Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 19 setembro, 2011

BRASIL OCUPA A 72º POSIÇÃO NO RANKING DA OMS DE GASTO PER CAPITA EM SAÚDE. LÍDERES DO RANKING GASTAM 20 VEZES MAIS

Presidente Dilma defende ampliação de recursos para a saúde

Recentemente, divulgamos aqui no Educação Política um concurso que pretendia premiar alguns dos melhores trabalhos desenvolvidos sobre educação popular em saúde no Brasil e lembramos a importância em pensar e planejar alternativas para melhorar o atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde).

No entanto, a melhora e efetiva promoção de saúde no SUS infelizmente não acontecerá apenas com o esforço dos cidadãos e profissionais da saúde. O estado, como gestor econômico e político da nação, também precisa ver a saúde como prioridade e orientar esforços e ações no sentido de melhorar o hoje precário, para não dizer absurdo, atendimento.

O fato é que recentes dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que o estado brasileiro parece não estar tão preocupado com o setor. Com o 7º PIB mundial, o Brasil ocupa a 72º posição no ranking divulgado pela OMS em gasto per capita com a saúde. Os primeiros colocados do ranking, Noruega e Mônaco, gastam 20 vezes mais. Em comparação com os vizinhos da América Latina a situação do país é ainda mais preocupante. Argentina, Uruguai e Chile gastam mais em saúde do que nós.

Tais dados preocupam e diante deles é impossível se perguntar: para onde vai todo o dinheiro que o brasileiro paga todo ano nos já numerosos impostos? O que acontece com a administração de um país que não consegue, sequer, cuidar de forma digna de sua população?

Veja texto sobre o assunto publicado pela Carta Maior:

7° PIB, Brasil é 72° no ranking da OMS de gasto per capita em saúde
Por André Barrocal e Maria Inês Nassif

BRASÍLIA – O Brasil ocupa a 72ª posição no ranking da Organização Mundial de Saúde (OMS) de investimento em saúde, quando a lista é feita com base na despesa estatal por habitante. Os diversos governos gastam, juntos, uma média anual de US$ 317 por pessoa, segundo a última pesquisa da OMS, com dados relativos a 2008.

O desempenho brasileiro é 40% mais baixo do que a média internacional (US$ 517). A liderança do ranking de 193 países pertence a Noruega e Mônaco, cujas despesas anuais (US$ 6,2 mil por habitante) são vinte vezes maiores do que as brasileiras.

Apesar de o Brasil possuir a maior economia da América do Sul, três países do continente se saem melhor: Argentina, Uruguai e Chile.

No chamado G-20, grupo que reúne os países (desenvolvidos e em desenvolvimento) mais ricos do mundo, o desempenho do Brasil, no gasto por habitante, também não é dos melhores. Está na 15ª posição – ganha de África do Sul, China, México, Índia e Indonésia.

O baixo gasto estatal por habitante tem sido um dos argumentos usados pelo governo federal para defender a criação de fonte de recursos extras para a saúde – um novo imposto ou a elevação de um já existente.

Além de o Brasil ter uma na saúde uma performance internacional aquém do poderia de sua economia – é o sétimo maior produto interno bruto (PIB) mundial -, o governo também considera o gasto per capita diminuto, na comparação com a medicina privada. (Texto completo)

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