura. A mesma realidade acontece com a ditadura militar, no episódio em que parlamentares da Arena votaram contra a ditadura, que tentava processar Márcio Moreira Alves, graças ao voto secreto. Ou seja, voto secreto para parlamentar só na ditadura.

Já na democracia o voto secreto serve para desestabilizar o governo, minar a base governamental e abandonar totalmente a ideia de representatividade e relação com o eleitor.

Em uma democracia, é inaceitável que o parlamentar possa esconder seu voto, seja do governo, seja da sociedade. É preciso ter caráter político. Ninguém vai ser perseguido numa democracia. Não podemos pensar a democracia com cabeça de ditadura.

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PALESTINOS SE MOBILIZAM PELO “ESTADO 194” E CONFIAM QUE A ONU VOTARÁ A FAVOR DA LIBERDADE

Entusiasmo e esperança dos palestinos

Enquanto o Brasil, por meio da presidente Dilma, declarava o seu apoio ao reconhecimento pela ONU do estado palestino, as mobilizações populares na Palestina já iam à todo vapor. Estima-se que mais de um milhão de palestinos teriam se mobilizado na última quarta-feira (21/09) para demonstrar aprovação ao pleito que Mahmoud Abbas, presidente da OLP (Organização para Libertação da Palestina), apresentou à 66ª Assembleia Geral da ONU na sexta-feira, dia 23.

O sonho do estado da Palestina já é antigo e muitos acreditam que a paz no Oriente Médio só será possível quando os palestinos tiverem seu estado reconhecido e a influência de Israel for assim, aos poucos, diminuindo.

A animação e o entusiasmo dos palestinos apenas demonstra a força que esse sonho ainda tem junto à população local. Muitos reconhecem, com consciência e maturidade política, que o caminho para a liberdade ainda é longo, mas acreditam que o reconhecimento do estado é o começo dele, podendo fazer do restante uma trilha menos acidentada e mais segura.

Veja texto publicado pela Carta Maior com detalhes das manifestações e as diferentes questões geopolíticas envolvidas no assunto:

Apoio ao Estado mobiliza mais de um milhão na Palestina
Por Baby Siqueira Abrão, de Ramallah, Palestina

A coordenação da campanha nacional “Palestine: State 194” calcula que mais de um milhão de pessoas reuniu-se ontem, no centro das 10 regiões distritais palestinas, para demonstrar aprovação ao pleito que Mahmoud Abbas, presidente da OLP, apresentará à 66ª. Assembleia Geral da ONU na sexta-feira, dia 23.

Essa demonstração de apoio é confirmada por uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Harry S. Truman e pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Divulgada no dia 21, ela aponta que 83% dos palestinos apoiam a reivindicação à ONU, confirmando outro levantamento, do Instituto Near East Consulting, de Ramallah, segundo o qual essa porcentagem é de 84%. Entre os israelenses, 69% querem que o governo aceite a decisão da ONU.

A disposição dos palestinos contrastou com o marasmo das últimas semanas. Nesse período, a conversa girou em torno de assuntos nada agradáveis: a ocupação, que se manteria mesmo com o reconhecimento do Estado palestino na ONU; de um possível aumento da repressão por parte do governo israelense quando a Assembleia terminar; da ilegitimidade do governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), cujo mandato expirou em 25 de janeiro de 2010; de acusações sobre “corrupção” dentro da ANP e da falta de liberdade que caracteriza a vida dos palestinos.

O desânimo, porém, começou a ser substituído pelo entusiasmo poucos dias antes das manifestações de ontem. No dia 20, uma enorme cadeira de madeira pintada de azul – referência ao assento que a Palestina deveria ocupar na ONU –, colocada em Al-Manara, a praça central de Ramallah, atraía moradores, ativistas e turistas, que se deixavam filmar e fotografar em frente a ela. Um restaurante local preparou uma pizza retangular com as cores da bandeira palestina, usando produtos locais (zata, queijo branco, hortelã, tomates) e a levou à praça, chamando a atenção de transeuntes e motoristas. Grupos se reuniam em diversos pontos da Al-Manara, discutindo prós e contras da ida à ONU. E no início da noite uma carreata saiu da Al-Muqata, a sede do governo, e foi até a praça Yasser Arafat, recentemente reformada, sob aplausos e gritos de vitória. (Texto completo)

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MUNICÍPIOS MUITO RICOS INVESTEM EM TIMES DE FUTEBOL E CLUBES NA LIGA DE VÔLEI ENQUANTO A EDUCAÇÃO PERMANECE COM ÍNDICES BAIXOS

Pena que prefeitos têm cada vez menos paciência de esperar...

Municípios muito ricos, com dinheito suficiente para investir mais em educação, preferem investir em times de futebol, em clubes na liga de vôlei e basquete ou construir pontes, viadutos, asfaltar ruas. É o que mostra um estudo realizado pelo diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini de Souza Clímaco, reforçando a cultura política vigente no Brasil, onde se dá valor apenas para aquilo que aparece e brilha mais em um primeiro momento.

Se há dinheiro vamos fazer com que ele apareça! É assim que pensam os políticos e prefeitos brasileiros. A educação é quase como um investimento invisível, os resultados demoram para aparecer. No entanto, quando aparecem, são muito mais sólidos que uma ponte e brilham muito mais que os troféus conquistados pelos times municipais. Não que esporte não seja importante, mas sem inteligência não se ganha campeonato!

Essa língua, entretanto, não é entendida pelos administradores públicos do país,  a aposta na educação não parece estar no horizonte destes últimos, é coisa para gerações futuras e, diga-se de passagem,  mais educadas.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Análise de diretor da Capes aponta disparidade entre riqueza de municípios e desempenho das redes de ensino
Por Gilberto Costa

Brasília – Estudo realizado pelo diretor de Educação a Distância da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), João Carlos Teatini de Souza Clímaco, aponta que os municípios ricos (em tese, com mais recursos para investir em educação) têm redes de ensino público com baixo desempenho.

Em documento de circulação interna no Ministério da Educação (MEC), Teatini comparou o Produto Interno Bruto por habitante (PIB per capita) das 159 maiores cidades brasileiras (de mais de 150 mil moradores) com o desempenho dos estudantes medido pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2005, 2007 e 2009.

“O que a gente registra é uma disparidade enorme em municípios muito ricos, com PIB per capita muito elevado, que, no entanto, tem um desempenho de suas escolas e de seus alunos sofrível”, disse comparando inclusive com municípios menores e com municípios mais pobres.

“Alguns municípios muito ricos estão investindo em times de futebol, em clubes na liga de vôlei ou basquete e, no entanto, a educação permanece com índices muito baixos. O município rico deveria investir muito mais em educação”, assinalou o diretor. Para Teatini, há um problema de cultura política: “o prefeito se notabiliza por asfaltar ruas, por construir viadutos”, comentou.

