Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

Arquivos Diários: 21 setembro, 2011

VOTO SECRETO DE DEPUTADO É UMA INDECÊNCIA NA DEMOCRACIA E DETONA A GOVERNABILIDADE

Luiza Erundina é a favor do fim do voto secreto no parlamento

É com bastante satisfação que vemos uma deputada como Luíza Erundina (PSB), defendendo o fim do voto secreto para deputado. Isso porque esta semana ouvi pela CBN uma entrevista com um deputado do PMDB que defendia o voto secreto na Câmara Federal. Vou deixar o nome do deputado secreto também porque não vale a pena citar, visto que ele votou a favor da absolvição de Jaqueline Roriz, flagrada recebendo dinheiro da corrupção.

Nos argumentos do deputado ficou explícito o escracho com a democracia. Primeiro ele diz que votou a favor de Jaqueline Roriz, porque o crime aconteceu antes de ela ser deputada. Portanto, não poderia ser condenada por decoro parlamentar. Parece um argumento lógico, mas é o típico argumento que a justiça brasileira (a cínica) usa para livrar corruptos da cadeia. O parlamentar ou o juiz das altas cortes, para livrar corruptos, dá valor total para os procedimentos técnicos, em detrimento da questão ética, moral e, principalmente, política.  Por esse argumento, Hittler teria se mantido deputado no Brasil, mesmo se tivesse causado um holocausto antes de se eleger. Para livrar o criminoso, não há solução melhor do que a questão técnica. Pela mesma lógica, o juiz que tem dúvida sobre a maternidade de um bebê entre duas possíveis mães, deve serrá-lo ao meio. É uma questão técnica. O dinheiro da corrupção também tira a vida de bebês, pode ter certeza.

Para o deputado do PMDB cujo nome não vale a pena citar, há um certo constrangimento, em algumas votações, porque o deputado contraria o interesse de colegas. Caramba, é um rato ou um deputado? Os constrangimentos pessoais do deputado estão acima dos interesses da nação!!

Outro argumento estapafúrdio do deputado peemdebista é o de que o parlamentar fica constrangido de votar contra o governo, sendo da base governamental, porque depois “ele poderia deixar de receber suas emendas”. Aqui se percebe que o voto secreto de parlamentar também interfere na governabilidade do país. O deputado é da base governamental, mas quer votar contra o governo em algumas matérias, de forma sorrateira e traíra.  Ou seja, quer ser da base governamental, votar contra o governo e levar o dinheiro da emenda parlamentar. Quem governa esse país!!!

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CAMPANHA “BANDA LARGA É UM DIREITO SEU” REALIZA SEMINÁRIO EM BRASÍLIA PARA DISCUTIR PNBL COM O GOVERNO

Participam do debate com o governo O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Intervozes, CUT, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Coletivo Digital, entre outras entidades

Inclusão social conectada à democratização do acesso à internet banda larga

Do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Sociedade civil debate com o governo o Plano Nacional de Banda Larga
Por Redação Intervozes

Campanha “Banda Larga é um Direito Seu!” promove seminário com a participação do Governo Federal para discutir o primeiro ano do lançamento do PNBL. Evento será na próxima quinta-feira, 22/9, em Brasília.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Intervozes, CUT, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Coletivo Digital, entre outras entidades* que compõem a campanha “Banda Larga é um Direito Seu!” realizam seminário, dia 22 de setembro, em Brasília, para discutir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

O objetivo do seminário é debater as propostas do PNBL, após o balanço de mais de um ano de seu lançamento (maio de 2010) e suas perspectivas para os próximos anos.

Desde o início do ano não existem espaços institucionalizados de diálogo entre governo e sociedade civil no âmbito do PNBL, embora tenham ocorrido conversas pontuais. O seminário traz à luz a essencialidade do acesso à internet e a banda larga como um direito, para o exercício da cidadania de milhões de brasileiros.

Segundo a advogada do Idec, Veridiana Alimonti, o que se verifica é que, embora o Plano esteja em andamento, falta ao governo um planejamento estratégico de ampliação do acesso à banda larga, que tenha em vista as dimensões econômicas do Brasil. “O que temos até 2014 é uma Internet de 1 Mbps e ainda uma lacuna de como será resolvido o acesso à Internet nas zonas rurais. Isso é muito pouco se compararmos, por exemplo, com o plano dos Estados Unidos, onde a meta é que 75% da população esteja com acesso de 100 Mbps em 2020.”, contesta Alimonti. (Texto completo)

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