Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 15 setembro, 2011

EM MINAS GERAIS PROFISSIONAIS DA REDE PÚBLICA DE ENSINO REIVINDICAM AUMENTO DO PISO SALARIAL

Na falta de professor, falta todo resto...

Em greve desde o dia 8 de junho, cerca de 20 professores da rede pública de ensino em Minas Gerais pedem o aumento do piso salarial no estado que, atualmente, gira em torno de R$ 550,00 – chegando a cerca de R$ 800,00 com os benefícios e depois dos descontos – segundo professores que participam das manifestações.

A categoria reivindica um piso de R$ 1.187, mais próximo do valor nacional, instituído pela Lei Federal 11.738/08 que, segundo o Ministério da Educação, é de R$ 1.187 e R$ 1.597, conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Os professores seguem sem ser ouvidos pelo governo do estado e já foram inclusive substituídos, como revela notícia publicada pelo Portal Vermelho. Depois, não adianta reclamar quando chega o resultado do Enem e a qualidade da escola pública é colocada em questão. Boa educação sem bons professores, motivados e valorizados, é quase como um milagre!

Em Minas, professores se acorrentam e entram em greve de fome
Por Deborah Moreira

Cerca de 20 professores mineiros da rede estadual estão em greve de fome e acorrentados ao monumento Pirulito da Praça Sete, região central de Belo Horizonte, desde as 7h de hoje. O ato é para chamar a atenção sobre a situação da categoria paralisada desde o dia 8 de junho para reivindicar aumento no piso salarial. Confira também o vídeo com imagens registradas na manhã de hoje.

Inicialmente, os mais de 150 mil trabalhadores que cruzaram os braços exigiam equiparação ao piso nacional, instituído pela Lei Federal 11.738/08 que, segundo o Ministério da Educação é de R$ 1.187 e R$ 1.597, conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

“Chegando aos 98 dias de greve, concordamos com o pagamento proporcional com base nos R$ 1.187, além do plano de carreira. É preciso levar em conta o tempo de trabalho e capacitação do professor”, explicou Rafael Calado Alves Pereira, diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindi-Ute).

Munidos de nariz de palhaço, cartazes e panfletos, os manifestantes estão na praça abordando a população para explicar o impasse nas negociações com o governo estadual. Eles prometem permanecer no local até as 19h.

Como Thiago Luiz Ferreira Miranda, 30 anos, que há sete é professor da rede. Atualmente, pelas 24 horas semanais de trabalho recebe um salário base de R$ 550. “Com os benefícios o valor chega a R$ 950. Após descontos, recebo em conta R$ 801,20. Tenho curso superior, tenho a responsabilidade de conduzir uma sala de aula e recebo menos que o piso nacional”, indigna-se o acorrentado, que promete permanecer no local até as 19h somente bebendo água. (Texto completo)

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