Segundo ele, a disparidade ocorre inclusive entre os municípios beneficiados com a atual distribuição de royalties do petróleo, como é o caso de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, o terceiro município mais rico em PIB per capita do país, mas cuja nota dos anos iniciais do ensino fundamental no último Ideb foi 3,2 – abaixo da média nacional de 4,6. (Texto completo)

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SENSACIONAL: DEPUTADO PEDE QUE STJ SE EXPLIQUE NA CÂMARA E PODE DAR INÍCIO À CPI DA IMPUNIDADE NO JUDICIÁRIO

Justiça, a Cínica – chegou a hora da CPI

Câmara deve criar CPI da impunidade

A oposição ao governo pode estar sem rumo, mas o deputado do PSDB do Paraná, Fernando Francischini, acertou o alvo. A corrupção não é um problema do legislativo ou do executivo somente. É da sociedade como um todo e, principalmente, do poder judiciário, que anula provas de corrupção.

Segundo matéria do Estadão, o deputado pede explicação sobre a anulação de provas contra os ricos, no caso os ricos da operação Boi Barrica, que investigou o clã Sarney que controla o Maranhão há décadas. De acordo com a matéria, os ministros da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) serão convidados (deveriam ser convocados) a debater no Congresso a decisão, tomada na semana passada, de anular provas da Operação Boi Barrica, que investiga o empresário Fernando Sarney, acusado de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.

O deputado pediu somente informação sobre os Sarney por uma questão política, já que o PMDB de José Sarney faz parte do governo. É hora dos deputados governistas contra-atacarem e pedirem explicações sobre outras operações da PF que foram anuladas.

É preciso de uma CPI da anulação de provas.

Os ministros do STJ precisam ser convocados a explicar não só as decisões a favor do clã maranhense, mas principalmente as operações Satigraha, Castelo de Areia e Diamante. O problema é que esses temas só viram notícia quando é contra o governo. Se um deputado pede CPI da anulação de provas da Satiagraha, não vira nem nota de rodapé na imprensa.

A Justiça Brasileira faz o que quer e toma a decisão que quer porque não tem que dar satisfação a ninguém e tem a conivência da grande mídia. Tem um ministro da mais alta corte que deu dois habeas corpus em menos de 48 horas a um banqueiro posteriormente condenado a 10 anos de prisão e ninguém ficou indignado. (Veja texto do Estadão)

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CAIXA DECIDE TIRAR DO AR PROPAGANDA NA QUAL MACHADO DE ASSIS APARECE COMO UM HOMEM “BRANCO”

O "outro" bruxo do Cosme Velho

A Caixa Econômica Federal decidiu, na sua última peça publicitária, voltar no tempo e mostrar que, entre os correntistas do banco, estava o escritor Machado de Assis, imortal da Academia Brasileira de Letras. Machado de fato tinha conta na Caixa Econômica e, olhando bem, pode-se inclusive encontrar breves e sutis registros do banco na sua obra literária.

Por exemplo, no romance Esaú e Jacó, Machado escreve referindo-se aos planos dos pais para os filhos gêmeos que estavam por nascer, “Também lhe ensinava a enriquecer depressa; e ajudá-lo-ia começando por uma caderneta na Caixa Econômica, desde o dia em que nascesse até os vinte e um anos” (p.68). O registro do banco como se percebe é breve e está ligado à narrativa, compondo apenas uma referência de espaço, lugar, no contexto da história.

Não há menção ideológica ao banco, a obra não permite depreender qualquer elogio à Caixa e, se for levada em consideração a crítica que Machado tece do início ao fim desse romance ao modelo da tradicional família patriarcal brasileira, com suas contas em bancos e planos de segurança para o futuro, pode-se chegar até a uma interpretação de que Machado nem era muito a favor de bancos (não deles em si mas do que representam), embora aí já se trate de especulação em torno de sua obra, o que não é aconselhável fazer posto que qualquer especulação ideológica em torno de uma obra literária faz com que se perca o texto em tudo aquilo que ele tem de realmente relevante e que está no próprio texto, não fora dele.

Em outros termos, Machado é um escritor completo, como poucos, como já diria Antonio Candido, e dispensa especulações. Sua obra é rica o bastante e se faz nas suas próprias invenções, dispensa as alheias. O comercial da Caixa, no entanto, pecou justamente por especular demais. Especulou em torno da figura de Machado ao retratá-lo como um branco, enquanto, na verdade, o escritor era mulato. Com isso, deu vazão a toda uma cultura de preconceito que sempre existiu e existe no Brasil até hoje, impulsinonando o velho ideal que atravessou o império, a república, e banhou o modernismo literário brasileiro, o de embranquecimento da nação em prol da construção de uma raça pura, pretensamente superior e “brasileira”.

Nada mais distante dos brasileiros. Se a Caixa quer ser o banco de todos os brasileiros, jamais poderia excluir parte de nossa constituição histórica e social, maquiando a realidade pensando que, talvez, muitos nem lembrariam que um dos maiores escritores brasileiros era sim mulato e tratava das questões raciais com a mesma sutileza de sempre.

A última especulação da Caixa foi, enfim, transformar algo que era um simples lugar, referência de espaço e época na obra machadiana, em uma espécie de discurso, bandeira. Pode ser que Machado adorasse a Caixa Econômica, pode também não ser, mas o mais provável é que ele nem pensasse nisso. Tinha uma conta e caderneta de poupança como qualquer outro cidadão de sua época com uma boa condição de vida, e fez menção ao banco no seu testamento e em alguns momentos de sua obra como qualquer escritor poderia fazer. “Vou à Caixa” equivale quase como um “vou à padaria”.

Mas não especulemos demais. A publicidade faz o seu papel (exagerando às vezes, o que faz com que algumas peças como essa sejam retiradas do ar), mas os textos informativos ou literários não devem fazê-lo.

Veja texto sobre o assunto publicado pelo Última Instância em que a Caixa se retrata em relação ao comercial. Abaixo segue também a publicidade.

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Banda larga no Brasil é pior do que no Haiti

Alô alô Paulo Bernardo. O Haiti é aqui e o Iraque também!

Pesquisa Pando Networks publicada pela Folha de S.Paulo  comprova que banda larga no Brasil é mesmo um horror. Ela tem a mesma velocidade que a banda larga do Iraque, país destruído pela invasão dos Estados Unidos e pela guerra civil.Global Download Study

Apesar de ser uma das mais caras do mundo, a velocidade da banda larga aqui no Brasil é pior do que no Haiti, Nigéria, Afeganistão e muitos outros país.

O que que é isso? Veja você mesmo no link do mapa. Basta clicar nos países para ver a velocidade da banda larga.

Segundo matéria da Folha, o Brasil está na posição 163. Veja trecho:

O Brasil é o 163º em um ranking da média da velocidade da internet publicado pela Pando Networks. A velocidade média da conexão no Brasil é de 105 KBps (quilobytes por segundo), o que o coloca atrás de países como Níger, Haiti, Etiópia, Angola, Paquistão e Papua-Nova Guiné. (Texto Completo)

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ESTARRECEDOR: CRIANÇA DE 10 ANOS ATIRA NA PROFESSORA E SE MATA COM ARMA LEGALIZADA EM SÃO CAETANO DO SUL

É hora de repensar a cultura da violência a que estamos submetidos.  Um garoto de 10 anos, em São Caetano do Sul, atira na professora e se mata. Que discernimento essa criança tem? Em que outra cultura, em que outro tempo histórico uma criança de 10 anos ataca e se mata? Vivemos uma exposição sem limites à violência. Pensar nos motivos da tragédia é inútil.

As armas legalizadas viram armas ilegais e, mesmo legalizadas, como nesse caso, também causam tragédias.

A escola parecer ser o alvo principal dessa violência. Basta relembrar, há pouco tempo, o caso de Realengo, no Rio de Janeiro.

Os defensores da cultura da violência vão dizer que é um caso isolado, assim como em Realengo.  E assim como nos Estados Unidos, os casos de violência com armas de fogo vão aumentando e se sucedendo.

É um caso estarrecedor, mas só foi possível graças ao acesso às armas de fogo, aos games violentos, aos filmes violentos e a toda a cultura da violência a que estamos submetidos. Matar já é brincadeira de criança.

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DISCURSO DE DILMA NA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU REAFIRMA IDEAL DEMOCRÁTICO DE DIÁLOGO E UNIÃO ENTRE OS POVOS

Discurso democrático

A necessidade de coesão política e coordenação macroeconômica entre as nações esteve no centro do discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A fala de Dilma fez vibrar as aspirações democráticas em diversos níveis. Primeiro, pelo fato de uma mulher discursar pela primeira vez na abertura da Assembleia Geral, segundo, pelo apelo de união feito por Dilma ao países do mundo. A presidente apostou na interação e coordenação entre os povos como alternativa principal para superar a atual crise financeira global e retomar o crescimento.

Em um mundo cada vez mais individualista, seja nas relações diplomáticas, seja nas individuais, falar em união e diálogo recupera antigos ideiais de aliança entre os povos; e também faz respirar a essência do espírito democrático que, em grande parte, perdeu-se devido a uma cultura que, paradoxalmente, ao dar liberdade demais aos indivíduos e às instituições, esqueceu-se do sentido de comunidade, troca, cooperação. Lugares nos quais talvez a liberdade ganhe uma extensão ainda mais fecunda, porque em contato com o outro, o que a faz ciente de sua responsabilidade.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Crise global é também de governança e de coordenação política, afirma Dilma na ONU
Por Yara Aquino

Brasília – Ao discursar na abertura da 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff disse que a crise global é ao mesmo tempo econômica, de governança e de coordenação política. Dilma destacou que, se a situação não for contida, pode se transformar em uma ruptura sem precedentes.

Primeira mulher a discursar na abertura da assembleia da ONU, Dilma defendeu a necessidade de esforços de integração das nações para a superação da crise e retomada do crescimento. “Não haverá retomada da confiança e do crescimento enquanto não se intensificaram os esforços de coordenação entre os países integrantes da ONU e das demais instituições multilaterais como o G20, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial”.

Para ela, “a ONU e essas organizações precisam emitir com máxima urgência sinais claros de coesão política e de coordenação macroeconômica”.

Dilma disse ainda que o Brasil está apto a ajudar os países em desenvolvimento e que é preciso lutar contra o desemprego no mundo. (Texto completo)

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VOTO SECRETO DE DEPUTADO É UMA INDECÊNCIA NA DEMOCRACIA E DETONA A GOVERNABILIDADE

Luiza Erundina é a favor do fim do voto secreto no parlamento

É com bastante satisfação que vemos uma deputada como Luíza Erundina (PSB), defendendo o fim do voto secreto para deputado. Isso porque esta semana ouvi pela CBN uma entrevista com um deputado do PMDB que defendia o voto secreto na Câmara Federal. Vou deixar o nome do deputado secreto também porque não vale a pena citar, visto que ele votou a favor da absolvição de Jaqueline Roriz, flagrada recebendo dinheiro da corrupção.

Nos argumentos do deputado ficou explícito o escracho com a democracia. Primeiro ele diz que votou a favor de Jaqueline Roriz, porque o crime aconteceu antes de ela ser deputada. Portanto, não poderia ser condenada por decoro parlamentar. Parece um argumento lógico, mas é o típico argumento que a justiça brasileira (a cínica) usa para livrar corruptos da cadeia. O parlamentar ou o juiz das altas cortes, para livrar corruptos, dá valor total para os procedimentos técnicos, em detrimento da questão ética, moral e, principalmente, política.  Por esse argumento, Hittler teria se mantido deputado no Brasil, mesmo se tivesse causado um holocausto antes de se eleger. Para livrar o criminoso, não há solução melhor do que a questão técnica. Pela mesma lógica, o juiz que tem dúvida sobre a maternidade de um bebê entre duas possíveis mães, deve serrá-lo ao meio. É uma questão técnica. O dinheiro da corrupção também tira a vida de bebês, pode ter certeza.

Para o deputado do PMDB cujo nome não vale a pena citar, há um certo constrangimento, em algumas votações, porque o deputado contraria o interesse de colegas. Caramba, é um rato ou um deputado? Os constrangimentos pessoais do deputado estão acima dos interesses da nação!!

Outro argumento estapafúrdio do deputado peemdebista é o de que o parlamentar fica constrangido de votar contra o governo, sendo da base governamental, porque depois “ele poderia deixar de receber suas emendas”. Aqui se percebe que o voto secreto de parlamentar também interfere na governabilidade do país. O deputado é da base governamental, mas quer votar contra o governo em algumas matérias, de forma sorrateira e traíra.  Ou seja, quer ser da base governamental, votar contra o governo e levar o dinheiro da emenda parlamentar. Quem governa esse país!!!

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CAMPANHA “BANDA LARGA É UM DIREITO SEU” REALIZA SEMINÁRIO EM BRASÍLIA PARA DISCUTIR PNBL COM O GOVERNO

Participam do debate com o governo O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Intervozes, CUT, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Coletivo Digital, entre outras entidades

Inclusão social conectada à democratização do acesso à internet banda larga

Do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Sociedade civil debate com o governo o Plano Nacional de Banda Larga
Por Redação Intervozes

Campanha “Banda Larga é um Direito Seu!” promove seminário com a participação do Governo Federal para discutir o primeiro ano do lançamento do PNBL. Evento será na próxima quinta-feira, 22/9, em Brasília.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Intervozes, CUT, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Coletivo Digital, entre outras entidades* que compõem a campanha “Banda Larga é um Direito Seu!” realizam seminário, dia 22 de setembro, em Brasília, para discutir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

O objetivo do seminário é debater as propostas do PNBL, após o balanço de mais de um ano de seu lançamento (maio de 2010) e suas perspectivas para os próximos anos.

Desde o início do ano não existem espaços institucionalizados de diálogo entre governo e sociedade civil no âmbito do PNBL, embora tenham ocorrido conversas pontuais. O seminário traz à luz a essencialidade do acesso à internet e a banda larga como um direito, para o exercício da cidadania de milhões de brasileiros.

Segundo a advogada do Idec, Veridiana Alimonti, o que se verifica é que, embora o Plano esteja em andamento, falta ao governo um planejamento estratégico de ampliação do acesso à banda larga, que tenha em vista as dimensões econômicas do Brasil. “O que temos até 2014 é uma Internet de 1 Mbps e ainda uma lacuna de como será resolvido o acesso à Internet nas zonas rurais. Isso é muito pouco se compararmos, por exemplo, com o plano dos Estados Unidos, onde a meta é que 75% da população esteja com acesso de 100 Mbps em 2020.”, contesta Alimonti. (Texto completo)

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CRIANÇAS BRASILEIRAS ESTÃO ENTRE AS QUE ENTRAM MAIS CEDO NAS REDES SOCIAIS

Em média, com seis anos de idade, as crianças já passam a ter um perfil na rede

Da Agência Andi

Crianças entram cedo nas redes sociais
Publicada originalmente no Valor Econômico

Seja brincando com bolinhas de gude ou disputando torneios em videogames avançados, jogar sempre foi um dos passatempos preferidos das crianças. Agora, elas parecem ter descoberto um universo muito propício para esse tipo de brincadeira: as redes sociais. De acordo com o estudo Kids Expert 2011, realizado anualmente pela Turner, que controla o canal infantil de TV paga Cartoon Network, 72% das crianças que participaram da pesquisa no Brasil disseram jogar nas redes sociais. Para elas, essa é uma atividade mais frequente do que se comunicar com os amigos ou ver vídeos e fotos, por exemplo. “Esse é um novo meio para brincar e fazer o que elas (as crianças) sempre fizeram”, disse Renata Policicio, gerente de pesquisas da Turner.

Cada vez mais cedo- Apesar de a maioria das redes sociais encorajarem o uso de seus sites apenas por pessoas com mais de 18 anos, o primeiro contato com esse ambiente digital tem ocorrido cada vez mais cedo. Segundo a pesquisa, cujos resultados foram divulgados ontem (14), as crianças brasileiras passam a ter um perfil em alguma rede social com, em média, 6 anos de idade. O primeiro perfil costuma ser feito por familiares ou amigos. “As crianças brasileiras são as que entram mais jovens nas redes sociais, seguidas de perto pelas venezuelanas”, disse Renata. (Texto completo)

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BRASIL OCUPA A 72º POSIÇÃO NO RANKING DA OMS DE GASTO PER CAPITA EM SAÚDE. LÍDERES DO RANKING GASTAM 20 VEZES MAIS

Presidente Dilma defende ampliação de recursos para a saúde

Recentemente, divulgamos aqui no Educação Política um concurso que pretendia premiar alguns dos melhores trabalhos desenvolvidos sobre educação popular em saúde no Brasil e lembramos a importância em pensar e planejar alternativas para melhorar o atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde).

No entanto, a melhora e efetiva promoção de saúde no SUS infelizmente não acontecerá apenas com o esforço dos cidadãos e profissionais da saúde. O estado, como gestor econômico e político da nação, também precisa ver a saúde como prioridade e orientar esforços e ações no sentido de melhorar o hoje precário, para não dizer absurdo, atendimento.

O fato é que recentes dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que o estado brasileiro parece não estar tão preocupado com o setor. Com o 7º PIB mundial, o Brasil ocupa a 72º posição no ranking divulgado pela OMS em gasto per capita com a saúde. Os primeiros colocados do ranking, Noruega e Mônaco, gastam 20 vezes mais. Em comparação com os vizinhos da América Latina a situação do país é ainda mais preocupante. Argentina, Uruguai e Chile gastam mais em saúde do que nós.

Tais dados preocupam e diante deles é impossível se perguntar: para onde vai todo o dinheiro que o brasileiro paga todo ano nos já numerosos impostos? O que acontece com a administração de um país que não consegue, sequer, cuidar de forma digna de sua população?

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

7° PIB, Brasil é 72° no ranking da OMS de gasto per capita em saúde
Por André Barrocal e Maria Inês Nassif

BRASÍLIA – O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.

O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras.

Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor: Argentina, Uruguai e Chile.

No chamado G-20, grupo que reúne os países (desenvolvidos e em desenvolvimento) mais ricos do mundo, o desempenho do Brasil, no gasto por habitante, também não é dos melhores. Está na 15ª posição – ganha de África do Sul, China, México, Índia e Indonésia.

O baixo gasto estatal por habitante tem sido um dos argumentos usados pelo governo federal para defender a criação de fonte de recursos extras para a saúde – um novo imposto ou a elevação de um já existente.

Além de o Brasil ter uma na saúde uma performance internacional aquém do poderia de sua economia – é o sétimo maior produto interno bruto (PIB) mundial -, o governo também considera o gasto per capita diminuto, na comparação com a medicina privada. (Texto completo)

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Para o DEM, antigo partido da senadora Kátia Abreu, ela é uma coroné

O DEM sabe o que diz. É o partido que veio da Arena, antiga frente que sustentava a ditadura militar e pátria do coronelismo. Veja o vídeo, publicado pelo Estadão, e acompanhe a exploração da miséria do povo brasileiro.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

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Raízes ainda fincadas...

O peso das heranças rurais, a impossibilidade de constituição de um autêntico capitalismo e de uma burguesia modernizadora que pudesse desamarrar os laços aristocráticos. A escravidão, a falta de uma real consciência de classe, a formação do “homem cordial” destinado a manter as relações familiares e patriarcais que vai escoando na quase completa comunhão entre o público e o privado. Um país de figurantes, sem possibilidade de organização social.

Estas estão entre as primeiras descobertas do Brasil feitas por um dos principais historiadores que se debruçaram em busca da compreensão histórica de nossa terras colonizadas tropicais: Sérgio Buarque de Hollanda. Elas estão, em sua maioria, reunidas no livro Raízes do Brasil, de tom mais intuitivo e ensaístico que, ao lado de Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, e Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Jr., integra o trio clássico de interpretações que respondem ao anseio de explicar rapidamente o Brasil pela sua história.

Apenas depois, o historiador mergulha de forma densa na pesquisa histórica paciente e meticulosa. O trabalho de escavação e “desocultação” continuava girando em torno dos temas já anunciados e ia penetrando mais fundo, sempre acreditando que as partes fariam chegar ao todo. Por isso, os detalhes que costuram os largos panos da história brasileira estão em toda obra de SBH e, por supreendentes e incrivelmente próximos, dão a ela mais um recurso de sedução e sonoridade.

Texto de Elias Thomé Saliba, publicado pela revista Carta Capital, revela alguns dos pensamentos principais e passa sutilmente pelos diferentes momentos da trajetória de SBH, reafirmando a importância de conhecê-los ambos, como forma de conhecer o Brasil de ontem e o de hoje por trás das coroas de Portugal, por trás dos vestidos das senhoras, por trás das correntes da escravidão.

Neste sentido, escreve Thomé Saliba, “seus livros continuam sendo “clássicos”, pois, afinal, são aqueles que – como na definição de Italo Calvino – “nunca terminaram de dizer o que tinham para dizer”.

No passado, a fonte para o presente
Elias Thomé Saliba

Em bem-humorada crônica de 1929, Mário de Andrade nos conta a respeito do formidável bote de um jacaré comendo um pato, numa lagoa em Belém do Pará. O ligeiro nhoque do animal era comparado àquele conhecimento rápido e imediato do mundo: “Ver pato, saber pato, desejar pato, abocanhar pato, foi tudo uma coisa só”, exclamava o escritor, maravilhado com o poder da verdadeira intuição. No final da crônica, ele lamenta, por contraste, nossa incapacidade de juntar sensação, abstração, vontade e ação, conformando-se com a lentidão do conhecimento humano. Pitoresca, a crônica resumia o dilema da geração de intelectuais e artistas modernistas: repensar o Brasil em todas as suas peculiaridades, definindo-lhe um lugar cultural no contexto dos países civilizados. Mas o caminho para compreender o País seria pela intuição imediata (tão verdadeira quanto o nhoque do jacaré) ou pesquisando pacientemente as fontes de sua cultura e história?

Esse dilema também marcou a primeira fase da trajetória intelectual do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, cujo início se atrelou à pesquisa histórica. Até os 25 anos, atuando como jornalista, ele -voltou-se, -sobretudo, para a crítica literária. Engajado no movimento modernista, o jovem Sérgio Buarque partilhou da mesma inquietação daquela geração de intelectuais, ansiosos por compreender o Brasil. Isto implicava, de qualquer forma, um mergulho na história brasileira, para explicar rapidamente o que era o Brasil e a brasilidade. Publicado em 1936, Raízes do Brasil, o primeiro livro de SBH, integra (ao lado de Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre, e Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Jr.) o trio clássico de interpretações que, por meio do ensaio sintético, respondem ao anseio de explicar rapidamente o Brasil pela sua história.

As “raízes” do título tiveram na época dois significados. O primeiro era uma referência às estruturas mentais mais profundas que forjaram a história brasileira. O segundo, uma indicação mais sutil, ao fato de que qualquer raiz é feita para ser arrancada. Num estilo eminentemente narrativo que sempre o caracterizou, SBH reconstitui, neste livro, o peso das heranças rurais, nos aspectos sociopolíticos e culturais. As raízes brasileiras germinam no solo profundo da decadência do império português no século XVI, no qual surgem sociedades de economia frágil e capitalismo incipiente, incapazes de gerar uma burguesia modernizadora, apta a impor sua dominação sobre a aristocracia. (Texto completo)

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JUSTIÇA É SERIAL KILLER DE PROVAS CONTRA RICOS NO BRASIL: FAMÍLIA SARNEY NÃO PODE NEM SER INVESTIGADA, SENTENCIA STF

Justiça, a cínica

Clã Sarney: as provas não valem

Justiça é Serial killer de provas, mata em série as provas contra os ricos.

A decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) de anular as provas da investigação da família Sarney pela Polícia Federal é mais uma prova (evidente, concreta, válida) de que no Brasil ricos não podem ser  investigados. As provas anuladas são da chamada operação Boi Barrica, que  investigou os negócios do empresário Fernando Sarney e outros familiares do presidente do Senado, José Sarney.

Quando um rico é investigado, como nos casos das operações Castelo de Areia e Satiagraha, a justiça simplesmente anula as provas. É anulação em série.  As provas podem provar que houve corrupção, mas isso não importa quando são os ricos os acusados. Aqui não se pode nem investigar os ricos.

Essa é mais uma situação ou prova de que a consciência de renda tornou-se mais importante do que a consciência de classe nas sociedades contemporâneas. A consciência de renda parece evidenciar que as diferenças entre proprietários dos meios de produção e trabalhadores são menos importantes atualmente do que a diferença entre os ricos (sejam proprietários dos meios de produção ou simplesmente corruptos) e a população em geral. As decisões que anulam provas de ricos são explicadas pela consciência de renda. Há interesses comuns entre as camadas mais ricas da população e esses interesses comuns são estabelecidos por práticas e procedimentos que impedem até a investigação. Quicá a punição.

Há tempos estamos dizendo que o problema da corrupção no Brasil não é  do Legislativo nem do Executivo. Não adianta fazer manifestação contra a corrupção se a justiça, o principal problema do país, não cumpre sua função. A justiça deveria ser o principal alvo das manifestações contra a injustiça e a corrupção.

Veja trecho da informação, do Estadão:

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou as provas colhidas durante a Operação Boi Barrica da Polícia Federal, que investigou suspeitas de crimes cometidos por integrantes da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Os ministros da 6ª Turma do STJ consideraram ilegais interceptações telefônicas feitas durante as investigações. (texto integral)

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INVESTIMENTOS SOCIAIS E SEGURANÇA AINDA SÃO REALIDADES DISTANTES EM COMUNIDADES QUE RECEBERAM AS UPPs

Que olhar deve ser lançado à comunidade?

Quando as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) foram instaladas em algumas favelas do Rio de Janeiro, a sensação era de que, enfim, o estado se fazia presente na periferia, diluindo a fronteira que até então a separava do “asfalto” – como se convencionou dizer – separando-a do acesso a investimentos sociais, garantia de segurança e execução dos demais direitos do cidadão.

No entanto, recente pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), demonstrou que em duas comunidades cariocas que receberam as UPPs, as favelas do Cantagalo e do Vidigal, a realidade não mudou muito. Moradores ouvidos reclamam da violência policial e da falta de investimentos em saneamento básico, pavimentação e coleta de lixo.

Os dados da pesquisa talvez demonstrem não o fracasso das UPPs, e sim a extensão da cultura da atividade policial no Brasil que se formou ancorada na corrupção e na violência. Neste sentido, fazer com que as fronteiras entre o centro e a periferia das grandes metrópoles diminua por meio da efetiva oferta de serviços sociais e proteção jurídica equivale à realização de mudanças que de fato combatam a corrupção policial e tornem possível o fim de incursões policiais violentas e prejudiciais aos moradores.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Agência Brasil:

Pesquisa da FGV em duas comunidades pacificadas mostra que muita coisa ainda precisa ser feita
Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A vida dos moradores de duas comunidades cariocas que receberam as unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), as favelas do Cantagalo e do Vidigal, pouco mudou. A conclusão é de uma pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas, divulgada hoje (14). O objetivo do estudo foi conhecer hábitos dos moradores das comunidades em relação ao exercício de direitos e ao uso de serviços jurídicos, após a instalação das UPPs.

Na Favela do Cantagalo, na zona sul, 29% dos moradores da comunidade declararam ter sido desrespeitados pela polícia nos últimos doze meses. A UPP funciona no local desde dezembro de 2009. No Vidigal, também na zona sul, 20% das pessoas relataram o mesmo problema. Segundo a pesquisa, menos da metade dos entrevistados, quando agredidos, procuram a Defensoria Pública e a própria polícia para solucionar as questões.

A pesquisa também apontou uma grande diferença entre as duas comunidades avaliadas em relação à infraestrutura básica. No Cantagalo, 75% dos entrevistados apontaram que os problemas mais preocupantes são a pavimentação e a coleta de lixo. Já no Vidigal, 35% dos moradores reclamaram da pavimentação e de os serviços de abastecimento de água e saneamento.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, atribuiu as reclamações de abuso policial feitas pelos moradores à ausência do Estado nessas regiões nos últimos quarenta anos. Beltrame disse que a corrupção policial e seus excessos continuarão a ser combatidos com punições. “Essas questões são ajustes que serão feitos ao longo do processo. Não existia ali a convivência entre moradores e policiais, agora essa convivência passou a existir”. (Texto completo)

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FUSÃO DE GRANDES EMPRESAS ESTÁ NA RAIZ DA CRISE ECONÔMICA QUE ABATE OS ESTADOS UNIDOS E A UNIÃO EUROPÉIA

O capitalismo precisa ser um pouco socialista para sobreviver. Parece um paradoxo, mas não é. O capitalismo é um sistema que tende, organicamente, à concentração de renda na mãos de poucos e, com renda cada vez mais concentrada,o sistema fica engessado e vulnerável  a crises.

Essa característica do sistema dá uma grande importância à questão política e aos governantes. São os Estados-nações que, ao redistribuir a renda, teriam um papel importante para a manutenção do capitalismo e para aumentar o seu dinamismo.

 Essa é a situação atual do Brasil, bastou o governo de Lula, num período de 8 anos, distribuir um pouco a renda, para que a economia deslanchasse. Quanto mais distribuída a renda na sociedade, mais dinamizado fica o capitalismo porque passa a ser alimentada toda uma rede de pequenos empreendedores que beneficiam grande parte da sociedade.

Na Europa e Estados Unidos dos últimos 20 anos, desde os anos 90, houve uma escandalosa concentração de poder e riqueza, um período de grandes fusões e aquisições de empresas menores ou com dívidas por empresas maiores. Para piorar, o governo Busch retirou imposto dos mais ricos.

Quando se concentra a renda em um sistema financeiro expressivo como é atualmente, além da falta de dinamismo no capital, há também um grande risco sistêmico de crise, que pode ocorrer em qualquer setor. Se um banco é muito grande, tem 30% do mercado, e tem uma administração irresponsável, gera uma grande crise no país. Se o mercado é controlado por uma grande empresa de alimentação e os produtos são contaminados, pode gerar um estrago sem controle na saúde das pessoas e na economia do país, se somente algumas empresas controlam a distribuição de internet banda larga, o país fica refém dessas empresas, impedindo o desenvolvimento de outros setores da economia.

A fusão de empresas para o bem dos liberais, deveria ser proibida. Mais que isso, usar dinheiro público, como do BNDES, para financiar aquisição e fusão de empresas deveria ser considerado crime. Aí se pergunta: então não teremos grandes empresas, players globais? Claro que não, porque isso é a pior coisa que existe para o sistema e para a sociedade. O próprio nome diz: ao se tornarem “jogadores globais”, as empresas abandonam o sistema de mercado e entram num processo de intervenção. São empresas que deveriam se chamar de interventoras globais. A competição se torna desleal com a população e com outras empresas. Financiar a construção de empresas interventoras globais com o dinheiro público é algo escandaloso.

Os players globais deveriam ser sobretaxados no Brasil caso entrassem aqui com capacidade para quebrar pequenas empresas. Esse taxa deveria financiar a aplicação de pequenas e médias empresas. Uma grande empresa, com poder de mercado, só poderia existir como estatal,  de modo que o governo possa interferir e usar a empresa para ajustar o mercado e promover o desenvolvimento. Como é o caso da Petrobrás.  É importante que se crie empresas estatais eficientes e com um controle de gestão público.

O Brasil também promoveu grandes fusões nos últimos 20 anos, durante o governo FHC, e as coisas pioraram muito. Quanto mais fusão ou aquisição de empresas de modo a controlar um setor do mercado, pior para a população e para o país. O Brasil, paradoxalmente, melhorou nos últimos anos porque havia uma demanda muito grande para o consumo, uma massa populacional, que estava e ainda está fora do mercado formal, com grande potencial de consumo. Mas a situação é diferente nos países da Europa e Estados Unidos que enfrentam essa crise do capitalismo.

Um dia, dar dinheiro público para uma empresa comprar outra deverá ser considerado corrupção.

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PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE GANHAM VISIBILIDADE COM PRÊMIO VICTOR VALLA

As inscrições vão até dia 15 de outubro

Quem conhece um pouco a realidade da saúde pública no Brasil sabe que ela está longe do ideal. Falta um pouco de tudo nos hospitais e sobram pessoas à espera de atendimento. É por isso que ações que valorizam as iniciativas, projetos e experiências pensadas para promover a saúde no SUS (Sistema Único de Saúde), melhorando e humanizando seu funcionamento, são importantes.

O prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, uma iniciativa inédita da Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva em parceria com o Ministério da Saúde, busca justamente dar visibilidade às diversas ações de educação popular em saúde, incentivando-as enquanto formas e projetos fundamentais que projetam uma saúde melhor para o futuro.

Seja por meio de texto, som, vídeo ou imagem, a criação, orientada por uma necessidade social e humana, é a principal premiada desta iniciativa. É preciso acreditar e pensar as mudanças, mesmo quando elas parecem distantes.

Veja texto com mais informações sobre o prêmio, quem pode participar e como será feita a premiação:

Concurso premia ações de educação popular em saúde
Por Agência Saúde

Inscrições para a edição inédita do concurso Victor Valla vão até 15 de outubro; iniciativa é apoiada pelo Ministério da Saúde

Estão abertas até 15 de outubro as inscrições para o prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, uma iniciativa inédita da Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva em parceria com o Ministério da Saúde. O prêmio visa contribuir com o fortalecimento de grupos, movimentos populares e acadêmicos, assim como serviços de saúde que desenvolvem ações de educação popular em saúde. A proposta pretende fortalecer a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no Sistema Único de Saúde (ParticipaSUS).

“O prêmio foi criado para dar visibilidade, força e respeito às práticas, experiências e coletivos de educação popular em saúde, ressaltando sua capacidade de produzir iniciativas e conhecimentos que contribuam na construção do SUS”, explica a diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Júlia Roland. Acesse, aqui, o edital do concurso.

PARTICIPAÇÃO – Podem participar do concurso integrantes de movimentos populares, conselheiros de saúde, gestores, trabalhadores, estudantes, educadores, pesquisadores e pessoas envolvidas com experiências de educação popular em saúde, incluindo a sociedade civil organizada. Serão premiadas iniciativas inéditas de caráter público, sem fins lucrativos, embasadas nos princípios da Educação Popular e articuladas ao SUS em quatro categorias: narrativas ou relatos, produções audiovisuais ou musicais, textos artísticos e textos científicos.

PREMIAÇÃO – As experiências classificadas em primeiro lugar em cada categoria receberão R$ 6 mil. O segundo lugar, R$ 5 mil e o terceiro lugar, R$ 4 mil. As iniciativas apresentadas na forma escrita premiadas poderão compor a 2ª edição do Caderno de Educação Popular em Saúde, publicação do Ministério da Saúde. Já os dez vídeos ou áudios vencedores irão compor um DVD educativo que será desenvolvido pelo Ministério. Os autores e coautores das iniciativas classificadas ou premiadas receberão certificados de participação e os trabalhos selecionados em cada categoria serão divulgados. Para que os valores sejam investidos na visibilidade e no fortalecimento das culturas e práticas populares de saúde, os autores premiados deverão apresentar um plano de ação indicando como e onde será utilizado o valor da premiação. (Texto completo)

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EM MINAS GERAIS PROFISSIONAIS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO REIVINDICAM AUMENTO DO PISO SALARIAL

Na falta de professor, falta todo resto...

Em greve desde o dia 8 de junho, cerca de 20 professores da rede pública de ensino em Minas Gerais pedem o aumento do piso salarial no estado que, atualmente, gira em torno de R$ 550,00 – chegando a cerca de R$ 800,00 com os benefícios e depois dos descontos – segundo professores que participam das manifestações.

A categoria reivindica um piso de R$ 1.187, mais próximo do valor nacional, instituído pela Lei Federal 11.738/08 que, segundo o Ministério da Educação, é de R$ 1.187 e R$ 1.597, conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Os professores seguem sem ser ouvidos pelo governo do estado e já foram inclusive substituídos, como revela notícia publicada pelo Portal Vermelho. Depois, não adianta reclamar quando chega o resultado do Enem e a qualidade da escola pública é colocada em questão. Boa educação sem bons professores, motivados e valorizados, é quase como um milagre!

Em Minas, professores se acorrentam e entram em greve de fome
Por Deborah Moreira

Cerca de 20 professores mineiros da rede estadual estão em greve de fome e acorrentados ao monumento Pirulito da Praça Sete, região central de Belo Horizonte, desde as 7h de hoje. O ato é para chamar a atenção sobre a situação da categoria paralisada desde o dia 8 de junho para reivindicar aumento no piso salarial. Confira também o vídeo com imagens registradas na manhã de hoje.

Inicialmente, os mais de 150 mil trabalhadores que cruzaram os braços exigiam equiparação ao piso nacional, instituído pela Lei Federal 11.738/08 que, segundo o Ministério da Educação é de R$ 1.187 e R$ 1.597, conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

“Chegando aos 98 dias de greve, concordamos com o pagamento proporcional com base nos R$ 1.187, além do plano de carreira. É preciso levar em conta o tempo de trabalho e capacitação do professor”, explicou Rafael Calado Alves Pereira, diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindi-Ute).

Munidos de nariz de palhaço, cartazes e panfletos, os manifestantes estão na praça abordando a população para explicar o impasse nas negociações com o governo estadual. Eles prometem permanecer no local até as 19h.

Como Thiago Luiz Ferreira Miranda, 30 anos, que há sete é professor da rede. Atualmente, pelas 24 horas semanais de trabalho recebe um salário base de R$ 550. “Com os benefícios o valor chega a R$ 950. Após descontos, recebo em conta R$ 801,20. Tenho curso superior, tenho a responsabilidade de conduzir uma sala de aula e recebo menos que o piso nacional”, indigna-se o acorrentado, que promete permanecer no local até as 19h somente bebendo água. (Texto completo)

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ECONOMISTAS RESPONSABILIZAM AUSÊNCIA DE REGULAÇÃO DOS MERCADOS PELAS CRISES DE 2008 E 2009 E ALERTAM PARA AGRAVAMENTO DA ATUAL

Quase mortas também estão as estratégias dos países ricos para conter a crise. Elas, segundo os economistas, apenas desaceleram ainda mais a economia

Economistas reunidos no debate “Neoliberalismo: um colapso inconcluso”, organizado pela agência Carta Maior discutiram as causas e as implicações das duas últimas grandes crises econômicas internacionais: a de 2008 e a de 2009, cujas implicações estão sendo sentidas nos dias atuais.

O alvo dos economistas, como o próprio nome do debate leva a concluir, foi a política neoliberal e a ausência de mecanismos de controle e regulação que, segundo eles, se não tivesse impedido, ao menos reduziria o impacto das recentes crises financeiras.

Luiz Gonzaga Belluzzo, professor titular do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lembrou no debate que é preciso situar corretamente o neoliberalismo como uma “política que se opõe a um momento onde as forças políticas nascidas da Segunda Guerra Mundial decidiram ‘domesticar’ o capitalismo”.

Os direitos trabalhistas e as políticas de bem estar social são algumas das tentativas de domesticar o capitalismo que passaram a ser implantadas, principalmente no pós-guerra, para tentar reconstruir um mundo praticamente em ruínas. O mesmo aconteceu depois da crise de 1929, por exemplo. No entanto, o decorrer da história acabou sendo pautado pela dominância da onda neoliberal e por uma desregulamentação dos mercados ao redor do mundo.

O fato é que, como lembra o economista, “essas políticas neoliberais não redundaram em melhoria de renda nem em crescimento econômico”; e o resultado de um mundo que não aprendeu com os próprios erros está aí, basta ter olhos para ver.

Veja texto sobre o assunto publicado pela Rede Brasil Atual:

Para economistas, falta de regulação traz risco de agravamento da crise externa
Por João Peres

São Paulo – As faltas de regulamentação e de limites para a circulação de dinheiro em mercados financeiros do mundo são responsáveis pela crise econômica internacional de 2008 e 2009 e por seu desdobramento atual. Na tarde desta segunda-feira (12), o debate “Neoliberalismo: um colapso inconcluso”, organizado pela agência Carta Maior, reúniu economistas para discutir o cenário de crise internacional.

A ausência de mecanismos de controle traz risco de que o impacto atual seja até mais grave do que o visto há três anos, quando quebras de bancos nos Estados Unidos e na Europa provocaram uma onda de pacotes de socorro a empresas “grandes demais para quebrar”. O mais preocupante é que, a esta altura, os Estados já não contam com as alternativas que foram testadas antes – e falharam.

Luiz Gonzaga Belluzzo, professor titular do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), definiu o alvo das críticas. “Quando falamos em neoliberalismo, estamos falando de um conjunto de convicções e de políticas executadas a partir de determinado período. É uma política que se opõe a um momento em que as forças políticas nascidas da Segunda Guerra Mundial decidiram ‘domesticar’ o capitalismo”, explica.

A referência é ao cenário político encontrado nos Estados Unidos depois da crise de 1929, e na Europa, a partir do fim da década de 1940. Se até esses períodos predominavam tendências liberais, que acreditavam que o mercado se regularia sozinho, a social-democracia, de centro-esquerda, e mesmo a democracia cristã, de centro-direita, passaram a construir e a manter políticas de bem-estar social, principalmente em países europeus. Direitos trabalhistas e seguridade social compõem os principais pilares do que Belluzzo considera como tentativa de conter a selvageria do capitalismo. No caso dos Estados Unidos, restrições ao sistema financeiro e agências reguladoras para diferentes setores da economia foram criadas. (Texto completo)

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OPINIÃO DOS JORNALISTAS ESTÁ SENDO INTERDITADA E SUA FUNÇÃO SOCIAL ANULADA EM GRANDE PARTE DAS REDAÇÕES BRASILEIRAS

Tempos modernos: na linha de produção da imprensa jornalista não pensa, faz

O jornalista moderno viveria um paradoxo segundo texto do jornalista Leandro Fortes cujo trecho segue abaixo. Enquanto as redações de jornais, revistas ou telejornais buscam se adaptar às novas tecnologias para não perder o bonde da velocidade e da liberdade de expressão da internet, os jornalistas são submetidos a um rígido controle de suas práticas, principalmente nas redes sociais, onde eles são proibidos de manifestar a sua opinião, isso quando o jornal não os proíbe de ter esse tipo de perfil na rede.

A crença de que o jornalista deve ser isento está assim sendo claramente distorcida e levada às últimas consequências anulando o papel político e social da profissão e convertendo os jornalistas em simples repassadores de notícia e tarefeiros de redação. O fenômeno que se desenha atualmente é tal que um bom jornalista, que acredita na sua profissão e procura fazê-la da melhor forma possível, vê-se de repente sem espaço e lugar na cada vez mais dominante lógica de mercado do jornalismo atual e sem voz para se expressar no seu cotidiano pessoal.

O curioso é ver uma imprensa que usa como pretexto a isenção do jornalista (algo a priori impossível) para sustentar a sua própria falta de isenção ou, para usar uma palavra mais adequada, a sua falta de comprometimento com a diversidade de versões e opiniões.

Veja texto de Leandro Fortes sobre o assunto publicado originalmente no blog Vi o Mundo e republicado pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação:

#jornalistas interditados
Por Leandro Fortes

As relações arcaicas que ainda prevalecem nas redações brasileiras, sobretudo naquelas ancoradas nos oligopólios familiares de mídia, revelam um terrível processo de adaptação às novas tecnologias no qual, embora as empresas usufruam largamente de suas interfaces comerciais, estabeleceu-se um padrão de interdição ideológica dos jornalistas. Isso significa que a adequação de rotinas e produtos da mídia ao que há de mais moderno e inovador no mercado de informática tem, simplesmente, servido para coibir e neutralizar a natureza política da atividade jornalística no Brasil.

Baseados na falsa noção de que o jornalista deve ser isento, as grandes empresas de comunicação criaram normas internas cada vez mais rígidas para impedir a livre manifestação dos jornalistas nas redes sociais e, assim, evitar o vazamento do clima sufocante e autoritário que por muitas vezes permeia o universo trabalhista da mídia. Em suma, a opinião dos jornalistas e, por analogia, sua função crítica social, está sendo interditada.

Recentemente, a ombudsman da Folha de S.Paulo, Suzana Singer, opinou que jornalista não deveria ter Twitter pessoal. Usou como argumento o fato de que, ao tuitar algo “ofensivo”, o jornalista corre o risco de, mais para frente, ter que entrevistar o ofendido. A preocupação da ombudsman tem certa legitimidade funcional, mas é um desses absurdos sobre os quais me sinto obrigado a, de vez em quando, me debruçar, nem que seja para garantir o mínimo de dissociação entre a profissão, que tem caráter universal, e os guetos corporativos onde, desde os anos 1980, um sem número de manuais de redação passaram a ditar todo tipo de norma, inclusive comportamental, sobretudo para os repórteres.

Suzana Singer deu um exemplo prosaico, desses com enorme potencial para servir de case em cursinhos de formação de monstrinhos corporativos que pululam nas redações:

“Hoje o jornalista pode estar em um churrasco, com os amigos, e ser ofensivo com os palmeirenses porque eles ganharam o jogo de domingo. E na semana seguinte ele tem que ir entrevistar o presidente do Palmeiras. Ou seja, é uma situação muito desagradável, que poderia ter sido evitada se o repórter tivesse a postura adequada de não misturar as coisas. Não tem como ter dupla personalidade, separar a sua vida pessoal da profissional, assim como não dá para ter duas contas no twitter”.

Bom, primeiro é preciso esclarecer duas coisas, principalmente para os leitores desse blog que não são jornalistas: é possível, sim, separar a vida pessoal da profissional; e, claro, dá para ter duas contas no twitter. Essa história de que jornalista tem que ser jornalista 24 horas é a base do sistema de exploração trabalhista que obriga repórteres, em todo o Brasil, a trabalhar sem hora extra, ser incomodado nas férias e interrompido nos fins de semana, como se fossem cirurgiões de guerra. Também é responsável, na outra ponta, por estimular jornalistas que se tornam escravos de si mesmo, ao ponto de, mesmo em festas de crianças e batizados de bonecas, passarem todo tempo molestando alguma fonte infeliz que calhou de frequentar o mesmo espaço.(Texto completo)

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